Jair Bolsonaro – Foto: Governo Federal/Presidência
A Polícia Federal (PF) montou um esquema especial de segurança para a vigilância do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da PF desde o dia 22 de novembro. A informação foi apurada pela coluna e revela detalhes da operação montada para garantir a custódia do ex-chefe do Executivo.
Plantão permanente e atuação conjunta
No local, a segurança é feita de forma integrada entre a Polícia Federal e a Polícia Penal Federal (PPF). Segundo as informações, há um plantão permanente composto por oito agentes da PPF, que se dividem em duplas e se revezam diariamente para garantir vigilância constante. A atuação conjunta ocorre tanto na custódia dentro da unidade quanto nas movimentações externas autorizadas pela Justiça. Desde o dia da prisão, a presença da Polícia Penal Federal foi solicitada pela própria PF, como medida adicional de segurança.
Escoltas e saídas controladas
Sempre que há necessidade de deslocamento do ex-presidente, como ocorreu nesta quarta-feira (7/1), quando Bolsonaro foi levado ao Hospital DF Star para a realização de exames médicos, é montada uma escolta aproximada. Nessas situações, agentes da PF e da PPF atuam lado a lado, garantindo que todo o trajeto seja monitorado. O esquema também conta com o apoio de órgãos de segurança do Distrito Federal, incluindo a Polícia Militar (PM), reforçando o controle nas áreas externas.
Pena e contexto jurídico
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por tentativa de golpe de Estado, no âmbito da ação penal que investigou a chamada trama golpista. O reforço na segurança ocorre em meio à grande repercussão política e social do caso, além das recentes discussões envolvendo o estado de saúde do ex-presidente, o que mantém o tema em evidência nos bastidores do poder.



