O síndico Cleber Rosa de Oliveira e o filho, o analista de sistemas Maicon Douglas Souza de Oliveira, foram presos na madrugada de quarta-feira (28/1), em Caldas Novas — Foto: Wildes Barbosa/ O Popular
Síndico e filho dele foram presos suspeitos do homicídio e obstrução de justiça, respectivamente. Corretora foi morta após ir ao subsolo do prédio em que morava em Caldas Novas – região sudoeste de Goiás
A perícia no local onde a corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, foi morta pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira incluiu disparos de arma de fogo em simulação para esclarecer a dinâmica dos fatos, informou o delegado da Polícia Civil André Barbosa à TV Anhanguera (veja o vídeo acima). O síndico Cléber Rosa de Oliveira, e filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos na quarta-feira (28/1) suspeitos do homicídio e obstrução de justiça, respectivamente. “A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias técnico científicas. Esclarecer e querer tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo. Ressalto, a dinâmica do crime, e como tudo isso aconteceu, não vai ser trazido agora por esse comunicado”, declarou. O delegado esclareceu que a perícia ainda não foi concluída e, por isso, ainda não se sabe como a corretora foi morta e se houve de fato disparos de arma de fogo. Daiane foi vista pela última vez descendo para o subsolo do prédio após seu apartamento ficar sem energia. Após mais de 40 dias desaparecida, o síndico do prédio foi preso e confessou o crime para a polícia. O corpo de Daiane foi encontrado em estado de ossada em uma mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas. Em nota enviada ao g1 nesta quinta-feira (29), a defesa de Cleber Rosa e de Maicon Douglas afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que há um compromisso do síndico em contribuir com as autoridades. A defesa afirmou ainda que não há qualquer envolvimento do filho na morte de Daiane (confira a nota completa ao final da reportagem).
Síndico é preso suspeito de homicídio

Cléber Rosa de Oliveria, síndico do prédio onde Daiane Alves de Souza morava foi preso temporariamente suspeito de homicídio e ocultação de cadáver, segundo a Polícia Civil. — Foto: Fábio Lima/O Popular
Na quarta-feira (28/1), o síndico do prédio em que a corretora desapareceu, Cléber e filho dele, Maykon Douglas, foram presos pela Polícia Civil. Segundo o delegado Pedromar Augusto de Souza, o síndico foi preso em investigação do crime de homicídio. Já o porteiro do prédio foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos sobre o crime. O síndico e o filho passaram por audiência de custódia, na quinta-feira (29/1), e tiveram a prisão mantida pela Justiça. Segundo o Ministério Público (MP), durante a audiência, ficou demonstrado que os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos dentro da lei.
Corretora fica desaparecida por mais de um mês
A corretora Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro, quando foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia do apartamento dela. Enquanto ela ia até o subsolo, a corretora gravou vídeos mostrando o apartamento sem energia elétrica, enviou-os para uma amiga e disse que iria religar o padrão de energia. A mãe da corretora, Nilze Alves, tinha combinado com a filha que iria para Caldas Novas no dia seguinte, 18, para conversarem sobre as locações para o Natal e para a virada de ano. Mas, Nilze não encontrou a filha ao chegar no apartamento. A mãe de Daiane conta que a filha deixou a porta do apartamento aberta, mas foi encontrada trancada. No mesmo dia, a família registrou um boletim de ocorrência. Segundo Nilze, a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.
Síndico denunciado
No dia 19 de janeiro, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra a corretora. A ação já estava em andamento antes do desaparecimento de Daiane. Segundo o órgão, de fevereiro a novembro de 2025, Cléber praticou uma série de ações, incluindo agressões físicas e verbais. O promotor Christiano Menezes da Silva Caires, que assina a denúncia, relatou que Cleber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane por meio de vários atos, como, por exemplo, monitoramento constante e perturbação das suas atividades profissionais e pessoais, atingindo a sua liberdade e privacidade. No mesmo dia, a corretora também foi denunciada pelo MP, mas pelo crime de invasão de domicílio, após ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa de Daiane refuta a alegação, dizendo que “a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos”.


