Agostina Paez tem prisão preventiva decretada por racismo em bar de Ipanema no Rio de Janeiro
Foto: Brasil 247
A turista estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva
A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta quinta-feira (5/1) a prisão preventiva da advogada argentina Agostina Paez, acusada de cometer ofensas racistas contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. A decisão foi tomada após o Tribunal de Justiça do estado aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).As informações foram divulgadas pela CNN Brasil. A denúncia foi oferecida pela 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca e acolhida pelo Judiciário nesta semana. Além da decretação da prisão preventiva, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares contra a acusada, incluindo a proibição de deixar o país, a retenção do passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica, com o objetivo de garantir o andamento do processo e evitar risco de fuga. A turista estava com duas amigas em um bar na rua Vinícius de Moraes, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, Agostina dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.


