Kátia Abreu defende liberdade artística no carnaval e rebate críticas sobre homenagem a Lula – Foto: Aquiles Lins
Ex-senadora Kátia Abreu afirma que agremiações não precisam seguir legislação eleitoral e que Lula cumpriu a lei
A ex-senadora Kátia Abreu se manifestou nas redes sociais em defesa da liberdade artística das escolas de samba após questionamentos de setores bolsonaristas sobre a homenagem ao presidente Lula em desfile da Acadêmicos de Niterói. Na postagem, Kátia Abreu argumentou que as agremiações carnavalescas não estão submetidas à legislação eleitoral aplicada a partidos e candidatos, ressaltando que a responsabilidade legal recai apenas sobre eventuais pré-candidatos e que, segundo ela, não houve irregularidade por parte do presidente. “As escolas de samba não são obrigadas a seguir a legislação eleitoral. São livres pra mostrar o que quiserem. Cabe aos pré candidatos a se comportarem de acordo com a lei. E Lula cumpriu”, argumentou. Ela também destacou que Lula não está formalmente registrado como candidato e que ainda não existe chapa oficial definida, o que, em sua avaliação, reforça a inexistência de infração eleitoral. “E o homenageado nem é candidato registrado por seu partido no TSE. Nem há a chapa oficial ainda”, lembrou. Kátia Abreu mencionou ainda a produtora Brasil Paralelo ao fazer uma comparação com situações anteriores. “A Brasil Paralelo em 2022 também não”, disse. Em outra publicação, Kátia Abreu rebateu críticas que associavam a homenagem carnavalesca a possíveis impactos em alianças políticas futuras, citando o MDB e o ex-presidente Michel Temer. “Dizer que a crítica a TEMER vai atrapalhar aliança 2026 do MDB com Lula? Era o que faltava. Lula não é o carnavalesco da escola de Niterói e nem compositor do samba enredo. História não se apaga. Dilma sofreu um golpe pronto e acabou. Não adianta chorar. Tem que pagar o preço”, rebateu. Na mesma linha, ela reforçou que escolas de samba têm autonomia tanto para homenagear quanto para criticar figuras públicas, sem interferência eleitoral, e afirmou que não houve favorecimento financeiro do governo federal. “Imagine se uma Escola de Samba quiser homenagear algum político pra inviabiliza-lo eleitoralmente? As escolas são livres pra suas escolhas tanto para homenagem ou criticar. O patrocínio do governo foi idêntico para todas as escolas. Não houve privilégio”, frisou.



