A aprovação rendeu confusão generalizada na comissão parlamentar
CNN Brasil
Parlamentares aliados ao governo Lula (PT) recorreram a imagens da TV Senado para contestar o resultado de votação da CPMI do INSS. Os governistas têm acusado o presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), de fraude na contagem dos votos. Na sessão desta quinta-feira (26/2), a CPMI aprovou, entre outros requerimentos, a quebra dos sigilos de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A aprovação rendeu confusão generalizada na comissão parlamentar. Ao anunciar o resultado, Carlos Viana contou sete votos da base governista. Entretanto, afirma a base, imagens transmitidas ao vivo pela TV apontam ao menos 14 votos de parlamentares governistas, o que representaria a maioria dos 21 congressistas presentes no momento da votação. A lista de votos contrários inclui: senadora Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner, Tereza Leitão, deputado Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério correia. Viana alegou que, ainda que fossem contabilizados 14 votos, o governo teria sido derrotado, uma vez que a sessão marcava quórum de 31 presentes. Os governistas contraditaram o presidente ao dizer que o painel somava titulares e suplentes e que, por isso, marcava 31 presentes. Deputados e senadores governistas procuraram o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda na tarde desta quinta-feira para questionar a decisão. O grupo ainda anunciou que representará contra Viana no Conselho de Ética.


