Caiado destaca que crescente positiva nos resultados da Saneago teve início com o fortalecimento da governança, da gestão e da capacidade econômico-financeira implementada a partir de 2019- Fotos: Lucas Diener
De forma inédita, investimento anual acumulado em 2025 ultrapassa R$ 1 bilhão. Últimos sete anos marcam recuperação da estatal que chegou a registrar prejuízo
O governador Ronaldo Caiado enfatizou o crescimento operacional, com eficiência, e a solidez financeira alcançada pela Saneago desde o início da sua gestão no Estado, em 2019. “Os resultados são impressionantes. É uma empresa respeitada no cenário nacional”, ressaltou ao mencionar que o gerenciamento técnico da companhia “não tem corpo político”. A declaração ocorreu durante a divulgação do balanço anual da empresa referente a 2025, realizado nesta quinta-feira (12/3), em Goiânia. Na ocasião, o chefe do Executivo goiano recebeu uma homenagem pela atuação na reestruturação da empresa. Aprovado pelo Conselho de Administração da empresa, o balanço apresenta o desempenho no quarto trimestre de 2025, de outubro a dezembro, bem como o resultado acumulado em todo o ano. Os dados apresentados mostram que os investimentos da Saneago cresceram 51,6% em comparação a 2024. O recorte mostra que, pela primeira vez, o investimento acumulado da Saneago, em conjunto com parceiros, ultrapassou R$ 1 bilhão em um único ano. O lucro líquido em 2025 também foi recorde, alcançando R$ 669,7 milhões.
Fotos: Lucas Diener

Caiado destacou que a crescente positiva nos resultados da empresa teve início com o fortalecimento da governança, da gestão e da capacidade econômico-financeira implementada a partir de 2019. Após enfrentar períodos de instabilidade, com prejuízo de R$ 358 milhões registrado em 2015, a companhia iniciou uma fase de recuperação e, nos últimos sete anos, apresentou lucro. “É uma empresa que não se tinha como dividir dividendos, pelo contrário, o Estado tinha que aportar dinheiro do Tesouro para ela sobreviver”, pontuou.
Confiabilidade
Atualmente, a Saneago tem a melhor nota de avaliação da agência internacional de análise de risco Moody’s. Caiado reforçou a reestruturação e lembrou que uma das condicionantes do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) era a privatização da empresa. “Fui ao Congresso e alteramos a lei do RRF para não privatizar a Saneago. Para tirar a condicionante. Falar que está privatizando deve ser posição ideológica”, frisou.
Fotos: Lucas Diener

Ao falar do edital de leilão para a contratação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) o líder goiano enfatizou que não há venda da Saneago, nem mudança de controle acionário, a Companhia permanecerá estatal, com o Estado de Goiás como controlador. A iniciativa visa exclusivamente a universalização dos serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios, abrangendo 336 localidades urbanas, sendo 120 povoados. “Não estamos passando controle acionário e nem está sendo contratado por outro ente. A contratação é pela própria Saneago. É um contrato que a Saneago vai fazer com essas empresas que forem vencedoras do leilão”, sublinhou o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski. “Vão fazer os projetos e construir, tudo aprovado e acompanhado pela Saneago. Quando estiver funcionando a gente começa a pagar o que foi investido em 20 anos que é o tempo da concessão”, afirmou ao reiterar que haverá um certificador independente para garantir a qualidade. “É um serviço essencial para as pessoas, é saúde pública, é saúde ambiental. Então para levar isso com mais rapidez as empresas vêm para fazer junto com a Saneago”, acrescentou.
Legislação e avanços
O balanço comprova que o atendimento com água tratada já é realidade para 6,2 milhões de pessoas, 98,3% dos moradores atendidos pela Saneago, índice praticamente universalizado. O índice de atendimento com esgoto alcança 75% da população. Desde 2019, cerca de 1,3 milhão de novas pessoas passaram a contar com sistema de esgotamento sanitário em território goiano. Em 2018, o esgotamento sanitário atendia 59% dos goianos. De acordo com o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, estabelecido em 2020, as companhias de saneamento têm até 2033 para reduzir as perdas na distribuição para 25%. A empresa goiana alcançou esse índice com uma década de antecedência. Em 2025, registrou 21,8% de perdas de água na distribuição, número praticamente duas vezes menor do que a média nacional, que ficou em 40%. Goiânia teve o menor índice entre todas as 27 capitais brasileiras, com apenas 12,3%. Em 2018, as perdas chegaram a 29,51% no geral e 21,7% em Goiânia – Goiás.


