Reprodução/No Kings
A guerra no Irã e as operações repressivas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) são os principais pontos que motivaram os manifestantes a irem às ruas neste sábado (28/3)
Milhares de pessoas protestam neste sábado (28/3) nos Estados Unidos da América (EUA) contra o governo de Donald Trump. A iniciativa “No Kings” (Sem Reis) está na terceira edição, e reuniu manifestantes em diversas cidades do país. A guerra no Irã e as operações repressivas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) são os principais pontos que motivaram os manifestantes a ir às ruas. “Polícia secreta mascarada aterrorizando nossas comunidades. Uma guerra ilegal e catastrófica que nos coloca em perigo e aumenta nossos custos […] Trump quer nos governar como um tirano. Mas isto é a América, e o poder pertence ao povo — não a aspirantes a reis ou seus comparsas bilionários”, diz o texto da organização convidando a população aos protestos. São mais de 3.200 pontos de protestos em todo o país, segundo a organização.
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Em Minnesota, estado palco da maior repressão do serviço de imigração americano, o evento principal da manifestação No Kings reuniu uma multidão no Capitólio estadual, na cidade de Saint Paul. O evento conta com a participação dos cantores Bruce Springsteen, Tom Morello, Joen Baez e Maggie Rogers, além de políticos locais, incluindo o governador do estado, Tim Walz, e o senador Bernie Sanders, uma das principais lideranças do partido democrata. Em janeiro deste ano, duas pessoas foram mortas a tiros por agentes do ICE na cidade de Mineápolis, em Minnesota: Renee Good e Alex Pretti. Os dois eram cidadãos americanos de 37 anos, e tiveram as mortes registradas em vídeos, o que aumentou a repercussão dos casos. Milhares se reúnem em grandes cidades como São Francisco, Washington, Seattle, Boston e Albuquerque.
Reprodução/No Kings

Segundo a organização, os protestos de hoje ganharam dimensão, também, longe de grandes centros – segundo a organização do protesto, um aumento considerável em relação à última edição. Em West Palm Beach, na Flórida, é possível ver cartazes contra o secretário de guerra dos EUA, Pete Hegseth, e criticando Trump pela relação com o bilionário Jeffrey Epstein.


