Durante participação em painel do 12º Fórum Anual de Investimentos do banco Bradesco BBI, Kassab também destacou é muito importante para o País que tenha a alternativa de votar em Caiado, “nem que fosse para perder” – Foto: Reprodução/PSD Brasil via Youtube
“Vão falar: ‘mas não vai para o segundo turno’. Bom, mas se não for para o segundo turno – e eu acho que pode ir e se tiver 15%, ótimo – são 15% com os quais nós vamos chamar alguém, porque essa alternativa é séria, e dizer: ‘olha, nós vamos apoiar porque nós queremos isso, isso, isso’”. Caiado foi escolhido como pré-candidato do PSD após disputar a indicação com os governadores do Paraná, Ratinho Júnior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em declarações recentes, Kassab afirma que seu candidato será “a melhor via” da disputa. Ao anunciar a pré-candidatura, o goiano destacou que seu primeiro ato será conceder anistia aos condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “O propósito de quem está com a candidatura do Caiado é, efetivamente, melhorar o País. Não tem nenhuma vaidade”, continuou Kassab. “O voto do Lula e o voto do Bolsonaro têm uma rejeição muito grande. Ambas as candidaturas têm rejeição maior que 40%, é algo muito expressivo.” O presidente do PSD salientou que há um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% e avaliou que o desafio é chegar ao fim de junho com esse patamar. Disse ainda que uma candidatura consolidada em 10% no início de julho, quando ocorrem as convenções e a campanha pode efetivamente começar, é um objetivo a ser perseguido e considerado, por ele, factível. “O voto do Lula não é um voto consolidado. Dos 40% e poucos que ele tem, metade é fluido. E do Flávio Bolsonaro é a mesma coisa”, disse Kassab. “Então, como há muita fluidez no apoio deles, é possível, sim. Acho que é uma esperança.” Caiado foi escolhido como pré-candidato por ter mais chances de chegar no segundo turno, diz Kassab. Ele disse acreditar que a carga tributária do País já figurava entre as mais altas do mundo e avaliou que agora de fato se consolidou nesse patamar, com uma perspectiva considerada muito ruim. Defendeu a realização de uma reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e ampliar privatizações, de modo a liberar recursos sem elevar a carga tributária, com foco em investimentos em infraestrutura e melhorias em saúde e educação, além de um Estado mais enxuto e eficiente. Por fim, criticou novamente o PT, dizendo que o partido promove um Estado cada vez mais “gordo” e arrecadatório, o que classificou como prejudicial ao País.


