Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Chamado de “entreguista” e “colonizador”, Flávio Bolsonaro é vaiado e manda beijo a manifestante que gritava “sem anistia”
O pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi alvo de vaias na Câmara dos Deputados Federais em Brasília (DF) e respondeu com um gesto a uma manifestante que protestava contra ele com gritos de “sem anistia”. O episódio ocorreu durante visita do parlamentar ao Congresso nesta quarta-feira (8/4), em meio a movimentações políticas de seu partido. De acordo com a CNN Brasil, que divulgou o caso, o senador e pré-candidato à Presidência da República esteve no local para acompanhar decisões internas do PL relacionadas à disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
Críticas
Durante a passagem pelo local, uma manifestante dirigiu críticas diretas ao parlamentar. Entre os gritos de “sem anistia!”, ela o chamou de “entreguista” e “colonizador”, além de afirmar que ele “não ama esta terra”. Flávio respondeu à manifestação e afirmou que pretende governar também para povos originários. Ele declarou que iria “libertar os indígenas” e que atuaria em favor dessas populações. A visita do senador ocorreu no contexto da definição do nome do PL para disputar uma vaga no TCU. A bancada decidiu não apoiar o deputado Helio Lopes (PL-RJ), que já se colocava como candidato, e anunciou Soraya Santos como representante do partido na disputa. O parlamentar afirmou que a escolha seguiu alinhamento com Jair Bolsonaro, reforçando a estratégia política da legenda na composição para o tribunal de contas.
‘Sem anistia’
Os gritos de “sem anistia” são referentes a pedidos para que o Judiciário brasileiro responsabilize pessoas condenadas por ações golpistas no Brasil. O STF condenou 29 investigados no inquérito da trama golpista. Um dos condenados foi Jair Bolsonaro, que recebeu a pena mais alta (27 anos de prisão). O repúdio a práticas de ruptura institucional também é referente aos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023, quando bolsonaristas invadiram as estruturas do Congresso, do STF e do Planalto. O Supremo condenou 1.399 acusados de participação nos atos golpistas, de acordo com números divulgados em 8 de Janeiro de 2026, três anos depois das manifestações terroristas.


