Miniaturasmodelos impressos em 3D de bombas de petróleo, bandeira do Irã e gráfico de alta da bolsa Foto: Dado Ruvic/Reuters
Petróleo dispara acima de US$ 100 após anúncio dos EUA de bloqueio naval contra o Irã
O petróleo voltou a ultrapassar a marca de US$ 100 por barril após a ameaça dos EUA de bloqueio naval do Irã e o fracasso nas negociações entre os dois países, refletindo o aumento das tensões no Oriente Médio. Segundo informações publicadas pelo G1, com base em dados do mercado e relatos de autoridades, o barril do Brent, referência internacional, avançava 6,80% por volta das 19h, alcançando US$ 101,93, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subia 7,98%, sendo negociado a US$ 104,27. As negociações entre os EUA e o Irã ocorreram no sábado (11/4) em Islamabad, no Paquistão, em reuniões classificadas como de “alto nível”, que se estenderam por 21 horas. Apesar do esforço diplomático, não houve avanço para um acordo de paz duradouro. O vice-presidente dos EUA J.D. Vance, afirmou que manteve contato constante com o presidente Donald Trump e outros integrantes do governo durante as conversas. Segundo ele, Washington exige garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares nem meios para obtê-las rapidamente. Vance também declarou que os EUA pretendem interceptar embarcações comerciais que tenham pago taxas ao governo iraniano para operar na região, inclusive em águas internacionais. Na prática, a medida busca interromper o escoamento de cerca de 2 milhões de barris diários de petróleo iraniano que ainda transitam pelo estreito, conforme estimativas citadas pela Bloomberg.
Pressão sobre o fluxo marítimo
A instabilidade política e os bloqueios na região têm afetado diretamente o transporte marítimo. O fluxo de navios no Estreito de Ormuz permaneceu reduzido no domingo, com muitas empresas evitando operar na área devido ao risco elevado. Embora tenha havido sinais pontuais de melhora, como a passagem de três superpetroleiros não iranianos nos últimos dias, o tráfego segue muito abaixo dos níveis habituais. Mesmo após um cessar-fogo considerado frágil na semana anterior, que chegou a permitir uma leve retomada, a situação voltou a se deteriorar com o fracasso das negociações.


