Zema defende privatização da Petrobras e Banco do Brasil e ex-ministro questiona impacto no crédito rural e no custo de combustíveis e alimentos
O ex-ministro José Dirceu (PT) afirmou nesta segunda-feira (27/4) que o ex-governador Romeu Zema (Novo) compra briga com o agro ao defender a privatização do Banco do Brasil e da Petrobras, levantando dúvidas sobre o financiamento do setor e os efeitos nos preços de combustíveis e alimentos. A declaração foi publicada por Dirceu em suas redes sociais, onde ele questionou diretamente como Zema pretende explicar suas propostas ao agronegócio e às famílias brasileiras diante das possíveis consequências econômicas. “Zema diz que vai privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil. Como ele vai contar isso ao agronegócio, que tem como maior financiador o BB? Ou para as famílias brasileiras que vão ver o transporte e alimentos ficarem mais caros quando nosso combustível estiver totalmente nas mãos de monopólios internacionais?”, escreveu o ex-ministro.
Plano econômico e críticas ao governo Lula
Pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema tem defendido um programa econômico baseado na redução do tamanho do Estado e na ampliação da participação da iniciativa privada. “Meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável. E ele começa dizendo a você a verdade: o governo Lula gasta mais do que arrecada. Para fechar a conta ele pega muito dinheiro emprestado, e isso cria uma dívida que cresce sem parar”, afirmou. Zema também declarou que o governo paga “juros de agiota” e propôs como solução um conjunto de privatizações e medidas de contenção de gastos públicos.
Privatizações no centro da proposta
Entre as principais promessas do ex-governador está a venda de estatais estratégicas. Ele afirmou que pretende privatizar tanto a Petrobras quanto o Banco do Brasil, além de reduzir despesas consideradas excessivas na administração pública.

“Eu vou privatizar a Petrobras. Eu vou privatizar o Banco do Brasil. E vou passar a faca nos super salários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, disse Romeu Zema


