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“Amélio é o elemento de unificação”, afirmou um aliado que acompanha as negociações
p/ Por Alex Câmara
Enquanto a cena política tocantinense se agita com os ventos pré-eleitorais, um café da manhã reservado, na última semana, revelou a engrenagem de bastidores que mantém coeso o grupo governista, governador Wanderlei Barbosa, o vice-presidente do Senado Eduardo Gomes o presidente te da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres e o deputado Vilmar do Detran. Em um encontro descrito por fontes próximas como “totalmente blindado contra vazamentos”, a reunião de longa duração teve um objetivo claro: costurar a estratégia para 2026 com Amélio Cayres como principal articulador. O sigilo absoluto em torno dos diálogos é, em si, uma mensagem. Em um período em que a oposição busca explorar eventuais rachas, o núcleo duro do governo demonstra que a unidade segue sendo prioridade e que as negociações mais sensíveis ocorrem longe dos holofotes. A escolha de Cayres como anfitrião e pivô do encontro não é acidental. Ele carrega dois trunfos considerados decisivos: a representatividade de uma região (Norte e Bico do Papagaio) que concentra mais de 57% dos votos do estado, e o apoio da maioria dos deputados estaduais, fruto de uma liderança consolidada na Alego. “Amélio é o elemento de unificação”, afirmou um aliado que acompanha as negociações, sob condição de anonimato. “Ele tem capital eleitoral, é um articulador nato e tem base popular sólida. Sua entrada na corrida ao Senado daria ao governo uma trincheira forte no Congresso e permitiria que Wanderlei focasse totalmente na sucessão estadual.”



