Fotos: Polícia Penal Investimento do Governo de Goiás na locação dos últimos equipamentos é de R$ 22,9 milhões por um período de cinco anos A Polícia Penal (PP) concluiu a instalação de equipamentos de revista corporal (scanners corporais) em todas as 85 unidades prisionais do estado. Goiás se destaca nacionalmente por antecipar o cumprimento de uma exigência do Supremo Tribunal Federal (STF), cujo prazo final é abril de 2027. O investimento do Governo de Goiás na locação dos últimos 55 scanners que faltavam para cumprir a determinação é de R$ 22,9 milhões por um período de 60 meses. Os equipamentos aumentam a segurança das unidades prisionais, impedindo a entrada de objetos ilícitos, como drogas, armas e celulares. “Os equipamentos reforçam a segurança dos estabelecimentos penais e garantem a aplicação de um método de revista pessoal a todos visitantes de modo mais digno e humanizado”, destaca o diretor-geral da PP, Josimar Pires. A contratação dos equipamentos pela Polícia Penal de Goiás envolve, além da instalação, manutenção preventiva e corretiva, treinamento de servidores e operação assistida. “Além de inibir a entrada de material ilícito, os scanners facilitam o controle de acesso de pessoas no cumprimento das modalidades de visitação nas unidades. É de extrema importância para a manutenção do controle total do sistema prisional pela Polícia Penal”, explica o superintendente de Segurança Penitenciária, Leopoldo de Castro Coelho. Na decisão de abril deste ano, o STF deu prazo de 24 meses para a compra e instalação de equipamentos como scanners corporais, compostos por esteiras de raios X e portais detectores de metais, em todos os estabelecimentos penais do país. Investimentos De 2019 a 2024, o Governo de Goiás investiu mais de R$ 350 milhões no sistema penitenciário goiano em reforma, construção e modernização de unidades; aquisição de veículos, armamentos e equipamentos; compra de mobiliários e artigos hospitalares e de informática, entre outros. Em 2025, a Polícia Penal recebeu R$ 41,9 milhões em recursos para aquisição de equipamentos de segurança e 86 viaturas. A melhoria nas condições de trabalho dos servidores penais aprimorou as ações preventivas nas unidades e contribuiu para a redução dos índices negativos no sistema penal. O Estado não registra rebeliões há quatro anos e reduziu em 99% a apreensão de celulares nos presídios entre 2018 e 2024. Desde 2023, não há registro de apreensões de armas de fogo.
Polícia Penal instala scanners corporais em 100% das unidades prisionais goianas
José Dirceu: ‘Bolsonaro não tem condições de ir para a prisão comum’
O ex-ministro José Dirceu diz que está em curso uma “rebelião silenciosa” entre os jovens, que exigem mudança nas relações e na jornada de trabalho – Foto: © Félix Lima/BBC ” Na prisão, o Valdemar Costa Neto (PL) às vezes ficava bravo comigo, porque eu queria arrumar uma lâmpada, porque eu queria ler, e ele dizia “Zé Dirceu, nós temos que sair daqui, para com isso, você parece que está querendo ficar”, reclamava Prestes a completar 80 anos, o ex-ministro da Casa Civil e dirigente do PT José Dirceu diz que está fazendo exercícios, bebendo menos vinho e se preparando para uma nova campanha eleitoral. No próximo ano, pretende lançar um livro — o segundo volume de uma trilogia autobiográfica — e se candidatar, pela quarta vez, a deputado federal por São Paulo. A nova disputa, segundo ele, foi um pedido expresso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e na qual ele pedirá votos como forma de justiça e “reparação”, após ter cumprido prisões que ele considera injustas pelo caso do mensalão e pela Operação Lava Jato. Dirceu voltou este ano a ocupar uma vaga na direção nacional do PT. Pragmático e ateu, Dirceu conta que sua filha mais nova é evangélica. E recorre a um certo misticismo ao afirmar que conversa com Lula por pensamento, mas que raramente o encontra pessoalmente. “Temos uma relação de quase 40 anos, e convivemos de 1979 até 2005 quase que semanalmente ou diariamente. Então nós também conversamos, vamos dizer assim, por telepatia.” Tido como o cérebro que levou o PT ao poder com uma política de alianças e organização interna, ele reconhece as habilidades dos seus opositores. Afirma que Valdemar Costa Neto, fundador e presidente do PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro, “é o político mais hábil que tem na direita”, e “um dos quadros mais qualificados”. A relação dos dois é antiga. Valdemar foi um dos articuladores da aliança do PT com o PL em 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, com seu vice, José Alencar. Mais tarde, Dirceu e Valdemar foram colegas de cela, presos no âmbito do mensalão, como ficou conhecida a “mesada” que deputados recebiam do PT para votar a favor dos projetos do governo em 2005 segundo condenação do Supremo Tribunal Federal. Dirceu nega, até hoje, a existência daquele que seria o primeiro grande escândalo de corrupção da era petista, ainda que mencione, sem detalhar, “erros”. “O Valdemar às vezes ficava bravo comigo, porque eu queria arrumar uma lâmpada, porque eu queria ler, e ele dizia ‘Zé Dirceu, nós temos que sair daqui, para com isso, você parece que está querendo ficar’. E eu dizia, não Valdemar, eu quero ler”, contou o ex-ministro. “Felizmente ele não ficou, mas eu fiquei. Eu estava certo, porque que eu fiquei, então eu tive que lutar por melhores condições dentro da prisão.” Para ele, Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado pelo Supremo e em prisão domiciliar, não tem condições de ficar preso, por ser “muito instável” e sem “autocontrole”. Para ele, é justo que Bolsonaro fique em casa, nas mesmas condições atuais do também ex-presidente condenado Fernando Collor de Mello. O guerrilheiro, que foi preso cinco vezes — uma na ditadura, outra no mensalão e três vezes na Operação Lava Jato —, emocionou-se, ainda que discretamente, ao falar do ex-ministro da Fazenda, e ex-petista, Antônio Palocci. “Éramos muito ligados afetivamente”, disse. “Quase que irmãos”. Mas deixaram de se falar depois que Palocci iniciou suas negociações com a Polícia Federal, à revelia do Ministério Público Federal, para colaboração premiada na Operação Lava Jato em 2018. “Eu jamais faria [delação premiada]. Eu preferia morrer do que fazer”, diz Dirceu. “Ele fez, assumiu as consequências e eu não vou julgar, não vou fazer isso, porque acho que é até covardia fazer isso.” Confira os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil – O senhor disse, numa entrevista há 20 anos, que havia revelações que o senhor só faria depois de 80 anos. Faltam 6 meses. Não pode antecipar alguma coisa? José Dirceu – Não vou contar. Na verdade, eu tinha uma avaliação de que, quando chegasse aos 80 anos, eu estaria muito mais velho do que estou e que estaria quase aposentado. Como eu não estou nem mais velho nem aposentado… Vou publicar o segundo volume das minhas memórias, que começa na minha saída do governo, da minha cassação, que já está inclusive no primeiro volume, e vai até 2014, 2015. Aí eu vou escrever sobre… O título é ‘Eu e a Lava Jato depois das eleições de 26’. Mas o importante é refletir como o Brasil mudou, como o mundo está mudando também. A parte mais reservada, sigilosa é minha participação na resistência armada à ditadura. Eu sempre falo em geral, mas nunca escrevi um livro sobre isso. Daria para escrever um livro sobre a minha clandestinidade e minha atuação na luta contra a ditadura. Mas isso sempre traz fantasmas que não vale a pena ressuscitar. BBC News Brasil – Uma pergunta sobre isso então: o senhor fez plástica, desfez. Ficou dez anos sem dar notícias para sua mãe, para sua mulher, seu filho. O senhor se arrepende de alguma coisa? Dirceu – Não. BBC News Brasil – Ficaria dez anos sem dar notícia para a família de novo? Dirceu – Ficaria, se fosse necessário. Era necessário porque todos os que não obedeceram essa regra tinham mais probabilidade de ser assassinado, torturado pela ditadura. Então acho que eu protegi a minha família, protegi a [ex-mulher] Clara Becker e o Zeca Dirceu [filho de Dirceu, deputado]. Dar notícia, entrar em contato com a família era o caminho mais curto para ser descoberto pela repressão. Sempre foi assim, em todas as experiências da resistência, em todas as grandes guerras, revoluções, revoltas. Há regras que você tem que seguir, principalmente se você faz opção por entrar na guerra, pegar em armas, você tem que obedecer a uma disciplina militar e você atua para sobreviver. Na guerra você é treinado para matar e sobreviver. Eu
Renan Filho aponta caos e divisão na extrema-direita
Renan Filho, ministro dos Transportes – Foto: Divulgação / Grupo Esfera O Ministro dos Transportes afirma que os projetos pessoais dos aliados de Bolsonaro se chocam e que o campo conservador sofre de “Bolsonaro-dependência” O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou domingo (5/10) que a direita brasileira vive um momento de caos e desunião, marcado por disputas internas e ausência de um projeto nacional. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, analisando o embate entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o senador Ciro Nogueira. De acordo com o ministro, a “ofensiva resposta de Caiado a Ciro Nogueira mostra a divisão da direita bolsonarista”. Segundo Renan Filho, os projetos pessoais dos que se imaginam sucessores do presidente Lula — como Tarcísio de Freitas, Romeu Zema, Ratinho Júnior e o próprio Caiado — “se chocam e revelam o óbvio: nenhum deles tem projeto nacional”. “Parece um grupo abatido por uma mesma síndrome: a Bolsonaro-dependência”, escreveu o ministro, numa crítica direta à incapacidade do campo conservador de se renovar fora da sombra do ex-presidente. O crescimento de Lula e o colapso da direita Renan Filho destacou que a ascensão do presidente Lula, impulsionada por medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a defesa da justiça tributária e a reafirmação da soberania nacional, intensificou o desespero entre os adversários. “O crescimento de Lula — após a defesa da Justiça Tributária, a reafirmação da soberania nacional, os elogios de Trump, o apoio ao acordo de paz em Gaza e a isenção do Imposto de Renda — aumentou a ansiedade e a agonia desse campo”, afirmou o ministro. Renan também lembrou o ataque recente de Caiado a Ciro Nogueira, que chegou a chamá-lo de “quase ex-senador”. “O tom revela tudo: raiva, virulência e uma divisão profunda na direita bolsonarista”, observou. A armadilha da “Bolsonaro-dependência” O ministro argumentou que a direita vive uma encruzilhada: “Se Caiado, Zema, Tarcísio ou Ratinho tentarem se apresentar como alternativas ao candidato de Bolsonaro, terão extrema dificuldade em se posicionar numa eleição nacional. Fora da órbita bolsonarista, perdem a base radical; dentro dela, não têm espaço para crescer”. Renan Filho classificou a situação como uma “armadilha perfeita”, em que a direita estaria “aprisionada pelo seu próprio líder, incapaz de se reinventar e de falar ao Brasil real”. A lição de 1989 O ministro ainda fez um paralelo histórico, relembrando o desempenho de Ronaldo Caiado na eleição presidencial de 1989, quando enfrentou nomes como Lula, Fernando Collor, Ulysses Guimarães e Mário Covas, e terminou sem expressão nacional. “Caiado pode, inclusive, repetir — ou até piorar — o desempenho que teve na eleição presidencial de 1989”, afirmou Renan, destacando que “vale rever uma das grandes invertidas que Lula deu em Caiado naquela primeira eleição direta pós-ditadura — um momento que continua atual”. Renan Filho encerrou sua análise com uma reflexão sobre o aprendizado político: “O tempo passa, mas a política ensina: quem não evolui, velho ou novo, repete os mesmos erros”.
Médica goiana fala sobre susto após problema em pouso de avião: ‘Pensa nos filhos e família’
Primeira-dama de Aparecida de Goiânia relata medo após problema no pouso de avião — Foto: Reprodução/Instgram de Lana Bezerra e Aviação Guarulhos JPD Lana Bezerra, esposa do prefeito de Aparecida de Goiânia Leandro Vilela, fazia uma viagem para participar de um congresso. Ela conta que o pouso foi “um pouco mais forte” e que saiu fumaça das rodas do avião A médica e primeira-dama de Aparecida de Goiânia, Lana Bezerra, disse ter passado por um susto grande após um problema no pouso do avião em que estava, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Segundo Lana, ela voltava de uma viagem a Dubai quando, minutos antes do pouso, o piloto comunicou um problema. Apesar do susto, ninguém se feriu. “Nessa hora a gente só pensa nos filhos e na família. Só mandei mensagem pra minha mãe, para ela rezar por nós. Graças a Deus deu tudo certo”, escreveu a primeira-dama nas redes sociais. O g1 pediu uma nota de posicionamento para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. A médica voltava de uma viagem para participar de um congresso realizado em Dubai, sobre medicina estética, que aconteceu entre os dias 1º e 3 de outubro. Na noite deste sábado (4/10), quando o avião estava a 20 minutos do pouso, veio o aviso do problema. Segundo Lana, o piloto disse que o avião estava com um problema em uma das rodas, provavelmente um pneu furado. Em relato enviado ao g1, ela conta que todos estavam aflitos. “Foram 20 minutos muito longos. Pareciam uma hora. Todo mundo ficou aflito. Tinha gente de vários países, muitos não falavam inglês nem português e perguntavam pra gente o que estava acontecendo. Muita gente chorava, rezava, tentando se acalmar”, disse ela. Ainda de acordo com Lana, nos últimos minutos viu que o celular já estava dando sinal e decidiu mandar mensagem para o marido, o prefeito Leandro Vilela, e para a mãe. Segundo ela, a intenção era se despedir caso acontecesse alguma coisa. ‘Pouso mais forte’ Lana conta ainda que o piloto pediu que todos ficassem em posição de queda e que guardassem os objetos pessoais. Apesar do susto, ninguém se feriu. Lana diz que o pouso foi “um pouco mais forte” e que saiu fumaça das rodas, mas que todos bateram palmas quando o pouso foi finalizado. Depois de pousar, a médica relatou ainda que os passageiros ficaram por mais duas horas dentro do avião, para que ele fosse rebocado até a plataforma do aeroporto. São Paulo, a primeira-dama seguiu para Goiânia e pousou na noite deste sábado (4/10) na capital.
Presidente da Aleto Amélio Cayres homenageia Tocantins pelos 37 anos
“Hoje celebramos os 37 anos do nosso querido Tocantins! É uma honra e uma alegria viver nesta terra próspera e abençoada por Deus, rica em cultura, fé e tradições que fortalecem nossa identidade”, declarou, Amélio Cayres Foto: Dicom / Aleto O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Amélio Cayres (Republicanos) divulgou um vídeo em suas redes sociais em homenagem aos 37 anos de criação do estado. Na publicação, Cayres exaltou a cultura, a fé e as tradições locais, reforçando seu amor pela terra e sua confiança no desenvolvimento contínuo da unidade federativa. “Hoje celebramos os 37 anos do nosso querido Tocantins! É uma honra e uma alegria viver nesta terra próspera e abençoada por Deus, rica em cultura, fé e tradições que fortalecem nossa identidade”, declarou o parlamentar. Ele também ressaltou sua crença no potencial do povo tocantinense: “Eu amo o Tocantins e o povo tocantinense! Acredito nesta terra, acredito na força do nosso povo e tenho certeza de que o Tocantins continuará prosperando e crescendo com união e trabalho!”. O vídeo que acompanha a mensagem contém imagens de manifestações culturais típicas e paisagens emblemáticas do estado, reforçando visualmente a riqueza natural e histórica da região.
Caiado diz que postura de Ciro Nogueira é ‘vergonhosa’ ao se colocar como ‘porta-voz’ de Bolsonaro
Divulgação O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB), reagiu neste domingo (5/10) às declarações do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em entrevista ao jornal O Globo, na qual o parlamentar comentou o cenário eleitoral de 2026 e o posicionamento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Em publicação nas redes sociais, Caiado apresentou seis pontos de crítica direta a Ciro, afirmando que o senador “tenta se colocar como candidato a vice-presidente do governador Tarcísio de Freitas” e “porta-voz do ex-presidente Jair Bolsonaro”, o que, segundo ele, “é vergonhoso”. “A ansiedade de Ciro Nogueira em se colocar como candidato a vice-presidente do governador Tarcísio é vergonhosa”, escreveu Caiado. “Ele já se coloca como porta-voz do presidente Bolsonaro, o que ele não é”, acrescentou. O governador Caiado também afirmou que não depende de aval de Ciro para disputar a Presidência e destacou que o senador “presta um enorme desserviço à direita” ao excluir possíveis nomes do campo bolsonarista. Segundo Caiado, Nogueira teria tentado vetar as pré-candidaturas de Romeu Zema (Novo), Eduardo Bolsonaro (PL) e a dele próprio. “Todos nós que fomos vetados apoiamos Bolsonaro desde a primeira eleição, diferente do senador, que teve uma posição ácida em relação ao ex-presidente”, disse Caiado. O governador ainda enalteceu a própria popularidade em Goiás e provocou: “As mesmas pesquisas mostram que Ciro Nogueira não tem forças sequer para se reeleger senador no Piauí”. Caiado encerrou a nota pedindo “moderação e respeito” por parte de Ciro e afirmou que o senador “não tem estatura política para julgar pré-candidaturas a presidente”. “Certamente não será por ele que passará a decisão de construir a melhor estratégia para derrotar o PT”, concluiu. Resposta Pouco depois, Ciro também fez uso das redes sociais para rebater as críticas. “Vi a postagem do governador Ronaldo Caiado sobre minha entrevista. Me chamou a atenção a enormidade do tamanho. Deve estar com tempo livre. Eu não. Sobretudo para polêmicas vazias. Nosso adversário é Lula. Caiado, pode falar qualquer coisa: você está certo. Satisfeito?”, ponderou o senador Ciro Nogueira.
Caiado diz que UB se reunirá quarta-Feira (8/10) para tratar da expulsão de Celso Sabino
Ronaldo Caiado é pré-candidato à Presidência da República. Foto: Taba Benedicto/Estadão O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse neste domingo (5/10) que a Executiva Nacional de seu partido se reunirá na quarta-feira (8/10) para decidir sobre a expulsão do ministro do Turismo e deputado federal licenciado (UB-PA) Celso Sabino da legenda. Segundo Caiado, esse processo ocorre por “reiterada infidelidade partidária” por parte do ministro. “Após tratativas com o presidente Antônio de Rueda, comunico que está decidida a realização, na próxima quarta-feira, dia 08/10, de reunião da Executiva Nacional do União Brasil para decidir a expulsão do deputado Celso Sabino por reiterada infidelidade partidária”, anunciou Caiado no X. O governador afirmou que o partido decidirá sobre a dissolução do diretório estadual do Pará do União Brasil, que atualmente é comandado por Sabino. Segundo o pré-candidato à Presidência, o objetivo é colocar no lugar alguém que se posicione contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Na ocasião, também decidiremos a dissolução do Diretório do Pará, com a consequente reestruturação do partido nos municípios daquele Estado, a fim de que o União Brasil seja comandando por quem realmente se posiciona contra o Governo do PT e luta contra a venezuelização do nosso País”, completou Caiado. Sabino continua como ministro do Turismo apesar da ordem da cúpula do União Brasil para que todos os filiados à legenda entreguem seus cargos. Entregou seu pedido de demissão a Lula há duas semanas, mas combinou de só deixar o posto depois de uma viagem ao Pará na última semana. Passada a viagem, Sabino ainda não deixou o cargo. Como mostrou o Estadão, o ministro decidiu continuar no posto, mesmo com a decisão partidária.
Em Cerimônia sóbria, Tocantins celebra 37 anos com homenagens e críticas
Fotos / Créditos: Orla Notícias Tocantins Governador interino Laurez Moreira defende gestão “séria” e o prefeito de Palmas Eduardo Siqueira Campos sanciona lei que homenageia o pai, Siqueira Campos, com a troca do nome de importante avenida de Palmas – Capital p/ Por Alex Câmara / Orla Notícias Tocantins O aniversário de 37 anos de criação do Estado do Tocantins (Constituição Federal promulgada em 5 de Outubro de 1988) foi marcado por uma cerimônia sóbria e de baixo custo na Praça dos Girassóis, refletindo um momento de instabilidade e transição política. Com a presença de poucos políticos, o evento serviu de palco para homenagens históricas, críticas à gestão passada e um apelo por mudanças. Estiveram presentes o governador Laurez Moreira (PSD) a sua esposa a desembargadora Ângela Prudente, o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos) sua esposa Polyana Siqueira, o senador Irajá, o deputado estadual Eduardo Mantoan, também compuseram o palanque. Discursos e homenagens O evento foi aberto pelo primeiro vice governador do Estado Darcy Coelho, que exaltou a trajetória do estado. “O Estado vive momentos incomuns, desenvolvimento em todas as dimensões, instituições funcionando perfeitamente e união, sociedade unida com tranquilidade social”, declarou. Ele também enalteceu a figura de Siqueira Campos, um dos fundadores do Tocantins, classificando-o como “único, inteligente, persistente e extremamente dedicado”. Críticas e promessas O governador interino Laurez Moreira fez uma crítica velada a gastos anteriores. “Não admito o Estado gastar R$ 20 milhões com jato e o cidadão não ter um ar condicionado para ter conforto num hospital”, conclamou, pedindo à população que ajude a fiscalizar o governo. “Vamos mudar a realidade do Estado. Não podemos ser lembrados no Brasil como um Estado cheio de problemas e de acusações”, completou, prometendo uma “gestão séria” voltada para a industrialização. Laurez afirmou ainda, que sua gestão na capital será sempre em parceria com o município. “Temos que respeitar a capital e respeitar a história”, disse. Em seu discurso, ele foi crítico ao prometer que o órgão de extensão rural do Estado “não será mais um comitê político” e defendeu a aplicação de recursos federais diretamente aos produtores. O ato simbólico e o discurso do Prefeito O momento mais emblemático da cerimônia foi a sanção, pelo prefeito Eduardo Siqueira Campos, da lei que renomeia a Avenida Teotônio Segurado para Avenida Governador Siqueira Campos. O ato contou com a presença do ex-deputado Raul Filho, que primeiro sugeriu a homenagem em 2009. Em um discurso que durou mais de meia hora, o prefeito fez uma viagem pela história do estado e da própria família, enaltecendo figuras como Darcy Coelho, a quem chamou de “farol”. Ele também homenageou a esposa, Polyana, e a filha, Gabriela Siqueira Campos, secretária da Causa Animal. Eduardo rebateu críticas sobre a renúncia de seu pai ao governo em 2014. “Quando não dizem que o Tocantins não tem um governador que termina um mandato… ele, Siqueira Campos, completou todos os mandatos. Renunciar para ser candidato ao Senado…”, justificou, defendendo a integridade do pai. Um pedido à Assembleia Legislativa O prefeito ainda fez um apelo direto à Assembleia Legislativa: a devolução do nome “Palácio Araguaia” à sede do governo estadual. Ele revelou que seu pai, antes de falecer, pediu que ele lutasse pela manutenção do nome original. “O Palácio é Araguaia. Meu pai não gostava de nada que não casasse bem. Peço que voltem o Palácio Araguaia a ser o Palácio Araguaia”, solicitou. Como contrapartida, Eduardo Siqueira sugeriu que o nome do ex-governador Moisés Avelino fosse atribuído à ponte de Luzimangues, que atualmente também homenageia Siqueira Campos. “Não há mal nenhum e nem fará ao povo tocantinense”, argumentou. A cerimônia, sem o clima de festa de outros anos, encerrou-se como um evento de reflexão sobre o passado e de sinalização dos rumos que a atual gestão pretende tomar para o futuro do estado.
Senador Eduardo Gomes destaca fé, união e cidadania como força maior do Tocantins nos 37 anos do estado
Foto: Assessoria Parlamentar – Senado Federal / Brasília -DF “O Tocantins e o seu povo são muito maiores do que qualquer grupo político. O maior poder, nós já detemos, que é a fé em Deus e a nossa cidadania tocantinense. Feliz aniversário, Tocantins”, concluiu Eduardo Gomes Em mensagem pelo aniversário de 37 anos do Tocantins, comemorado neste domingo, 5 de outubro, o vice-presidente do Senado e presidente do PL estadual, Eduardo Gomes, exaltou o povo tocantinense e reforçou a importância da união, da fé e da soberania popular. Em sua fala, o senador resgatou a história da criação do estado e destacou o papel de todos que ajudaram a construir essa identidade. “Minha gente amiga do meu querido estado do Tocantins, estado que pude conhecer desde 1983, muito antes do dia 5 de outubro de 1988, quando o deputado federal José Wilson Siqueira Campos deu a notícia a todos os goianos e tocantinenses de que tinha mais uma estrela na bandeira brasileira, nosso querido estado do Tocantins”, iniciou o Senador da República. Eduardo Gomes recordou ter acompanhado “ainda muito jovem, todo o desenvolvimento da saga de um povo que nasceu pra ser livre, que nasceu pra escolher o seu próprio destino”. Ele ressaltou que os 37 anos do Tocantins consolidam uma história de conquistas e oportunidades. “Nesses 37 anos, muitas marcas fazem do nosso estado um estado cobiçado, que representa o presente e o futuro desse país. A sua força no agronegócio, na logística, e no seu povo trabalhador fazem do Tocantins um estado maravilhoso”, afirmou. O senador destacou ainda o orgulho em poder contribuir, no Senado, para o desenvolvimento do estado. “Posso dizer o quanto valeu a pena lutar com todos vocês para que o nosso estado ganhasse destaque, fosse inserido no coração do Brasil como uma grande oportunidade a todos os brasileiros e a todos aqueles que vêm de várias partes do mundo pra construir a sua família no nosso querido Tocantins”, destacou. Eduardo Gomes ressaltou também o compromisso com a democracia e a soberania popular. “Nós temos muitos desafios pela frente, mas o primeiro deles é manter a nossa soberania, a nossa capacidade de escolher pelo voto direto aqueles que nos governam”, pontuou, lembrando que já destinou mais de R$ 2 bilhões em obras e investimentos para os 139 municípios tocantinenses. “Eu me orgulho muito de corresponder à confiança de vocês e lutar por um Tocantins justo, na esfera pública e também como cidadão, ajudando o Hospital de Amor, as universidades federais, a Fazenda da Esperança e tantas outras causas que são as causas da população”, completou. Em tom de fé e esperança, o senador finalizou a mensagem com um apelo à união dos tocantinenses. “Precisamos manter a autoestima, a crença em Deus e no nosso povo para que o Tocantins cumpra o seu destino de grande estado. O Tocantins e o seu povo são muito maiores do que qualquer grupo político. O maior poder, nós já detemos, que é a fé em Deus e a nossa cidadania tocantinense. Feliz aniversário, Tocantins”, concluiu.
Caiado destaca força transformadora do esporte na Copa Construindo Campeões
Fotos: Wesley Costa Pela primeira vez, competição é sediada no Estádio Serra Dourada e reúne mais de 10 mil atletas em 10 modalidades de artes marciais O governador Ronaldo Caiado destacou neste sábado (4/10), em Goiânia, a força transformadora do esporte em Goiás, ao participar da 4ª edição da Copa Construindo Campeões, realizada pela primeira vez no Estádio Serra Dourada. O evento, que começou na sexta-feira se encerra neste domingo, reúne mais de 10 mil atletas em disputas de 10 modalidades de artes marciais, em encontro histórico que consolida o projeto como o maior programa esportivo social do estado. “Hoje é só emoção. É muita alegria chegar ao meu sétimo ano de governo e ver a maior festa já realizada no Brasil para crianças e jovens dedicados ao esporte. Goiás mudou, porque investe em educação, em segurança e também no esporte, formando cidadãos que vão transformar o futuro do nosso estado e do país”, ressaltou Caiado. O Governo de Goiás garante transporte, hospedagem, alimentação e materiais esportivos como quimonos, luvas e capacetes para todos os participantes. Desde 2019, o projeto já recebeu cerca de R$ 9 milhões em investimentos, com previsão de mais R$ 7 milhões para 2025, beneficiando atualmente 14 mil alunos em mais de 100 municípios. Para o vice-governador Daniel Vilela, o programa já se tornou referência nacional. Fotos: Wesley Costa Para o vice-governador Daniel Vilela, o programa já se tornou referência nacional (Terceira foto da esquerda para a direita) “O Construindo Campeões talvez seja hoje o programa mais pedido pelos prefeitos e vereadores de Goiás. Ele desperta determinação, resiliência e forma bons cidadãos. Esse projeto vai marcar gerações inteiras e consolidar Goiás como o maior estado do esporte no Brasil”, destacou. O secretário de Esporte e Lazer, Rudson Guerra, reforçou que o programa se tornou símbolo de inclusão social. “Desde 2019, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado garantem que cada recurso investido chegue aos jovens. Hoje, o que vemos aqui é a maior competição do país, fruto de um governo que trata o esporte com seriedade, transparência e paixão pela transformação de vidas”, declarou. Entre os jovens atletas, a gratidão é visível. O estudante Heitor Felipe Mendonça Guedes, de 17 anos, natural de Três Ranchos, celebrou a experiência inédita de competir no Serra Dourada. “Eu nunca vi nada igual. Toda essa estrutura é fora do comum. É muito gratificante para nós, que viemos do interior, poder lutar em um estádio conhecido como o Serra Dourada”, contou o jovem, que conquistou a medalha de bronze no jiu-jitsu. Projeto Construindo Campeões Fotos: Wesley Costa Caiado destaca que obra traz qualidade de vida e dignidade à população de uma região que ficou esquecida por décadas Criado em 2019, o projeto leva aulas de artes marciais para crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade, alunos da rede estadual e famílias de baixa renda. Atualmente, atende 14 mil estudantes em mais de 100 municípios, oferecendo gratuitamente todo material esportivo, transporte e suporte. A Copa Construindo Campeões teve sua primeira edição em 2022, com 1.600 participantes. Em 2025, a competição atinge números recordes e chega ao Estádio Serra Dourada, reforçando o papel do esporte como ferramenta de educação, inclusão e cidadania


