Foto: Reprodução | Geraldo Magela/Agência Senado Para Esmael Morais, a condenação por calúnia pode levar Sergio Moro a perder o mandato de Senador da Repúlica e os direitos políticos, abrindo uma crise na direita paranaense p/ Esmael Morais Se o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a condenação do senador Sergio Moro (União-PR) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, o ex-juiz da Lava Jato poderá perder o mandato e os direitos políticos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pede pena superior a quatro anos, o que levaria à cassação automática do cargo parlamentar. A denúncia, assinada pela vice-procuradora-geral Lindôra Araújo, sustenta que Moro caluniou Gilmar ao insinuar, em vídeo de 2022, que “compraria um habeas corpus” do ministro durante uma festa junina. Para a PGR, a fala teve “intenção clara de ofender a honra e a imagem do magistrado do STF”. A Primeira Turma da Corte, sob relatoria da ministra Cármen Lúcia, já rejeitou todas as preliminares da defesa e manteve o recebimento da denúncia. Acompanharam a relatora os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta apenas o voto do ministro Luiz Fux, que pediu vista, mas deve acompanhar a maioria formada. Se o STF confirmar a condenação e a pena for superior a quatro anos, a Corte deve comunicar o Senado Federal, que decidirá sobre a perda do mandato, como prevê a Constituição. A jurisprudência do Supremo, desde 2018, indica que a Casa Legislativa delibera nesses casos após o trânsito em julgado da sentença. A cassação não é automática, mas a perda dos direitos políticos implicaria a vacância imediata do cargo. O Regimento Interno do Senado Federal, em seu artigo 32, prevê a perda do mandato quando houver condenação criminal em sentença definitiva e irrecorrível. No entanto, o dispositivo também estabelece que caberá ao próprio Senado Federal, por maioria absoluta, deliberar sobre o caso, mediante provocação da Mesa Diretora ou de partido político com representação no Congresso Nacional. Ou seja, mesmo com a condenação confirmada, a cassação de Moro dependeria de decisão política dos senadores da República. A Constituição garante aos parlamentares imunidade material, ou seja, não podem ser punidos por opiniões, palavras e votos no exercício do mandato. Contudo, o STF entende que essa proteção não cobre declarações feitas fora da função pública ou em contexto privado, como festas ou eventos sociais. No caso de Moro, o vídeo ocorreu antes de ele assumir o Senado Federal, o que enfraquece a alegação de imunidade. A fala não teve relação com o mandato, mas atingiu diretamente um ministro da mais alta Corte. Não há registro de cassação de senador apenas por calúnia, mas há precedentes por quebra de decoro, como nos casos de Luiz Estevão (2000), Demóstenes Torres (2012) e Selma Arruda (2019). Se condenado, Moro enfrentará um processo político no Senado Federal e poderá ficar inelegível. Nos bastidores, aliados do ex-juiz admitem que uma condenação definitiva encerraria precocemente sua carreira parlamentar e reabriria feridas da Operação Lava Jato. A decisão do STF, portanto, terá peso jurídico e simbólico para o futuro da direita paranaense. Em nota publicada nas redes sociais, Sergio Moro reagiu ao julgamento. “A denúncia por ‘calúnia’ por piada em brincadeira de cadeia em festa junina é absolutamente inepta e contrária ao Direito, aos fatos e ao bom senso. A maioria formada perde a oportunidade de corrigir os rumos da (in)Justiça. Apesar disso, confiamos na improcedência no curso do processo. Quem tem a consciência tranquila perante a lei, a verdade e a justiça de Deus, nada tem a temer.” Como o seguro já morreu de velho, Moro teria escalado a jornalista Cristina Graeml como sua eventual substituta em caso de cassação e inelegibilidade nas eleições de 2026. Nos bastidores, a Globo do Paraná, do grupo RPC/Gazeta do Povo, torce abertamente pela funcionária da casa, que já ensaia um discurso político alinhado ao ex-juiz e seus seguidores. Recentemente, Graeml migrou para o Centrão, filiando-se ao União Brasil, que é federado com o PP de Ricardo Barros. * Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete as opiniões do Brasil 247 e www.poptvnewsbr. Esmael Morais é Jornalista e blogueiro paranaense. Esmael Morais é responsável pelo Blog do Esmael, um dos sites políticos mais acessados do seu estado
STF pode cassar mandato de Moro se confirmar condenação
Confiança na mídia dos EUA atinge nível mais baixo em décadas
Sede do New York Times (Foto: SHANNON STAPLETON/REUTERS) A confiança da população norte-americana (EUA) nos meios de comunicação tradicionais caiu a um patamar histórico, com menos de três em cada dez adultos acreditando que jornais, televisão e rádio divulgam notícias de forma justa. É o que aponta a última pesquisa do instituto Gallup, realizada com 1.000 adultos em setembro, confirmando uma tendência de declínio que se intensificou nas últimas décadas. Segundo o levantamento, apenas 28% dos entrevistados afirmaram ter “muita” ou “razoável” confiança na mídia, abaixo dos 31% registrados no ano passado e significativamente inferior aos quase 70% da década de 1970. Enquanto isso, 36% dos americanos declararam ter “pouca” confiança, e 34% disseram não ter “nenhuma”. O estudo também revelou fortes divisões partidárias. Pela primeira vez, a confiança entre os republicanos caiu para um dígito, com apenas 8% afirmando confiar na mídia, enquanto 51% dos democratas mantêm alguma fé nas reportagens jornalísticas. Analistas apontam que a relação conturbada do presidente dos EUA Donald Trump (Republicanos) com a imprensa contribuiu para esse cenário polarizado. Pesquisas anteriores, como a da Harvard Kennedy School, indicam que os primeiros 100 dias de Trump no cargo receberam cobertura majoritariamente negativa, enquanto estimativas do Media Research Center sugerem que mais de 90% das notícias sobre ele nos telejornais noturnos da ABC, NBC e CBS eram desfavoráveis. Em resposta, o governo Trump chegou a publicar, no 100º dia de seu segundo mandato, o comunicado “100 Dias de Farsas”, acusando a imprensa de espalhar “um dilúvio ininterrupto de farsas e mentiras” e listando 48 reportagens consideradas falsas. Além das divergências políticas, a pesquisa aponta mudanças estruturais no consumo de notícias como fator para a erosão da confiança na mídia tradicional. Um relatório do Reuters Institute, divulgado em junho, destacou que podcasts e chatbots de inteligência artificial têm ganhado espaço, e mais da metade dos americanos com menos de 35 anos depende principalmente de redes sociais e plataformas de vídeo para se informar.
Donald Trump abandonou Bolsonaro
Fórum Trump não ajudou e Bolsonaro está enfraquecido e sem rumo, avalia ‘The Economist’ O mundo inteiro acompanha o derretimento político de Jair Bolsonaro (PL-RJ). Até a tradicional revista britânica The Economist reconhece que o ex-presidente e líder da extrema direita brasileira atravessa um dos piores momentos de sua carreira, marcado por isolamento, perda de aliados e o colapso de sua influência no cenário nacional e internacional. Em uma reportagem publicada neste sábado (4/9), o semanário britânico descreve o “declínio acelerado” de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde a sentença, o ex-presidente viu ruir a rede de apoio político que sustentava o bolsonarismo, além de enfrentar fracassos sucessivos nas tentativas de reduzir sua pena ou conquistar uma anistia. A Economist destaca a desistência de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, que era apontado como o principal nome da direita para disputar a Presidência em 2026. Tarcísio, que prometia perdoar Bolsonaro caso vencesse, optou por tentar a reeleição ao governo paulista. O vácuo deixado por ele abriu espaço para outros governadores de centro, nenhum disposto a defender o ex-presidente condenado. Trump abandona Bolsonaro O texto também enfatiza a indiferença de Donald Trump em relação ao destino de seu antigo aliado. Embora tenha criticado a condenação de Bolsonaro, o republicano não adotou nenhuma medida concreta em sua defesa. Pelo contrário, se reaproximou de Lula após um encontro durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, e chegou a afirmar que ambos tiveram “grande química”. Para a revista, esse gesto isolou ainda mais Bolsonaro no tabuleiro internacional. “A família Bolsonaro, que antes parecia bem posicionada para indicar um sucessor da direita contra Lula nas eleições de outubro de 2026, hoje está enfraquecida e sem rumo político”, analisa o veículo. No plano interno, o ex-presidente também fracassou ao tentar articular uma anistia no Congresso. A proposta naufragou após manifestações de mais de 100 mil pessoas em várias capitais, levando o Senado a rejeitar a PEC da Blindagem e a Câmara a desfigurar o texto original da anistia. O recuo foi interpretado pela Economist como uma derrota dupla: política e simbólica. Eduardo Bolsonaro, o impopular A reportagem ainda cita Eduardo Bolsonaro, descrito como “impopular”, que tenta se projetar como candidato à Presidência em 2026, aprofundando a divisão da direita e enfraquecendo o próprio bolsonarismo. Eduardo, lembra a publicação, também é alvo de investigações por tentar interferir no julgamento do pai e por supostos crimes cometidos durante a pandemia de covid-19. Para a The Economist, o cenário é de ruína progressiva. Sem aliados de peso, sem apoio internacional e com a direita fragmentada, Jair Bolsonaro caminha para um isolamento político irreversível — e encara, pela primeira vez, a real possibilidade de passar o resto da vida atrás das grades. *Fórum – tradicional revista britânica The Economist
Caiado dá largada para pavimentação da GO-147, entre Bela Vista e Silvânia
Foto: Wesley Costa Com investimento de R$ 152 milhões, obra do Governo de Goiás vai beneficiar diretamente 10 municípios e mais de 6,4 mil propriedades rurais, impulsionando logística e produção agropecuária O governador Ronaldo Caiado deu início neste sábado (4/10) à obra de pavimentação da GO-147, que liga Bela Vista de Goiás a Silvânia. Com extensão de 46,3 quilômetros, a intervenção inclui a construção de uma ponte de 50 metros sobre o Rio dos Bois e representa investimento de R$ 152 milhões, oriundos do Fundeinfra. A iniciativa faz parte do programa de parcerias institucionais que tem transformado a infraestrutura viária em Goiás e ampliado a competitividade do setor produtivo. “Esse investimento tem uma abrangência social enorme. É um avanço humanizado para a população que mora nessa região”, disse Caiado. Segundo o governador, a obra não só vai suprir uma demanda histórica, como trazer muito mais qualidade de vida e dignidade à população de uma região que, mesmo tão próxima da capital, ficou esquecida por décadas. “Já pensaram as crianças transitando aqui para ir para a escola? A ambulância, transitando para ir para o hospital? O produtor rural podendo chegar, seja na seca ou na chuva, na sua propriedade? E a segurança pública? Também a rapidez com que as nossas patrulhas, como também Corpo de Bombeiros militar chegam ao local do acidente, com rapidez para atender”, ponderou. De acordo com estudos do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), responsável pela execução da obra, em parceria com o Governo de Goiás, a pavimentação vai beneficiar diretamente 10 municípios e mais de 6,4 mil propriedades rurais. O impacto econômico é expressivo já que, para cada real investido, há previsão de retorno de R$ 4,79 em receita bruta agropecuária, além de incremento do valor bruto da produção de R$ 1,4 bilhão para R$ 2,2 bilhões. “Olha o quanto aumenta a produtividade e a competitividade. Hoje 40 mil caminhões passam aqui e vamos passar para 62 mil o potencial de carga da região. Era 1,4 milhão de toneladas e vai passar para 2 milhões. Aumento no tráfego de 54%. Veja a riqueza que você gera no município e para as pessoas”, comentou o governador. “Governo é feito para buscar alternativa para as pessoas que vivem no interior e muitas vezes isoladas, sem condições de desenvolver a sua própria atividade”, afirmou Caiado. Dia histórico Foto: Wesley Costa “É uma obra que começa e só vai parar no final do ano que vem, entregue, pronta para que a gente possa aumentar a condição de competitividade dos nossos produtores, reduzir custos e, naturalmente, dar uma condição de trafegabilidade muito melhor para todos que utilizam essa rodovia”, afirmou o vice-governador Daniel Vilela (foto acima) que comemorou. “É um dia histórico para essa região”. “Esperamos esse benefício há mais de 30 anos. A cada governo que entrava, era uma promessa. Foi preciso que o governador resgatasse esse compromisso de desenvolvimento da nossa região”, afirmou o prefeito Eurípedes do Carmo. O gestor foi endossado por Antônio Divino da Cunha, produtor de leite em uma propriedade a 20 quilômetros do município. “É um momento de muita emoção para mim. Porque a luta foi grande”, afirmou o pecuarista. Ele relatou que sempre teve a convicção que os recursos do fundo seriam revertidos em benefícios ao homem do campo. “Você nem imagina o quanto você vai transformar essa região nossa”, celebrou o pecuarista, se dirigindo a Caiado. Foto: Wesley Costa A pavimentação da GO-147 integra um conjunto de obras viárias já em execução no estado por meio do Fundeinfra, em parceria com o Ifag, como os trechos da GO-180, GO-178 e GO-461, que somam centenas de quilômetros de novas estradas. O objetivo é interligar polos produtivos, fortalecer cadeias logísticas e ampliar a integração regional. “São obras que mostram uma inteligência logística, que vai ter inclusive a capacidade de reduzir a contagem de tráfego dentro da nossa capital, Goiânia. Obra importantíssima, para um setor produtivo riquíssimo aqui na região”, destacou o presidente da Goinfra, Pedro Sales. “Hoje está se conseguindo colocar obras no chão em 60, 80 dias. Algo que se fosse tocar pelo processo normal de licitação demoraria quase três anos”, observou o presidente da Faeg, José Mário Schreiner.
Anistia e tarifaço dos EUA pautam atuação de Caiado, que cresce 84% nas redes sociais
Secom / Governo de Goiás Índice Datrix dos presidenciáveis mostra o governador de Goiás Ronaldo Caiado na 2ª posição do ranking, atrás apenas de Lula O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), foi destaque em um novo levantamento do Índice Datrix de Presidenciáveis (IDP), indicador que monitora mensalmente o desempenho digital de possíveis candidatos à Presidência da República.Investir no Brasil Entre agosto e setembro, Caiado registrou o maior crescimento entre os nomes avaliados, com um avanço de 84%. Sua pontuação subiu de 13,43 para 24,69, colocando-o na vice-liderança do ranking, atrás apenas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Logo após Caiado, aparece o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que também teve um desempenho expressivo, com alta de 56% e 24,19 pontos no índice. O relatório indica que Lula tem mostrado sinais de recuperação de imagem, enquanto nomes ligados à centro-direita vêm ganhando espaço. Um dos motivos seria a queda de desempenho do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que perdeu posições no ranking. Com foco em 2026, Caiado tem intensificado suas articulações políticas, principalmente em torno de uma possível federação entre União Brasil e Progressistas. Segundo o estudo, sua defesa por uma anistia ampla aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 ampliou seu alcance além de suas redes sociais. Além disso, críticas ao que chama de “governo de marketing” de Lula também contribuíram para projetá-lo como uma alternativa competitiva no campo da centro-direita. O levantamento também destaca o crescimento de figuras ligadas à família Bolsonaro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ocuparam, respectivamente, a quarta e a quinta posição do ranking.Livro LulaInvestir no Brasil O IDP é baseado em inteligência artificial e atribui a cada presidenciável uma nota entre -100 e +100, com base em três pilares: performance nas redes próprias (engajamento e resiliência em crises), repercussão externa (menções por influenciadores, veículos e políticos) e análise de sentimento (classificação automática das menções como positivas, negativas ou neutras).
Moraes pede a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro
©Foto: Instagram Eduardo Bolsonaro é alvo de pedido de prisão preventiva e suspensão de benefícios parlamentares O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o requerimento feito por Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara, e pela deputada Talíria Petrone (PSol-RJ). O pedido solicita a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro, além da suspensão de seus benefícios parlamentares. A PGR tem um prazo de cinco dias para emitir parecer. O documento também requer à Câmara dos Deputados Federais a suspensão imediata do pagamento de salários, verbas indenizatórias e cotas parlamentares a Eduardo Bolsonaro. Além disso, solicita que a Mesa Diretora e o Conselho de Ética analisem com urgência os pedidos de cassação já protocolados contra o deputado federal. Os parlamentares também pedem que o Ministério Público Federal investigue a possibilidade de devolução de recursos recebidos por Eduardo durante período em que esteve fora do país sem autorização. A prisão preventiva é solicitada como medida para garantir a ordem pública, a ordem econômica e a aplicação da lei penal, diante da continuidade de atos considerados golpistas e de ações ilegais no exterior. A motivação principal do pedido é a alegação de que Eduardo Bolsonaro está atuando nos Estados Unidos para pressionar o governo do presidente Donald Trump a aplicar sanções contra Alexandre de Moraes e outras autoridades brasileiras, incluindo ministros, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União. Essa movimentação teria, inclusive, prejudicado exportações brasileiras para os EUA. Além disso, em 22 de setembro, a PGR apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação em processo judicial. O STF notificou o deputado por meio de edital, solicitando que ele apresente resposta prévia às acusações.
Com valor acima da expectativa, CelgPar é leiloada por mais de R$ 227 milhões
Foto: Romullo Carvalho Empresa opera duas centrais hidrelétricas e quatro usinas fotovoltaicas em Goiás. Segundo Caiado, valor arrecadado será investido em Fundo Previdenciário do Estado O leilão para alienação de ações da Companhia Celg Participações (CelgPar) arrecadou R$ 227,3 milhões para o Governo de Goiás durante a sessão pública na sede da B3, bolsa de valores brasileira, em São Paulo, nesta sexta-feira (3/10). O valor é 16,8% maior ao preço mínimo estimado, que era de R$ 194,6 milhões. Os lotes foram arrematados pela empresa Órion Transmissão, EDP Goiás, Neoenergia Renováveis e Hy Brazil Energia. Empresa de sociedade de economia mista e capital autorizado, a CelgPar tinha até então o Estado de Goiás como acionista majoritário e operava duas pequenas centrais hidrelétricas, além de quatro usinas fotovoltaicas. “Estamos levando para Goiás grandes empresas”, avaliou o governador Ronaldo Caiado, que acompanhou o leilão na B3. Ele destacou que o valor arrecadado será todo destinado ao Fundo de Previdência do Estado. “O nosso objetivo é cada vez mais dar um teto maior para que os nossos aposentados tenham menor desconto. Com estas ações a gente melhora a vida das pessoas”, garantiu. Foto: Romullo Carvalho Leilão para alienação de ações da Companhia Celg Participações (CelgPar) arrecada mais de R$ 227 milhões e conta com a presença do governador Ronaldo Caiado No leilão, foram ofertados quatro lotes: 25% das ações ordinárias da Energética Corumbá III com mais 50% das ações preferenciais da mesma empresa, totalizando 37,5% do capital social completo da companhia. Venceu a Neoenergia com o lance de R$ 91,8 milhões. Para 100% das ações de emissão da Firminópolis Transmissão e 100% das ações de emissão da Lago Azul Transmissão, o lance ganhador foi da EDP Goiás com a oferta de R$ 83,6 milhões. Já para o lote de 49% das ações de emissão da Pantanal Transmissão, o lance vencedor foi da Órion Transmissão, que ofereceu R$ 43,1 milhões. Por fim, os 20% das ações de emissão da Energética Fazenda Velha foram arrematadas pela Hy Brazil Energia, que fez um lance de R$ 8,7 milhões. Aos novos investidores do Estado, Caiado se colocou à disposição ao lembrar que os empresários contribuem para alavancar o estado. “Sem vocês não tem emprego. Acreditam em nosso estado. O que eu quero é ter essa parceria”, sublinhou. Para o diretor-presidente interino da CelgPar, Adriano da Rocha Lima, os ativos oferecidos têm grande potencial de atratividade. “Fizemos todo processo com transparência, lisura e capacidade técnica”, afirmou ao destacar o valor arrecadado. “Como já era esperado, tivemos um ágio significativo, acima de 30% desses lotes, o que mostra que havia interesse do mercado”, avaliou. O processo para a sessão pública teve a aprovação dos investidores. ‘Parabéns governador Caiado pela excelente organização do leilão”, afirmou o diretor executivo Neoenergia, Carlos Choqueta. “É um prazer participar dessa alienação, uma empresa de muito sucesso e muitos anos em um belo estado. Sou goianiense e fico muito contente”, afirmou o gerente de infraestrutura da XP/Órion Transmissão, Túlio Machado. Como funciona A modalidade leilão de ações é um processo no qual os ativos de uma empresa são adquiridos ou vendidos por investidores na Bolsa de Valores. Ela proporciona um ambiente controlado para a negociação, além de garantir maior transparência e credibilidade. “É uma honra ter o Governo de Goiás na nossa parceria, aqui como apoiadores para a estruturação e para a apresentação de bons projetos, como de hoje”, pontuou o diretor de relacionamento da B3, Rogério Santana.
Caiado aciona STF para que União garanta repasses devidos à saúde de Goiás
Fotos: Wesley Costa Ação aponta desequilíbrio e falta de critérios na definição de valores, além de omissão do governo federal. Estado teve queda nos recursos recebidos para a saúde A falta de critérios, o desequilíbrio e a omissão da União nos repasses destinados à saúde de Goiás levaram o governador Ronaldo Caiado a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na Ação Cível Originária (ACO) protocolada pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), nesta quinta-feira (2/10), o governo estadual aponta que os valores repassados são insuficientes para o custeio do sistema. Goiás acumula mais de R$ 1,2 bilhão de prejuízo em três anos. Fotos: Wesley Costa Caiado (foto) aciona STF para garantir o pagamento de R$ 1,2 bilhão de repasses do governo federal à saúde de Goiás “Hoje, o cidadão goiano recebe 0,6% menos recursos per capita em relação a outros estados, simplesmente porque o govenador Ronaldo Caiado não comunga com a metodologia e a forma do PT de governar”, afirmou o chefe do Executivo goiano em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3/10). “Talvez, na cabeça do presidente Lula, o valor ponderal da vida em Goiás vale menos do que em estados que ele goste mais”, acrescentou. De acordo com a Constituição Federal e a lei complementar 141/2012, a cada cinco anos a União deve atualizar os critérios de rateio para verba da saúde, fato que não ocorre desde 2012. Hoje, Goiás é o 11º estado em população, mas o 19º em repasses per capita. Essa falta de transparência ocasionou o aumento dos repasses a 22 estados, enquanto o território goiano teve queda. “O governo federal não apresenta nenhum critério do porquê exclui Goiás deste pagamento”, ressaltou Caiado. A inércia da União tem provocado a sobrecarga das contas do Estado, que avançou nos últimos anos com abertura de novos hospitais e policlínicas para atendimento via SUS na capital e no interior. “Goiás está pagando o que é dever federal”, pontuou, revelando que a gestão estadual tem destinado para a saúde acima dos 12% exigidos em lei. “Em 2023, investimos R$ 4,13 bilhões, o que representou 13,9% da receita. Em 2024, foram R$ 4,73 bilhões, equivalente a 14,3%. Em 2025, estamos investindo 17,2%. Ou seja, 50% a mais do que é obrigação constitucional. Veja a disparidade”, sublinhou. Dados de 2024 mostram a diferença entre os repasses da União e o custeio real de algumas unidades de saúde em Goiás. Um dos exemplos é o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) que recebeu apenas R$ 73,9 milhões do governo federal, enquanto o Estado destinou R$ 412 milhões, e o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em que a União repassou R$ 35 milhões, e Goiás investiu R$ 210 milhões. Diante da situação, Caiado declarou que espera do STF: o reconhecimento da omissão da União; a exigência de critérios transparentes; a reposição do teto de média e alta complexidade (MAC) para 2023, 2024 e 2025; e a inclusão do custeio permanente do Hospital Estadual de Águas Lindas (Heal). “Minha posição é de acreditar que o Poder Judiciário tomará posição diante de uma situação grave dessas”, arrematou. Diálogo em vão Antes de recorrer à Justiça, o Governo de Goiás tentou diálogo por diversas vezes junto ao Ministério da Saúde para tentar solucionar as questões. “Estive em mais de uma oportunidade em Brasília, junto à então ministra Nísia Trindade. Protocolamos mais de uma vez esse documento, pedindo a recomposição do teto MAC e o custeio do Hospital de Águas Lindas, que inclusive a própria ministra participou da inauguração, pedindo R$ 55 milhões para compor o valor e custear o hospital, que custa R$ 112 milhões/ano. Foi tentado de diversas formas, e não obtivemos êxito ”, informou o secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis. O hospital em questão foi inaugurado em junho do ano passado com a promessa de custeio por parte do governo federal. No entanto, só houve a transferência de R$ 1 milhão, enquanto o Estado aplicou mais de R$ 24,4 milhões para o funcionamento em 2024. O procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, disse que, como Goiás, outros estados prejudicados podem entrar com respectivas ações para cobrar do governo federal o que é devido. “É de se imaginar que nossa iniciativa gere algum incentivo aos demais estados, seja para o ajuizamento de ações cíveis pelos demais entes, seja por meio da adesão à nossa ação na condição de amicus curiae (terceiro)”, comentou o responsável pela ACO protocolada junto ao STF.
Goiás começa força-tarefa integrada para combater falsificação de bebidas
Fotos: Dennis Silva Ação reforça a fiscalização e orientação a comerciantes. A medida determinada pelo governador Ronaldo Caiado tem como objetivo coibir práticas criminosas e, principalmente, proteger a saúde da população O Governo de Goiás, por meio das secretarias de Segurança Pública e Saúde, lançou nesta quinta-feira (2/10), uma operação integrada de fiscalização e combate à falsificação de bebidas em todo o território goiano, iniciando por Goiânia. A ação reúne, em caráter de força-tarefa, as polícias Civil, Militar e Científica, Procon Goiás, além da Vigilância Sanitária, vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (SES). A medida determinada pelo governador Ronaldo Caiado tem o objetivo verificar a procedência dos produtos, inspecionar bares e distribuidoras de bebidas, coibir práticas criminosas e, principalmente, proteger a saúde da população. A iniciativa tem caráter preventivo e ocorre após episódios registrados em outros estados, onde a contaminação por metanol em bebidas falsificadas resultou em mortes e internações. Em Goiás, até o momento, não há casos semelhantes, mas o Governo do Estado atua de forma antecipada para impedir que esse risco chegue à população. Fotos: Dennis Silva O secretário de Segurança Pública, Renato Brum dos Santos (foto acima) destacou a importância da integração entre as instituições. “O segredo do sucesso da segurança pública em Goiás está na nossa capacidade de agir antes que o problema se instale. Trabalhamos com inteligência, planejamento e união das forças. Essa força-tarefa demonstra que o Estado não espera o crime acontecer: estamos sempre um passo à frente para proteger vidas e preservar a tranquilidade da sociedade goiana”, afirmou. O secretário de Saúde, Rasível Santos, destacou que a Vigilância Sanitária Estadual trabalhará de maneira conjunta com os demais órgãos para identificar as condições e origem das bebidas. “Vamos verificar a situação sanitária desses estabelecimentos, a qualidade e a origem desses produtos, se eles são rastreáveis ou não, se eles têm origem comprovada ou não”, pontuou, ao acrescentar que até a fiscalização ser finalizada, a orientação para a população é evitar consumir bebidas alcoólicas, principalmente as destiladas. Rasível Santos informou, ainda, que a SES emitiu uma nota técnica para os profissionais de saúde de todo o estado, para que todos estejam aptos a atender possíveis casos de intoxicação por metanol que possam surgir. “Trabalhamos com atualização dos médicos, capacitação dos profissionais de saúde, verificando medidas que têm que ser tomadas, atualizando diretrizes, protocolos, para que a gente possa atuar de uma forma também curativa, se for necessário, com a equipe já toda capacitada para esse tipo de abordagem de tratamento”. Orientações O secretário explicou que o metanol é um álcool incolor e inflamável, usado na indústria como solvente, combustível e na fabricação de produtos químicos. É altamente tóxico para o ser humano, podendo causar intoxicação grave por ingestão, inalação ou contato com a pele. Além disso, pequenas quantidades (10 a 30 ml) já podem causar cegueira irreversível e doses maiores podem levar à morte. Entre os principais sinais e sintomas de intoxicação por metanol estão náuseas, vômitos e dor abdominal; tontura e confusão mental; alterações visuais (visão embaçada ou perda de visão); e convulsões. Em caso de suspeita de ingestão ou contato, procure imediatamente atendimento médico. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Goiás (Ciatox) fornece informações e orientações aos profissionais de saúde e para a população sobre intoxicações. A equipe atua em regime de plantão, funcionando 24 horas por dia, de forma ininterrupta, inclusive feriados e finais de semana. Em caso de dúvidas, acione o Ciatox pelos telefones 0800 646 4350 (estadual) ou 0800 722 6001 (nacional).
Carlos cita Silveira e critica quem promete indulto a Bolsonaro se eleito
” Carlos Eduarado afirmou que a promessa feita por possíveis pré-candidatos à presidência da República serve para “enganar inocentes” O vereador Carlos Bolsonaro (PL), subiu o tom quinta-feira (2/9) e criticou políticos do campo da direita que prometem dar indulto judicial ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), caso sejam eleitos no pleito à Presidência em 2026. Em um recado publicado na rede social “X” (antigo Twitter), o “02” de Bolsonaro afirmou que a promessa feita por possíveis pré-candidatos à presidência da República serve apenas para “enganar inocentes”, além de dizer que “é hora de mostrar a verdade sobre a destruição dos direitos no Brasil e partir para a defesa real da democracia”. Na publicação, Carlos também reafirmou que a prisão domiciliar de Bolsonaro, que foi condenado por participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, é “ilegal, assim como tantos outros inocentes”, ao relembrar a detenção de outras pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro. Além disso, relembrou o indulto dado por seu pai, enquanto presidente, ao ex-deputado federal Daniel Silveira, condenado pelo Supremo a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo, em abril de 2022. À época, o então presidente afirmou que Silveira apenas “somente fez uso de sua liberdade de expressão”. Um ano depois, em maio de 2023, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou a decisão, declarando ter havido “desvio de finalidade na concessão do benefício”, apenas porque o ex-deputado era aliado político de Bolsonaro. Veja abaixo: – Chega desse papo de “eu darei indulto se for eleito” para enganar inocentes. Jair Bolsonaro, quando presidente, já concedeu graça a Daniel Silveira e, mesmo assim, foi atropelado pelo sistema. Hoje, estão destruindo não apenas o ex-parlamentar, mas também milhares de… — Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) October 2, 2025 Ainda na quinta-feira (2/10) o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também entrou no assunto, voltando a defender o projeto que anistia, de forma ampla, geral e irrestrita todos os condenados envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente, ao dizer que a proposta é “a defesa tolerável da democracia”. Além de afirmar que “sem anistia não haverá eleição em 2026”. Em 17 de setembro, o plenário da Câmara aprovou a urgência do projeto de lei que anistia os condenados. Ao todo, foram 311 votos favoráveis, 163 contrários e sete abstenções. Entretanto, segue enfrentando impasse no Congresso Nacional, com o relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP) conversando com bancadas para chegar em um texto final.


