Foto: Créditos: Divulgação / Prefeitura de Farroupilha “A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele”, disse , Fabiano Feltrin, prefeito de Farroupilha (RS) A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o prefeito de Farroupilha (RS), Fabiano Feltrin, após ele sugerir que colocaria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma guilhotina. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e está sob relatoria do próprio Alexandre de Moraes. No documento, o episódio é classificado como incitação à prática de homicídio. Durante a live, transmitida pelo Instagram, Feltrin reagiu a um comentário sobre uma suposta estátua em homenagem ao ministro, dizendo: “A homenagem aqui pra ele eu vou mostrar qual é, Vitorino. É só colocar ele aqui na guilhotina, ó. Aqui a homenagem pra ele”. Enquanto falava, manuseava um instrumento semelhante a uma guilhotina. A gravação foi feita em local público, com diversas pessoas presentes, e teve ampla repercussão na imprensa e nas redes sociais. O vídeo passou a integrar uma investigação da Polícia Federal. Diante do episódio, o Ministério Público Federal (MPF) entendeu que houve estímulo a crimes contra ministros do STF. A PGR também solicitou a fixação de um valor para reparação dos danos causados pelo crime. Prefeito de Farroupilha desde 2021, Feltrin ainda não se manifestou publicamente sobre a denúncia. Em depoimento à Polícia Federal, em 2024, ele disse ter ficado surpreso com a repercussão, pediu desculpas e alegou que a fala foi feita em tom de brincadeira, sem intenção de ofender o ministro Alexandre de Moraes. “Embora eu seja, de fato, um crítico da atuação do ministro como magistrado, é inadequada qualquer alusão a atos de violência. Uma alusão semelhante já foi feita, em outro momento, pelo próprio ministro, mas isso não diminui o erro cometido, pelo qual reitero meu pedido de desculpas. A fala, portanto, não refletiu nenhuma vontade pessoal nem qualquer tipo de incitação. Minha trajetória mostra que sempre respeitei as pessoas e as instituições — e assim pretendo continuar”, afirmou o prefeito em nota divulgada na época da repercussão do caso.
MPF (PGR)denuncia prefeito que sugeriu ‘guilhotina’ para Moraes
Trump é reprovado por 54% dos norte-americanos
Foto: REUTERS/MIKE SEGAR Levantamento da Reuters/Ipsos indica desgaste do presidente dos EUA diante da piora da economia e da alta no custo de vida O presidente dos Estados Unidos da América (WUA) Donald Trump (Republicanos) enfrenta crescente rejeição popular em meio à deterioração dos indicadores econômicos. Segundo pesquisa divulgada terça-feira (23/9) pela Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, 54% dos estadunidenses consideram que o presidente está conduzindo o país pelo caminho errado na economia. A aprovação geral de Trump caiu para 41%, contra 42% no levantamento anterior. Em julho, esse índice chegou a 40%, o mais baixo desde o retorno do republicano à Casa Branca. O estudo também revela que apenas 35% aprovam sua gestão econômica e apenas 28% avaliam positivamente sua condução do custo de vida, ambos em queda em relação a pesquisas anteriores. A desaceleração do mercado de trabalho e a inflação crescente têm pesado contra a imagem de Trump. Em agosto, o crescimento do emprego nos EUA enfraqueceu, enquanto a taxa de desemprego atingiu 4,3%, o nível mais alto em quase quatro anos. Apesar disso, parte do eleitorado ainda mantém preferência pelo Partido Republicano sobre o Democrata no quesito gestão da economia, por 34% a 24%. Outro fator que vem moldando a percepção pública é a retórica política. Após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, Trump reforçou o discurso de que “a violência vem, em grande parte, da esquerda”, em memorial realizado no domingo. Ainda assim, pesquisas ao longo do ano indicam que os americanos consideram o extremismo político o principal problema nacional, com 28% apontando esse fator, contra 16% que citaram a economia. Se por um lado a economia pressiona negativamente a aprovação presidencial, por outro, a política migratória de Trump continua sendo seu ponto de maior apoio. Cerca de 42% dos entrevistados aprovam as medidas de imigração, que incluem prisões em massa de pessoas suspeitas de estarem ilegalmente no país — o índice mais alto obtido pelo republicano em qualquer tema específico da pesquisa.
Caiado critica aumento da passagem do Entorno do DF e defende proposta para subsidiar tarifa
Fotos: Secom-GO Aumento na tarifa de 2,91% chega ao usuário após falta de respaldo da ANTT, que ignorou tratativas e soluções apresentadas pelos governos de Goiás e do Distrito Federal O governador de Goiás Ronaldo Caiado reafirmou a oposição ao aumento de 2,91% nas passagens de ônibus no Entorno do Distrito Federal, que entraram em vigor a partir desta terça-feira (23/9). “Somos contra mais esse aumento na tarifa. O governo federal segue ignorando as soluções viáveis já apresentadas para conter a alta das tarifas e penaliza os trabalhadores da região”, ressaltou ao defender a criação do consórcio entre os governos de Goiás, do Distrito Federal e a União para aprimorar o transporte coletivo na localidade. Caiado criticou a decisão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), alegando que os esforços de Goiás e do Distrito Federal para encontrar uma solução permanente e mais justa para os usuários foram ignorados. Segundo ele, a ANTT se mostrou irredutível ao priorizar o equilíbrio financeiro dos contratos das empresas de transporte, em detrimento do interesse dos usuários que dependem do serviço. Ao mesmo tempo, o governador ressaltou que Goiás e o Distrito Federal já assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a gestão compartilhada do consórcio de transporte, com investimentos compartilhados para reduzir o valor da passagem. “Na nossa capital, a tarifa está congelada em R$ 4,30 desde 2019. Seguimos renovando a frota, com veículos elétricos confortáveis, reformando terminais e implantando novas tecnologias para melhorar a experiência do usuário”, afirmou ao citar o sucesso da gestão compartilhada do transporte coletivo junto aos municípios da Região Metropolitana de Goiânia. “Queremos que esses benefícios também cheguem aos moradores do Entorno do DF. São pessoas que ajudam a mover a economia de Brasília e que merecem um tratamento mais digno no deslocamento para o trabalho”, acrescentou. Negativa do Governo Federal Caiado frisou que foram sete meses de espera por uma resposta do Governo Federal, já que proposta para a criação de um consórcio interfederativo foi apresentada em fevereiro. A resposta formal da União só foi dada em agosto. Diante da demora, os governadores solicitaram um prazo de 90 dias para a suspensão do reajuste, tempo considerado essencial para a formalização do consórcio, que inclui a transição técnica e a definição do aporte orçamentário. No entanto, a ANTT concedeu apenas 30 dias. A decisão foi recebida com estranheza pelos governos de Goiás e do Distrito Federal, que avaliaram o prazo insuficiente para as negociações. Além disso, o Ministério dos Transportes vetou a participação e o financiamento da União no consórcio em agosto, apesar do plano original ter sido elaborado com a colaboração de um grupo de trabalho do próprio ministério. A ANTT comunicou que não pretendia ser integrante do consórcio, forçando os governos estaduais a redesenhar o formato do projeto. Em posicionamento formal via ofício à ANTT, os governadores Ronaldo Caiado e Ibaneis Rocha apontaram contradição na posição e reforçaram que a responsabilidade de regular e gerir o transporte semiurbano interestadual é um dever constitucional da União e não pode ser transferido ou ignorado. A defesa é pela implantação de um modelo de gestão compartilhada, que permita subsidiar parte da tarifa e, ao mesmo tempo, promover melhorias estruturais em todo o sistema. “A mobilidade urbana e o transporte coletivo envolve milhões de pessoas que merecem um serviço digno. Não é fácil implementar toda uma estrutura tão complexa, que exige investimentos pesados. O cidadão que acorda cedo todos os dias e depende do transporte coletivo precisa contar com um serviço de alta qualidade”, frisou o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima.
Eduardo Bolsonaro: “Com meu pai fora, eu sou o candidato à Presidência”
©Foto: Instagram Em entrevista Eduardo Bolsonaro afirmou que será candidatura à Presidência em 2026 O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (23/9) que pretende se candidatar à Presidência da República nas eleições de 2026, caso seu pai, Jair Bolsonaro (PL-RJ) esteja impedido de participar. O ex-presidente foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão e considerado inelegível até 2062. Durante entrevista ao programa Contexto Metrópoles, Eduardo alegou que está sendo alvo de uma tentativa de condenação por parte do sistema judicial, com o objetivo de torná-lo também inelegível. Segundo ele, essa movimentação tem como foco decisões em colegiados como a Primeira Turma do STF. Na segunda-feira (22/9), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo. Ambos são acusados de coação no curso de processo judicial, segundo o procurador-geral Paulo Gonet. De acordo com a denúncia, os dois teriam atuado repetidamente para submeter os interesses do país a objetivos pessoais e familiares, inclusive buscando sanções por parte dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, em benefício de Jair Bolsonaro (PL-RJ). Caso a denúncia seja aceita pelo STF, Eduardo e Paulo Figueiredo responderão pelo crime de coação, previsto no artigo 344 do Código Penal. A infração envolve o uso de violência ou ameaça grave para influenciar autoridades ou envolvidos em processos judiciais, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa. Na entrevista, Eduardo Bolsonaro também comentou que, se for declarado inelegível, os Estados Unidos da América (EUA) podem deixar de reconhecer o resultado das eleições brasileiras. Ele afirmou que seria constrangedor para o presidente Donald Trump aceitar que um cidadão brasileiro seja impedido de disputar uma eleição apenas por ter visitado a Casa Branca, sem que se saiba exatamente com quem se encontrou ou o teor das conversas.
Trump baixa a guarda e marca encontro com Lula
ONU – NY (EUA) Apesar das tensões iniciais, os presidentes: Donald Trump dos EUA e Luis Inácio Lula da Silva do Brasil se abraçam, se cumprimentam na ONU e até marcaram um encontro para a proxima semana Para quem esperava um clima de “Guerra” e hostil, no encontro entre o presidente norte-americano Donald Trump e o presidente brasilleiro Luis Inácio Lula da Silva (PT), se enganou. Os dois Presidentes se encontraram nos corredores das Organizações das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque (EUA) se cumprimentaram e fcou marcado para a próxima semana um encontro entre Trump e Lula. Sorridente, Trump ate brincou:” O Lula e muito simpático”, festejou Donald Trump. O presidente americano afirmou que abraçou Lula antes de discursar, quando marcaram o encontro da próxima semana; o governo brasileiro confirmou. “Ele me parece um homem muito legal. Ele gostou de mim, eu gostei dele”, disse Trump sobre Lula. Discursos Trump O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, fez gracejos com o teletrompter e ameaças ao operador ao assumir o púlpito para discursar na 80ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (23/9). A situação se deu pouco depois do discurso de abertura, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou duro recado à extrema direita global e humilhou o presidente dos EUA. Ele brincou, pouco antes de iniciar oficialmente seu discurso na ONU, que quem quer que estivesse operando o equipamento de leitura dos líderes, um teleprompter, estaria em “grandes problemas” por conta do não funcionamento do item. A fala arrancou risada, duas vezes, dos líderes globais e delegações presentes. “Não me importo de fazer um discurso sem um teleprompter, porque o teleprompter não está funcionando. De qualquer forma me sinto muito feliz de estar aqui com vocês. Qualquer um que esteja operando esse teleprompter está em um grande problema”, brincou Trump antes de iniciar seu discurso. A brincadeira se deu pouco depois de Lula discorrer sobre as recentes retaliações de Trump ao Brasil – que incluem o tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras e sanções contra membros do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Lula reforçou que a soberania do Brasil não está em negociação, se referindo a Trump como “candidato a autocrata” e, neste momento, foi aclamado com aplausos pela plateia. “Diante dos olhos do mundo o Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis”, ressaltou Lula. “Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela”, emendou o mandatário. Acompanham lula os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Marina Silva (Meio Ambiente), Márcia Lopes (Mulheres), Jader Barbalho (Cidades), Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública). Ainda sem citar nomes, e respondendo aos discursos de Lula e do Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que pedem pelo fim das guerras. “Civis estão sendo mortos e silenciados, mulheres e crianças enfrentam violências infaláveis. Não existe solução militar. Peço a todos aqui para que encerrem o apoio ao financiamento que corrobora com esse banho de sangue”, disse Guterres na ocasião. “São palavras vazias e palavras vazias não salvam uma guerra”, respondeu Trump aos líderes, sem mencioná-los, pouco antes de abordar o genocídio na Faixa de Gaza e a guerra na Ucrânia. Trump ressaltou diversas vezes o torpe discurso do governo dos EUA contra imigrantes, sobre a Faixa de Gaza, e a Ucrânia, além de negar o aquecimento global. Ele ainda destacou em inúmeras ocasiões em sua fala sobre o poderio militar dos EUA, como forma de tentar amedrontar os demais líderes. “A ONU não só não resolve os problemas que deveria com muita frequência, como também cria novos problemas para nós resolvermos. O melhor exemplo é a principal questão política do nosso tempo: a crise da migração descontrolada”, afirmou. Sobre a Faixa de Gaza, ele pôs a culpa do genocídio nas costas do grupo reacionário Hamas, que atacou Israel em 7 de outubro 2023, onde 1,2 mil pessoas morreram e 201 foram feitas reféns, e usou o fato como justificativa para os mais de 65 mil mortos na Palestina. “Infelizmente o Hamas rejeitou continuamente o acordo pela paz”, justificou Trump. Lula O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou boa parte de seu discurso na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para criticar diretamente o governo Donald Trump pela adoção de medidas “unilaterais e arbitrárias” contra instituições brasileiras. O presidente dos Estados Unidos devolveu na mesma moeda e criticou o que chamou de perseguição política no Brasil. Mesmo assim, Trump anunciou que terá um encontro com Lula na próxima semana. Em sua 10ª participação, Lula abriu a sessão de debates da assembleia das Nações Unidas. A cerimônia marca os 80 anos da ONU. Trump falou na sequência. Enquanto um Lula deixava e Trump subia ao plenário da ONU, os dois presidentes se encontraram e marcaram o encontro. A data e o local ainda serão acordados entre os governos. Trump demorou alguns segundos para aparecer na tribuna. Foi nesse curto intervalo que eles se falaram numa sala reservada de espera. Na véspera da fala de Lula na ONU, o governo Trump anunciou uma nova leva de sanções a autoridades do poder Executivo e do Judiciário brasileiro. Como o Estadão mostrou, Lula calibrou seu discurso para contestar as “agressões” americanas, mas considerava cumprimentar Trump, se o encontrasse. “Não há justificativa para as medidas unilaterais e arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia”, disse Lula em seu discurso. “Essa ingerência em assuntos internos conta com auxílio da extrema direita e de antigas hegemonias”, criticou o petista. O presidente também mencionou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que houve um processo “minucioso”, com amplo direito de defesa que não existe nas ditaduras. “O Brasil deu um recado a todos os candidatos a autocratas e àqueles que os apoiam”, disse o petista. Lula afirmou que
Esposa de Moraes advoga em processo bilionário que tramita no STF
©Foto: X A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, atua em um recurso extraordinário de grande impacto financeiro que tramita na Corte desde 2016 A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, atua em um recurso extraordinário de grande impacto financeiro que tramita na Corte desde 2016. O caso envolve a Henasa Empreendimentos Turísticos LTDA e a Prefeitura de Natal (RN) e é relatado pelo ministro Nunes Marques. A empresa inicialmente tinha reconhecido o direito a um precatório de cerca de R$ 18 milhões, mas o valor saltou para R$ 191,2 milhões após questionamentos judiciais. Posteriormente, foi firmado um acordo para o pagamento de metade da quantia, em dez anos, mas o Tribunal de Contas do Estado anulou o entendimento, levando a disputa para a esfera federal. Desde agosto de 2024, o processo voltou a registrar movimentações relevantes no STF. Viviane Barci também já figurou como advogada em mais de 30 processos encerrados na Suprema Corte. Ela é sócia da Barci de Moraes Sociedade de Advogados, escritório que reúne outros oito sócios, incluindo parentes do ministro. O grupo também administra o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, alvo recente de sanções do governo dos Estados Unidos da América (EUA). Na segunda-feira (22/9), o governo de Donald Trump anunciou a inclusão de Viviane na lista da Lei Magnitsky, instrumento voltado a punir violações de direitos humanos e práticas de corrupção. As medidas preveem bloqueio de bens, suspensão de contas bancárias e restrição de transações em território americano ou em instituições sob jurisdição do país. As ações atingiram também o Lex Instituto. A decisão ocorreu em meio ao atrito entre Washington e Brasília após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) por tentativa de golpe. Em nota, Alexandre de Moraes criticou as medidas, classificando-as como um ataque à soberania brasileira e à independência do Judiciário. Segundo o ministro, as sanções “violentam o Direito Internacional” e destoam da tradição norte-americana de respeito às liberdades fundamentais.
Tarcísio silencia sobre PEC da Blindagem enquanto governadores presidenciáveis criticam proposta
Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de São Paulo – SP Com exceção de Tarcísio de Freitas (Republicanos), todos os governadores presidenciáveis de direita e centro-direita se posicionaram contra a PEC da Blindagem, que dificulta a responsabilização criminal de parlamentares. Além de Tarcísio, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também não havia se posicionado publicamente, mas falou sobre o tema nesta segunda-feira, 22, após ser questionado pelo Estadão. Procurado, o governo de São Paulo não se manifestou. Governador Tarcísio de Freitas não se manifestou sobre PEC da Blindagem Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP Zema disse que está “fechado” com o Novo, cujos deputados votaram contra a proposta. Para o mineiro, a PEC foi criada com intenção de proteger políticos da “perseguição” do Supremo Tribunal Federal (STF), mas “tomou um rumo errado”. “Em primeiro lugar, criou o voto secreto pra salvar deputado pego em flagrante. Depois, deu foro privilegiado para dirigentes de partidos políticos, um absurdo. Por fim, travou investigações contra políticos que cometam crimes. Eu sempre defendi a anistia, critiquei e critico constantemente os abusos do STF. Mas a direita não pode cair na armadilha dessa PEC”, disse Zema. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse nesta segunda (22/9) que a Câmara dos Deputados tomou uma atitude “precipitada” ao aprovar a proposta sem fazer uma discussão com a sociedade. Manifestações enterram PEC da Blindagem, mas não afetam redução de penas, dizem líderes partidários “Eu acho que o Senado está certo, neste momento, em fazer uma reflexão sobre esse tema”, disse Ratinho. “Se você comete um ato, tem que pagar como qualquer outro cidadão. A sociedade lutou muito tempo para acabar com o foro privilegiado. O que estamos vendo hoje é uma medida que muda toda essa lógica que a sociedade defende há tantos anos.” Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), declarou nas redes sociais que a PEC, se aprovada, representa o divórcio do Congresso Nacional com o povo brasileiro” e terá “consequências nefastas” para a política nacional. Foto: Secom – Governo de Goiás “Ela é um convite para o crime organizado entrar no Congresso pela porta da frente, disputando voto nas urnas, para proteger os chefes das facções do alcance da justiça. Espero que o Senado corrija o erro da Câmara e rejeite a proposta”, escreveu Caiado (foto acima) no X (antigo Twitter). Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, também criticou a proposta. Ele disse que o País deve focar em como reduzir o custo com a máquina pública e equilibrar as contas. “E a gente está discutindo blindagem para político. Está errado. Precisamos trazer a política para onde ela deve estar. Discutindo os grandes problemas do Brasil e dos brasileiros e não o problema dos políticos, simplesmente”, afirmou em uma publicação no Instagram na semana passada. Entenda a proposta A PEC da Blindagem exige anuência do Congresso, mediante votação secreta, para que o STF processe deputados e senadores. A mudança na lei, na prática, inviabiliza processos criminais contra parlamentares. Além da licença prévia para investigações, o texto confere outros privilégios a congressistas, restringindo as possibilidades para que deputados e senadores sejam processados ou presos. A medida, juntamente com a proposta da anistia, foi alvo de protestos em São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais espalhadas pelo Brasil no último domingo, 21. Na Avenida Paulista, em São Paulo, o público foi de 42,4 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Público da USP. Aprovado na Câmara, o texto vai ao Senado, onde há a tendência que a medida seja rejeitada. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que pretende “sepultar de vez” a PEC, enquanto o relator do texto, Alessandro Vieira (MDB-SE), também se declarou contrário à mudança na lei, sinalizando a emissão de um parecer pela rejeição da proposta.
Governo de Goiás apoia programa de inovação com inteligência artificial
Fotos: Secti Inscrições para o AKCIT Camp 2025 vão até 30 de setembro. Programa financiado pelo governo estadual busca empreendedores com foco em soluções de IA. Equipes vencedoras receberão prêmios em dinheiro Estão abertas as inscrições para o AKCIT Camp 2025, um programa de inovação aberta focado na criação de soluções tecnológicas de impacto utilizando Inteligência Artificial. O programa é uma iniciativa do Centro de Competência em Tecnologias Imersivas (AKCIT) da Universidade Federal de Goiás (UFG) e dará mais de R$ 40 mil em prêmios. Os recursos são do governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (Secti). Os interessados podem se inscrever até o dia 30 de setembro de 2025 exclusivamente pelo link abre.go.gov.br/camp. O AKCIT Camp é voltado para desenvolvedores, pesquisadores e empreendedores com mais de 18 anos e que possuam nível intermediário de conhecimento em Inteligência Artificial. O evento oferece duas modalidades: a presencial tem 40 vagas disponíveis e exige que o participante tenha disponibilidade para comparecer ao hackathon em Goiânia. Já a online tem 80 vagas disponíveis, na qual todas as atividades serão realizadas via Discord. Podem participar equipes de todo o país e o Bootcamp online acontecerá aos domingos. As três melhores equipes de cada modalidade do Hackathon (presencial e remota) receberão prêmios em dinheiro. Serão seis equipes vencedoras, três da modalidade online e três da modalidade presencial, que receberão prêmios de R$ 12 mil (1º lugar), R$ 6 mil (2º lugar) e R$ 3,6 mil (3º lugar). Os melhores projetos ainda terão a oportunidade de ser apresentados durante a Campus Party Goiás 2025, onde também ocorrerá a cerimônia de premiação final do Hackathon. Além disso, os participantes ainda vão compor um banco de talentos estadual, que terá conexão direta com empresas que buscam talentos de IA. “Goiás quer ser o estado líder quando o assunto é inteligência artificial, e nossa parceria com o AKCIT, em várias frentes, visa tornar isso realidade. Queremos goianos capacitados para trabalhar com a IA, assim como talentos de outros lugares para atuar no estado”, afirma o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto. Inovação O programa foi desenhado para transformar ideias inovadoras em protótipos validados, combinando um Bootcamp imersivo com um Hackathon competitivo. Os participantes terão a oportunidade de aprender com encontros teóricos e práticos sobre introdução a agentes de IA, ferramentas de desenvolvimento, implantação e boas práticas. Além de receber mentorias especializadas para discutir temas como viabilidade comercial e estratégias de prototipação. “O AKCIT promove a conexão com investidores, empresas, talentos e pesquisadores que já têm uma visão de mercado e científica de projetos. É uma oportunidade incrível para quem quer desenvolver competências e aplicar os conhecimentos na prática”, pontua Arlindo Galvão, diretor do AKCIT.
Governo de Goiás conquista prêmio nacional por excelência da saúde
Foto: SES Honraria foi concedida pelo Grupo Mídia, em solenidade realizada em Ribeirão Preto (SP). Esse é o quarto prêmio recebido pela Saúde estadual em menos de dois meses O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), conquistou o Prêmio Excelência da Saúde promovido pelo Grupo Mídia, uma das mais importantes premiações do País nas áreas de gerenciamento, tecnologia e inovação. A cerimônia de entrega da honraria foi realizada no sábado (20/9), em Ribeirão Preto (SP). A solenidade reuniu empresários, engenheiros e pesquisadores de vários Estados brasileiros. O titular da SES, Rasível Santos, destacou que a conquista do Prêmio Excelência em Saúde representa um capítulo a mais na história de êxitos alcançados pela Saúde estadual. Só neste semestre, a pasta recebeu quatro premiações. Em agosto, dois programas em inovação digital – Meu Prontuário Eletrônico (Meu PEP) e Exames laboratoriais (Hemograma) usando FHIR – foram agraciados com o 1º e o 2º lugares no Prêmio da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Tecnologia de Informação e Comunicação (Abep-TIC). No início deste mês, a SES obteve a primeira colocação no 2º Prêmio de Inovação do Setor Público de Goiás, também com o programa Meu PEP. Representantes do Grupo Mídia destacaram que a escolha da SES se deu em reconhecimento aos investimentos em tecnologia voltada à gestão, fator que a destacou entre as instituições avaliadas. Durante a solenidade, Rasível Santos informou que o Governo de Goiás tem como uma de suas prioridades o desenvolvimento e a implementação constante de novas tecnologias na área da saúde. Ele assinalou que os 25 hospitais e as 6 policlínicas de saúde localizados em municípios estratégicos do território goiano utilizam as soluções tecnológicas para a gestão oferecidas pela empresa MV, o que permite a integração de dados assistenciais e a otimização de processos. O secretário afirmou que Goiás, por meio de parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), é o único Estado do País que realiza as publicações da saúde em HL7 FHIR, o que possibilita a interoperabilidade – acesso às informações clínicas por outros sistemas e plataformas. Ele ressaltou que a interoperabilidade é importante neste momento em que o Governo de Goiás inaugura o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora) para tratamento do câncer em crianças e adolescentes. “Já recebemos pacientes do Hospital do Amor, de Barretos, que vieram com a interoperabilidade”, acentuou o titular da SES. Essa questão, conforme diz, garante eficiência e otimiza o acesso da população aos serviços, o que reduz as mortes evitáveis.
“Não tratamos mais de anistia”, diz Paulinho da Força após protestos populares
Deputado afirma que manifestações deste domingo não mudam debate sobre redução de pena dos condenados por golpe de Estado As manifestações convocadas por partidos de esquerda e movimentos sociais no último domingo (21/9) não devem influenciar o futuro dos condenados por tentativa de golpe de Estado. A declaração é do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta em análise na Câmara dos Deputados. “Também sou contra a anistia. Não estamos mais discutindo anistia. É isso. Ou seja, nós não estamos mais tratando de anistia, nós estamos tratando de dosimetria, redução de penas. E aí quem vai decidir se reduz ou não é o Supremo Tribunal Federal. Nós vamos só fazer a lei”, afirmou Paulinho da Força em entrevista ao Metrópoles. Articulação política e diálogo com o STF Nos últimos dias, o parlamentar intensificou diálogos com lideranças políticas e jurídicas. Entre eles, o ex-presidente Michel Temer (MDB), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A escolha de Paulinho para a relatoria se deu justamente por sua capacidade de interlocução com diferentes campos, do Centrão à esquerda, setor mais resistente a qualquer medida que possa beneficiar os condenados. Manifestações contra anistia e a PEC da Blindagem As mobilizações de domingo tiveram dois focos principais: a rejeição à anistia e o repúdio à PEC da Blindagem, que dificulta investigações e processos contra deputados e senadores. Apesar da pressão das ruas, Paulinho da Força sustentou que a discussão está restrita à revisão das penas. Embate no Congresso e pressões cruzadas Os projetos caminham juntos na Câmara em meio a forte articulação política. O Centrão, grande apoiador da PEC da Blindagem, cobra contrapartidas tanto da direita quanto da esquerda. Entre os bolsonaristas, a prioridade é impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), condenado a mais de 27 anos pelo STF por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa. Como alternativa, setores da direita articulam a possibilidade de prisão domiciliar.


