CNN Brasil p/ Lara Mesquita “É sempre bom lembrar que o presidente do Senado federal Davi Alcolumbre (UB-AP) é do União Brasil e ele tem bastante força dentro do partido até pelo cargo institucional que ele ocupa”, lembrou. Segundo a professora, Alcolumbre não tem sinalizado que abandonará o governo federal em “todas as suas agendas” A cientista política Lara Mesquita disse que a saída do partido União Brasil do governo Lula, embora de grande repercussão, deve ter um impacto “mais simbólico do que efetivo” na governabilidade. Em entrevista à CNN, a professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), destacou que o apoio do partido ao governo já era notoriamente limitado, o que mitigava a força do rompimento. “A gente tem que lembrar que o União Brasil já tinha um apoio fragmentado e parcial ao governo federal . Não por outra razão, o partido ocupava um ministério de peso menor, o Ministério do Turismo”, afirmou a cientista política. Mesquita argumenta que a importância do ministério era proporcional ao que o partido de fato entregava em termos de apoio político. “Ele [União Brasil] ganhou um ministério com peso proporcional ao que o partido entrega ao governo”, pontuou. Sinais de cautela e ação interna Na avaliação da professora, os próprios movimentos internos do partido sugerem que a saída não será imediata ou completa. Ela observa que a falta de urgência nas ações do partido reforça a tese do simbolismo. “Ele [ministro do Turismo, Celso Sabino] não está cumprindo o ultimato de 24 horas para deixar a pasta. Ele disse que só sairia na semana que vem”, observou. Além disso, a cientista política ressaltou que, se a saída fosse de fato efetiva, não haveria tentativas de manutenção de influência na estrutura governamental. “Tanto que o ministro do Turismo está tentando azeitar as coisas para que uma pessoa de sua confiança continue no controle do ministério”, explicou Mesquita. Ela também minimizou o pedido de antecipação do prazo, notando que a antecipação é de apenas 10 dias e “não é uma coisa extraordinária”. Lara Mesquita ainda sugere uma análise prudente da situação, especialmente sobre o futuro dos votos que o partido poderia fornecer ao Executivo. “Eu faria essa leitura com cautela. Acho que isso [formalização da saída] não vai ser completamente efetiva no sentido de que o partido não vai entregar mais nenhum voto ao governo”, disse. Para ela, um fator institucional crucial para a continuidade da relação é a presença de um membro da sigla em um posto estratégico. No caso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “É sempre bom lembrar que o presidente do Senado federal é do União Brasil e ele tem bastante força dentro do partido até pelo cargo institucional que ele ocupa”, lembrou. Segundo a professora, Alcolumbre não tem sinalizado que abandonará o governo federal em “todas as suas agendas”.
Saída do UB do governo federal é mais simbólica do que efetiva, diz analista
Mobilização contra PEC da Bandidagem reúne artistas, em Copacabana
Chico, Caetano e Gil se unem contra a PEC da Bandidagem Mobilização contra PEC da Bandidagem reúne artistas, em Copacabana – Rio de Janeiro Os artistas Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil garantiram presença, neste domingo, em show gratuito na praia de Copacabana, Zona Sul da Cidade, a partir das 14 horas. As apresentações fazem parte dos protestos contra a PEC da Blindagem, ou da Bandidagem, realizadas em vários Estados brasileiros. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados na última terça-feira, dificulta a abertura de processos criminais contra deputados e senadores. Como reposta ao avanço da pauta no Congresso, centrais sindicais, movimentos populares e outras alas da sociedade civil organizaram mobilizações em todo o país. O movimento conta com apoio de artistas e intelectuais brasileiros. “A PEC da Bandidagem, que é o que é, tem que receber da sociedade brasileira uma resposta saudável, socialmente saudável, uma manifestação de que grande parte da sociedade brasileira não admite um negócio desses”, afirmou Caetano, em vídeo publicado nas redes sociais. O apelido, PEC da Bandidagem, denuncia o caráter da proposta, que prevê que a abertura de processos contra parlamentares na Justiça só poderá ocorrer com aval da própria Casa Legislativa. Especialistas e movimentos sociais consideram esse um mecanismo de impunidade. Além disso, segundo a proposta aprovada, a votação sobre autorizações seria secreta, o que fez aumentar o volume de críticas. Em São Paulo, a manifestação será realizada no domingo (21/9) na avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), também a partir das 14 horas. Locais com atos confirmados neste domingo: AM – Manaus: 8h na Av. Getúlio Vargas SE – Aracaju: 16h, Praia da Cinelândia RN – Natal: 9h, na Ferreira Costa GO – Goiania: 16h, Praça Universitária ES – Vitória: 15h, ALES AP – Macapá: 16h, Teatro das Bacabeiras MT – Cuiabá: 14h, Praça Alencastro MG – Belo Horizonte: 9h, Praça Raul Soares SC – Florianópolis: 13h, Ponte Hercílio Luz PA – Belém: 9h, Praça da República DF – Brasília: 9h, Museu da República RJ – Rio de Janeiro, 14h, Copacabana (Posto 5) BA – Salvador: 9h, Morro do Cristo CE – Fortaleza: 15h30, Estátua de Iracema Guadiã PE – Recife: 14h, Rua da Aurora RS – Porto Alegre: 14h, Redenção PR – Curitiba: 14h, Boca Maldita SP – São Paulo: 14h, MASP
Gracinha Caiado abre edição do Goiás Social em Uruaçu
Fotos: André Saddi “O Goiás Social é isso: dignidade e esperança para o povo, trazendo todos os serviços do Estado aqui, para perto do cidadão sem precisar ter que ir até Goiânia. Enquanto o Ronaldo estiver à frente do governo, nós vamos trabalhar até o último dia para levar dignidade, esperança e resultado para a vida das pessoas”, ressaltou Gracinha A primeira-dama Gracinha Caiado abriu neste sábado (20/9), mais uma edição do programa Goiás Social em Uruaçu. Realizado nos dias 20 e 21 de setembro, o evento oferece serviços gratuitos em diversas áreas e entrega benefícios para a população. A estrutura está montada no Estádio de Futebol Cajuzão, localizado na Avenida do Níquel, no centro da cidade. “O Goiás Social é isso: dignidade e esperança para o povo, trazendo todos os serviços do Estado aqui, para perto do cidadão sem precisar ter que ir até Goiânia. Enquanto o Ronaldo estiver à frente do governo, nós vamos trabalhar até o último dia para levar dignidade, esperança e resultado para a vida das pessoas”, ressaltou Gracinha. A primeira-dama ainda acompanhou a inauguração da nova sede da Padaria “Pão de Todos” e vistoriou as obras da unidade local do Restaurante do Bem, bem como do ginásio de esportes de Uruaçu. Em relação ao Goiás Social, Gracinha falou mais uma vez da emoção de liderar essa missão. “Quando eu chego, fico arrepiada, porque sei as dificuldades que esse povo sofre, muitas vezes, até para conseguir um advogado, fazer uma simples emissão de documento ou pegar um cartão”, observou. Durante o evento, o titular da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), Wellington Matos, destacou a dimensão do projeto que hoje, como informou, é considerado o maior programa social do Brasil. “Foi pensado pelo governador Ronaldo Caiado para levar os serviços do estado para todos os municípios e é coordenado pela nossa primeira-dama, Gracinha Caiado, que tem levado o Goiás Social em todas as regiões do nosso estado. Já esteve em todos os municípios, entregando benefícios, serviços e programas sociais”, afirmou. A ocasião também marcou a entrega do título de cidadã uruaçuense a Gracinha. A concessão da honraria é de propositura do vereador Francisco Carlos de Carvalho. “Nesta manhã histórica, eu entrego com muita honra e com muita alegria a esta mulher guerreira, a esta líder do estado de Goiás, que representa cada mulher. É a voz feminina que soa neste estado de Goiás, nos 246 municípios, levando dignidade a cada cidadã e cidadão deste estado de Goiás”, saudou o parlamentar. Por sua vez, Gracinha pontuou que o reconhecimento representa uma responsabilidade ainda maior. “Se temos trabalhado por essa cidade, agora como cidadã tenho que trabalhar cada dia mais. Quando as pessoas acreditam, a responsabilidade nossa cresce”, assegurou. Até domingo (21/9), devem ser entregues mais de 60 cartões dos principais programas sociais do Governo de Goiás, como Mães de Goiás, Dignidade, Goiás por Elas e kits do Aprendiz do Futuro. A população também terá acesso à Carteira do Autista, Passe Livre da Pessoa com Deficiência, Passaporte da Pessoa Idosa, Dignidade Menstrual, Protocolo Todos Por Elas e corte de cabelo. Além disso, é possível se inscrever para cursos de qualificação profissional do Colégio Tecnológico (Cotec) e do programa Mais Empregos. Por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Uruaçu recebe atendimento com benefícios, como cadeiras de rodas e de banho, fraldas geriátricas e infantis, bengalas de quatro pontas, leite em pó, colchão de caixa de ovo, kit de enxoval para bebê, muletas e Mix do Bem. A técnica de enfermagem, Ana Cláudia, foi contemplada com o kit enxoval e descreveu a sensação de receber o benefício das mãos de Gracinha. “Maravilhoso. Não imaginava receber e gostei bastante. Tudo muito bom”. Ela também frisou a importância do Goiás Social para a parcela mais carente da população. “Tem muitos benefícios e muita gente não sabe”, disse. O prefeito Machadinho enalteceu a relevância do programa para Uruaçu e região. “Conseguimos trazer essa plataforma do Estado que tem tudo que vocês precisarem. Dona Gracinha, eu quero te agradecer imensamente, assim como ao governador Ronaldo Caiado e ao vice-governador Daniel Vilela. Aqui a gente está trabalhando 24 horas para o povo”, afirmou. O prefeito também destacou a atuação conjunta com Gracinha e agradeceu o empenho da primeira-dama do município, Márcia Pedrosa Machado, na realização do evento. “Fui à OVG, fiz o pedido e hoje estamos aqui. Todos nós estamos em movimento e tudo vai melhorar cada vez mais”, acrescentou Márcia. Ações Dentre os órgãos com stands no local, está a Emater, com informações sobre programas de apoio ao produtor rural e crédito social; e a GoiásFomento, que orienta sobre o cartão Mães de Goiás e linhas de crédito. A Agência Goiana de Habitação (Agehab) dá suporte em Aluguel Social e escrituras, enquanto o Vapt Vupt disponibiliza serviços como emissão de documentos, boletos e agendamentos. Também participam a Saneago, com atendimento de renegociação e adesão ao programa Água Social; a Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) esclarecendo sobre serviços regulados e tarifas sociais; além da Polícia Civil (emissão de RG), Polícia Militar (Batalhão Maria da Penha) e Corpo de Bombeiros (exposição e primeiros socorros). A Defensoria Pública e o Tribunal de Justiça atendem demandas jurídicas como divórcios, pensões, guarda e reconhecimento de paternidade, além de conciliações e mediações. A Saúde marca presença com vacinação, exames e atendimentos especializados em parceria com o Cerof-UFG, enquanto a Iquego faz aferições de pressão e glicemia. A população também pode acessar programas de educação e qualificação através da Seduc e Secti, atividades esportivas e recreativas pela Secretaria de Esporte e Lazer, além do suporte da Prefeitura na área de assistência social. Restaurante do Bem Durante a passagem por Uruaçu, a primeira-dama também visitou o Restaurante do Bem, que funcionará na Avenida Tocantins, a partir de novembro de 2025. “Em pouco tempo, nós vamos inaugurar esse restaurante com comida de qualidade, com ar-condicionado, um restaurante bonito onde as pessoas possam ir lá e se alimentar todos os dias”, garantiu Gracinha. Assim como
Senador do dinheiro na cueca critica PEC da Blindagem: ‘Vai na contramão da história’
Foto: Roque de Sá/Agência Senado Chico Rodrigues elogiou fala do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) sobre a PEC Em sessão deliberativa de quarta-feira (17/9) Chico Rodrigues comentou o discurso do colega Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) contra a proposta. Veneziano se disse “surpreso” e “indignado” com a aprovação na Câmara e definiu a PEC como “uma violência, uma agressão, um atentado, uma provocação, um deboche que a Câmara impõe à sociedade brasileira”. Chico Rodrigues o elogiou por seu posicionamento e também criticou o projeto, afirmando ter certeza que ele “não logrará êxito” no Senado. “Nós, acredito que a grande maioria dos senadores, temos consciência que essa PEC da Blindagem não vai elevar em nada, pelo contrário, a classe política brasileira e o Congresso Nacional”, disse. Ele acrescentou que, se a Casa aceitasse a medida, “essa legislatura ficaria marcada por uma decisão que vai na contramão da história”. Em 2020, Chico Rodrigues ficou afastado do Senado por cerca de quatro meses depois que escondeu R$ 33,1 mil na cueca durante uma abordagem da Polícia Federal. Ele era investigado em operação que apurava desvios de recursos de emendas parlamentares destinados ao combate à pandemia de covid-19. Na época, era vice-líder do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Ele foi alvo de uma representação no Conselho de Ética do Senado, que ainda tramita. Em julho de 2024, essa representação foi distribuída e Davi Alcolumbre (União-AP) foi designado relator. O processo não teve atualizações desde então. Quando Chico Rodrigues reassumiu o mandato após o episódio, ele enviou um ofício aos parlamentares em que afirmava que o dinheiro era destinado ao pagamento de funcionários de uma empresa familiar. Segundo o senador, ele escondeu a quantia por “medo”, diante da “responsabilidade de ter de assegurar os recursos destinados ao pagamento dos funcionários”. PEC da Blindagem Depois da aprovação relâmpago na Câmara dos Deputados, o agora presidente do Senado, Davi Alcolumbre, descartou acelerar a tramitação e encaminhou a PEC à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na noite de quarta-feira (17/9). O presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), já sinalizou resistência à proposta e afirmou que “essa PEC não passa de jeito nenhum”. Mesmo se o texto receber parecer contrário na CCJ, ele pode seguir para votação no plenário do Senado. Para isso, é necessário o apoio de dois terços dos 81 senadores, em dois turnos.
“Região do Entorno deixou de ser problema e hoje puxa o desenvolvimento de Goiás”, diz Daniel Vilela
Em evento promovido pela Record TV, em Águas Lindas, o vice-governador ressaltou os investimentos em saúde, segurança, educação, moradia e infraestrutura, transformando a cidade em um polo estratégico para o crescimento do estado Águas Lindas foi palco, neste sábado (20/9), da primeira edição do Balanço no Entorno, promovido pela Record TV. O evento reuniu milhares de moradores, levou serviços, apresentações culturais e, sobretudo, simbolizou o reconhecimento à transformação pela qual a região passou, graças aos programas executados pelo Governo de Goiás. O vice-governador Daniel Vilela destacou que o Entorno do Distrito Federal deixou de ser lembrado apenas pelos desafios e se tornou espaço de oportunidades e crescimento. “Durante muito tempo essa população viveu a ausência de um governo. Mas hoje, na gestão do governador Ronaldo Caiado, todos contam com a melhor segurança do Brasil, educação de qualidade, saúde que agora conta com o hospital regional, a atenção social que verdadeiramente cuida das pessoas”, disse Daniel Vilela, ao lembrar que, em breve, o governo entregará o Mercadão Goiano da cidade, que vai fortalecer ainda mais a economia local. “O Entorno não é mais problema, é uma região que puxa o desenvolvimento de Goiás”, afirmou. Daniel reforçou que os avanços têm relação direta com a determinação do governador Ronaldo Caiado em priorizar a região. “Temos estabelecido um compromisso de trabalhar bastante pelo Entorno. Vamos continuar investindo em Águas Lindas e fazendo daqui um dos melhores lugares para se viver. O Balanço no Entorno, promovido pela Record, evidencia essa transformação e valoriza o povo que mora aqui”, completou. Presente no evento, a vice-prefeita de Águas Lindas, Aleandra Sousa, reforçou as conquistas alcançadas a partir da parceria entre município e Estado. “Nossa cidade está transformada. Este ano, graças ao Governo de Goiás, entregamos mais de 800 casas a baixo custo. Isso tem beneficiado muito nossa população, junto com outras ações importantes realizadas pelo Estado”, afirmou. O apresentador Henrique Chaves, âncora do Cidade Alerta DF, destacou a evolução da região ao longo de duas décadas de cobertura jornalística. “Faço a cobertura jornalística dessa região há 20 anos e fico muito feliz em ver o time do Governo de Goiás valorizando quem mora no entorno do Distrito Federal. Agora, a presença do Estado é forte e transformadora”, disse.
Em grande evento, senador Eduardo Gomes defende união e destaca investimentos nos municípios do Vale do Araguaia
Fotos: Assessoria Parlamentar / Palmas – Tocantins “O Tocantins só avança quando trabalhamos juntos. Quero reconhecer o esforço da professora Dorinha, que tem sido incansável na destinação de recursos para a educação e a infraestrutura, e também do deputado federal Gaguim, sempre presente nas articulações em Brasília. Esta união de esforços é o que garante resultados concretos, como as obras que estamos anunciando hoje. A usina de asfalto é apenas um exemplo do que podemos conquistar com gestão, diálogo e parceria com os prefeitos e lideranças locais”, afirmou Eduardo Gomes. Nesta sexta-feira (19/9) o Vale do Araguaia – Tocantins recebeu uma grande reunião política marcada por anúncios de investimentos e ordens de serviço para obras na região. Eduardo Gomes, vice-presidente do Senado Federal e presidente estadual do PL Tocantins, garantiu a entrega de uma usina de asfalto que beneficiará diversos municípios. Em seu discurso, Eduardo Gomes destacou a importância da parceria entre parlamentares e gestores municipais para que os investimentos se transformem em benefícios concretos para a população. “O Tocantins só avança quando trabalhamos juntos. Quero reconhecer o esforço da professora Dorinha, que tem sido incansável na destinação de recursos para a educação e a infraestrutura, e também do deputado federal Gaguim, sempre presente nas articulações em Brasília. Esta união de esforços é o que garante resultados concretos, como as obras que estamos anunciando hoje. A usina de asfalto é apenas um exemplo do que podemos conquistar com gestão, diálogo e parceria com os prefeitos e lideranças locais”, afirmou. A senadora Dorinha também elogiou o trabalho do senador. “É, nós somos de um estado pequeno, então você não chegou lá por acaso. É um dos senadores que está sempre lá dentro dos cabeças do Congresso por ser articulado. Então conseguiu construir entre os senadores de diferentes posições, construir pelo Brasil, construir pelo nosso estado, tem muito serviço prestado, tem muito companheirismo e ajuda a muitos municípios e merece com certeza ser senador de novo trabalhando pelo Tocantins. E não vai parar por aí, você tem uma grande história política e de trabalho e começou como vereador. Então você conhece de perto todo o esforço realizado para que o Tocantins esteja realmente no nosso país. Quero cumprimentar”, afirmou. Carlos Gaguim também destacou a trajetória e atuação de Eduardo Gomes. “Ele foi o mais votado do Estado. Isso é uma grande honra. E foi o senador que mais colocou recursos nesse Estado. Muito obrigado pela parceria”, destacou. O prefeito de Divinópolis (TO), Flávio Rodrigues, agradeceu os investimentos recebidos. “Seja sempre bem-vindos. O senhor está prestando um grande trabalho para a nossa comunidade. Quero agradecer essa usina que o senhor nos deu, vai nos ajudar muito, pois estávamos sofrendo muitas críticas. Muito obrigado senador, que Deus continue lhe abençoando muito”, afirmou. Entre os presentes estavam o deputado federal Carlos Gaguim, a prefeita de Gurupi, Josi Nunes; o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel; o ex-governador Marcelo Miranda; a ex-prefeita de Palmas e presidente do PL Mulher Tocantins, Nilmar Ruiz; o prefeito de Cristalândia e presidente da ATM, Big Jow; o prefeito de Araguacema e presidente do Consórcio do Vale do Araguaia, Marcos Vinícius (Marquinhos), além de parlamentares estaduais, lideranças municipais. Na programação, foram visitadas obras em execução e assinadas ordens de serviço para a construção de uma creche, de uma escola de tempo integral e da pavimentação de ruas em Divinópolis.
Entrevista: “PEC da Blindagem é um erro que tem que ser derrubado no Senado”, diz Caiado
O governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou quinta-feira (18/9) em entrevista ao programa Papo com Editor, do Estadão/Broadcast, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem como um “erro inaceitável” da Câmara. Por outro lado, o presidenciável considerou “positivo” o aval dos deputados ao pedido de urgência da pauta da anistia aos condenados, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por atos antidemocráticos. Caiado foi um dos primeiros governadores de direita a defender a concessão de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Ao longo da entrevista, reafirmou a posição e declarou que, se eleito em 2026, assinaria o perdão “no primeiro dia” de governo. “É lógico que os parlamentares vão apresentar emendas ao texto, isso faz parte do regimento. Por isso, não dá para prever o resultado final. O que o placar de ontem (quarta-feira) mostrou, no entanto, foi uma vantagem substantiva em apoio à anistia”, afirmou. “Chegando à Presidência da República, eu vou promover uma anistia para que pacifiquemos o Brasil.” O governador de Goiás também atribuiu a responsabilidade pelos atos golpistas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificando a postura do governo como “omissão completa”. “Coincidentemente, ele tinha um bueiro para inaugurar em Araraquara. Se você tem uma pessoa que é um ‘banana’, um ‘cara amorfo’, um cidadão que deixa acontecer, o caminho vai ser esse”, disse. Por outro lado, Caiado criticou o Legislativo pela aprovação da PEC da Blindagem e defendeu a independência entre os Poderes. Segundo ele, o Congresso precisa “dar exemplo”, e medidas como essa fazem o Parlamento perder prestígio e abrir espaço para a atuação de facções criminosas, que, segundo o governador, já avançam sobre a iniciativa privada. “Se o Supremo deseja fiscalizar a atuação de deputados, deve ser feito. É um direito que se tem”, ressaltou. “Acredito que esta situação será reparada no Senado Federal.” Veja os principais pontos da entrevista: Estadão/Broadcast: A Câmara aprovou a urgência da anistia, apesar da rejeição da maioria da população segundo as pesquisas. Qual é a sua estratégia como presidenciável? Caiado: Assistimos ontem a uma tentativa de colocar um texto para ser votado. Foi positivo. Teve aquilo que nós chamamos de aprovação da urgência. Paulinho da Força (Solidariedade) vai trazer essa proposta para que seja avaliada. Depois, lógico, os parlamentares vão apresentar emenda ao texto – ou emenda agressiva ao texto, emenda aditiva ao texto – faz parte do regimento. Então, não se dá para prever o que é que você vai ter no resultado. Agora, com o placar de ontem, mostrou que tem uma vantagem substantiva na votação em apoio à anistia. Estadão/Broadcast: O senhor é a favor que essa construção passe pelo Congresso? Caiado: Existem duas situações. Existe uma situação que (a anistia) vem do Congresso. A outra é o que eu tenho colocado. Sou um candidato a presidente da República. Vou me posicionar e replicar o que Juscelino Kubitschek fez. Chegando à Presidência da República, vou promover uma anistia. Para que pacifiquemos o Brasil. Agora não vamos discutir mais isso. Esse assunto terminou. Estadão/Broadcast: O senhor apoiaria uma versão “light” da anistia, que excluiria Jair Bolsonaro, eventualmente? Caiado: Sobre achismo, eu não gosto de me posicionar. Serei candidato a presidente, e, se presidente eleito, eu assino a lista no primeiro dia. Esta é a minha posição. Certo? Eu considero que ninguém governa guerreando com Poderes. Nunca. Pelo contrário: a minha característica em Goiás é de trazer todos os Poderes para as grandes decisões. Sempre governei em parceria com Poderes. Sempre. E eles, comigo, foram solidários em abrir mão de 25% do décimo. Esta é a minha característica. Eu não governo brigando. Governo levando soluções para que a população sinta o resultado delas. Foto: Taba Benedicto/Estadão Ronaldo Caiado foi um dos primeiros governadores de direita a defender a concessão de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 Estadão/Broadcast: Diante da condenação de Bolsonaro pelo STF, o senhor não considera a tentativa de golpe um crime grave demais para ser anistiado? Caiado: Olha, vou ser bem objetivo com você, Daniel. É preciso clareza. Imagine eu, presidente da República: não precisaria de oito dias. Bastava uma hora – talvez dez minutos. Em dez minutos, você acha que alguém conseguiria entrar na Esplanada dos Ministérios? Você acredita que, com o serviço de inteligência, de informação e toda a tropa sob meu comando, eu permitiria a invasão do Congresso Nacional? Estadão/Broadcast: O senhor está insinuando que houve algum tipo de falha ou premeditação? O senhor acha que aconteceu o quê, exatamente? Caiado: Omissão completa. O presidente tinha apenas oito dias de mandato e estava inaugurando um bueiro em Araçatuba ou Araraquara. Eu não admito destruir, depredar ou agredir o Poder constituído. O Estado Democrático de Direito tem que ser respeitado. Vi a destruição da Câmara dos Deputados, do Itamaraty, do Ministério da Reforma Agrária e do Ministério da Fazenda. Se há invasores, cabe ao Estado impedir. Se o governante é um “banana”, um “cara amorfo” que deixa acontecer, o resultado é claro: caminhamos para um narcoestado. Estadão/Broadcast: O senhor está se referindo ao presidente Lula? Caiado: Sim. Estadão/Broadcast: Mas houve condenação pelo STF. O senhor acha que foi uma decisão correta? Caiado: Estou falando do fato determinante: é preciso entender causa e efeito. Se eu fosse presidente, nada daquilo teria acontecido. Com um minuto de posse, não haveria invasão no Brasil. Sei o que é presidir e governar. No meu Estado não há assalto a banco, a carro-forte, invasão de terra, sequestro ou novo cangaço. Governar é garantir segurança. Sem segurança pública, não existe governabilidade. Estadão/Broadcast: Como o senhor avalia a PEC da Blindagem? Caiado: Um erro. É inaceitável. Que tem que ser – e acredito que será – derrubado no Senado Federal. A Câmara dos Deputados tem prerrogativas que deve exercer. O Tribunal de Contas da União é um órgão acessório da Casa. Portanto, se o Supremo quiser fiscalizar a atuação de
Valdemar Costa Neto: “Eduardo Bolsonaro vai ajudar a matar o pai?”
Revista Fórum O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) só mantém sua força política por causa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e, por isso, deve seguir a orientação do pai sobre os rumos da sucessão presidencial de 2026. “Ele tem que obedecer porque os votos que ele tem são por causa do pai, não são por causa dele”, disse Valdemar, em entrevista à Folha ao comentar rumores de que Eduardo cogitaria deixar o PL para disputar a Presidência por outro partido. Segundo Valdemar, uma eventual ruptura entre pai e filho seria impensável. “Não acredito que brigue com o pai dele… Vai ajudar a matar o pai de vez? Porque o que o Bolsonaro está passando… Nossa Senhora.” O dirigente reconheceu que Eduardo vive uma fase difícil desde que passou a morar nos Estados Unidos da América (EUA) sem perspectivas de voltar ao Brasil no curto prazo. “Ele não queria estar lá. Tá certo que os EUA é um país muito bom e tudo, mas o cara não ter perspectiva de voltar para cá é duro. Ele tinha uma eleição garantida para o Senado Federal em São Paulo. Ele é tão novo”, avaliou. Sucessão presidencial Valdemar disse que Jair Bolsonaro pode surpreender na escolha de um nome para disputar a Presidência em 2026, citando os governadores Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Jr. (PSD). Questionado sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Valdemar afirmou que ela continua no radar, mas não a colocou como prioridade. Outras lideranças O presidente do PL também destacou outros nomes fortes do partido, como Flávio e Carlos Bolsonaro, além do deputado federal Nikolas Ferreira, que segundo ele se tornou um dos maiores ativos eleitorais da legenda. “Agora, tem um que é o máximo: o Nikolas. Ele virou um problema para mim. Todo mundo quer que ele vá em todo lugar”, disse, acrescentando preocupação com a segurança do parlamentar após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk nos Estados Unidos da América (EUA). Relação com o STF Valdemar ainda comentou que Jair Bolsonaro pediu ao filho Eduardo que não atacasse o ministro Gilmar Mendes, do STF, com quem mantém boa impressão. “Ele inclusive foi para o Mato Grosso apoiar o irmão do Gilmar para prefeito. Eu adoro o Gilmar. Adoro, mas não tem conversa”, disse.
Caiado defende modelo de gestão que une segurança e desenvolvimento
Fotos: Júnior Guimarães Em entrevista ao Flow News, em São Paulo, governador detalha políticas que resultaram em queda da criminalidade e criação de oportunidades para a população O governador Ronaldo Caiado foi o convidado de quinta-feira (18/9) do Flow News, que integra o Flow Podcast, um dos maiores canais digitais do país. Ao longo do programa, Caiado detalhou a forma como transformou a condução do Estado em uma engrenagem que articulou segurança, educação e gestão pública para impulsionar o desenvolvimento social e econômico em Goiás. “Eu acredito nessa capacidade nossa com o Brasil que dá oportunidade para todo mundo”, afirmou. Caiado contou como desarticulou a criminalidade e, ao mesmo tempo, criou oportunidades para a população, em especial aos jovens. “A segurança pública foi o que me deu a condição de mostrar para a população que valia a pena acreditar no governo. Isso aí é que foi mostrando a mudança que aconteceu”, ressaltou em menção a dados que demonstram queda de até 90% nas estatísticas criminais e que viabilizaram a condução de outras políticas públicas e investimentos em educação, saúde, área social e contribuiu para atração de investimentos. “É a oportunidade de mostrar para todas as pessoas que quando você tem autoridade moral e coragem pessoal, você muda o conceito de gestão no estado e no país”, ressaltou. “As pessoas passam a respeitar a estrutura do Estado”, acrescentou ao agradecer o espaço concedido pelo programa. Nas redes sociais, o Grupo Flow soma cerca de 30 milhões de seguidores e 250 milhões de visualizações por mês. A empresa tornou-se um hub de mídia, com mais de 300 marcas atendidas e negócios que incluem outros podcasts, publicidade e serviços corporativos. Na conversa com o CEO do Grupo, Igor Coelho, o chefe do Executivo goiano falou sobre a estratégia de priorizar a segurança pública, estabelecer a ordem e possibilitar o exercício de direito à população em todos os quadrantes, rompendo o estado paralelo da criminalidade. “O Brasil é o país que tem 60 milhões de brasileiros sob ordens de facções criminosas. A expansão desse processo, hoje, é que deforma a sociedade, porque o jovem não vê alternativa para desenvolver uma atividade para ganhar dinheiro”, frisou citando estudo divulgado pelo braço editorial da Universidade de Cambridge. Referenciais Em paralelo, Caiado defendeu bons referenciais para a juventude e investimento em educação para dar condições de permanência e sucesso no ensino-aprendizagem. “Se você tem uma cidade igual ao Rio de Janeiro, em que o ídolo de uma juventude está ali, se declarando partícipe de uma facção, ele enaltece aquela ação. Isso aí cria um sentimento que vai deteriorando a responsabilidade do jovem”, alertou ao contrapor o diferencial goiano. “Nós demos conta de alterar isso em Goiás, mas não é no discurso”, sublinhou ao mencionar que houve redução de 83% no número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas. Em seis anos e sete meses de gestão, Caiado não deixou de lado a defesa das pessoas mais vulneráveis, registrando em 2023 a menor taxa de pobreza de sua história goiana, com 1,3% da população abaixo da linha de pobreza, definida em R$ 210 de renda domiciliar per capita. “As pessoas mais humildes vão vendo que o Estado, aí sim, chega na vida deles”, afirmou. Além disso, neste ano Goiás chegou ao segundo lugar na emancipação da pobreza. “Aquela pessoa que precisa muito mais de ter o seu próprio emprego e a sua própria iniciativa, ao invés de você sinalizar com ela que ela só vai ter o Bolsa Família. Ela quer ter mais. O Bolsa Família ela já tem. Ela quer sair dessa condição”, sinalizou.
Artistas unem contra a PEC da blindagem no Congresso Nacional
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Caetano, Anitta e Daniela Mercury lideram mobilização nas redes e pedem ao Senado Federal que barre proposta Artistas de diferentes gerações e estilos musicais manifestaram-se publicamente contra a chamada PEC da blindagem, aprovada pela Câmara dos Deputados nesta semana. As reações começaram a ganhar força na quarta-feira (17.set.2025), após a votação em dois turnos na Casa. O cantor e compositor Caetano Veloso gravou um vídeo no qual classificou a medida como a “PEC da bandidagem” e pediu reação da sociedade. “A população tem que ir para a rua”, disse o baiano, convocando manifestações em frente ao Congresso Nacional. Já a cantora Anitta criticou a aprovação, chamando o resultado de um “desserviço” à política. Mobilização de artistas e coletivos culturais A campanha foi articulada pelo coletivo 342 Artes, fundado em 2017 pela produtora Paula Lavigne, companheira de Caetano. Entre os nomes que se somaram ao movimento estão Daniela Mercury, Sandra de Sá, Fernanda Abreu, Marcos Palmeira, Matheus Nachtergaele, Sophie Charlotte, Ana Carolina e Tony Bellotto. Daniela Mercury fez um apelo direto aos senadores, que agora precisam analisar a proposta. “Senadores, contamos com vocês para impedir esse absurdo autoritário”, escreveu em publicação na rede X. A cantora Fernanda Abreu também se posicionou de forma contundente, afirmando que a PEC representa o “paraíso para PCC e Comando Vermelho”, por criar um mecanismo de blindagem que pode atrair investimentos de facções criminosas na eleição de congressistas. Críticas e atos convocados Sandra de Sá, ao lado de parlamentares do Psol, está entre os que chamaram atos de protesto para domingo (21/9) em São Paulo e no Rio de Janeiro. A mobilização pretende pressionar o Senado a rejeitar a medida antes de sua promulgação. O que prevê a PEC da blindagem A Proposta de Emenda à Constituição 3/2021 foi aprovada pela Câmara com 353 votos favoráveis e 134 contrários no primeiro turno, e com 344 votos a 133 no segundo. O texto estabelece que deputados e senadores só poderão ser presos ou processados com autorização de suas respectivas Casas legislativas, que terão até 90 dias para deliberar. Isso, na prática, torna quase inviável a responsabilização judicial de parlamentares. Para que as medidas contra congressistas avancem, será necessária maioria absoluta: 257 votos na Câmara e 41 no Senado. O projeto ainda será apreciado pelos senadores. Paralelo com o projeto da anistia A votação ocorreu em meio à aprovação, também pela Câmara, do regime de urgência para o projeto da anistia, que busca perdoar crimes cometidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023 e os do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. A decisão acelera a tramitação do texto, que não passará por comissões, aumentando a preocupação de juristas e setores da sociedade civil sobre retrocessos democráticos. Interesse pela PEC da blindagem cresce na internet As buscas online por assuntos relacionados à PEC da blindagem ganharam destaque na internet brasileira ao longo desta semana. É o que apontam os dados do Google Trends, que analisou resultados recentes de buscas de internautas no país pelo assunto pautado na Câmara dos Deputados na última terça-feira (16/9). Os estados com maior interesse no assunto foram Piauí, Distrito Federal e Ceará.


