Foto: TV Globo Declaração foi dada durante evento em defesa da democracia no teatro da PUC-SP, na capital paulista, em celebração ao Dia Internacional da Democracia O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou segunda-feira (15/9) ter “convicção” de que a proposta de anistia aos acusados de tentativa de golpe de Estado não será votada no Congresso. A declaração foi dada durante um evento em defesa da democracia e soberania nacional no Tuca, o teatro da PUC-SP, para celebrar o Dia Internacional da Democracia. O evento reuniu artistas, intelectuais e políticos na cidade de São Paulo. “Mas é fundamental perceber que nós estamos unidos em torno da defesa da democracia. O Supremo Tribunal Federal (STF) está unido na defesa da democracia”, apontou. O ministro disse, ainda, que o julgamento do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) foi “absolutamente regular” e criticou a reação dos Estados Unidos ao processo. A Primeira Turma do Supremo condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses no julgamento da trama golpista. Gilmar Mendes não participou do julgamento por não fazer parte da Primeira Turma. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o país vai anunciar nos próximos dias medidas em resposta à condenação de Bolsonaro. Ele não deixou claro quais seriam essas medidas. “Seria absurdo que em uma pauta de negociação comercial o Brasil exigisse que os EUA revelassem os Epstein Files, não faz sentido algum. Seria absurdo, da mesma forma, exigir que nós interrompêssemos, suspendêssemos ou liberássemos qualquer pessoa de um julgamento absolutamente regular”, destacou Mendes. As autoridades presentes falaram sobre a importância da união em torno da defesa das instituições democráticas. Além dos convidados brasileiros, há autoridades vindas de Estados Unidos, Itália, Portugal e Equador. Mais cedo, em outro evento em São Paulo, o ministro havia apontado incoerências no voto do colega Luiz Fux, que se posicionou contrário à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento da trama golpista. “O voto dele [Fux] está cheio de incoerência. Se não houve golpe, não deveria ter havido condenação de outros nomes. Condenar [o tenente-coronel Mauro] Cid e [o general] Braga Netto parece uma contradição nos próprios termos”, afirmou o decano Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes diz ter ‘convicção’ de que proposta de anistia não será votada no Congresso
Daniel Vilela anuncia novidades da Campus Party Goiás 2025
Fotos: André Costa Vice-governador acompanha lançamento da sétima edição do evento em Goiânia e define Goiás como estado vanguardista de investimentos e atração em tecnologia O vice-governador Daniel Vilela lançou na noite desta segunda-feira (15/9) a edição 2025 da Campus Party Goiás, no Hub Goiás. Na ocasião, foram apresentadas as novidades do evento, considerado o maior festival mundial de tecnologia, inovação, ciência e cultura digital. A Campus Party Goiás acontece entre os dias 19 e 23 de novembro, no Passeio das Águas Shopping, em Goiânia, e terá como tema “Inteligência Artificial Aplicada ao Dia a Dia”. “A Campus Party tem uma grande importância na consolidação de Goiás como um estado polo de inovação de tecnologia. E, naturalmente, o nosso carro-chefe se tornou inteligência artificial (IA) pela parceria que foi constituída e criou o CEIA, nosso Centro de Excelência e Inteligência Artificial”, destacou Daniel, que representou o governador Ronaldo Caiado no evento, ao afirmar que Goiás, por seu amplo investimento e promoção das discussões na área, também é referência por criar uma legislação sobre a IA. O evento é fruto da parceria do Governo de Goiás, por meio das secretarias de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e Geral de Governo (SGG), e o Instituto Campus Party. Realizado em Goiás desde 2019, o evento chega à sua sétima edição, sendo a quinta presencial. Apenas nas edições de 2023 e 2024 mais de 300 mil pessoas passaram pelo evento, que é sempre realizado no Passeio das Águas Shopping. “É uma visão estratégica do governador Ronaldo Caiado, lá de trás, buscar essa inserção como um estado presente nesse circuito mundial da Campus Party. Então, de lá para cá, essa parceria se consolidou e, a cada ano, busca trazer inovações e criar mecanismos para a gente ampliar ainda mais o público participante”, enfatizou Daniel. Congresso Uma das novidades deste ano é o Congresso Internacional de IA by Etos. Projeto encabeçado pela SGG, o congresso vai medir os impactos da IA e a construção de marcos éticos e regulatórios, além de trazer painéis, palestras e oficinas que discutem temas como adolescência digital, educação, saúde, políticas regionais e a relação da IA com sustentabilidade e inovação. O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, afirmou que hoje o que é feito em Goiás é um ecossistema da inovação. “Nós temos essa condição, não só de conteúdo, como de legitimidade para discutir inteligência artificial em âmbito mundial. Como nós devemos lidar com a inteligência artificial, seja no campo ético, no campo das relações de trabalho, das relações sociais e também na tecnologia”, declarou. Goiás foi o primeiro estado do Brasil a aprovar uma lei para tratar de inteligência artificial. Sancionada em maio deste ano, a Política Estadual de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial (IA) tem o objetivo de avançar e estimular o desenvolvimento da ferramenta em solo goiano e já foi reconhecida por autoridades internacionais na área, como o Vice-presidente de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas da Google, Doron Avni, e por gigantes da tecnologia como a Meta. Novidades Entre as novidades deste ano está o Desafio de Inovação 60+, onde o público idoso participará de atividades com foco em segurança, privacidade e inclusão digital, visando prevenir golpes, proteger dados e melhorar a qualidade de vida na terceira idade. O desafio está ligado ao Cidadão Tech 60+, programa pioneiro no país promovido pelo Goiás Social, por meio da Secti, e que deve chegar à marca de 1 mil idosos formados até o fim deste ano. Destaque na edição de 2024, a Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada também volta mais forte neste ano, reunindo mais de mil estudantes, três vezes mais do que no ano passado. A competição começou de forma online na semana passada e terá sua final na Campus Party, quando os finalistas se encontrarão presencialmente, em novembro. O vice-governador anunciou, durante o lançamento, que a premiação dos vencedores será a permanência, durante um mês, em um dos campos de universidade na Inglaterra totalmente custeada pelo Estado. A competição é uma iniciativa da Secti, em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA/UFG) e o Centro de Competência Embrapii em Tecnologias Imersivas (AKCIT/UFG). “Vai ser um ano que promete muito. Goiás é o primeiro e único estado que tem uma Olimpíada estadual de IA para a educação básica. Então os alunos, a partir do nono ano, de escolas públicas e privadas estão competindo”, salientou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto. O secretário também reforçou a importância do programa para o público com mais de 60 anos: “A gente tem que respeitar esse pessoal que historicamente é excluído, é um pessoal que cai em golpe cibernético, que às vezes está à margem da tecnologia, e eles podem entrar assim, não tem barreira de idade para aprender tecnologia”, disse. O presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farrugia, fez questão de mencionar que o sucesso do evento em Goiás se deve à integração com o governo estadual. “Nós conseguimos porque temos um governo disposto a trabalhar junto para conseguir os resultados. Temos a Escola do Futuro, o Fórum do Futuro do Trabalho e da Educação e esse ano com Etos, que é uma marca do Estado para a ética, e a inteligência artificial, vamos trazer o primeiro congresso internacional do Brasil sobre ética e outras questões de IA”, concluiu. Palestrantes confirmados Estão confirmados na Campus Party Goiás 2025: Gabriela Prioli, advogada, professora, palestrante e apresentadora dos canais CNN e GNT, autora dos best sellers “Política é para todos” e “Ideologias”; Natuza Nery: jornalista, apresentadora e palestrante, com sólida trajetória no Grupo Globo; Luc Ferry: filósofo, escritor e ex-ministro da Educação da França; Ronaldo Lemos: coautor do Marco Civil da Internet, fundador do ITS Rio e integra o conselho do Spotify e o Oversight Board da Meta. Também participam: Gabriele Mazzini: especialista em governança de IA, autor do Regulamento Europeu de IA, atua no MIT Media Lab e é referência no uso responsável da tecnologia; Duda Franklin: pioneira em neurotecnologia e Forbes
Bandeira americana é novo símbolo da direita brasileira, diz New York Times
p/ Thais Carrança Role,Da BBC News Brasil em São Paulo A bandeira dos Estados Unidos é o novo símbolo da direita brasileira, disse o jornal americano The New York Times (NYT) em reportagem publicada na terça-feira (9/9). Em matéria sobre o protesto de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJna Avenida Paulista no último domingo, 7 de Setembro, o jornal destacou que uma bandeira americana “do tamanho de uma quadra de basquete” foi hasteada em várias faixas da principal avenida da capital paulista. “A bandeira foi uma mensagem de agradecimento ao presidente Trump por tentar intervir no caso de Bolsonaro”, afirma o correspondente do NYT no Brasil, Jack Nicas. “Tornou-se a imagem definidora dos enormes protestos do dia, estampada nas redes sociais e nas primeiras páginas dos jornais.”O jornal destaca ainda que o bandeirão americano poderá ser alvo de uma investigação policial, após dois parlamentares brasileiros observarem que ela parecia ter o mesmo tamanho de uma grande bandeira americana usada em campo durante um jogo da Liga Nacional de Futebol Americano (NFL, na sigla em inglês) em São Paulo, cerca de 36 horas antes. Lindbergh Farias (PT-PB) e Pedro Campos (PSE-PE) alegaram que, se a bandeira tiver sido dada pela NFL ou por outra empresa internacional, violaria as leis brasileiras contra a participação de entidades estrangeiras na política brasileira. Eles pediram à polícia que analisasse as imagens da bandeira e colhesse depoimentos de dirigentes da NFL, destacou a reportagem do NYT, acrescentando que a liga americana refuta as acusações dos parlamentares. Mudança na imagem global da bandeira dos EUA Segundo o NYT, a presença da bandeira americana nos protestos da direita brasileira é parte “da mudança na imagem global da bandeira dos EUA, à medida que Trump transforma a forma como os Estados Unidos são vistos no exterior”. O jornal lembrou que, este ano, manifestantes de direita na Coreia do Sul agitaram bandeiras americanas ao protestar contra o que acreditavam ser uma eleição fraudada. Israelenses conservadores, entusiasmados com o forte apoio dos EUA à guerra em Gaza, também têm penduraram bandeiras americanas em suas janelas. “Mas os apoiadores de Bolsonaro e o movimento de direita no Brasil adotaram as estrelas e listras com particular zelo. Em cidades por todo o país, no domingo, manifestantes de direita se cobriram com a bandeira dos EUA, pintaram o rosto de vermelho, branco e azul e agitaram versões modificadas que combinavam as bandeiras brasileira e americana”, observa o New York Times. Fotos / Créditos: Getty Images A presença da bandeira americana nos protestos bolsonaristas no Brasil foi destaque nas páginas do The New York Times. Apoiadores de Jair Bolsonaro participam de manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, Brasil, em 3 de agosto de 2025 O jornal reportou a polêmica gerada pela presença do bandeirão americano no protesto no Dia da Independência do Brasil, com comentários críticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e até de pessoas da direita, como o pastor Silas Malafaia, que chegou a aventar a ideia de que a bandeira teria sido plantada no protesto por pessoas de esquerda. O NYT destacou ainda os comentários positivos do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a presença da fâmula americana gigante no protesto. “Somos um povo educado que sabe agradecer àqueles que nos ajudam na guerra para recuperar nossas liberdades e democracia”, escreveu Eduardo no X (antigo Twitter). O site: www.poptvnewsbr.com.br republicou a matéria ” Bandeira americana é novo símbolo da direita brasileira, diz New York Times”, publicada pela BBC News Brasil em São Paulo. Porém, seus editores – em nome da ” Soberania Brasileira” – não concordam com a linha de pensamente da jornalista editora da matéria.
Trump pode declarar PCC organização terrorista?
Por que governo Lula se preocupa com isso Além das eventuais medidas que os Estados Unidos da América (EUA) podem adotar contra o Brasil após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), uma possibilidade é o governo americano classificar facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Essa possibilidade foi citada pela consultoria Eurasia Group em uma lista de sanções potenciais elaborada ainda antes do fim do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Em seu relatório, a Eurasia lembra que a Casa Branca impôs uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e sancionou o ministro do STF Alexandre de Moraes sob a Lei Global Magnitsky. O presidente dos EUA, Donald Trump, já deixou claro que considera o julgamento de Bolsonaro uma “caça às bruxas” e citou o tratamento ao ex-presidente quando anunciou a sobretaxa às importações brasileiras, que entraram em vigor no mês passado, com algumas isenções. Na segunda-feira (15/09), o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o país deve anunciar novas medidas contra o Brasil em breve. Na terça-feira da semana passada (09/09), em meio ao julgamento de Bolsonaro, a porta-voz da Casa Branca afirmou que os EUA podem usar seu poder militar e econômico para defender a liberdade de expressão no Brasil e no mundo. O governo brasileiro repudiou a declaração. Entre possíveis medidas citadas pela Eurasia também estão suspensões adicionais de vistos para funcionários do governo brasileiro e a aplicação da Lei Magnitsky para outros ministros do STF além de Moraes. Em entrevista à BBC News Brasil, o diretor-executivo para as Américas do grupo Eurasia, Christopher Garman, disse que a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas não parece ser uma decisão iminente, mas pode ocorrer nos próximos meses. “O desafio de quando você denomina PCC e CV como organização terrorista é que tem que identificar quais grupos estão ajudando essas organizações. E, dado o tamanho, a sofisticação e a entrada desses grupos no setor privado, não é fácil”, observa Garman. “Se estendermos o horizonte nos próximos seis a oito meses, acho que a probabilidade aumenta”, afirma. Tido como a maior organização criminosa do país, o PCC é suspeito de estar por trás do assassinato a tiros, na segunda-feira (15/09), do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, em Praia Grande, na Baixada Santista. Fontes era tido com um dos principais inimigos do PCC. Governo Trump e o foco no narcotráfico da América Latina O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo, e uma eventual decisão não seria motivada exclusivamente pelo resultado no STF, apesar de ter relação com o julgamento. “Podemos associar isso como uma sanção relacionada ao julgamento de Bolsonaro”, diz à BBC News Brasil o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador de Harvard Vitelio Brustolin. “Mas também como uma medida que iria acontecer de qualquer forma, por conta das prioridades dos Estados Unidos”, ressalta, destacando o endurecimento do governo americano em relação ao tráfico de drogas. O governo Trump já inclui em sua lista de organizações terroristas outros grupos criminosos latino-americanos, como o venezuelano Tren de Aragua e seis cartéis mexicanos. Garman, da Eurasia, salienta que o governo Trump está muito focado no combate ao narcotráfico na região, um tema que também é relevante para fins eleitorais domésticos. “A presença naval na costa da Venezuela é sinal disso”, ressalta. Há duas semanas, Trump anunciou que forças americanas atacaram um barco que vinha da Venezuela e transportava drogas ilegais em águas internacionais, matando 11 “narcoterroristas”. Na segunda-feira (15/09), anunciou que houve mais um ataque do tipo. O governo americano também ordenou o envio de 10 jatos F-35 para Porto Rico a fim de realizar operações contra organizações “narcoterroristas” na região do Caribe. Lula condenou recentemente ofensiva dos EUA no Mar do Caribe O sul do Caribe já tem forte presença militar dos EUA incluindo navios de guerra. Na segunda-feira (8/9), em reunião virtual entre líderes do grupo Brics, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o envio de forças militares americanas para o Mar do Caribe. “[O terrorismo] não pode ser confundido com os desafios de segurança pública que muitos países enfrentam. São fenômenos distintos e que não devem servir de desculpa para intervenções à margem do direito internacional”, disse o presidente brasileiro. “A presença de forças armadas da maior potência do mundo no Mar do Caribe é fator de tensão incompatível com a vocação pacífica da região”, afirmou Lula. Em caráter reservado, diplomatas mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região. Rejeição do Brasil a pedido de secretário americano Em visita a Brasília em maio, o responsável pelo setor de sanções do Departamento de Estado, David Gamble, solicitou formalmente que o Brasil adotasse a designação. Em reuniões com representantes do Ministério da Justiça, Gamble argumentou que essas facções criminosas têm conexões com cartéis internacionais e representam uma ameaça à segurança dos Estados Unidos da América (EUA). O governo brasileiro, porém, rejeitou o pedido. O argumento citado na época pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, em entrevistas à imprensa, foi o de que facções como PCC e CV não se enquadram na definição de terrorismo da legislação brasileira. A Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016) brasileira considera terrorismo atos “cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”. Mas a mesma lei diz que esses atos devem ter “razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião”. A questão da motivação faz com que essas facções, apesar de suas atividades criminais, não se enquadrem na definição, segundo argumentou o governo brasileiro. Esses grupos buscam lucro financeiro por meio de atividades ilícitas, como tráfico de drogas, armas e crimes financeiros, mas não teriam como motivação xenofobia, discriminação ou preconceito. Nessa interpretação, sua finalidade seria
Lula articula estratégia com Motta para barrar projeto de anistia a Bolsonaro
Foto: Wilson Junior/AE Lula e Motta almoçam no Alvorada para tratar de anistia e outras pautas de interesse do Planalto, como isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (15/9) ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que o governo reforçará a ofensiva contra o projeto de anistia a Jair Bolsonaro, seu antecessor no cargo, e aos demais condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro. Lula e Motta acertaram uma estratégia para barrar o avanço da proposta durante almoço no Palácio da Alvorada, que também contou com a participação da ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Apesar da pressão do PL de Bolsonaro, o Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso avaliam que a oposição não tem apoio suficiente para aprovar o projeto de indulto amplo, geral e irrestrito aos envolvidos nos atos golpistas. Mesmo assim, se a maioria dos líderes partidários decidir que é preciso pautar a votação da urgência da proposta – até mesmo para resolver essa novela –, o governo garante ter votos para derrotar os bolsonaristas em plenário. A reunião de Motta com o colégio de líderes está marcada para esta terça-feira (16/9). Nos últimos dias, o Planalto avisou aos aliados de partidos com apadrinhados no primeiro escalão que quem votar a favor da anistia a Bolsonaro perderá os cargos. O Centrão está nessa lista. Poucas horas antes mesmo da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na quinta-feira (11/9) Gleisi disse achar difícil que o Congresso compre essa briga com a Corte. “Não cabe anistia a esses crimes que foram praticados, seja por bagrinho, seja por bagrão, seja por tubarão. Somos contra a anistia de qualquer sorte”, afirmou Gleisi ao Estadão. “Pautar esse projeto representa um confronto com o Supremo. É um ataque frontal”, emendou ela. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adiou a vinda a Brasília para conversar com Motta e dirigentes de partidos e pressionar pela votação do projeto de anistia. Mas Tarcísio pediu ao ministro do STF Alexandre de Moraes autorização para visitar o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, ainda nesta terça-feira (16/9). Na prática, o governador tem feito articulações nos bastidores pelo perdão a Bolsonaro. Sabe, porém, que se trata de uma tarefa difícil. O movimento de Tarcísio é visto no PT como uma espécie de pedágio que ele precisa pagar ao padrinho político com o objetivo de ser candidato à sucessão de Lula, em 2026. De qualquer forma, o próprio Motta disse ao governador, recentemente, que não está disposto a se desgastar com o Planalto, com o STF e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para quem a proposta de anistia, do jeito que está, é fadada ao fracasso. Alcolumbre já apresentou a ministros do STF uma minuta de projeto que prevê a redução de penas para aqueles que praticam os chamados “crimes de multidão”, influenciados por outros. Como mostrou o Estadão, magistrados aceitam discutir uma proposta nesses termos, desde que o tema da anistia – considerado inconstitucional – seja engavetado. Além de tratar do projeto sobre o indulto, Lula pediu a Motta que dê prioridade a votações de interesse do governo no Congresso. Fazem parte desse cardápio a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e a Medida Provisória 1303, que muda normas sobre tributação de investimentos e setores financeiros, incluindo as fintechs. A isenção da cobrança do IR para quem recebe até R$ 5 mil é uma das apostas de Lula para sua campanha à reeleição, no ano que vem.
Caiado ministra aula magna em curso internacional de segurança pública, em Brasília
Fotos: Walter Folador Evento reúne oficiais de 20 países e reconhece Goiás como referência nacional em segurança e desenvolvimento social. Governador defendeu maior autonomia dos estados e acesso rápido a informações estratégicas no combate à criminalidade A redução da criminalidade em Goiás e seus impactos no desenvolvimento social ganharam destaque no primeiro dia do Curso Internacional de Relações Institucionais, nesta segunda-feira (15/9), em Brasília (DF). O governador Ronaldo Caiado foi convidado, após escolha unânime dos organizadores, para ministrar a aula magna para os 226 inscritos, entre militares brasileiros e de outros 20 países, e assessores parlamentares. Um reconhecimento aos avanços alcançados na área em Goiás, a oportunidade foi um momento de apresentar resultados concretos, frutos de um trabalho de integração entre as polícias desde 2019. “Este evento é de tamanha relevância porque temos aqui formação e troca de informações para aquilo que mais se almeja no Brasil: a condição de ir e vir, de poder trabalhar em qualquer lugar deste país, com total liberdade e independência”, afirmou o governador ( foto acima). O curso reúne autoridades dos EUA, Canadá e França, entre outros países. Tendências e práticas eficazes no fortalecimento das relações institucionais e no aprimoramento da segurança pública estão no centro das discussões. “A ideia é debater a questão, trazendo as melhores referências para o Brasil inteiro, para todas as forças e até para os outros países”, afirmou Major Miller, coordenador do curso. A programação segue até 16 de setembro. Caiado defendeu que a segurança está ancorada no controle do sistema carcerário, na qualificação do efetivo e no uso de tecnologias de monitoramento, drones e softwares de inteligência. Assim, Goiás alcançou redução de 92% nos crimes de roubo a comércio, 95% no roubo de veículos e 62% nos homicídios, impactando positivamente outros setores. “A segurança tem uma capilaridade enorme, uma capacidade de melhorar a economia, a condição de vida e renda das pessoas, a educação”, apontou. O governador alertou para a evolução da criminalidade, que vem ocupando não só a economia formal, mas também cargos de comando no país. “É o mais grave, mais crítico, pois já tem uma contaminação que atinge as decisões de como governar a nação”, criticou. Nesse sentido, cobrou mais prerrogativas aos estados, além de acesso mais rápido e ágil a bancos de informações integradas, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Na ocasião, o chefe do Executivo foi condecorado com a medalha da Associação dos Oficiais das Polícias Militares do Brasil, em reconhecimento pelo seu trabalho. “Muito me orgulho de ter essa comenda e honrá-la. Ser o porta-voz de um resultado que, modéstia à parte, é referência nacional”, agradeceu. “Respondo por 7,2 milhões de goianos e não se governa com discurso, mas pelo exemplo. Não se constrói um país sem que haja a liturgia do cargo e a hierarquia do comando”, reforçou. Curso O evento é promovido pela Frente Parlamentar de Segurança Pública no Congresso Nacional, presidida pelo deputado federal Alberto Fraga, que também participou da abertura. A transformação em Goiás é um exemplo para o Brasil, em sua avaliação. “Caiado pegou o estado em frangalhos, com insegurança, cidades na região do Entorno com alto nível de criminalidade. Valorizando o material humano, os operadores da segurança pública, o governador chegou ao patamar em que hoje se encontra”, disse. O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO), coronel Marcelo Granja, e a deputada estadual Dra. Zeli também representaram o estado no evento. Exemplo A política de segurança pública de Goiás tem chamado a atenção de outros países. No início deste mês, o estado recebeu a visita do embaixador de El Salvador no Brasil, Luis Alberto Aparicio Bermúdez, que conheceu a sede da Polícia Penal de Goiás e o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. O diplomata esteve em missão técnica para acompanhar o modelo de gestão penitenciária e os programas de reintegração social dos reeducandos.
Lula e Trump discursarão na ONU no mesmo dia
O discurso de Lula num dos púlpitos mais importantes do mundo pode ganhar um tom ainda mais simbólico por causa dos ataques que o presidente Donald Trump vem fazendo ao Brasil desde o mês de julho e de suas ameaças tarifárias a países de diferentes continentes. O evento acontece no dia 23 e se estende ao dia 24 de setembro, quando ocorre a Cúpula do Clima da ONU Na semana que vem, (23 e 24 de setembro) Lula tem viagem marcada para os Estados Unidos da América (EUA) para participar da edição anual Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Tradição em meados de setembro, o compromisso é tido como central na agenda do presidente, que vai discursar em Nova York durante a abertura da cúpula. Mas este ano o discurso em um dos púlpitos mais importantes do mundo pode ganhar um tom ainda mais simbólico por causa dos ataques que o presidente Donald Trump vem fazendo ao Brasil desde o mês de julho e de suas ameaças tarifárias a países de diferentes continentes. A expectativa é que o pronunciamento de Lula destaque a posição do país no cenário internacional, reafirmando o multilteralismo e a soberania em um contexto de tensões, marcado pelo julgamento e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e as articulações de interferência de Eduardo Bolsonaro (PL) na Justiça brasileira, que resultaram no tarifaço a produtos brasileiros. Não será a primeira vez que o presidente vai abordar a democracia como tema na ONU: em 2023, Lula denunciou os atos golpistas de 8 de janeiro. Expectativa Na sessão, logo em seguida, vai assumir a palavra o presidente dos EUA Donald Trump, momento em que o republicano pode destilar novos ataques ao Brasil ou anunciar a imposição de novas tarifas, leis sobre ministros do STF ou mesmo retaliações ilegais. É esperado que a Assembleia Geral seja palco de um “duelo” entre os líderes, mas com Lula sustentando os ideais de soberania, regulamentação das big techs, a defesa da criação do Estado da Palestina e planos contra as mudanças climáticas. Em novembro, o país sedia a COP30, em Belém (PA). O evento acontece no dia 23 e se estende ao dia 24 de setembro, quando ocorre a Cúpula do Clima da ONU, onde países apresentam suas propostas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e se adaptar às mudanças climáticas, conhecidas como Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Apesar de não estar prevista uma reunião bilateral, Lula e Trump podem se encontrar informalmente nos corredores da ONU. Salvo em 2010, até o momento, nos três mandatos à frente do Executivo, o presidente Lula compareceu a todas as Assembleias, posicionando-se como destaque global. ‘Soberania e democracia não são negociáveis’ Neste domingo (14/9), Lula fez história outra vez ao publicar um artigo de opinião no jornal estadunidense The New York Times, uma das publicações mais lidas e respeitadas do mundo. O texto, escrito em inglês, foi uma resposta direta às recentes ameaças e retaliações do governo Donald Trump contra o Brasil, após a condenação de Jair Bolsonaro e outros sete réus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Logo na abertura, Lula deixa claro o objetivo de seu gesto político: estabelecer um diálogo “aberto e franco” com Trump, mas sem abrir mão de princípios fundamentais. O presidente brasileiro reafirmou que a soberania do Brasil não está em negociação. “Presidente Trump, continuamos abertos a negociar qualquer coisa que possa trazer benefícios mútuos. Mas a democracia e a soberania do Brasil não estão em pauta”, escreveu. O artigo rebate de forma dura as acusações de Trump de que o processo judicial contra Jair Bolsonaro tenha sido uma “caça às bruxas”. Lula lembrou que a condenação de Bolsonaro foi fruto de meses de investigação da Polícia Federal e de um processo conduzido em estrita conformidade com a Constituição de 1988. Lula acrescentou ainda: “As autoridades também descobriram um projeto de decreto que teria efetivamente anulado os resultados das eleições de 2022.” Contra tarifas e chantagens de Trump O presidente também denunciou as tarifas de 50% impostas por Trump sobre produtos brasileiros como uma medida sem base econômica, mas com clara motivação política: a tentativa de proteger Bolsonaro da responsabilização por seus crimes. “A falta de justificativa econômica por trás dessas medidas deixa claro que a motivação da Casa Branca é política. O governo americano está usando tarifas e a Lei Magnitsky para buscar impunidade para o ex-presidente Jair Bolsonaro, que orquestrou uma tentativa frustrada de golpe em 8 de janeiro de 2023”, escreveu Lula. Ele também rejeitou as acusações de que o Brasil persegue empresas de tecnologia americanas: “Todas as plataformas digitais, sejam nacionais ou estrangeiras, estão sujeitas às mesmas leis no Brasil.” E reforçou: “É desonesto chamar regulamentação de censura, especialmente quando o que está em jogo é a proteção de nossas famílias contra fraudes, desinformação e discurso de ódio. A internet não pode ser uma terra de ilegalidade, onde pedófilos e abusadores têm liberdade para atacar nossas crianças e adolescentes.” Sobre o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, Lula foi categórico: “Ao contrário de prejudicar operadores financeiros dos EUA, o sistema de pagamentos digitais brasileiro, o Pix, possibilitou a inclusão financeira de milhões de cidadãos e empresas. Não podemos ser penalizados por criar um mecanismo rápido, gratuito e seguro que facilita transações e estimula a economia.”
Eduardo Bolsonaro quer disputar 2026 para manter bolsonarismo
Divulgação Deputado avalia candidatura com apoio de Jair Bolsonaro ou direto dos EUA após condenação do pai a 27 anos de prisão Decidido a concorrer à Presidência da República em 2026, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já traça alternativas diante do novo cenário político que envolve seu pai, condenado a 27 anos de prisão. Segundo Bela Megale, do jornal O Globo, Eduardo considera duas possibilidades: uma aposta em anistia ampla aprovada pelo Congresso ou uma candidatura lançada a partir dos Estados Unidos, onde ele está desde fevereiro. No plano considerado mais otimista, o parlamentar avalia que, caso o Congresso aprove um projeto de anistia e este não seja barrado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro (PL) poderia apoiá-lo de forma direta na corrida ao Palácio do Planalto. Nesse cenário, Eduardo voltaria ao Brasil para a campanha.PauseUnmute Plano B: candidatura internacional Caso a anistia não avance, Eduardo já discute com aliados a possibilidade de manter sua candidatura do exterior. Ele acredita que pode repetir a mobilização obtida por Jair Bolsonaro no 7 de setembro, quando o ex-presidente conseguiu engajamento popular mesmo sem presença física ou acesso às redes sociais. A estratégia, segundo auxiliares, seria capitalizar o apoio de bases bolsonaristas mesmo em território americano. Apesar da confiança em sua capacidade de mobilização, Eduardo reconhece que o maior desafio é viabilizar juridicamente sua candidatura. Para disputar a Presidência, será necessário deixar o PL e se filiar a outra sigla. Além disso, o deputado é investigado por sua atuação nos Estados Unidos sob acusação de coação a autoridades, processo que pode levá-lo à inelegibilidade caso haja condenação no Supremo Tribunal Federal (STF). Obstáculos e cálculo político Mesmo ciente de que a chance de derrota é considerável, Eduardo Bolsonaro já sinalizou a aliados que vê vantagens em se lançar. Segundo ele, a candidatura serviria para manter viva a chama do movimento que lidera e diferenciar-se do que chama de “direita permitida”. Também avalia que sua presença na disputa enfraqueceria as pretensões do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal representante da direita em 2026. Outra aposta do parlamentar é que sua candidatura reduz o espaço para o surgimento de uma “nova via” que busque captar votos bolsonaristas. Com isso, ele espera consolidar-se como líder de um núcleo político próprio, capaz de, no futuro, estruturar um partido sob sua liderança. Atualmente, a estratégia de Eduardo Bolsonaro gira em torno de dois caminhos claros: ou disputar com o aval direto do pai em solo brasileiro, caso a anistia avance, ou lançar-se como candidato do exterior, reforçando sua influência dentro do bolsonarismo mesmo diante dos riscos jurídicos que enfrenta.
Governador Laurez Moreira anuncia retomada das obras do Hospital Geral de Gurupi
Fotos: Governo do Tocantins Cerimônia nesta segunda-feira (15/9) marca um dia histórico para Gurupi e para o Tocantins, com a assinatura de ordens de serviço e entrega de benefícios em diversas áreas O governador do Tocantins Laurez Moreira (PSD) cumpre agendanesta segunda-feira (15/9) em Gurupi, com uma série de anúncios e entregas que representam um marco para o desenvolvimento da região sul do Estado. O destaque será a assinatura da ordem de serviço para a retomada das obras do Hospital Geral de Gurupi (HGG), uma das maiores e mais aguardadas estruturas de saúde do Tocantins. A solenidade terá início às 8h30, no próprio HGG, e marca o avanço das 2ª e 3ª etapas das obras, que contemplam o centro cirúrgico, bloco de internação, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), setor de imaginologia, além de serviços complementares como necrotério, farmácia, laboratório, almoxarifado, cozinha, refeitório e lavanderia. A primeira etapa, já concluída, abriga o bloco administrativo, ambulatório e pronto-socorro. Segundo Laurez Moreira, a saúde é prioridade absoluta de sua gestão. “A conclusão do Hospital Geral de Gurupi é um investimento histórico, que vai transformar a saúde pública no sul do Tocantins. Estamos garantindo mais estrutura, mais qualidade e mais atendimento para a população”, destacou o governador. Além do HGG, a agenda também contempla a instalação de novos equipamentos de imagem no Hospital Regional de Gurupi (HRG), entre eles um tomógrafo computadorizado e um moderno aparelho de raio-X fixo digital. Obras e investimentos que fortalecem a região Durante o evento, o governador também assinará a ordem de serviço para o recapeamento da Rodovia Juarez Moreira (TO-374), no trecho entre Gurupi e Dueré, totalizando 50,3 km de extensão. Outra ação de grande impacto será a entrega de veículos para a Delegacia Regional de Gurupi, reforçando a segurança pública da região. Na área do turismo, será lançado oficialmente o Programa Tocantins Recebe Bem, uma iniciativa inovadora da Secretaria de Turismo que beneficiará 41 municípios das sete regiões turísticas do Estado. O programa prevê qualificação por meio de cursos e consultorias em áreas como ecoturismo, gestão de negócios, associativismo, culinária regional, etnoturismo e artesanato. Agenda do dia Encerrando a programação desta segunda-feira (15/9) o governador participa da inauguração do novo Fórum da Comarca de Gurupi, localizado no Park Filó Moreira, mais uma conquista importante para o município e para toda a região.
Caiado celebra sucesso da 24ª edição do Canto da Primavera em Pirenópolis
Fotos: Adalberto Ruchelle Festival chega ao último dia, movimentando a economia da cidade histórica. Governo de Goiás investiu R$ 4,5 milhões para realização do evento O governador Ronaldo Caiado participou, neste domingo (14/9), do encerramento da 24ª edição do Canto da Primavera – Mostra de Música de Pirenópolis, que bateu recordes e movimentou a cidade histórica ao longo de seis dias de programação. Com investimento de R$ 4,5 milhões do Governo de Goiás, o festival, que teve início no dia 9 de setembro, recebeu 70 shows musicais, sendo 67 de artistas goianos, em um incentivo aos talentos do estado e ao turismo local. “É a cultura, e ao mesmo tempo o turismo, mostrando que Goiás consegue realizar eventos de grande porte. Estamos mostrando o apoio que damos à cultura do nosso estado. Nunca se viu tamanha organização antes”, afirmou Caiado. “Tudo isso está sendo feito para movimentar a economia da cidade e garantir a segurança do público. Instalamos um sistema de monitoramento, onde a segurança pública controla, por meio de câmeras, para que não haja nenhuma ocorrência”, acrescentou, ao destacar o aparato policial. A estrutura do festival também foi ampliada nesta edição. Pela primeira vez, o evento contou com seis palcos oficiais, estrategicamente distribuídos pelo centro histórico, transformando a cidade em um grande circuito cultural acessível a pé, diminuindo a necessidade de transporte entre os locais. O governador visitou os palcos do Cavalhódromo, onde foram instalados piso, banheiros, camarins e stands, e do Largo da Igreja Matriz, onde assistiu à projeção mapeada assinada pelo artista multimídia goiano VJ Paulinho Pessoa. A apresentação transformou a fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário em um telão com cenas que retratavam elementos da memória e da identidade cultural pirenopolina, como as Cavalhadas, o artesanato e a Serra dos Pirineus. “Transformou essa matriz aqui num grande telão de cenas lindas, momentos históricos da nossa querida Pirenópolis”, parabenizou o governador. Participação recorde Em 2025, o Canto da Primavera registrou 452 propostas recebidas, recorde de inscrições de apresentações artísticas, com aumento de 26% em relação ao ano passado, e participação de representantes de 39 municípios goianos. A programação incluiu ainda o Canto Gastronômico, com 24 estandes e venda de pratos sociais por até R$ 12, democratizando o acesso à gastronomia, e a 10ª edição da Feira Goiás Feito à Mão, com cerca de 50 expositores de artesanato e economia criativa. Nesta edição, todos os shows contaram com intérpretes de Libras, ampliando a acessibilidade para a comunidade surda e reforçando o caráter inclusivo do evento. Para a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, o Canto da Primavera se consolidou como um verdadeiro festival de música goiana. “Ocupamos toda a cidade, os artistas receberam cachês dignos e o público teve uma estrutura digna de grandes festivais, disponível gratuitamente. Além disso, geramos emprego e renda para a cidade e conseguimos devolver mais da cultura aos goianos”, disse. Já o secretário de Estado da Retomada, César Moura, comentou sobre a grandiosidade do projeto. “Um festival que estava desacreditado e é hoje um dos maiores do Brasil”, afirmou. O Canto da Primavera é promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em correalização com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e Fundação RTVE, e conta com apoio das Secretarias de Estado da Retomada, da Infraestrutura (Seinfra) e de Esporte e Lazer (Seel), Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Goiás Social, Goiás Turismo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Saneago e Sesc Goiás. _Fotos: Adalberto Ruchelle_


