Fotos: Paulo Manso Iniciativa integra calendário anual do órgão e amplia estoque de sangue do Hemocentro A 3ª edição do Ipasgo Solidário, campanha de doação de sangue promovida pelo Ipasgo Saúde em parceria com o Hemocentro de Goiás (Hemogo), reforçou mais uma vez o papel do plano como aliado da saúde pública. Nos dois dias de mobilização, foram coletadas 139 bolsas de sangue, com potencial para beneficiar até 556 pessoas. Realizada no estacionamento da sede administrativa do Ipasgo Saúde, em Goiânia, a ação mobilizou colaboradores, servidores e voluntários. O objetivo foi reforçar o estoque de sangue do Hemocentro e incentivar a cultura da solidariedade entre os goianos. A enfermeira Thalita Silva Basile, do Hemocentro, destacou a relevância da iniciativa. “O banco de sangue até que está estável, mas temos déficit constante em fatores negativos, como O-, A- e AB-. Por isso, ações como a do Ipasgo Saúde são essenciais. O plano é um parceiro excepcional, ajuda muito na divulgação e na fidelização de doadores”. Thalita também ressaltou que o processo de doação é seguro. “Tudo começa com uma avaliação de saúde, pressão, hemoglobina e hidratação. Se a pessoa estiver preparada, a doação é tranquila. Orientamos apenas evitar exercícios físicos e bebidas alcoólicas nas horas seguintes”, explica. Vozes da solidariedade A campanha também foi marcada por depoimentos de quem participou pela primeira vez ou já é doador fiel. O colaborador do Ipasgo Gabriel Ferreira afirmou que “a gente sai dali pensando que pode estar mudando a vida de até quatro pessoas. Cada doação impacta diretamente. Doe sangue, faça a sua parte, mesmo quem não é colaborador”. A colaboradora do plano de saúde Daniela Vasconcelos, que venceu o medo e fez sua primeira doação, contou de sua sensação. “Sempre tive receio, mas hoje consegui superar e vi como é importante doar. Foi uma experiência transformadora”. Além dos funcionários do Ipasgo Saúde, a mobilização alcançou parceiros institucionais. O servidor da Goiasprev, Rogério Santa Cruz, também aderiu e reforçou a importância da causa. “Doar sangue tem como função principal salvar quem está precisando. Campanhas como essa, em que o Hemocentro vai até os locais de trabalho, ajudam a divulgar que o procedimento é simples e seguro”, disse. “Além disso, estudos mostram que o doador também se beneficia, já que a doação fortalece o sistema imunológico. Não precisamos esperar estar do outro lado, precisando de sangue, para entender o valor desse gesto. É um ato voluntário e altruísta”, reforçou. Gotas homeopáticas Durante o 3º Ipasgo Solidário, também foi realizada uma ação de saúde que integra a programação da Semana de Saúde do Ipasgo Saúde: a aplicação de gotas homeopáticas contra a dengue. A iniciativa alcançou 301 pessoas. A medida ampliou o impacto do evento e reforçou a atenção preventiva do plano de saúde. A parceria entre o Ipasgo Saúde e o Hemocentro já dura nove anos e consolidou o plano como um dos maiores doadores institucionais do estado. A iniciativa confirma o compromisso da instituição com a saúde pública e a cultura da solidariedade em Goiás.
Ipasgo Solidário chega à 3ª edição com doações de sangue que podem salvar mais de 500 vidas
Geraldo Vandré completa 90 anos em dia emblemático para a América Latina
O artista, como se sabe, foi um dos mais perseguidos pela malfadada ditadura militar nos anos 60 e 70 no Brasil Em uma confluência de incríveis coincidências, neste 11 de setembro – data em que aniversariam tenebrosas transações: o golpe militar no Chile dado por Pinochet e os atentados às torres gêmeas e ao Pentágono, nos EUA – o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados foram duramente condenados pela trama golpista. Dia seguinte, com o país em meio a uma enorme ressaca cívica, o cantor e compositor paraibano Geraldo Vandré completa inacreditáveis 90 anos de vida. O artista, como se sabe, foi um dos mais perseguidos pela malfadada ditadura militar nos anos 60 e 70 no Brasil. A causa, como se sabe, foi, sobretudo, a canção “Pra não dizer que não falei das flores”, que ganhou o apelido abreviado de “Caminhando”. Nela, Vandré lembrava os “soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos de armas na mão”. Caetano Veloso, colega de profissão, contemporâneo e também participante dos lendários festivais da TV Record, afirmou em entrevista ter ouvido durante a sua prisão pelos militares, que se Vandré fosse encontrado, seria morto. A essas alturas, em 1970, o compositor já havia se exilado em Paris, onde gravou seu último e mais emblemático álbum “Das Terras do Benvirá”. Censurado O disquinho, na época um compacto simples, com a canção “Caminhando”, ficou terminantemente proibido durante anos seguidos. Lembro bem que a gente era obrigado a ouvi-lo baixinho, todos em torno da vitrolinha Sonata do Seu Júlio, como se fosse um hino. E, de fato, foi o que se tornou. A canção era bradada em manifestações que, invariavelmente, acabavam com muita porrada e gás lacrimogêneo. Veio, enfim, a anistia e ela perdeu um pouco a graça, com seus dois acordes e a melodia repetitiva. O restante da obra de Vandré, no entanto, permanece até hoje como uma das belas e seminais da nossa música. Um tanto folclorizada e extremamente politizada, sua música tem sido frequentemente resgatada em novelas, filmes, documentários. São apenas cinco álbuns, todos influenciados pela canção nordestina. Em ao menos um deles, o “Canto Geral”, vale o destaque para a participação do lendário Quarteto Novo, que contava com Hermeto Paschoal, Airto Moreira, Theo de Barros e Heraldo do Monte. Nestes álbuns, canções poderosas como “Réquiem para Matraga”, “Porta Estandarte”, “Aroeira”, “Ventania” e, é claro a inesquecível “Disparada”. Sobre ela, o mesmo Caetano comentou a respeito do empate entre ela e “A Banda”, de Chico Buarque, no 2º Festival de Música da TV Record em 1966. Segundo o compositor baiano, “Disparada”, feita em parceria com Theo de Barros, era de longe a melhor canção de Vandré, enquanto “A Banda” não era nem de longe a melhor do Chico. Com o fim da ditadura, Vandré voltou ao Brasil e passou a ter uma vida discreta, com raras aparições em entrevistas. Nesta sexta-feira, 12 de setembro, em um dia emblemático para a América Latina e para o mundo, ele completa 90 anos. Um artista que tem um legado enorme e, ao mesmo tempo, curto.
Bolsonaristas já admitem derrota na pauta da anistia
A proposta ganhou tração com o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), que entrou em sua fase final Parlamentares que integram o séquito bolsonarista e o partido do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL/RJ) têm admitido, em caráter reservado, que a relatoria do Projeto de Lei (PL) que propõe anistia aos presos e condenados nos ataques golpistas dO 8 de Janeiro ficará sob o comando de um integrante do chamado ‘Centrão’, segundo apurou a mídia conservadora nesta quinta-feira (10/9). A proposta ganhou tração com o julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), que entrou em sua fase final. A expectativa de bolsonaristas é votar a proposta na próxima semana, no Plenário da Câmara, embora esteja longe ainda de um consenso mesmo entre os integrantes das legendas da direita. A anistia tem sido a principal meta dos bolsonaristas, uma vez que seria a última chance de livrar Bolsonaro da cadeia por um longo período. O réu, condenado no STF por liderar o golpe de Estado fracassado, já se encontra em prisão domiciliar, mas poderá passar a um presídio ou numa carceragem da Polícia Federal, tão logo o processo seja encerrado, sem qualquer chance de recurso à própria Corte. Relatoria O relator, no caso, será o deputado responsável por negociar o texto com os demais parlamentares e demais interessados no PL. Caberá ao parlamentar elabora o parecer e até refazer o conteúdo do Projeto, que depois será submetido a voto. A função é uma das mais importante do Legislativo, por conduzir as negociações no Congresso. Os bolsonaristas tentavam que a matéria ficasse sob a relatoria do deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) que, apesar de integrar um partido do ‘Centrão’, é considerado um ‘bolsonarista raiz’ e já foi convidado a migrar para o PL para disputar a próxima eleição.Valadares foi o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no ano passado. O próprio Valadares pediu a lideranças partidárias e ao presidente da Câmara federal deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), para atuar nessa função em Plenário. Em um dos pareceres que circulou entre deputados do PL sobre a proposta chegou a constar o nome dele, embora não tenha sido redigido por ele. Sondagem Lideres da oposição, no entanto, têm admitido sob reserva que Motta, quando decidir pautar o projeto, deve optar por um nome mais ao centro, como é de seu feitio. De acordo com relatos, o líder do PP, Doutor Luizinho (RJ), foi sondado por parlamentares aliados de Bolsonaro para a empreitada, mas não aceitou. O deputado Claudio Cajado (PP-BA) também teria sido sondado. Ainda assim, parlamentares envolvidos nas conversas dizem que o nome pode sair de um partido da federação entre União Brasil e PP. Um dos cotados é o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que visitou Bolsonaro na véspera do julgamento. Do outro lado, o governo Lula (PT) entrou em campo para tentar barrar a proposta, e a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) reuniu os ministros de partidos de centro para pedir que atuem nas bancadas da Câmara para frear o projeto.
Governador em exercício Laurez Moreira nomeia presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado
Divulgação Na edição do DOE quinta-feira (11/9) também foi nomeado o vice-presidente executivo da agência O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira, nomeou Paulo Antônio de Lima como presidente da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e Dalvan Santos Oliveira da Silva como vice-presidente executivo do órgão. As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira (11/9). Paulo Antônio de Lima, presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Estado Agropecuarista com mais de 50 anos de atuação, Paulo Lima já presidiu o Sindicato Rural de Alvorada e ocupou a presidência interina da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (Faet). Também exerceu funções no Senado Federal e na gestão do Hospital Regional de Alvorada. À frente da Adapec desde 11 de janeiro de 2021, Paulo Lima promoveu reformas em 38 unidades de atendimento, modernização de serviços e ações de qualificação de servidores. Sua gestão foi marcada pelo fortalecimento da defesa agropecuária, o que assegurou qualidade, segurança e competitividade ao setor produtivo do Tocantins. Dalvan Santos Oliveira da Silva, vice-presidente executivo da Agência de Defesa Agropecuária do Estado Dalvan Santos Oliveira da Silva, natural de Araguatins, é bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins) e em Biologia pelo Instituto Federal do Tocantins (IFTO), além de possuir formação técnica em Agropecuária com habilitação em Zootecnia pela Escola Agrotécnica Federal de Araguatins. É servidor público concursado desde 2006, como Fiscal de Defesa Agropecuária da Adapec. Como autor publicou o livro Direito e Justiça: políticas que garantem a igualdade (AYA Editora, 2023); e o estudo acadêmico: Análise Físico-Química de Mel de Apis mellifera da mesorregião do Bico do Papagaio. Nomeações já publicadas O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira, realizou uma série de nomeações para as pastas do governo. Ao todo, 29 novos nomes foram oficializados, abrangendo secretarias de Estado e autarquias. Confira a lista completa das nomeações já publicadas: Luiza Rocha Pinheiro para exercer o cargo de secretária de Estado da Comunicação (Secom); Ailton Parente Araújo como chefe de Gabinete do Governador; Coronel Vitor Teles para exercer o cargo de secretário-chefe da Casa Militar; César Hanna Halum como secretário de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro); Josué Pereira de Amorim como procurador-geral do Estado; Vânio Rodrigues de Souza como secretário de Estado da Saúde (SES/TO); Antônio Trabulsi Sobrinho como presidente da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto); Herbert Brito Barros como presidente do Instituto de Terras do Tocantins (Itertins); Romildo Santos Barbosa como presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO); Jairo Soares Mariano como secretário de Estado da Fazenda (Sefaz); Hércules Jackson Moreira Santos como secretário de Estado da Educação (Seduc); Bruno Sousa Azevedo como secretário de Estado da Segurança Pública (SSP); Cledson da Rocha Lima para a presidência do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins); Bárbara Jesuína Mendes Gomes como presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev-TO); Ludimila Rodrigues dos Santos Galvão, secretária-executiva de Comunicação. Larissa Carlos Rosenda, secretária de Estado da Mulher (SecMulher); Cláudio Thomas Coelho de Souza, comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins (PMTO); Flávio Santos Brito, chefe do Estado Maior da PMTO; Thiago Franco Santana, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO); Maxuell dos Santos de Souza, chefe do Estado Maior da CBMTO; Ana Carina Mendes Souto, secretária executiva do Turismo (Sectur); Raul de Jesus Filho e Neto, secretário de Estado da Governadoria; Manoel Moraes dos Reis Filho, secretário executivo da Administração (Secad); Irana de Sousa Coêlho Aguiar, secretária-chefe da Casa Civil; Murilo Francisco Centeno, secretário-chefe da Controladoria-Geral do Estado (CGE); Lina Ester Barbosa Ribeiro, presidente da Agência de Mineração do Estado do Tocantins (Ameto); Elfas Cavalcante Lustosa Aragão Elvas, subprocurador do Estado do Tocantins em Brasília; Washington Luiz Vasconcelos, secretário executivo da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas); Roberto Jorge Sahium, secretário executivo da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea).
Prazo para quitar IPVA 2025 de finais 1 e 2 termina na segunda-feira (15/9)
Foto: Denis Marlon Após o vencimento, inadimplentes perdem desconto do programa Nota Fiscal Goiana e redução de 50% para automóveis 1.0 e motos de até 125 cilindradas Donos de 217 mil veículos com placas finais 1 e 2 que ainda não quitaram o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA) 2025 têm até esta segunda-feira (15/9) para pagar o tributo em Goiás sem juros e multa. Para emitir o boleto ou documento único de arrecadação, é necessário acessar o portal de serviços Expresso (https://www.go.gov.br/servicos/servico/consultar-veiculo–ipva-multas-e-crlv). Outras opções são o aplicativo Detran GO ON ou buscar atendimento presencial em uma unidade do Vapt Vupt. Para o pagamento, o contribuinte deve emitir o documento em cota única, que já apresenta o saldo final, mesmo se houver parcelas em aberto. A data de vencimento é a mesma para quem optou pelo pagamento à vista ou parcelado. Perda de benefícios Após 15 de setembro, o IPVA 2025 vencido dos finais 1 e 2 será cobrado com multa e juros. Além disso, o motorista inadimplente perderá o desconto de até 10% do programa Nota Fiscal Goiana e a redução de 50% no valor do IPVA para automóveis 1.0 e motos de até 125 cilindradas. Finais 3 a 0 Para os donos de veículos com final de placa 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 ou 0, a penúltima parcela do IPVA 2025 vence em 15 de setembro e o prazo final para pagamento integral do imposto e do licenciamento anual é 15 de outubro. O calendário completo está disponível em https://goias.gov.br/economia/calendario-de-vencimentos/. Data limite para pagamento do valor total do IPVA 2025 + licenciamento anual Final de placa 1,2 – 15/9/2025 Final de placa 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 0 – 15/10/2025 Canais para tirar dúvidas Assistente Virtual do IPVA – Atende pelo WhatsApp no número 62 99427-9777. *Site da Secretaria da Economia:* https://goias.gov.br/economia/ipva/ *E-mail da Gerência do IPVA*: atendimentogipva.economia@goias.gov.br.
Brasil explode em festa enquanto bolsonaristas choram na casa de Bolsonaro
VÍDEOS: Brasil explode em festa enquanto bolsonaristas choram na casa de Bolsonaro O Brasil explodiu em festa na noite desta quinta-feira (11/9) para comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou Jair Bolsonaro e outros sete réus à prisão por tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do STF, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Antes mesmo da sentença ser oficialmente proferida, aglomerações de pessoas comemorando a condenação de Bolsonaro já eram registradas em Brasília e em diversas outras capitais brasileiras. A população lotou ruas, bares e restaurantes com fogos de artifício, bandeiras, instrumentos musicais e cerveja para celebrar o momento histórico, mas também para fazer pressão contra a anistia aos golpistas que vem sendo articulada pela extrema direita no Congresso Nacional. Desespero bolsonarista Já em frente à mansão de Bolsonaro em Brasília (DF) onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar, o clima foi de desespero. Um pequeno grupo de apoiadores, parte deles enrolados em bandeiras dos EUA se reuniu para rezar e chorar. Bolsonaro condenado O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão (24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção), pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, com um placar de 4 votos a 1, pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado. Prevista para a sexta-feira (12/9), a dosimetria da pena foi realizada ainda nesta quinta (11/9), pondo fim ao julgamento, logo após os cinco ministros daquele colegiado, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux, analisarem as bases legais para o estabelecimento do número de anos que constará na sentença. O ex-presidente também foi condenado a pagar 248 salários-mínimos (em valores da época em que o crime foi cometido). Tendo em vista que a condenação à prisão foi maior do que 8 anos, Bolsonaro terá que começar a cumprir a pena em regime fechado após a análise do único recurso possível, os embargos de declaração, que não têm potencial para alterar a sentença.
Caiado destaca modernização e desafios do campo em participação no Agro Summit 2025
Fotos: Hegon Correa Governador ressaltou impacto da tecnologia, segurança no campo e crédito rural como pilares para o desenvolvimento do setor, em evento realizado pelo Bradesco em São Paulo A força do agronegócio brasileiro, bem como de Goiás, e o avanço da capacidade produtiva graças à tecnologia foram temas da participação do governador Ronaldo Caiado na manhã desta quinta-feira (11/9), em São Paulo (SP), no Agro Summit 2025. Realizado pelo Bradesco BBI Agro, o evento reúne líderes do setor para debater os desafios e oportunidades de negócios do segmento. “As pessoas hoje entendem o significado da agropecuária brasileira, com a relevância dela no cenário, não só da nossa balança comercial, mas por transformar a realidade no interior do Brasil”, afirmou o governador. Compondo o painel “Diálogo pelo Futuro do Agro”, Caiado enfatizou o papel fundamental do agro na transformação social e econômica. Devido ao desenvolvimento ancorado nas revoluções tecnológicas, o setor foi responsável por elevar a renda per capita, melhorar a qualidade de vida e promover o desenvolvimento regional em diversas regiões brasileiras, especialmente no Centro-Oeste, Norte e Nordeste. “É o que mais se modernizou e mais deu conta de evoluir no país. Com todo respeito à área da indústria, serviço e comércio, ninguém conseguiu avançar igual”, salientou. Entre os avanços no campo, governador citou os centros de inoculantes em Goiás e a forte presença de inteligência artificial nas propriedades rurais, trazendo mais eficiência. “Hoje, uma propriedade utiliza inteligência artificial para identificar pragas, sem necessidade de pulverização sistêmica na lavoura” explicou. Ele também falou sobre o Centro de Agricultura Exponencial, desenvolvido em parceria com a Huawei, que utiliza a rede 5G para o monitoramento de áreas de pragas por drones, colocando o Estado na vanguarda da agricultura de alta tecnologia. A segurança pública e sua importância para o desenvolvimento rural também foram destacadas por Caiado, ao ressaltar que Goiás se tornou referência no setor, com propriedades totalmente georreferenciadas e um batalhão rural equipado com tecnologia de ponta, como o Starlink. “A segurança no campo é plena. Bandido não se cria”, garantiu, destacando que o Estado conseguiu eliminar a presença de facções criminosas em território goiano. Segundo ele, essa tranquilidade é uma condição essencial para que Goiás continue crescendo e se consolidando como um exemplo de estabilidade e desenvolvimento no Brasil. Caiado também chamou a atenção para o aumento da judicialização de dívidas no crédito rural. “Evidentemente falta uma política que possa tratar para que não chegue a essa situação. Isso é algo que tem que ser tratado dentro das decisões de governo, em que haja um fatiamento daqueles em que foram realmente brutalmente penalizados por condições seja climática ou econômicas de mercado e devem ser tratados de forma diferenciada”. O painel foi moderado pelo economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, e teve também a participação do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos. A abertura do evento contou com a apresentação do CEO do Bradesco, Marcelo de Araújo Noronha. “O agronegócio brasileiro é uma potência global. E temos orgulho de contribuir com soluções financeiras, inteligência de mercado e iniciativas, como por exemplo este evento aqui, que promove conhecimento e conexão entre os principais agentes do setor”, afirmou.
Em Salvador, Caiado apresenta ações de Goiás para fortalecer agronegócio sustentável
Fotos: Walter Folador Governador palestra no 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade e destaca inovações tecnológicas na agricultura, biometano e programas de preservação do Cerrado O governador de GoiásRonaldo Caiado (UB) destacou, nesta quinta-feira (11/09), as ações desenvolvidas pelo Governo de Goiás em prol do avanço sustentável do agronegócio no estado, durante sua participação no 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade, em Salvador (BA). O chefe do Executivo goiano foi palestrante no painel “Os desafios do agronegócio sustentável no Brasil”, que discutiu o papel estratégico do setor na economia e suas conexões com inovação tecnológica e preservação ambiental. Ao falar sobre o uso de combustíveis, Caiado lembrou que Goiás tem investido em tecnologias avançadas para produção de bioinsumo e biometano. “Estamos desenvolvendo esse potencial com muita rapidez, com mais alternativas de produção de energia limpa. Além disso, fizemos a aquisição de 500 ônibus para o transporte público movidos a biometano. É algo que mostra que nós temos avançado em cada uma das áreas na agricultura sustentável”, comentou o governador. O gestor goiano também ressaltou que Goiás tem avançado na pesquisa em inteligência artificial (IA) visando a preservação da sustentabilidade e o respeito ao homem do campo, garantindo segurança alimentar e a preservação dos biomas. “Utilizamos drones e IA para a pulverização de lavouras, com o uso de robôs capazes de identificar as pragas. É uma tecnologia de precisão, com a capacidade de diminuir cada vez mais a contaminação do lençol freático, como também dos nossos rios”, exemplificou. Durante sua apresentação, Caiado falou ainda sobre o reconhecimento do projeto Juntos Pelo Araguaia, que é considerado o maior programa de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil, abrangendo 16 municípios goianos. “Já são mais de 5 mil hectares de recuperação das cabeceiras do Rio Araguaia. Estamos recuperando todas as nascentes com plantios e cercamento de todas as áreas, em um trabalho que iniciei desde o meu primeiro ano de governo”, enalteceu. Além disso, o governador ressaltou a importância do Programa Cerrado em Pé, que protege mais de 15 mil hectares do bioma por meio da parceria com proprietários rurais que se comprometem a preservar o Cerrado em suas propriedades. “Somos o único estado do país que faz o pagamento dessa política de preservação. Isso mostra que temos uma política de desenvolvimento do Cerrado”, disse. Cenário Nacional Durante o evento, o gestor goiano destacou que o Brasil possui a característica ímpar no mundo de conseguir preservar seus biomas, por meio do Código Florestal Brasileiro, considerado o mais rígido existente no mundo. “Você vê o potencial do país em capacidade produtiva, aliado à preservação ambiental, da qual não abrimos mão. Isso é fundamental para nós, pois sabemos a importância de preservar nossos rios e nossas nascentes”, afirmou. Para Caiado, a agropecuária brasileira está na vanguarda em relação ao uso de tecnologia em pesquisas. “Não existe nada na economia brasileira que tenha feito a transformação tecnológica realizada na agricultura. Ela está longe de qualquer outro setor da indústria, do comércio ou qualquer área, que não conseguiram acompanhar os avanços da tecnologia em pesquisa da agropecuária no país”, explicou. Congresso Neste ano, o congresso, que é consolidado como um dos mais relevantes eventos no cenário jurídico e empresarial do Brasil, teve como tema central “A Bahia e o Brasil na COP 30: Desafios e Oportunidades”. Transitando entre o universo jurídico e empresarial, o evento é um palco privilegiado para reflexões, trocas de ideias e busca de soluções que impactam a sociedade, alinhados às demandas atuais de sustentabilidade e desenvolvimento responsável. O evento é uma parceria entre a Associação Comercial da Bahia (ACB), Instituto Brasileiro de Direito e Sustentabilidade (Ibrades), e o Lide Bahia com o objetivo de fomentar a discussão de temas de grande interesse para profissionais que atuam nas áreas de sustentabilidade e direito, contribuindo para a formação de recursos humanos, gestores e operadores do direito no Brasil.
STF condena Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe de Estado
© EVARISTO SA / AFP Em dia histórico para o país, o placar da 1ª Turma do STF terminou em 4 a 1 pela condenação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL-RJ) na ação penal por trama golpista. Para especialistas ouvidos pela RFI, o resultado mostra que as instituições seguem firmes na defesa da democracia no Brasil. O ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma do STF, foi o último a votar na sessão desta quinta-feira (11/9) que condenou Bolsonaro e mais sete réus por vários crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Zanin acatou a “procedência integral das acusações” e afirmou que a responsabilização dos envolvidos na tentativa de ruptura institucional é um “elemento fundamental para a pacificação nacional e a consolidação do Estado democrático de Direito”. Mas a maioria para a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo já havia sido formada pelo voto anterior da ministra Carmen Lúcia, para quem há ‘prova cabal’ de que os acusados atacaram as instituições democráticas. “Esse julgamento do Supremo Tribunal Federal é histórico por vários aspectos. O mais importante deles é porque atinge uma tentativa de golpe de Estado e isso difere da experiência republicana brasileira, que sempre foi condescendente com os golpistas, sobretudo aqueles vindos das Forças Armadas”, analisou o historiador Antonio Barbosa da Universidade de Brasília (DF). Além de Bolsonaro, o ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, o general Augusto Heleno, o almirante Almir Garnier, o deputado federal Alexandre Ramagem, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro Anderson Torres foram acusados pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Carmen Lúcia disse na sessão desta quinta-feira que o grupo “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022, minar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário.” A ministra afirmou também que “o que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que me dói”. A sessão foi marcada pela reação dos ministros ao colega Luís Fux, que ontem usou toda a sessão, de manhã até à noite, para apresentar seu voto, discordando dos demais. Já era esperado que Fux faria um contraponto, porém a forma como ele leu voto, sem permitir apartes, com palavras duras atribuídas ao relatório de Alexandre de Moraes gerou tensão na corte e municiou o coro dos bolsonaristas em defesa de uma anistia ou ao menos uma redução de penas, propostas que vire e mexe ganham força no Congresso Nacional. O ministro Alexandre de Moraes chegou a exibir vídeos com discursos públicos de Bolsonaro, quando era presidente da República, criticando o STF. Um dos pontos mais criticados por Fux foi o julgamento pela Suprema Corte de pessoas que não tem mais foro, argumento rebatido por Carmen Lúcia: “Sempre votei do mesmo jeito. Sempre entendi que a competência era do STF”. “O valor do voto da ministra Carmen Lúcia reside no recado de que democracia do país não está fragilizada e à mercê de tumultos ou orquestrações de qualquer natureza contra ela. E que a classe política precisa entender e respeitar que a única forma de acesso ao poder é através do voto popular nas urnas”, declarou o cientista político e professor da ESPM Alexandre Bandeira. A 1ª Turma do STF deve ainda se reunir para analisar a chamada dosimetria, que é a definição das penas a serem atribuídas para cada um dos acusados pela prática dos crimes. Penas impostas pelo STF aos outros condenados pela trama golpista O Supremo Tribunal Federal condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe de Estado, em julgamento histórico que também atingiu aliados políticos e militar. A Corte fixou penas severas para ex-ministros, generais e colaboradores diretos do ex-capitão, todos considerados partícipes da trama que visava abolir o Estado Democrático de Direito. Mauro CidO ex-ajudante de ordens de Bolsonaro foi beneficiado pela colaboração premiada homologada pelo Supremo. Alexandre de Moraes fixou a pena em dois anos de prisão em regime aberto, com extensão dos benefícios a seu pai, sua esposa e sua filha sua filha maior de idade, além da inclusão no programa de proteção da Polícia Federal. O relator ressaltou que, assim como não cabe indulto presidencial ou anistia do Congresso em crimes contra a democracia, tampouco cabe perdão judicial do Judiciário. Todos os ministros acompanharam o voto. Flávio Dino destacou que o Estado deve ““honrar a necessidade do fortalecimento” da delação premiada como instrumento de desmontagem de organizações criminosas. Walter Braga NettoEx-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022, Braga Netto recebeu uma das penas mais duras: 26 anos de prisão, sendo 24 anos de reclusão em regime fechado e 2 anos de detenção, além de 100 dias-multa de um salário mínimo cada. Moraes considerou a atuação de Braga Netto central nos planos golpistas, incluindo o chamado “Copa 2022” e o “Punhal Verde e Amarelo”. Flávio Dino havia proposto pena de mais de 30 anos, mas se adequou ao cálculo do relator. Luiz Fux, que divergiu em relação a outros réus, condenou Braga Netto especificamente pelo crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, fixando fixando pena de 7 anos em regime fechado. Anderson TorresEx-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal no 8 de Janeiro, Anderson Torres foi condenado a 24 anos de prisão, sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, além de 100 dias-multa. Moraes destacou que, como delegado da Polícia Federal e ocupante de cargos estratégicos, Torres tinha “circunstâncias totalmente desfavoráveis” e papel ativo na omissão que permitiu a invasão e destruição das sedes dos Três Poderes. A pena foi confirmada pelos demais ministros. Almir GarnierO ex-comandante da Marinha foi
Estratégia de Fux é abrir caminho para Bolsonaro tentar anulação de julgamento
A coluna do Estadão destaca o significado do voto de Fux pela “incompetência absoluta” do STF para julgar o caso, o que gerou um impacto inesperado, especialmente entre os bolsonaristas Foto: Divulgação – Jair Bolsonaro e o STF Em um surpreendente giro de postura, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou seu histórico de votações e assumiu uma posição que reacendeu as esperanças de Jair Bolsonaro e seus seguidores de que o julgamento da tentativa de golpe de Estado possa ser anulado no futuro. O voto de Fux, apresentado nesta quarta-feira (10), no julgamento da trama golpista, contrariou seu perfil anterior, geralmente mais punitivista, e o aproximou de uma postura garantista, que defende penas mais brandas e a revisão de sentenças. A coluna do Estadão destaca o significado do voto de Fux pela “incompetência absoluta” do STF para julgar o caso, o que gerou um impacto inesperado, especialmente entre os bolsonaristas. Embora esse voto não altere, por enquanto, as iminentes condenações dos réus envolvidos na tentativa de golpe, ele reacendeu o desejo de parte de seus apoiadores de que, em algum momento, o julgamento possa ser reconsiderado. Para alguns, a decisão do ministro pode abrir brechas jurídicas que, em um cenário futuro de mudanças políticas, possibilitem uma revisão do caso. Receita Nos bastidores, aliados de Bolsonaro comparam o voto de Fux a uma “receita de remédio”, indicando que a decisão pode ser a chave para uma revisão futura do processo. Enquanto isso, os bolsonaristas preferem não se antecipar sobre cenários tão distantes, concentrando-se nas argumentações jurídicas do voto de Fux para pressionar pela votação da anistia no Congresso. Este movimento, ao lado das mudanças na dinâmica do STF, traz à tona o debate sobre as possíveis revisões de julgamentos e a instabilidade política que pode influenciar decisões jurídicas em momentos chave. O caso continua a ser monitorado de perto por aliados e opositores, que seguem atentos a qualquer mudança na composição do Supremo, o que poderia reverter o andamento atual do julgamento.


