© 1 A doença dificulta o retorno do sangue para o coração de Trump O presidente do EUA Donald Trump (Republicanos) foi diagnosticado com insuficiência venosa crônica, problema que compromete o funcionamento das válvulas das veias nas pernas. A condição médica foi confirmada nesta terça-feira (2/9) pela equipe de saúde do político, após rumores sobre seu estado físico circularem na imprensa americana. A doença dificulta o retorno do sangue ao coração, provocando acúmulo nas extremidades inferiores. O diagnóstico aconteceu durante exames de rotina no início de 2025, quando médicos identificaram a condição após Trump mencionar desconforto nas pernas depois de longos períodos em pé durante eventos eleitorais. Aos 79 anos, o ex-presidente integra o grupo de maior risco para o desenvolvimento desse problema circulatório. Especialistas indicam que o enfraquecimento natural das paredes venosas com a idade aumenta a propensão a esse tipo de condição em pessoas idosas. Entre os sintomas apresentados por Trump estão inchaço nas pernas e tornozelos, principalmente após permanecer em pé por períodos prolongados durante aparições públicas. Sua equipe médica confirmou que ele também sente peso e cansaço nas pernas. O problema foi identificado enquanto o candidato cumpria compromissos de campanha nos estados do meio-oeste americano em agosto. Após um comício em Ohio, Trump precisou descansar por orientação médica devido à intensificação dos sintomas. Dados da Sociedade Americana de Angiologia mostram que a insuficiência venosa crônica atinge cerca de 40% da população acima de 65 anos nos Estados Unidos. Para pessoas com mais de 75 anos, como Trump, esse índice chega a aproximadamente 60%. A condição gera mais de 2 milhões de consultas médicas por ano no país. O tratamento prescrito inclui uso de meias de compressão, elevação das pernas durante o descanso e possíveis medicamentos para melhorar a circulação sanguínea. Os médicos também recomendaram que o candidato faça pausas mais frequentes durante eventos longos. Ainda não está definido se a condição afetará a agenda de campanha do republicano nos próximos meses, especialmente considerando a intensificação das atividades eleitorais previstas para outubro, período que antecede as eleições presidenciais. “Estou perfeitamente saudável e com energia total para continuar minha campanha. Essa pequena condição não vai me impedir de fazer a América grande novamente”, afirmou Donald Trump em comunicado oficial divulgado por sua assessoria.
O presidente Trump está doente
Quem é Wanderlei Barbosa, o governador “curraleiro” afastado por suspeita de corrupção
Suposto esquema envolvendo cestas básicas teria causado prejuízo de R$ 73 milhões. Governador afirmou que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma ‘medida precipitada’ O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado nesta quarta-feira (3/9) por 180 dias por suspeita de envolvimento com desvio de recursos da compra de cestas básicas, está no cargo desde 2021. Ele assumiu o governo após o então governador Mauro Carlesse (Agir) ter sido afastado e renunciar ao mandato para evitar um processo de impeachment. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada” (veja nota completa abaixo). Em 2022, durante campanha, Wanderlei se apresentou como um homem do povo: “o governador curraleiro!”. O apelido usado insistentemente nas propagandas eleitorais tinha objetivo: não permitir que ninguém esquecesse as origens e a história da vida dele. Wanderlei Barbosa Castro é natural de Porto Nacional (TO). Ele começou a carreira política em 1989, quando se elegeu vereador pelo município. Em 1996 migrou para a capital e se elegeu vereador por Palmas, cargo que ocupou por vários mandatos sucessivos até 2010, chegando a presidir a Câmara Municipal ao longo de quatro anos. Em 2010 se elegeu para o primeiro de dois mandatos como deputado estadual, e permaneceu nesta função até 2018, quando se afastou para disputar a eleição suplementar ao lado de Mauro Carlesse como vice-governador na chapa que acabou vencedora. Carlesse foi afastado do cargo em outubro de 2021, em apuração sobre suposto pagamento de propina e obstrução de investigações. Wanderlei assumiu como governador e foi eleito novamente para o cargo em 2022. Com o afastamento de Wanderlei, quem assume o governo do Estado é o vice, Laurez Moreira (PSD), com quem Wanderlei não mantém um bom relacionamento. Em 2024, Wanderlei inclusive enviou proposta de emenda à constituição para evitar que o vice tomasse posse durante viagens do governador. O texto, chamado de PEC do Apego, foi aprovado no mesmo ano. Afastamento por suspeita de corrupção O afastamento do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama, Karynne Sotero, do cargo de secretária, foi determinado pelo ministro Mauro Campbell Marques, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a pedido do Ministério Público Federal. Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Nesta quarta-feira (3/9) mais de 200 policiais estão cumprindo 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares em Palmas (TO), Araguaína (TO), Distrito Federal, Paraíba, Maranhão. A primeira-dama afirmou que também respeita a decisão e vai se dedicar à defesa para comprovar sua “total ausência de participação nos fatos”. Foto: Reprodução/Instagram Wanderlei Barbosa Primeira dama Karynne Sotero e o governador, Wanderlei Barbosa, foram afastados Também afirmou que deseja que tudo seja esclarecido . O g1 entrou em contato com o Palácio Araguaia onde estão sendo cumpridos mandados, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 também pediu posicionamento para a defesa de Mauro Carlesse, governador anterior, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem. A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) informou que prestou colaboração total e irrestrita no cumprimento integral das determinações contidas em dez mandados de busca e apreensão, disponibilizando todos os equipamentos, documentos e informações solicitados. Também informou que não foi intimada de nenhuma decisão judicial relacionada ao caso, que ainda está em curso. Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. A operação foi chamada de Fames-19 em referência à insegurança alimentar ocasionada pela pandemia de Covid-19. Fames, significa “fome” em latim e “19” faz alusão ao ano em que a doença foi descoberta. Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa Karynne Sotero, secretária extraordinária de Participações Sociais, foram alvos de busca na primeira fase da Operação Fames-19. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos. Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros. Íntegra da nota do governador Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. lém dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Campos Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à
Laurez Moreira assume governo após afastamento de Wanderlei por suspeita de corrupção
Foto: Reprodução/TV Anhanguera Laurez da Rocha Moreira é advogado e assumiu o cargo de vice-governador do estado pela primeira em janeiro de 2023. Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias Com o afastamento de Wanderlei Barbosa, pelo prazo de 180 dias, quem assume o cargo é o vice, Laurez Moreira (PSD). A medida foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no inquérito que apura o desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins, na pandemia de Covid-19. Wanderlei Barbosa é investigado na segunda fase da “Operação Fames-19”, que tem o objetivo de aprofundar as investigações que apuram um prejuízo de R$ 73 milhões aos cofres públicos. Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, quando tinha o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas. Também afirmou que determinou auditoria nos contratos e acionará os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo. Durante o mandato de vice-governador, Laurez assumiu o governo pela última vez em 2023. Depois disso, Wanderlei propôs uma emenda à Constituição Estadual para permanecer no cargo mesmo durante viagens. O texto foi aprovado em 2024. Em entrevista à TV Anhanguera, Laurez afirmou que recebe a notícia de afastamento do governador com tristeza, mas vai fazer um levantamento da situação do governo para continuar trabalhando. Laurez Moreira é natural de Dueré e formado em Direito, onde foi vereador e ocupou a presidência da Câmara Municipal. Logo em seguida, foi eleito por três vezes deputado estadual, duas vezes deputado federal entre 2007 e 2011. Ele também ocupou a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Turismo. Em 2012, Laurez foi eleito prefeito de Gurupi, região sul do estado, e reeleito em 2016, permanecendo até 2020. Já em 2022, concorreu como vice-governador, sendo eleito ao lado de Wanderlei Barbosa (Republicanos). Ele é filho da professora Laurinda e Juarez Moreira, além de advogado e pai de três filhos. Afastamento de Wanderlei Barbosa O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell o mesmo ministro do STJ que em outubro de 2021 afastou do cargo o ex-governaor Mauro Carlesse (Agir). Conforme a PF, as investigações, que tramitam sob sigilo no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas. Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões. Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos. Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa. Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes. Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população. Íntegra da nota de Karynne Sotero Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados. Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Relatório de Alexandre de Moraes reacende expectativa de pena severa para Bolsonaro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil Na avaliação de advogados que atuam no processo, de integrantes do governo Lula e do entorno de Bolsonaro, a pena será de, no mínimo, 25 anos de prisão O relatório do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu um tom contundente que reforçou, entre aliados e adversários de Jair Bolsonaro (PL), a expectativa de uma pena elevada no julgamento da trama golpista, informa Malu Gaspar, do jornal O Globo. O entendimento geral é que o documento riscou uma linha clara sobre a seriedade dos crimes, descartando pressões por uma pacificação que signifique impunidade. Nas avaliações de advogados que atuam no processo, integrantes do governo Lula (PT) e até mesmo do entorno de Bolsonaro, a previsão é de que o ex-presidente possa receber uma sentença de, no mínimo, 25 anos de prisão. Circulam previsões ainda mais pessimistas, com um “piso” de 30 anos. A fundamentação do relator foi interpretada como um sinal decisivo nessa direção. Em trecho central de seu voto, o ministro Alexandre de Moraes foi enfático ao declarar: “A sociedade brasileira e as instituições mostraram sua força, sua resiliência, em que pese a manutenção de uma polarização. Nesses momentos, a História nos ensina que a impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação, pois o caminho aparentemente mais fácil, e só aparentemente, que é da impunidade, da omissão, deixa cicatrizes traumáticas na sociedade”. Penas As penas pelos crimes dos quais Bolsonaro é acusado – organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, entre outros – podem somar até 43 anos. Como a Procuradoria-Geral da República (PGR) o enquadra como o protagonista e chefe de toda a trama, a expectativa é que sua pena se aproxime do máximo. “Vai ser muito maior que 17 anos”, comentou um advogado de outro réu, lembrando que condenados por papéis menores no 8 de janeiro receberam penas de 14 a 17 anos. Um dos pontos técnicos decisivos para a dosimetria da pena será a análise dos chamados “pedidos subsidiários” das defesas. Os advogados de Bolsonaro, Walter Braga Netto e Anderson Torres argumentam que o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos) absorveria o crime de golpe de Estado (4 a 12 anos), impedindo a condenação por ambos. A defesa sustenta que são fatos conexos, não autônomos. Em oposição a esse argumento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante sua sustentação oral, caracterizou as ações como um plano sistemático. Ele afirmou que o grupo liderado por Bolsonaro “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022”. Gonet foi categórico: “Todos aderiram à organização criminosa cientes do que defendia o presidente Jair Bolsonaro e contribuíram, em divisão de tarefas, para a consumação do projeto autoritário de poder”. Apesar de o relator ter sinalizado a possibilidade de absolvição para algum réu se houver “prova da inocência ou mesmo qualquer dúvida razoável”, o consenso no entorno do ex-presidente é de pessimismo. Como resumiu um de seus advogados: “Não tem como salvar o Bolsonaro, mas não acho que dá para colocar todo mundo no mesmo saco”.
Daniel Vilela entrega 60 casas a custo zero no Norte de Goiás
Fotos: Adalberto Ruchelle e Jota Eurípedes Com investimento de R$ 10,1 milhões, moradias custeadas pelo Governo atendem famílias com renda de até um salário-mínimo em Estrela do Norte e Bonópolis O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta terça-feira (2/9), mais 60 casas a custo zero a famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro do programa “Pra Ter Onde Morar”. As entregas aconteceram no Norte goiano, nos municípios de Estrela do Norte e Bonópolis. Em cada cidade, a iniciativa contemplou 30 famílias que têm renda mensal de até um salário-mínimo. Os beneficiados receberam imóveis totalmente gratuitos. O vice-governador frisou que o programa amplia o acesso à moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social. “A partir dessa noite, essas famílias já terão suas casas. As crianças terão um cantinho para brincar e poder dormir com segurança, podendo sonhar com um futuro melhor. As mães terão o sentimento de dignidade, com mais segurança de poder criar e constituir sua família. Ao receberem a casa, vocês estarão virando uma chave na vida de vocês”, afirmou. Segundo Vilela, a proposta do programa é incomparável no país. “Goiás é o único estado que tem um programa de casas a custo zero. É um programa de alta relevância, principalmente na parceria com os prefeitos. Porque a gente sabe da necessidade que os gestores municipais têm em relação à construção de casas de alta qualidade”, reforçou. “São momentos como esses de entrega de casas, onde a gente muda de forma significativa a vida de uma família, que justificam todo nosso sacrifício e esforço”, completou o vice-governador. As unidades habitacionais integram o programa “Pra Ter Onde Morar – Construção”, que deve beneficiar todo o estado. O Governo de Goiás destinou R$ 10,1 milhões para promover o acesso à moradia nas duas localidades. Prontas para receber os contemplados, as habitações foram entregues com infraestrutura de água e energia elétrica. O projeto arquitetônico inclui dois quartos, banheiro, cozinha, sala, área de serviço e espaço externo. As 30 primeiras moradias foram entregues em Estrela do Norte, cidade que recebeu R$ 5 milhões em investimento. O prefeito Edmar da Cacilda destacou a importância da parceria entre municípios e Estado para levar qualidade de vida à população. “Foram mais de 23 anos sem receber uma casa do governo estadual. Mas quando você tem um governo que ajuda os municípios, isso acontece. E agora, somos agraciados com mais 30 moradias, que vamos entregar para as pessoas que realmente precisam”, afirmou. A manicure Cristiane Barbosa, moradora da cidade, comemorou o aniversário de 42 anos sendo contemplada com uma das residências. “Eu fiz aniversário ontem e ganhei a casa. Eu sempre vivi de aluguel, resolvi tentar a sorte e ganhei esse presente”, comentou emocionada. Bonópolis A iniciativa de entregar casas a custo zero é um dos carros-chefes da política habitacional do Estado. A meta do Governo de Goiás é entregar 10 mil unidades habitacionais gratuitas até 2026 em parceria com os municípios, que são responsáveis pela doação dos terrenos já regularizados para construção das casas, enquanto a gestão estadual realiza as obras. Em Bonópolis, foram investidos R$ 5,1 milhões para a construção de outras 30 moradias. Ao agradecer a parceria com o Governo de Goiás, o prefeito Dioclécio elogiou a estrutura das casas entregues. “São 30 unidades de primeiro mundo, casas muito bem elaboradas e trabalhadas. São casas que dão orgulho para quem vai ganhar. Se não tiver uma parceria com o governo do Estado, não tem como fazer uma administração melhor para o nosso povo”, afirmou. Já o aposentado Paulo José de Morais, de 74 anos, agradeceu a possibilidade de ter uma nova moradia. “É uma bênção muito grande ter recebido essa casinha nova, é um privilégio enorme. Nasci de novo”, comentou. Aprovação A política habitacional do Estado tem aprovação de 60% dos goianos, segundo pesquisa do Instituto Quaest em parceria com a Genial Investimentos, divulgada em agosto. Coordenado pelo Goiás Social, o apoio às famílias vulneráveis também recebe investimentos em frentes como o Aluguel Social, que subsidia a locação de imóveis, e o Crédito Parceria, voltado para custear parte do financiamento bancário. Há ainda a modalidade Escritura, que entrega gratuitamente o documento que comprova a propriedade das casas doadas pelo Estado a famílias vulneráveis.
Caiado aponta segurança e estabilidade fiscal entre os pilares do sucesso de Goiás
Fotos: Lucas Diener Em passagem por Belo Horizonte para agendas institucionais e palestra em evento empresarial, governador detalhou jornada para sanar contas e consolidar o estado entre os líderes do Brasil em segurança, educação e emancipação social O governador Ronaldo Caiado destacou, nesta terça-feira (2/9), em Belo Horizonte (MG) a estabilidade fiscal, segurança pública, educação e emancipação social como pilares do desenvolvimento de Goiás. O líder goiano, acompanhado pela coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, integrou uma série de compromissos na capital mineira e detalhou a transformação empreendida em Goiás nos últimos anos. “Um Estado que estava quebrado, falido e bloqueado no Tesouro, hoje é um Estado em que eu discuto as melhores condições de qualquer outro Estado do país”, frisou. Com a presença de lideranças políticas, empresários e sociedade civil, Caiado liderou palestra no evento Conexão Empresarial, promovido pela VB Comunicação, revista Viver Brasil, Blog do PCO e jornal O Tempo. Ele deu ênfase ao enfrentamento da criminalidade e a percepção de um ambiente favorável para a economia. “Avançamos no combate à criminalidade a níveis de excelência. Isso fez com que os empresários entendessem e vissem o Estado com equilíbrio fiscal”, afirmou. A fala menciona a queda contínua dos principais indicadores de criminalidade: homicídio doloso (62%), latrocínio (95%) e roubo a comércio (92%), na comparação entre 2018 e 2025. O governador defendeu a segurança pública como sustentáculo econômico e afirmou que o setor conferiu “tranquilidade para o empresário investir” em Goiás. “A segurança pública não pode ser vista apenas de forma verticalizada. Tem que ser vista de forma transversal”, argumentou. Ele falou ainda da política de contenção de gastos e otimização dos recursos públicos como alicerce para o desenvolvimento. “Hoje somos um estado com maior liquidez, com R$ 15 bilhões em caixa, que tem um fundo de estabilização econômica de R$ 4 bilhões em reserva, que cada vez mais dinamiza a eficiência empresarial”, acrescentou. Em paralelo, o chefe do Executivo goiano demonstrou que os avanços são tangíveis em outros níveis, como o social. “Goiás, hoje, tem o menor percentual de pessoas em extrema pobreza no país”, sublinhou ao citar o avanço no ranking brasileiro de emancipação de pessoas. “Isso é praticado e pode acontecer com facilidade, desde que você tenha uma política que seja mensurada. Se você tem uma política só para comprar votos, é uma coisa. Se você tem uma política de emancipação, ela acontece”, ponderou citando que o Estado detém ainda o maior percentual de jovens da extrema pobreza cursando faculdade. O destaque da educação goiana foi repercutida pelo governador que mencionou a conquista da maior nota do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e segundo lugar nacional de crianças alfabetizadas na idade certa, com índice de 72,7%. “Invisto na educação para valer e sou aquele que acompanha a educação do dia a dia”, reforçou, indicando aporte para melhorar a qualidade da infraestrutura, alimentação, laboratórios, uniformes, kits de material escolar, entre outros investimentos. “Avançando cada vez mais na qualidade da educação e colocando o estado no índice das melhores notas do Enem, nos concursos para as faculdades”, disse. Em sua participação, Caiado também abordou temas nacionais como a política fiscal da União, a Reforma Tributária, cenário político para eleições em 2026 e desdobramentos do tarifaço. Diálogos Caiado abriu os compromissos do dia em reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O líder goiano esteve na Cidade Administrativa Presidente Tancredo de Almeida Neves, sede do governo estadual mineiro. Os pares debateram assuntos vinculados à política e iniciativas de sucesso nos respectivos entes federados. “Prazer muito grande receber o governador Caiado, que tem feito uma gestão muito bem avaliada em Goiás. Trocamos muitas ideias boas”, afirmou Zema. Na sequência, foi recebido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais pelo presidente da Casa, deputado Tadeu Leite, e por parlamentares mineiros. “Trabalho em total parceria com a Assembleia Legislativa de Goiás, junto ao Tribunal de Justiça e órgãos independentes, como o Ministério Público, Defensoria e Tribunais de Contas. Governo nesse clima sempre de trazer entendimento e resultados práticos para a população goiana”, declarou Caiado. O governador finalizou a agenda em reunião com o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, cujo foco foi o pacto federativo. “Não é razoável que tantos recursos fiquem concentrados em Brasília, 70% aproximadamente, e pouco dinheiro ficando nos municípios, que é onde as coisas acontecem”, avaliou o gestor mineiro que enalteceu a conduta municipalista de Caiado. “Receber esse gesto do governador Caiado em Minas Gerais, visitando a Associação, que representa tantos municípios, demonstra compromisso”, disse. A instituição representa 836 municípios.
Moraes desafia ira de Trump diz, Reuters
© Adriano Machado/Reuters O ministro do STF Alexandre Moraes desafia ira de Trump e testa a paciência de seus pares no STF, diz Reuters Com o início da fase final do julgamento de Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes desafia a ira do presidente dos Estados Unidos da América (USA) Donald Trump, e testa a paciência de seus pares, enfrentando crescente resistência, segundo reportagem da agência Reuters publicada nesta terça-feira (2/9) . O ex-presidente é acusado de articular um golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O processo é conduzido por Moraes, que decretou a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinou a detenção de centenas de apoiadores envolvidos na invasão de prédios públicos em Brasília e confrontou o empresário Elon Musk em disputas sobre conteúdos nas redes sociais. Resistência A Reuters observa que “ninguém sentiu a força dessa fúria [de Trump], nem a desprezou com tanto desdém, quanto Alexandre de Moraes”. Como reação aos episódios, o presidente americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, além de restrições de vistos e sanções financeiras individuais. Ainda assim, segundo a agência de notícias, Moraes enfrenta resistência crescente, com alguns ministros do STF sinalizando dúvidas sobre suas decisões para mostrar independência e conter possíveis retaliações externas e até parlamentares articulando pedidos de impeachment. O texto descreve que parte da opinião pública demonstra cansaço com sua atuação considerada excessivamente dura e, mesmo dentro do STF, há sinais de incômodo. Fontes da corte ouvidas pela agência disseram que ministros temem uma retaliação ainda maior por parte de Trump. De acordo com a reportagem, embora o Supremo tenha se mostrado coeso em várias decisões, alguns magistrados se preparam para explicitar divergências. A agência cita como exemplo declaração recente do ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro em 2021, que afirmou: “um bom juiz deve ser respeitado, não temido” — frase interpretada como crítica velada a Moraes. A agência lembra que os Estados Unidos retiraram vistos de oito ministros do STF em julho, poupando três que já haviam se posicionado de maneira divergente em casos anteriores. Esse movimento alimentou especulações, relatadas pela imprensa local, de que o governo Trump tenta semear divisões dentro da corte. Questionado pela Reuters, um alto funcionário do Departamento de Estado disse apenas que as sanções se dirigiam especificamente a Moraes e seus aliados, com base na lei Global Magnitsky, que autoriza punições a estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Moraes, por sua vez, negou qualquer desconforto interno. Resposta Em entrevista concedida em agosto à Reuters, afirmou: “Se alguém reclamou, reclamou à imprensa. Quem colocou isso na imprensa, eu digo aqui: é mentira”. A agência informa que, apesar das tensões, a expectativa é de que Bolsonaro seja condenado pelo colegiado de cinco ministros que analisará o caso até a próxima semana. Caso isso ocorra, acrescenta a Reuters, será a primeira vez na história do Brasil que militares de alta patente poderão ser punidos por ameaçar a democracia. Bolsonaro nega todas as acusações e classifica Moraes como “ditador”. A biografia do ministro também é destacada. Moraes nasceu em 13 de dezembro de 1968, exatamente no dia em que a ditadura militar brasileira editou o Ato Institucional nº 5, marco do endurecimento autoritário do regime. Para seus apoiadores, sua atuação busca impedir a repetição daquele período. Críticos, no entanto, o acusam de censura e abuso de poder em ordens que determinaram a remoção de postagens, a apreensão de celulares de empresários e a prisão de parlamentares. A Reuters lembra ainda que, em agosto, 55% dos brasileiros consideravam justificada a prisão domiciliar de Bolsonaro, mas 46% defendiam o impeachment de Moraes. Segundo aliados do ex-presidente, haveria hoje 41 senadores dispostos a apoiar o afastamento do ministro, número ainda inferior aos 54 necessários. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recusou-se a pautar a votação, e o tema deve ganhar peso nas eleições de 2026. A reportagem cita episódios anteriores que moldaram a imagem de Moraes. Em janeiro de 2023, durante os ataques em Brasília, ele estava em férias em Paris, mas decidiu retornar imediatamente ao país. O amigo e ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Floriano Azevedo, disse à Reuters ter ficado surpreso com a decisão: “Há uma rebelião dessas proporções, da qual ele era alvo, e ele decidiu voltar ao epicentro da coisa”. O próprio Moraes afirmou à agência que a Suprema Corte “nunca se acovardará diante de ameaças”. Ainda assim, a dureza do ministro divide opiniões. O ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, que conviveu com Moraes na corte, declarou à Reuters: “Ele é educado e gentil, mas eu não gostaria de ser julgado por ele”. Segundo a agência de notícias, o desfecho do julgamento de Bolsonaro e a maneira como Moraes responderá às pressões internas e externas serão um teste decisivo para a resiliência da democracia brasileira e para os limites de atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).
Daniel Vilela entrega 60 casas a custo zero no Norte de Goiás
Fotos: Adalberto Ruchelle e Jota Eurípedes Com investimento de R$ 10,1 milhões, moradias custeadas pelo Governo atendem famílias com renda de até um salário-mínimo em Estrela do Norte e Bonópolis O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta terça-feira (2/9), mais 60 casas a custo zero a famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro do programa “Pra Ter Onde Morar”. As entregas aconteceram no Norte goiano, nos municípios de Estrela do Norte e Bonópolis. Em cada cidade, a iniciativa contemplou 30 famílias que têm renda mensal de até um salário-mínimo. Os beneficiados receberam imóveis totalmente gratuitos. O vice-governador frisou que o programa amplia o acesso à moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade social. “A partir dessa noite, essas famílias já terão suas casas. As crianças terão um cantinho para brincar e poder dormir com segurança, podendo sonhar com um futuro melhor. As mães terão o sentimento de dignidade, com mais segurança de poder criar e constituir sua família. Ao receberem a casa, vocês estarão virando uma chave na vida de vocês”, afirmou. Segundo Vilela, a proposta do programa é incomparável no país. “Goiás é o único estado que tem um programa de casas a custo zero. É um programa de alta relevância, principalmente na parceria com os prefeitos. Porque a gente sabe da necessidade que os gestores municipais têm em relação à construção de casas de alta qualidade”, reforçou. “São momentos como esses de entrega de casas, onde a gente muda de forma significativa a vida de uma família, que justificam todo nosso sacrifício e esforço”, completou o vice-governador. As unidades habitacionais integram o programa “Pra Ter Onde Morar – Construção”, que deve beneficiar todo o estado. O Governo de Goiás destinou R$ 10,1 milhões para promover o acesso à moradia nas duas localidades. Prontas para receber os contemplados, as habitações foram entregues com infraestrutura de água e energia elétrica. O projeto arquitetônico inclui dois quartos, banheiro, cozinha, sala, área de serviço e espaço externo. As 30 primeiras moradias foram entregues em Estrela do Norte, cidade que recebeu R$ 5 milhões em investimento. O prefeito Edmar da Cacilda destacou a importância da parceria entre municípios e Estado para levar qualidade de vida à população. “Foram mais de 23 anos sem receber uma casa do governo estadual. Mas quando você tem um governo que ajuda os municípios, isso acontece. E agora, somos agraciados com mais 30 moradias, que vamos entregar para as pessoas que realmente precisam”, afirmou. A manicure Cristiane Barbosa, moradora da cidade, comemorou o aniversário de 42 anos sendo contemplada com uma das residências. “Eu fiz aniversário ontem e ganhei a casa. Eu sempre vivi de aluguel, resolvi tentar a sorte e ganhei esse presente”, comentou emocionada. Bonópolis A iniciativa de entregar casas a custo zero é um dos carros-chefes da política habitacional do Estado. A meta do Governo de Goiás é entregar 10 mil unidades habitacionais gratuitas até 2026 em parceria com os municípios, que são responsáveis pela doação dos terrenos já regularizados para construção das casas, enquanto a gestão estadual realiza as obras. Em Bonópolis, foram investidos R$ 5,1 milhões para a construção de outras 30 moradias. Ao agradecer a parceria com o Governo de Goiás, o prefeito Dioclécio elogiou a estrutura das casas entregues. “São 30 unidades de primeiro mundo, casas muito bem elaboradas e trabalhadas. São casas que dão orgulho para quem vai ganhar. Se não tiver uma parceria com o governo do Estado, não tem como fazer uma administração melhor para o nosso povo”, afirmou. Já o aposentado Paulo José de Morais, de 74 anos, agradeceu a possibilidade de ter uma nova moradia. “É uma bênção muito grande ter recebido essa casinha nova, é um privilégio enorme. Nasci de novo”, comentou. Aprovação A política habitacional do Estado tem aprovação de 60% dos goianos, segundo pesquisa do Instituto Quaest em parceria com a Genial Investimentos, divulgada em agosto. Coordenado pelo Goiás Social, o apoio às famílias vulneráveis também recebe investimentos em frentes como o Aluguel Social, que subsidia a locação de imóveis, e o Crédito Parceria, voltado para custear parte do financiamento bancário. Há ainda a modalidade Escritura, que entrega gratuitamente o documento que comprova a propriedade das casas doadas pelo Estado a famílias vulneráveis.
O escândalo de R$ 1 bilhão que Tarcísio tenta esconder
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Trata-se de um dos maiores escândalos de corrupção da história de São Paulo p/ Mário Maurici A Polícia Civil e o Ministério Público Estadual desvendaram um esquema de corrupção que movimentou R$ 1 bilhão em propinas, bem debaixo do nariz de Tarcísio de Freitas. Trata-se de um dos maiores escândalos de corrupção da história de São Paulo. Uma sujeira que o governador —e agora aspirante à Presidência da República pela direita— tem se esforçado para jogar para debaixo do tapete. Quando o esquema veio à tona, esperava-se que Tarcísio fosse o primeiro a vir a público dar explicações. Não o fez. Ao contrário, desde então tem “jogado parado”, como se diz, talvez esperando a história esfriar. Chama atenção o seu esforço para se esquivar da imprensa. Um silêncio que só aumenta a suspeita: o que exatamente ele quer esconder? O mesmo vale para o seu secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, de quem se esperava ser o principal interessado em esclarecer o caso. Na Assembleia Legislativa, foi feita uma tentativa de convocá-lo para que tivesse a oportunidade de apresentar a sua versão para a fraude, mas uma manobra da base de Tarcísio levou o esforço por terra. Há, claramente, um pacto silencioso para blindar Tarcísio desse lamaçal que vem se formando ao seu redor. Setores da mídia, do empresariado e do centrão tentam proteger a imagem do governador e seu círculo mais próximo. Prova disso é o fato de que a chamada grande imprensa noticiou a prisão do auditor que operava a fraude, mas evitou vincular o escândalo a Tarcísio e sua equipe. As investigações continuam e a cada dia uma nova descoberta vem à tona. Provavelmente, o que sabemos até agora sobre este esquema de corrupção seja apenas a ponta do iceberg. Ainda há muitas perguntas que precisam de respostas. Diante de tantas pressões, é possível que apenas uma CPI seja capaz de trazer toda a verdade à tona. Esse é um movimento que vem crescendo na Assembleia Legislativa – ao qual eu já aderi -, mas que só será viável com a assinatura de deputados que hoje estão na base de Tarcísio de Freitas. As pistas que ligam o escândalo das propinas ao governador estão por todo lado. Já no seu primeiro ano de gestão, o decreto o 67.853/23, assinado por Tarcísio e seus secretários, entre eles Kinoshita e Gilberto Kassab, criou uma “via rápida” para empresas classificadas como “íntegras” pelo fisco. Na prática, o decreto consolidou um atalho para liberação de créditos vultosos sem a devida verificação. E foi justamente esse mecanismo que permitiu que o esquema criminoso prosperasse. Tarcísio alega que a fraude começou em 2021. Ou seja, antes do seu governo. No entanto, a explosão patrimonial da consultoria ligada ao auditor preso coincide exatamente com a vigência do decreto do seu governo. Em uma das poucas vezes em que falou sobre o caso, Tarcísio foi econômico nas palavras. Declarou que os responsáveis sentiriam a “mão pesada do Estado”. Mas com ele próprio, sua mão foi leve: limitou-se a revogar discretamente o decreto que assinara anos antes. A pergunta que fica é: por que Tarcísio criou um decreto que facilitou a prática de corrupção pouco tempo após as eleições e revogou esse mesmo decreto assim que o esquema foi descoberto? Outra pista já revelada que leva o caso ao Palácio dos Bandeirantes é uma carta escrita à mão pelo auditor que coordenava o esquema na qual ele diz: “Preciso ter certeza de que o empresário vai manter a palavra dele. Que ele vai pagar o acordo para o Governo”. Quem no governo receberia pelo acordo? Fato é que Tarcísio de Freitas firmou um pacto com um grupo de grandes empresários. Com ele no comando do Governo de São Paulo, as privatizações avançam em ritmo nunca antes visto e as isenções fiscais para empresas chegam a R$ 71 bilhões neste ano. E a projeção é de R$ 85 bilhões em isenções em 2026, um valor superior ao orçamento do Estado para áreas essenciais, como Saúde e Educação, juntas. Estamos diante de um caso sem precedentes, que precisa ser investigado a fundo. Cada crédito suspeito liberado significa menos arrecadação para o Tesouro estadual, bilhões a menos para saúde, educação, transporte e segurança. No fim, quem perde é a população, obrigada a conviver com serviços públicos cada vez mais precarizados, enquanto empresas com histórico de sonegação são premiadas. Tarcísio precisa dar respostas claras. Cada dia sem explicações aumenta a convicção de que não estamos diante de um caso isolado, mas de um sistema planejado para enriquecer poucos, favorecendo grandes grupos privados, e financiar projetos políticos pessoais às custas de milhões de paulistas. Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do seu autor que não tem nenhum vínculo empregatício com www.poptvnewsbr.com.br e não reflete a opinião site Mário Maurici Jornalista, ex-vereador e ex-prefeito de Franco da Rocha, ex-vice-presidente da EBC e ex-presidente da Ceagesp. Atualmente, deputado estadual e primeiro secretário da Assembleia Legislativa de São Paulo
Assembleia Legislativa do Tocantins nomeia novos servidores aprovados em concurso público
A Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) publicou nesta segunda-feira (1º/9) decreto administrativo com a nomeação de 18 novos servidores aprovados no concurso público, para exercício em cargos efetivos de analista e técnico legislativo em diversas áreas de atuação. O documento pode ser consultado na edição nº 4.097 do Diário Oficial Eletrônico da Aleto, neste link: https://www.al.to.leg.br/diario. Foram nomeados dez servidores da carreira de analista legislativo, distribuídos nas áreas de administração, análise de sistema, ciências econômicas, direto, jornalismo, publicidade, revisão e web designer. Jána carreira de técnico legislativo, foram nomeados oito servidores distribuídos nas áreas de assistência administrativa, audioeditoração, fotografia, técnico em design gráfico, técnico em enfermagem e técnico em segurança do trabalho. Os servidores nomeados têm o prazo de até 30 dias para tomar posse emais 15 dias para entrar em exercício. Caso tenha necessidade, o servidor poderá protocolar documento solicitando a prorrogação do prazo de posse por mais 30 dias. DocumentaçãoA relação completa de documentos, certidões, declarações e exames exigidos para posse dos candidatos aprovados no concurso público está disponível no Decreto Administrativo nº 629/2025, publicada no DOE da Aleto, em 21 de março de 2025. Os documentos devem ser apresentados em via original e cópiasautenticadas em cartório ou pelo servidor responsável pelo recebimento dos mesmos, na Coordenadoria de Registro de Cadastro Funcional da Diretoria de Pessoal da Aleto. A norma exige que os documentos sejam apresentados de forma legível, sem emendas, rasgos e rasuras, sendo permitida a regularização mediante apresentação de novos documentos pelo empossado. Os manuais, formulários e declarações exigidos para a posse poderão ser obtidos no site da Assembleia Legislativa, neste link: https://www.al.to.leg.br/documentos.


