Brasil 247 O episódio aconteceu na residência da família em Brasília (DF) , enquanto a PF cumpria ordens judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro Durante a operação da Polícia Federal (PF) realizada no mês passado para cumprir mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro protagonizou um episódio que quase resultou em sua prisão. Segundo reportagem de Lauro Jardim, publicada no jornal O Globo, ela se exaltou ao tentar impedir o trabalho dos agentes, no momento em que o marido recebia uma tornozeleira eletrônica por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o relato, Michelle tentou tomar o celular das mãos de um policial federal e, por causa da atitude, correu risco de ser detida em flagrante. Pessoas presentes no local classificaram a reação como um “chilique”. O fato O episódio aconteceu na residência da família em Brasília (DF) enquanto a PF cumpria as ordens judiciais contra o ex-presidente. Toda a ação policial foi registrada em vídeo. Segundo a apuração, as imagens chegaram a estar próximas de divulgação pela Polícia Federal, especialmente depois que Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro insinuaram que um pen drive encontrado no banheiro da casa teria sido “plantado” por um agente. O material, no entanto, não foi tornado público.
Michelle Bolsonaro (detalhe), tentou tomar celular de agente da PF
Festival Estação da Inovação reúne 3 mil pessoas no Hub Goiás
Fotos: Secti Três dias de programação gratuita levaram tecnologia, cultura e empreendedorismo ao público, consolidando o evento como um dos mais importantes do setor em Goiás Goiânia recebeu, entre os dias 7 e 9 de agosto, a segunda edição do Festival Estação da Inovação, no Hub Goiás, no Setor Leste Universitário. Promovido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com o Porto Digital, o evento reuniu aproximadamente 3 mil pessoas em três dias de atividades voltadas à inovação, cultura, capacitação e networking, com a participação de estudantes, empreendedores, startups, artistas e comunidade em geral. “O Festival Estação da Inovação é mais um passo no fortalecimento do ecossistema goiano, conectando cultura, ciência e oportunidades para nossa população. Ao mesmo tempo em que mostramos o que Goiás já produz de inovador, também inspiramos as novas gerações a participarem ativamente desse processo”, afirmou o titular da Secti, José Frederico Lyra Netto. As Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) levaram ao público oficinas criativas, apresentações artísticas e demonstrações tecnológicas, além de uma Arena de Robótica, realizada em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG). Houve atividades de aquarela, cerâmica, bordado, macramê, grafite, customização e ateliê criativo, além de palestras sobre gestão da inovação, pitch de negócios e avanços em mapeamento de riscos urbanos. Equipamentos como impressoras 3D e óculos de realidade virtual também estiveram disponíveis para uso. O programa Start, voltado à iniciação tecnológica de crianças e jovens, marcou presença com três frentes: participação de 135 estudantes em toda a programação do festival; um estande interativo com o Museu Sukatech, onde os jovens apresentaram projetos como cidades inteligentes e circuitos eletrônicos; e um minicurso de montagem de circuitos, aberto a iniciantes. “Eventos como este estimulam a criatividade e preparam jovens para o mercado de trabalho. No Hub Goiás, buscamos criar estratégias para fortalecer o ecossistema, mostrando e inspirando as pessoas a usarem a tecnologia como ferramenta básica para desenvolver soluções melhores para a sociedade”, destacou o superintendente do Hub Goiás, Johnny Laranjeira. Durante os três dias, o Hub Goiás foi palco de pitches de startups, networking entre empreendedores, apresentações culturais e mostras de projetos inovadores. A estrutura contou com auditório, lounges interativos e áreas externas adaptadas para receber o público com conforto e acessibilidade. Com esta edição, o evento deu um passo importante para consolidar-se como um dos principais festivais de inovação do Estado, atraindo a comunidade local, além de empreendedores e investidores de outras regiões. Cultura Além de uma programação repleta de apresentações e oficinas promovidas pela EFG em Artes Basileu França, o encerramento do festival contou com o concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás, reconhecida como um dos melhores grupos orquestrais da América Latina. O repertório passeou por clássicos da música brasileira e internacional, incluindo Bossa Nova Medley, Bolero (Maurice Ravel), O Guarani (Carlos Gomes), Noites Goianas e um sertanejo medley.
Advogado de Trump critica Alcolumbre
Brasil 247 “Agora, a própria instituição com poderes para responsabilizar Moraes está sendo impedida de fazê-lo”, disse Martin De Luca O advogado de Donald Trump, Martin De Luca, fez duras críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após o parlamentar declarar que não colocará em pauta o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As declarações de De Luca foram publicadas pelo portal Metrópoles e miram diretamente a postura do senador diante da pressão da oposição para avançar com o processo. “Se até mesmo a unanimidade no Senado é irrelevante, para onde o Brasil está indo?”, questionou De Luca. Ele se referia ao movimento de parlamentares oposicionistas que afirmam ter reunido 41 assinaturas para abrir o processo de impeachment contra Moraes. Mesmo assim, Alcolumbre afirmou que “nem com todas as 81 assinaturas” levaria o caso à votação. O ministro Alexandre de Moraes, que recentemente determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, é alvo de críticas de setores da direita e de aliados internacionais de Trump. “Após semanas de protestos, censura desenfreada e crescentes detenções políticas, a maioria dos senadores brasileiros assinou um pedido formal de impeachment de Alexandre de Moraes”, afirmou De Luca. O advogado ressaltou que, ao se recusar a pautar o processo mesmo com apoio integral do Senado, Alcolumbre estaria bloqueando o mecanismo institucional que poderia responsabilizar o ministro. “Agora, a própria instituição com poderes para responsabilizar Moraes está sendo impedida de fazê-lo”, disse. A resistência do presidente do Senado federal em atender ao pleito colocou seu nome no radar de Donald Trump, que avalia a adoção de medidas políticas contra Alcolumbre. Nos bastidores, a postura do parlamentar é interpretada como um sinal de blindagem ao ministro do STF, acirrando a tensão entre a cúpula do Legislativo e parte da oposição.
Embaixada dos Estados Unidos pede a cabeça de Alexandre de Moraes
Redação Brasil 247 “Um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz o comunicado da embaixada, reproduzindo Christopher Landau A embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, na tarde deste sábado (9/8) uma mensagem dura contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ao mesmo tempo acenou para uma reaproximação com o País. O comunicado, divulgado nas redes sociais oficiais da representação diplomática, reproduziu integralmente um texto de Christopher Landau, atual número 2 do Departamento de Estado do governo Trump. Segundo o post, a crise entre os dois países estaria ligada à atuação de Moraes, acusado de “usurpar poder ditatorial” ao ameaçar líderes dos outros poderes ou seus familiares com prisão e outras penalidades. A embaixada afirma que tais ações teriam rompido a relação histórica de proximidade entre Brasil e Estados Unidos, citando como exemplo a tentativa de aplicar a lei brasileira de forma extraterritorial para “silenciar indivíduos e empresas em solo americano”. “Um único ministro do STF usurpou poder ditatorial ao ameaçar líderes dos outros poderes, ou suas famílias, com detenção, prisão ou outras penalidades. Essa pessoa destruiu a relação histórica de proximidade entre Brasil e os Estados Unidos, ao tentar, entre outras coisas, aplicar extraterritorialmente a lei brasileira para silenciar indivíduos e empresas em solo americano”, diz o comunicado da embaixada, reproduzindo Landau. O texto sustenta que a separação de poderes é “a maior garantia de liberdade já concebida pela humanidade”, mas que, no caso brasileiro, esse princípio estaria sendo anulado pela suposta intimidação dos demais poderes por parte de um ministro do Judiciário. Landau afirma que, ao contrário de líderes dos poderes Executivo e Legislativo, com quem é possível negociar, um juiz deve agir apenas com base na lei, mas no caso atual isso não estaria ocorrendo. “Sempre é possível negociar com líderes dos poderes Executivos ou Legislativos de um país, mas não com um juiz, que deve manter a aparência de que todas as suas ações são ditadas pela lei. Assim, nos encontramos em um beco sem saída”, afirma o número 2 do Departamento de Estado. O comunicado encerra com um apelo para a retomada das boas relações bilaterais: “Queremos restaurar nossa amizade histórica com a grande nação do Brasil”. A postagem, de forte tom político, marca mais um capítulo da tensão entre setores do governo Trump e o Supremo brasileiro, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma agenda de diálogo com o Executivo e o Legislativo brasileiros. O gesto sugere que Washington busca reposicionar sua diplomacia em relação ao Brasil, ainda que mantenha críticas diretas à atuação de Moraes no cenário interno.
Caiado recebe nova turma da Rotam e reitera postura de combate à criminalidade
Fotos: Junior Guimarães Governador destaca resultados goianos e expertise que é referência nacional. Curso tem integrantes do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rondônia e Tocantins O governador Ronaldo Caiado recebeu, neste sábado (9/8), na Praça Cívica, em Goiânia, os integrantes do 22º Curso Operacional de Rotam (COR) e reforçou a postura do Governo de Goiás contra a criminalidade. “O Estado de Goiás não admite bandido achar que pode ter comando no território goiano. E, graças a vocês, nós atingimos hoje o melhor resultado no país”, afirmou ao reconhecer a alta especialização da tropa goiana. A partir da próxima semana, os policiais passam a trabalhar com as equipes do Batalhão das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e reforçam o policiamento nas ruas. “Cada vez mais se aprimorando, e com o sentimento de respeito àquilo que é a nossa soberania do Estado de Goiás”, acrescentou Caiado ao falar com os alunos do curso que especializa policiais militares para o patrulhamento tático. Ele recebeu o grupo que participou da corrida dos Três Poderes, um percurso de 30 quilômetros. A expertise goiana, compartilhada com outros estados, foi um dos pontos exaltados pelo governador. Entre os 58 policiais que se mantiveram no curso, há integrantes do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rondônia e Tocantins. “Raça, coragem e determinação, sabendo que vocês estão construindo o futuro desse país. Uma referência para esse Brasil afora”, enalteceu. Inicialmente, a formação tinha 77 participantes. A especialização dos policiais prossegue até o dia 8 de setembro. Com foco no combate a crimes complexos, o curso é uma referência nacional em treinamento especializado. “A Polícia Militar de Goiás hoje guarda condições de poder enfrentar o crime. Eu tenho orgulho de toda a tropa”, sublinhou ao frisar que os índices de enfrentamento à criminalidade em Goiás são exemplo para o país. O Estado reduziu em 90% os roubos a veículos e cargas, bem como chega a 100% no caso de roubo a banco.mDesde a sua criação, o curso formou 723 policiais de 23 estados brasileiros. O comandante da Rotam, coronel Brayan Stive Silva de Freitas, explicou que ao longo dos três meses, a especialização prepara os alunos em diversas abordagens, incluindo inteligência policial e negociação. “Esse curso abre porta para ele ser um raiado, trabalhar dentro da Rotam. Temos diversas matérias para realmente mostrar para esse policial qual é a finalidade nossa lá fora, que é caçar o ladrão”, disse.
Lula sobre Eduardo: “Esse moleque é traidor de 215 mi de brasileiros”
Divulgação Segundo Lula (foto) o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu para o filho ir aos Estados Unidos para solicitar apoio a um golpe de Estado no Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar a família Bolsonaro,quinta-feira (8/8), e acusou o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de traição. Segundo Lula, o ex-presidente Jair Bolsonaro pediu para o filho ir aos Estados Unidos para solicitar apoio a um golpe de Estado no Brasil. “Em pleno século 21, um presidente ignorante e chucro, que mandou o filho dele ir pros EUA pedir pros americanos dar golpe nesse país, ele vai saber o que vai custar isso porque vai ter um processo”, criticou o presidente durante um evento em que anunciava investimentos do governo ao estado do Acre. “Esse muleque é traidor de 215 milhões de brasileiros com o prejuizo que os EUA está dando para esse país”, acrescentou
Governo de Goiás destina até R$ 2 milhões para projetos de transição energética no campo
Foto: Divulgação Edital da Fapeg e da Secretaria-Geral do Governo busca soluções inovadoras para ampliar o uso de tecnologias sustentáveis no meio rural O Governo de Goiás vai investir até R$ 2 milhões no financiamento de propostas inovadoras voltadas à transição energética no meio rural. A iniciativa, coordenada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) em parceria com a Secretaria-Geral do Governo (SGG), pretende impulsionar o uso de tecnologias limpas e sustentáveis que promovam o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, com foco no fortalecimento da produção rural. Voltado a pesquisadores com vínculo com instituições de ensino superior, o edital contempla soluções que tragam impactos reais para as comunidades rurais, contribuindo para o enfrentamento da pobreza energética, a geração de empregos e a diversificação da matriz energética goiana. Cada proposta poderá receber até R$ 400 mil e deverá ser executada no prazo de até 24 meses. Os projetos devem demonstrar potencial de replicação e escalabilidade, além de integrar diferentes áreas do conhecimento em equipes multidisciplinares, como forma de garantir uma abordagem ampla e prática sobre o tema. Entre as áreas esperadas estão o desenvolvimento de novos combustíveis sustentáveis, como o SAF e o HVO; a produção de biogás e biometano a partir de resíduos agrícolas; alternativas de eletrificação no campo; e a criação de biodiesel a partir de óleos residuais ou oleaginosas do Cerrado, entre outras possibilidades alinhadas ao programa Goiás Mais Energia Rural. Propostas As propostas devem respeitar a legislação vigente e dialogar com as diretrizes estaduais voltadas à sustentabilidade no campo. Também será exigido o envio de um pitch em vídeo de até dois minutos, detalhando o projeto. A seleção será feita em duas etapas: análise eliminatória de conformidade e avaliação de mérito por comissões técnicas formadas por especialistas. De acordo com o presidente da Fapeg, Marcos Arriel, a chamada pública representa um passo decisivo para levar a inovação ao campo de forma concreta e transformadora. “Queremos fomentar soluções que promovam, de fato, mudanças na matriz energética, com impactos positivos sobre o meio ambiente, a economia e a qualidade de vida da população rural. A proposta é unir sustentabilidade, inovação e desenvolvimento em um mesmo caminho”, afirma Arriel. Ele destaca ainda que a iniciativa deve estimular a conexão entre os elos da cadeia produtiva, favorecendo a redução de custos e o aumento da eficiência energética e econômica das soluções propostas. Transição energética O subsecretário de Energia, Telecomunicações e Cidades Inteligentes, Renato Lyra, avalia que a chamada pública destaca o foco do Governo de Goiás em desenvolver políticas públicas de transição energética. “Trata-se de uma ação concreta que reforça o compromisso do Governo de Goiás com a construção de uma matriz energética mais limpa, descentralizada e economicamente viável, alinhada aos esforços globais de descarbonização e combate às mudanças climáticas”, pontua. Ele destaca também que a ação promove a inclusão produtiva no campo e a dinamização de cadeias produtivas sustentáveis. Podem participar brasileiros ou estrangeiros com visto permanente e currículo atualizado na Plataforma Lattes, desde que tenham vínculo empregatício ou estatutário com instituições de ensino superior. Alunos de graduação e pós-graduação, técnicos e profissionais da área também poderão compor as equipes, que devem submeter apenas uma proposta. Estão impedidas de participar pessoas com grau de parentesco direto com servidores da Fapeg ou da SGG. As inscrições estão abertas e devem ser feitas pela plataforma Sparkx OPP Fapeg até o dia 8 de setembro. O edital completo está disponível no site da Fundação: goias.gov.br/fapeg.
Governadores de direita planejam encontros para unificar grupo com críticas a STF e governo federal
Secom – Governo de Goiás “Impossível união no primeiro turno. Convergência só no segundo turno”, disse à Folha Caiado (foto) , questionado se o movimento já seria uma tentativa de aproximação eleitoral Governadores da direita planejam encontros para unificar o grupo, com críticas à atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) e do governo, e vão se reunir na próxima terça-feira (12/8) com presidentes de partido. Segundo o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o passo seguinte será procurar os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e se colocar à disposição do governo federal para o que chamou de diálogo. Ibaneis foi o anfitrião da primeira reunião, ocorrida na quinta-feira (7/8), que teve a presença de outros oito governadores: Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Ronaldo Caiado (União), de Goiás; Ratinho Jr (PSD), do Paraná; Jorginho Mello (PL), Santa Catarina; Claudio Castro (PL), do Rio de Janeiro; Mauro Mendes (União Brasil), do Mato Grosso; e Wilson Lima (União), do Amazonas. Os quatro primeiros são pré-candidatos ou cotados ao Palácio do Planalto no próximo ano. Segundo relatos, a eleição de 2026 não entrou em pauta, mas a ideia deles é unificar o grupo político. O governador Mauro Mendes contou ter dito aos participantes que o próximo presidente do Brasil estava na reunião. E que, se não estiver, e a esquerda continuar no poder, os responsáveis também estavam ali. “Impossível união no primeiro turno. Convergência só no segundo turno”, disse à Folha Caiado, questionado se o movimento já seria uma tentativa de aproximação eleitoral. Ao final do encontro, apenas três falaram com a imprensa: Tarcísio, Caiado e Mendes. Os demais disseram ter compromissos. O governador de São Paulo falou em “harmonia institucional” para criticar o STF. Ele defendeu que “os Poderes têm papéis na mitigação da crise” e “têm que contribuir para desescalar a crise”, numa alusão à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Antes de participar da reunião na casa de Ibaneis, Tarcísio fez uma visita a Bolsonaro, com quem ficou por cerca de duas horas. A jornalistas disse apenas que ele está “sereno”. O objetivo principal do encontro era tratar do que eles chamam de crise institucional, numa crítica à atuação do Supremo, e do tarifaço dos Estados Unidos a produtos brasileiros, em que dizem ver falta de ação do governo brasileiro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos trabalhando junto às autoridades do governo Trump pelas sanções, não entrou em discussão na conversa dos governadores, ainda que os gestores estaduais tenham críticas à sua atuação. Os únicos dois governadores de direita que foram aos atos bolsonaristas do último domingo, pós-tarifaço e aplicação de sanção financeira a Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foram Jorginho de Mello e Claudio Castro. “Não precisa ser especialista para entender cenário de que a maioria dos brasileiros de bom senso não concorda com alguém do nosso país indo lá fora articular contra nosso país. Isso prejudica, sim, um campo no qual ele [Eduardo] diz estar inserido”, disse Mendes. Críticas Mas, em seguida, ele diz que a principal critica, e o objetivo do encontro, é ao governo federal. “Presidente Lula não pode abrir mão de insistir numa negociação com os EUA para minimizar o efeito do tarifaço. Tudo que foi feito até agora foi articulação por meio dos americanos ou pelo mundo empresarial”, disse Mendes. “De outro lado, há grandes confusões do Supremo, da Câmara e do Senado. Espera-se que esse estado de poder seja respeitado, para que o Congresso possa cumprir seu papel, deliberar todas as pautas”, completou. Já Ibaneis disse que há ausência de independência do Parlamento para votar as pautas que quer. “Hoje há uma ditadura velada do Executivo com o Judiciário. Não é nem uma crítica ao STF, é a maneira como tá funcionando”, disse. Os governadores têm um discurso de que o Congresso não está votando as pautas que precisa porque o Supremo impede. Quando questionados que projetos seriam esses, citam o projeto de lei que concede anistia aos condenados nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 como exemplo. A proposta está na Câmara e é a principal demanda da oposição, que, amotinada, impediu os trabalhos da Casa nesta semana. O presidente Hugo Motta sinalizou que não pautaria a proposta, mas o PL de Jair Bolsonaro insiste. O ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde a última segunda-feira, poderia se beneficiar da proposta, mas há resistência entre as lideranças da Câmara. O resultado do motim bolsonarista foi ter impulsionado a discussão de propostas para blindar políticos contra investigações e denúncias criminais -projetos abraçados pelo centrão, que tem integrantes alvo de inquéritos na corte, sobretudo a respeito do uso de emendas parlamentares.
Caiado e Gracinha entregam obras de infraestrutura e abastecimento de água no distrito de São Jorge
Fotos: André Saddi e Hegon Corrêa Somente o novo calçamento do vilarejo, que integra a cidade de Alto Paraíso de Goiás e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, recebeu mais de R$ 16 milhões Principal acesso ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no Nordeste goiano, o distrito de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás, recebeu, nesta sexta-feira (8/8), o governador Ronaldo Caiado e a coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Eles inauguraram o novo calçamento do vilarejo, que recebeu R$ 16,3 milhões em recursos para a melhoria de cerca de 39 mil metros quadrados de área. Caiado relembrou que, há seis anos, esteve na região com sua família para comemorar o Dia dos Pais e encontrou o local tomado por poeira, lama e buracos. Ao ver o resultado, elogiou a transformação: “Este pavimento está dentro das normas mais exigentes de respeito ao meio ambiente. Tudo com qualidade, com muito carinho. Mudou a cara de São Jorge, que está a coisa mais linda do mundo”, ressaltou. “Estamos num lugar de grande vocação turística. Tem boas casas, bons restaurantes, mas os turistas se sentiam incomodados”, recordou Caiado. “Hoje, veja o tanto que o movimento já melhorou e o quanto as pessoas que aqui vivem estão agradecidas”. O chefe do Executivo goiano destacou ainda que, com as obras entregues, será evitado o sufocamento de nascentes por grandes volumes de terra. Gracinha Caiado afirmou que, sob a ótica do turismo, a Vila de São Jorge apresenta enorme potencial para a economia de Alto Paraíso, bem como para a do Estado. “Não é apenas pavimentação. Isso aqui traz uma mudança na vida dos moradores, que podem viver de uma forma mais confortável. Garante um turismo muito mais confortável nessa região, que é uma das mais belas do Brasil”, afirmou. “Antes o distrito era uma demonstração de poeira e lama. Hoje, representa o que o governador devolve aos goianos: infraestrutura adequada, com respeito ao dinheiro público e ao meio ambiente”, frisou o vice-governador Daniel Vilela. “São R$ 16 milhões investidos em uma das maiores obras urbanas da gestão. E feita no Nordeste Goiano, onde o governador orienta que o Estado resgate a dignidade das pessoas que mais precisam”, pontuou o presidente da Goinfra, Pedro Sales. Os trabalhos começaram em 2023. Para a cobertura de 38.812,41 metros quadrados, onde foram executados serviços de implantação de galerias de águas pluviais, terraplanagem, pavimentação com pré-moldados de concreto, calçamento de passeios e drenagem, o Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), investiu R$ 16.350.463,90. “Há mais de 30 anos se buscava essa pavimentação e sempre fomos empurrados com a barriga. Enganados em momentos eleitorais, nunca saía da promessa”, ressaltou o prefeito de Alto Paraíso de Goiás, Marcus Rinco. “É um presente para a nossa região como um todo, porque o turismo traz uma movimentação que beneficia todos nós”, salientou o gestor. Outras entregas Na ocasião, o governador também inaugurou oficialmente o novo Posto Avançado do Corpo de Bombeiros no município de Alto Paraíso de Goiás, que está em funcionamento desde o último mês de abril. A Saneago, por sua vez, entregou obras na área de abastecimento que fazem parte de um pacote de R$ 2,1 milhões em investimentos realizados desde 2019. Entre as entregas, estão um reservatório com capacidade para 1 milhão de litros e um novo poço tubular profundo, com vazão de 82 mil litros de água por hora. Também foi construído um booster no Setor Novo Horizonte e instalados 520 metros de adutoras no Setor Eldorado. Já em São Jorge, foi realizada a modernização de toda a infraestrutura de distribuição de água, com a substituição de ramais e a setorização das ligações. “Com o crescimento do turismo, aumentou a demanda por saneamento. Nós renovamos toda a estrutura de abastecimento de água, ampliando a capacidade de produção com novas bombas de captação, além da instalação de um gerador para evitar problemas em caso de queda de energia, reformando e reforçando toda a tubulação”, enumerou Ricardo Soavinski, presidente da Saneago.
Dino reage à nota com ameaças a ministros: ‘Monitorar atuação de magistrado não é função de embaixada’
Foto: Reprodução/ TV Globo Embaixada publicou quinta-feira (7/8) nota dizendo que aliados de Alexandre de Moraes foram ‘avisados’ para não apoiar condutas do ministro O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino rebateu nesta sexta-feira (8/8) a nota da Embaixada dos Estados Unidos com ameaças a ministros do Supremo. Segundo Dino, a soberania nacional é requisito na diplomacia e não é função de embaixada “monitorar” atuação de magistrado. Dino publicou o texto em suas redes sociais. “Lembro que, à luz do direito internacional, não se inclui nas atribuições da embaixada de nenhum país estrangeiro ‘avisar’ ou ‘monitorar’ o que um magistrado do Supremo Tribunal Federal, ou de qualquer outro Tribunal brasileiro, deve fazer”, afirmou. “Respeito à soberania nacional, moderação, bom senso e boa educação são requisitos fundamentais na Diplomacia. Espero que volte a imperar o diálogo e as relações amistosas entre Nações historicamente parceiras nos planos comercial, cultural e institucional. É o melhor para todos”, prosseguiu Dino. A nota da embaixada dos EUA em Brasília (Brasil) criticava Moraes e afirmava que os aliados do ministro “estão avisados para não apoiar nem facilitar a conduta de Moraes”. “Estamos monitorando a situação de perto”, acrescentou a embaixada norte-americana”, dizia a nota. A mensagem causou novo mal-estar entre Brasil e EUA. O Itamaraty chegou a chamar o encarregado de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América Gabriel Escobar, para uma nova cobrança e pedido de explicações. Escobar esteve nesta sexta-feira (8/8) pela manhã no Itamaraty e foi recebido pelo embaixador Flávio Goldman, que ocupa interinamente a Secretaria de Europa e América do Norte. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou a nota da embaixada uma ameaça descabida e absurda, algo inaceitável, por atacar a soberania nacional ao ameaçar ministros do STF de serem também sancionados. Por esse motivo, durante a conversa com Escobar, o governo manifestou profunda indignação com o tom e com o conteúdo das postagens.


