Divulgação A Lei Magnitsky aplicada contra Moraes foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de visto cancelado e proibição de entrar no país O governo de Donald Trump aplicou nesta quarta-feira (30/7) a Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O dispositivo legal acionado pela Secretária do Tesouro dos Estados Unidos impõe sanções financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Procurado, o STF não se manifestou. A decisão do governo norte-americano bloqueia contas bancárias e trava o acesso do ministro ao sistema financeiro dos Estados Unidos, o que impede que ele acesse eventuais ativos que tenha em território norte-americano. A lei ainda prevê proibição de entrada no país. O seu visto e de outros oito membros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, já haviam sido suspensos por ordem de Trump na semana passada. A aplicação da lei foi publicada no site do Tesouro do Estados Unidos. O nome do ministro passou a contar na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC). A decisão proíbe, por exemplo, que ele utilize cartões de crédito com as bandeiras Mastercard e Visa por serem empresas norte-americanas. O escritório afirmou em comunicado que Moraes “usou sua posição para autorizar detenções arbitrárias antes do julgamento e suprimir a liberdade de expressão”. O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, reproduziu o discurso de Trump ao justificar a punição de Moraes. Ele citou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos alvos de Moraes em sua campanha de “censura, detenções arbitrárias que violam direitos humanos e perseguição politica”. Segundo Bessent, o ministro “tomou para si o papel de juiz e júri numa caça às bruxas ilegal contra os Estados Unidos e cidadãos e empresas brasileiras”. “A decisão de hoje deixa claro que o Tesouro vai continuar a fiscalizar aqueles que ameaçam os interesses dos Estados Unidos e a liberdade de nossos cidadãos”, prosseguiu. Mas, ao contrário do que alega o secretário de Trump, as decisões de Moraes têm sido submetidas ao plenário e referendas pelo demais ministros STF, além de contar com pareceres da Procuradoria-Geral da República. Decisão sem precedentes O rol de punições a Moraes inclui o bloqueio de bens em seu nome ou que sejam seus, mas eventualmente sob posse de norte-americanos. Além disso, qualquer empresa ou entidade ligada ao ministro estão proibidas de operar no país. A aplicação da Lei Magnitsky prevê sanções a instituições financeiras e outras pessoas que “se envolverem em determinadas transações ou atividades” com o ministro. Empresas como bancos e operadoras de cartões de crédito estão proibidas de realizarem qualquer operação que envolva Moraes. “O objetivo final das sanções não é punir, mas promover uma mudança positiva de comportamento”, finaliza o comunicado publicado pelo Tesouro. A decisão da administração Trump está lastreada no pedido apresentado pela organização Legal Help 4 You LLC à Justiça Federal da Flórida por punições aos membros da Suprema Corte brasileira. A entidade atua como amicus curiae (amigo da Corte) no processo judicial movido pelas empresas Trump Media, cujo dono é o presidente dos EUA, e Rumble. Na última quarta-feira (23/7) a organização pediu ao Judiciário o envio dos autos do processo ao Departamento de Estado para que pudessem analisar a viabilidade de aplicação das sanções contra Moraes e os demais ministro. A Legal Help 4 You LLC argumenta no Tribunal da Flórida que o STF viola a soberania dos Estados Unidos ao restringir a atuação das suas companhias. As decisões proferidas por Moraes em relação à Trump Media e Rumble têm como justificativa a falta de ação das empresas para restringir a disseminação de notícias falas e o discursos de ódio em seus domínios. A Lei Magnitsky aplicada contra Moraes foi aprovada em 2012, durante o governo de Barack Obama, e prevê sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de visto cancelado e proibição de entrar no país. Em maio deste ano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ameaçou acionar a lei contra os membros do Judiciário brasileiro. “Isso está sob análise neste momento, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio dois meses atrás ao ser questionado pelo deputado republicano Cory Mills, da Flórida, sobre o tema. A decisão, agora em vigor, se insere no contexto de pressão dos bolsonaristas por punições contra integrantes do STF a fim de paralisar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado em 2022. Um dos principais atores no lobby por sanções a Moraes é o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março articulando com agentes do governo Trump formas de enquadrar o ministro. O maior trunfo, até então, da articulação do filho do ex-presidente réu no STF foi a taxação em 50% dos produtos brasileiros. Como mostrou o Estadão, o uso de Lei Magnitsky pelos EUA é inédito contra um ministro de Suprema Corte no mundo. Alvos típicos da medida são autoridades de regimes autoritários, integrantes de grupos terroristas, criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e agentes de segurança acusados de assassinatos em série. Para ter o nome retirado da lista, Moraes precisará provar que não teve ligação com as atividades ilegais que levaram à punição, que já respondeu na Justiça pelos atos ou que mudou de comportamento de forma significativa. O próprio governo também pode retirar as sanções, caso entenda que é importante para a segurança do país.
Governo Trump pune Moraes
Goiás Social e OVG abre inscrições para a Caminhada do Bem 2025
Foto: OVG Ação ocorre em 23 de agosto, com saída da sede da OVG, no setor Bueno, rumo à Praça Cívica, em Goiânia. Cada participante é convidado a doar 6 litros de leite pela inscrição Um dos momentos mais aguardados do ano por voluntários de todo o estado é a Caminhada do Bem, que chega à sua terceira edição com expectativa de recorde de público. Promovida pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e pelo Goiás Social, a ação será realizada no dia 23 de agosto, como parte das comemorações pelo Dia Nacional do Voluntariado, celebrado em 28 de agosto. A concentração começará às 16h, na sede da OVG, que fica na Avenida T-14, no Setor Bueno, em Goiânia. O ponto de chegada será a Praça Cívica, na região Central da capital, onde haverá uma recepção com atividades recreativas e de bem-estar. A expectativa é que o percurso de cerca de 5 km seja feito em uma hora. Em suas duas primeiras edições, o evento mobilizou mais de 2 mil voluntários. Somente em 2024, mais de 1,5 mil pessoas participaram do trajeto. A inscrição deve ser feita pelo site da OVG (ovg.org.br), com a entrega de seis litros de leite longa vida como forma de participação. Todo o leite arrecadado será destinado a entidades sociais cadastradas na OVG, que atendem crianças, idosos, pessoas com deficiência, gestantes e famílias em situação de vulnerabilidade. As vagas são limitadas e cada participante inscrito receberá um kit exclusivo do evento. “A Caminhada do Bem é uma forma bonita e simbólica de celebrar o poder transformador do voluntariado. É um momento de união, de fé, de alegria, e, acima de tudo, de amor ao próximo, onde não só celebramos, mas arrecadamos muitos litros de leite para serem doados a quem precisa”, afirma a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Voluntariado que transforma Desde 2019, mais de 18 mil pessoas já foram capacitadas para o voluntariado por meio da OVG, em parceria com o Goiás Social. Com esse apoio, quase 400 iniciativas sociais já beneficiaram milhares de goianos, nos quatro cantos do Estado. Os interessados em se tornar volutnários podem se inscrever pela Plataforma do Voluntariado (ovg.org.br/voluntariado/), além de participar de capacitações virtuais e descobrir oportunidades de atuação.
Trump exige humilhação de Lula para negociar, dizem senadores
Brasil 247 Entretanto, a disposição do governo brasileiro em resistir a imposições arbitrárias é clara No primeiro dia da visita oficial de uma delegação do Senado brasileiro aos Estados Unidos, uma constatação alarmante ganhou corpo entre os parlamentares: o presidente norte-americano, Donald Trump, estaria determinado a submeter o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma situação de humilhação para sentir-se vitorioso em qualquer tratativa bilateral. A avaliação foi registrada pela jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico. Segundo os relatos obtidos pela comitiva, Trump repetiria com Lula a mesma estratégia adotada contra o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, exigindo concessões unilaterais e simbólicas como forma de afirmação de poder. A conclusão veio após reuniões com representantes da Câmara de Comércio Brasil-EUA, escritórios de advocacia com acesso à Casa Branca e integrantes do setor empresarial. Trump precisará sair com a sensação de vitória para entrar em acordo com o Brasil, ouviram os senadores. Tarifas como arma política e ameaça à soberania – O cenário se agravou com o anúncio de tarifas que podem alcançar 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. A medida isola o Brasil da “vala comum” de 15% a 20% oferecida a outros países e é percebida em Brasília como retaliação à aproximação crescente com a China e ao avanço dos processos contra Jair Bolsonaro (PL) no Judiciário. A comitiva ouviu que Trump vê o processo contra Bolsonaro por tentativa de golpe como “perseguição” e, por isso, impõe barreiras comerciais ao Brasil como uma espécie de reação pessoal. Os senadores também foram alertados sobre a dificuldade de reverter essa posição, pois Trump deseja se apresentar internamente como vencedor de qualquer negociação internacional. Riscos de guerra comercial e perdas para empresas brasileiras – Mesmo com o prazo iminente para o início da nova tarifa, a pressão do setor empresarial ainda não alcançou força suficiente para influenciar a Casa Branca. Um dos setores mais atingidos é o aeroespacial. O impacto da medida não é desprezível, embora o governo brasileiro busque minimizar os danos por meio de crédito extraordinário e programas de compensação. Contudo, o prejuízo é estrutural. Setores como o de carnes, café e laranja, importantes para o superávit comercial, enfrentam riscos imediatos. A eventual substituição do Brasil por países como México e Colômbia nos EUA representaria uma perda estratégica duradoura. Lula mantém moderação, mas descarta rendição – Apesar das tensões e das provocações vindas de Washington, Lula tem adotado um tom moderado: “Espero que o presidente dos EUA reflita a importância do Brasil e resolva fazer o que num mundo civilizado a gente faz: tem divergência? Senta numa mesa, coloca a divergência de lado e vamos resolver, e não de uma forma abrupta”. Entretanto, a disposição do governo brasileiro em resistir a imposições arbitrárias é clara.
Na cidade de Goiás, Caiado prestigia inauguração do Museu da Juceg e da nova sede da OAB
Fotos: Larissa Melo Governador ressaltou avanços da Juceg durante abertura do Museu do Registro Empresarial Goiano. Gestor goiano acompanhou entrega da reestruturação de prédio da OAB e Casag e instalação da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás Em continuidade à série de agendas na cidade de Goiás, que comemora 298 anos e recebe a transferência dos poderes do estado, o governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama, Gracinha Caiado, participaram, nesta terça-feira (29/7), da abertura do Museu do Registro Empresarial Goiano, da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). No mesmo local, Caiado e Gracinha prestigiaram ainda a inauguração da nova sede da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e da Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag). Segundo Caiado, no início de seu governo, a Juceg ocupava a última posição nacional entre as Juntas Comerciais brasileiras. “Com uma progressão importante na qualificação da estrutura e na eficiência do atendimento ao empresariado goiano, saímos da 27ª posição e somos hoje uma referência em celeridade, com uma tecnologia moderna e avançada utilizada para facilitar a vida dos cidadãos”, enalteceu, ao frisar o apoio do Governo de Goiás à instituição para utilização de métodos cada vez mais modernos. O gestor goiano sublinhou que Goiás é o estado que mais avança na chamada Lei de Empresas, que tem como objetivo facilitar o registro empresarial. “Fizemos com que mais de 960 cnae’s fossem excluídos das exigências iniciais obrigatórias para que o cidadão pudesse avançar na instalação da sua empresa e ir atendendo as exigências de forma gradual. É um processo que vem para facilitar a vida dos goianos”, explicou. A inauguração do museu ocorre durante a celebração dos 125 anos da Juceg. O espaço, que pertence à Junta Comercial e foi cedido pelo Governo de Goiás para a nova sede da OAB, tem como objetivo valorizar a memória institucional da entidade e narrar a evolução do registro mercantil em Goiás ao longo da história do município. No local, os primeiros livros de registros do Estado, escritos à mão, compõem o acervo do museu, bem como atas, fotografias e um painel de ex-presidentes da Juceg. Na oportunidade, ainda foi lançado o livro “Juceg – 125 anos do Registro Empresarial Goiano”, de autoria do jornalista Leandro Resende. O presidente da Juceg, Euclides Barbo Siqueira, destacou que o momento é histórico para a instituição e se trata de um “legado que eterniza a trajetória do progresso e empreendedorismo goiano”. Segundo Siqueira, os visitantes do museu serão conduzidos a uma jornada que narra a evolução e desenvolvimento da Juceg e de Goiás. “Essa história de sucesso é fruto da ousadia de nossos empresários visionários que, geração após geração, encontraram no poder público um aliado comprometido. E hoje, sob a liderança de Ronaldo Caiado, que tanto tem investido em políticas pró empresariais, vemos um testemunho dessa transformação contínua”, enalteceu. Advocacia goiana Em seguida, o chefe do Executivo goiano acompanhou a inauguração da nova casa da advocacia vila-boense, instalada em um sobrado localizado no centro histórico da primeira capital goiana e que chama a atenção pela fachada que valoriza a arquitetura original. O imóvel passou por um minucioso processo de reestruturação aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), respeitando as diretrizes de preservação arquitetônica e cultural do local. “Vocês recuperaram e modernizaram toda a arquitetura, respeitando a história. Construíram algo digno com padrão de excelência”, elogiou Caiado. “Na cidade de Goiás, a história jurídica e política se entrelaçam. E a advocacia é um dos pilares da democracia e da defesa dos direitos fundamentais. A presença da OAB neste momento simbólico reforça o compromisso de todos nós com a cidadania. Tenho muito orgulho de integrar um governo que valoriza o diálogo entre os Poderes e respeita o papel das instituições”, ressaltou o vice-governador, Daniel Vilela. A nova estrutura possui auditório com capacidade para aproximadamente 80 pessoas, tornando-se um local ideal para eventos, cursos e encontros institucionais, além de salas de reuniões, espaço de autoatendimento e área externa preparada para eventos sociais e corporativos. “Esse sonho da nossa nova sede iniciou há quatro anos, quando fizemos um pedido junto ao governador. E hoje estamos aqui colhendo os frutos”, comentou Murilo Dantas, presidente da subseção de Goiás da OAB. “Caiado está marcado na história do Estado e da cidade de Goiás por iniciar uma ética restaurada com relação a nós da OAB”, completou. O presidente da OAB-GO, Rafael Lara (foto acima) destacou que a inauguração representa um sonho da advocacia goiana, que almejava por um local digno e que demonstrasse a pujança e tamanho da advocacia estadual. “Trazemos como mote a defesa da cidadania e a construção de pontes de diálogo. E aprendemos com Caiado, desde o primeiro dia de sua gestão, a construir esse diálogo com o poder judiciário, legislativo, executivo e demais esferas. Goiás tem sido um exemplo para o Brasil de união e diálogo institucional, que são construídos a muitas mãos”, disse. Já a secretária-geral da Casag, Chrissia Bandim, enfatizou que a subseção da cidade de Goiás é a mais bonita do Estado. “É linda por ser um patrimônio histórico, por reunir história e tecnologia. E vai agregar muito”, resumiu, ao desejar que cada vez mais subseções recebam melhorias, com espaços cada vez mais tecnológicos. Maçonaria Ainda dentro da programação da transferência da capital, o governador Ronaldo Caiado prestigiou a instalação simbólica da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás (GLEG) na cidade de Goiás. “A vinda da Loja Maçônica para cá é um momento histórico e também de participação e engajamento da população” comentou Caiado. Acompanhando a solenidade, o vice-governador Daniel Vilela destacou que “a Grande Loja tem tido uma importância de grande significância para o Estado na evolução da sociedade, como um grande parceiro do poder público”. Já o presidente da Maçonaria no município, Mohamid Oliveira, abençoou e agradeceu às autoridades pelos feitos em prol do Estado.
Trump acelera relação Brasil-China
Divulgação “O pobre tem que estar no orçamento e o rico no imposto de renda”. Lula sabe que os impactos da medida recairão sobre os mais vulneráveis — com desemprego, fome e miséria Sob pressão do presidente Donald Trump, que impõe um tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos a partir da próxima sexta-feira, o presidente Lula endurece o discurso: “o pobre tem que estar no orçamento e o rico no imposto de renda”. Lula sabe que os impactos da medida recairão sobre os mais vulneráveis — com desemprego, fome e miséria. A ofensiva de Trump empurra o Brasil para a salvaguarda chinesa. O presidente Xi Jinping já se manifestou: a China está pronta para ajudar o Brasil e a América Latina diante da agressiva política tarifária norte-americana. Mas quem vai consumir o excedente que não será mais exportado aos EUA se o pobre está fora do orçamento e o Estado, limitado pelo arcabouço fiscal neoliberal, não pode investir no social, pois deve garantir o superávit dos rentistas? O tarifaço trumpista aprofunda a crise social imposta pelo modelo neoliberal — metas inflacionárias rígidas, câmbio flutuante, superávit primário — que restringe o crescimento da economia brasileira. Trump, com sua agressividade, acaba fortalecendo a tese de Lula: gasto social não é despesa, é investimento. É preciso investir para gerar emprego, renda, consumo, produção e arrecadação. É assim que o capitalismo gira, acumulando capital de forma contínua. Às vésperas da medida que alarma os mercados e agrava a tensão social, o governo terá que agir com rapidez para atender a uma demanda social crescente. A confusão, como diria Machado de Assis, é geral. Nova geopolítica global A China, assim, desponta como esperança concreta no horizonte. Aproveita a oportunidade aberta pela escalada imperial de Trump para intensificar sua aproximação com o Brasil, disposto a absorver parte do excedente que não será mais exportado aos EUA. Desenha-se uma nova estratégia geopolítica para o desenvolvimento brasileiro: menos dependência da demanda americana e mais integração com a China — hoje, a economia mais robusta do planeta. A urgência é imposta por Trump. O Brasil não vai se submeter passivamente ao bloqueio do novo imperador americano. Ao contrário: acelera o estreitamento das relações com Pequim e redesenha sua política externa. Se o líder do Ocidente rompe laços econômicos com o Brasil por motivações políticas e imperialistas, o país se volta naturalmente para o Oriente. Lá está o maior mercado global, segundo o poder de paridade de compra, com capacidade real de desafiar a hegemonia do dólar. O rumo oriental se impõe. A pressão do desemprego, da fome e da retração econômica — consequências diretas do tarifário trumpista — não deixam ao governo Lula outra alternativa. Lula e Putin no mesmo barco Diante do risco de acúmulo de excedente não exportável aos EUA, a classe produtiva brasileira pressionará o governo por soluções imediatas. Isso criará o ambiente para ações emergenciais fora do programa original, com foco na ampliação da parceria com a China e a Ásia. Algo semelhante ocorreu com a Rússia. Após as sanções comerciais impostas pelos EUA e a OTAN na guerra da Ucrânia, Moscou redirecionou suas exportações para a China e outros países asiáticos, além de estreitar os laços diplomáticos com Pequim. Putin, acuado pelas sanções e pelo confisco de reservas financeiras em bancos ocidentais, buscou a salvação no Oriente. E encontrou. A partir desse realinhamento, a Rússia passou a defender com vigor o fim da hegemonia do dólar e a adoção de moedas locais nas trocas comerciais dos BRICS. Agora, Lula segue trilha semelhante. O tarifaço de Trump acelera o realinhamento brasileiro. A política externa será reconfigurada a partir dos interesses concretos da soberania e da sobrevivência econômica. Grito de guerra O tarifaço trumpista é, na prática, um grito de guerra dos EUA contra o Brasil — justamente contra um de seus principais fornecedores de bens manufaturados. Ao mesmo tempo, Trump revela seu interesse por minerais estratégicos do subsolo brasileiro, sem os quais seu projeto de vanguarda tecnológica não se sustenta. Grita com força, mas expõe sua fraqueza: não tem as matérias-primas que o capitalismo de alta tecnologia exige. O excedente não exportável funciona como um bloqueio comercial. Suas consequências: mais desemprego, maior crise social, instabilidade política. Para enfrentá-las, Lula responde com geopolítica — e aproximação da China.
Caiado instala sede simbólica dos três poderes na cidade de Goiás
Foto: André Saddi e Lucas Diener Durante evento de transferência da capital, o último de que participa como chefe do Executivo, governador ressalta o trabalho feito em sua gestão, que colocou o estado como referência no país Durante as comemorações do aniversário da cidade de Goiás, o governador Ronaldo Caiado, acompanhado da primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, transferiu simbolicamente os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o município, nesta segunda-feira (28/7), em frente ao Palácio Conde dos Arcos. A cerimônia teve início no fim da tarde com um desfile militar da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Ao discursar, Caiado relembrou que esta é a última transferência da capital de que participa como governador e fez um balanço das ações de sua gestão, destacando “que todo trabalho foi feito com amor e que atualmente Goiás é referência no país”. Ele relembrou sua criação no município e reforçou seu carinho desde a infância pela cidade de Goiás. “Aqui vivi e conheço cada pedaço de chão. Participei do dia a dia e da vida desse povo, sendo criado, forjado na coragem e na determinação do vilaboense”, afirmou. Ao avaliar sua gestão com relação ao município, o governador garantiu ter a sensação de dever cumprido. “A cidade está cada vez melhor, apoiada com obras do Governo do Estado para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, frisou Caiado, que desde domingo (27), além de despachar com todo secretariado da cidade de Goiás, entregou a reforma do Palácio da Instrução; fez a doação de um tomógrafo ao Hospital São Pedro D’Alcântara, avaliado em R$ 1,6 milhão; entregou uma nova unidade do Colégio Tecnológico do Estado de Goiás (Cotec), com investimento de quase R$ 10 milhões; além de reformar e revitalizar igrejas históricas. Durante a cerimônia também discursaram representantes dos demais poderes. O presidente do Tribunal de Justiça, Leandro Crispim, citou que a cidade de Goiás é solo carregado de memória e tradições e que sua geografia, cultura e arquitetura se entrelaçam e contam episódios da formação do povo goiano. “Dessas ruas da antiga Vila Boa que nosso estado nasceu para civilização brasileira no século 18. Foi aqui que o Poder Judiciário deu seus primeiros passos”, afirmou ao lembrar eventos históricos, como Fogaréu, e figuras marcantes, como Cora Coralina. O presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto, destacou a beleza da cidade de Goiás e pontuou as obras e evoluções no município “com repasse e recuperação de patrimônios históricos, como a Catedral de Sant’Ana”. No entanto, ele cobrou do governo federal providência com relação à Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Está abandonada. Será que vão agir só quando uma janela, telhado ou parede cair? É um verdadeiro desrespeito”, cobrou Peixoto. Já o prefeito da cidade de Goiás, Aderson Gouvea, enalteceu a história construída por muitas mãos do município. “É uma data carregada de simbolismo mesmo que por pouco tempo, poder sediar a capital do estado nesse período”, afirmou o gestor. Ele agradeceu a parceria com o Governo de Goiás e as melhorias para a cidade, como recapeamento, serviços da Patrulha Rural Mecanizada e qualificação com a entrega do Cotec. “Solo Goiano” Durante a cerimônia de transferência, o governador Ronaldo Caiado fez questão de destacar a obra “Solo Goiano”, de autoria do artista plástico Siron Franco, que antecipa as homenagens dos 300 anos do município. O artista foi convidado para desenvolver a peça por ser, além de vilaboense, reconhecido pela profunda ligação com o estado. “A ideia da obra é do governador. Foi desenvolvida em parceria e me sinto honrado de ser dessa terra maravilhosa e deixar uma pequena mostra da nossa cultura aqui”, afirmou o artista presente no evento. Segundo Siron, o trabalho artístico foi produzido ao longo de cerca de um ano e foi desenvolvido para revelar a beleza da natureza pura. Em uma maquete de 1,70m por 2,40m, o artista dispôs mais de 16 mil pedras preciosas ou semipreciosas extraídas da própria região. A obra reúne elementos naturais do Cerrado, incluindo pedras que estavam abandonadas em antigos prédios da cidade, e o conteúdo foi inspirado em um mapa correspondente ao período de fundação da antiga Vila Boa. A obra ficará aberta para visitação no Palácio Conde dos Arcos a partir desta quarta-feira (30), após sua inauguração oficial na solenidade de transferência da capital. Também participaram da cerimônia de transferência simbólica dos três poderes para cidade de Goiás a procuradora-geral de Justiça em exercício, Sanda Mara Garbelini; o defensor público-geral do Estado, Tiago Gregório; os presidentes desembargador Luiz Cláudio Veiga (Tribunal Regional Eleitoral), conselheiro Helder Valin (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro Joaquim de Castro (Tribunal de Contas dos Municípios); além do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Goiás, Rafael Lara.
Brasileiro preso nos EUA está detido em Tacoma (Washington), diz governo
Fotos: Reprodução/Instagram de Guilherme Lemes Cardoso e Silva Guilherme Lemes foi detido por agentes do ICE, por viver ilegalmente nos nos EUA O artista brasileiro preso quando ia buscar a filha foi detido por viver ilegalmente nos Estados Unidos por quase oito anos, de acordo com o Departamento de Segurança Interna do país. Guilherme Lemes Cardoso e Silva, de 35 anos, está em um centro de detenção em Tacoma, Washington. O Consulado do Brasil em São Francisco disse que está acompanhando o caso. Guilherme foi detido por agentes no dia 11 de julho quando estava a caminho da escola da filha, em Friday Harbor. Rachel Leidig, esposa do brasileiro e cidadã americana, disse que agentes do Immigration and Customs Enforcement’s (ICE), o serviço de imigração dos Estados Unidos, não mostraram um mandado a Guilherme. Em nota enviada ao g1, o departamento responsável pelo ICE informou que fez uma operação para prender o brasileiro, que estaria vivendo ilegalmente no país (leia a nota na íntegra ao fim do texto). Segundo a NBC News, Guilherme tinha um visto B2, usado principalmente para turismo, que expirou em 2017. “Ele entrou nos EUA com um visto que lhe permitia permanecer no país por no máximo 6 meses e ultrapassou o prazo de validade do visto em quase 8 anos”, diz a nota. De acordo com Rachel, os dois se casaram em abril deste ano e esperam um filho. A maquiadora conta que o casal havia preenchido um I-130, petição que um cidadão americano usa para comprovar relacionamento com uma pessoa que deseja solicitar um Green Card. O Consulado disse que recebeu informações de que Guilherme está fora do status imigratório e que a equipe está mantendo contato com a família do brasileiro, que é de Goiás. Além disso, disse que “acompanhar o devido processo legal e as condições de detenção”. Entenda o caso De acordo com Rachel, Guilherme, que é artista visual especializado em murais de larga escala, foi abordado por cerca de seis carros com agentes do ICE, que solicitaram que o ele saísse do carro, pois eles teriam um mandado. Ela diz que Guilherme se recusou a sair do carro até que os agentes mostrassem o documento, mas foi retirado do veículo. “Gui pediu para ver o mandado, mas ela [a agente] disse que não precisava mostrar. Um outro agente tirou o Gui para fora do carro dele e pegou o telefone dele, porque ele estava gravando, e empurrou ele contra o carro para prendê-lo”, relatou Rachel. Segundo a maquiadora, Guilherme contou que foi levado para um barco, que os tirou da ilha. No caminho, ele relatou que os agentes faziam piadas, tiravam fotos de Guilherme e faziam perguntas sobre sua vida pessoal. O comportamento só teria mudado quando notaram que Guilherme fala três línguas, é instruído e exigiu respeito. Sobre essas alegações, o departamento disse em nota que o brasileiro foi detido sem qualquer uso de força ou comentários inapropriados. Quando chegou ao seu primeiro quarto temporário, Guilherme contou à esposa que foi acorrentados nos tornozelos e pulsos. O g1 questionou o Consulado Brasileiro em São Francisco com as condições da prisão de Guilherme, em relação ao mandado que não foi mostrado a ele e ao tratamento quando foi detido. “Infelizmente, essa é a prática adotada e encontra respaldo na legislação local. A política de imigração em curso possibilita a detenção nesses termos [sem mostrar o mandado]”, disse Luiz Gustavo Sanches Betti, Cônsul Adjunto. Dia seguinte Rachel foi visitar Guilherme no dia seguinte à prisão e voou da Califórnia até Whashington, em Tacoma. De acordo com ela, a primeira tentativa de pegar os pertences do marido foi frustrada e, quando conseguiu pegar os objetos, foi informada que o celular dele havia “sumido”. Guilherme disse a ela que estava gravando o momento da abordagem, mas que os agentes tomaram o celular das suas mãos. Sobre as condições no Centro de Detenção, Rachel usa a palavra “desumano” quando contra algumas situações que Guilherme presenciou na unidade. “Gui me contou que na noite passada os detidos não foram alimentados até as 23h. Ele disse que quando um detento respondeu um agente, foi removido da sua cela, onde estava com seu primo. […] Gui disse que você tem que ser submisso aos agentes ou eles vão punir você”, conta Rachel. Impactos na família De acordo com Rachel, Guilherme deve ter uma audiência judicial nesta terça-feira (29). A família espera que ele seja liberado sob pagamento de fiança e pede que o foro seja mudado de Washington para a Califórnia. A esposa do goiano fala sobre as preocupações com a família no aspecto emocional e financeiro. De acordo com ela, enquanto Guilherme está detido, ele não vai conseguir apoiar a família financeiramente e arcar com as custas judiciais. “Estou preocupada com as repercussões e o dano psicológico que isso terá na minha enteada. Estou preocupada com o meu filho, porque sei que ele está sentindo roda a intensidade do meu estresse e ansiedade”, escreveu ela. Desde que o marido foi preso, Rachel diz que parou de trabalhar para se dedicar a pesquisa e buscar informações sobre o que pode ajudá-lo e que está muito grata a todos pela ajuda que está recebendo. “O Gui queria que eu dissesse para todos o quanto ele ama e aprecia o suporte de todos. Ele não está no seu melhor estado mental, mas está se mantendo forte”. Nota do Departamento de Segurança Interna Os fatos aconteceram na manhã de 11 de julho de 2025, o ICE conduziu uma operação policial direcionada para prender Lemes Cardoso E Silva, um imigrante ilegal do Brasil. Ele entrou nos EUA com um visto que lhe permitia permanecer no país por no máximo 6 meses. Ele ultrapassou o prazo do visto em quase 8 anos. O Presidente Trump e a Secretária Noem estão comprometidos em restaurar a integridade do programa de vistos e garantir que ele não seja usado de forma abusiva para permitir que estrangeiros tenham uma passagem permanente só de ida para
Caiado entrega tomógrafo ao Hospital São Pedro D’Alcântara na cidade de Goiás
Fotos: Lucas Diener Aquisição do equipamento faz parte do projeto estadual de regionalização da saúde e leva exames de imagem para mais perto da população O governador Ronaldo Caiado entregou, nesta segunda-feira (28/7), um tomógrafo computadorizado ao Hospital de Caridade São Pedro D’Alcântara, na cidade de Goiás. Avaliado em R$ 1,6 milhão, o equipamento foi repassado em comemoração aos 200 anos da unidade de saúde e integra as ações do Estado para descentralizar os serviços de saúde. “Esse é o objetivo do Governo do Estado: regionalizar a saúde. Cada região deve ter a condição de resolver o problema dos pacientes”, destacou. O aparelho é do modelo Revolution Acts SVCT INDIA, que realiza, por exemplo, angiotomografia de crânio e tomografia total de abdômen. “Esse aparelho tem condições de fazer os exames mais modernos e sofisticados, como uma angiotomografia, para você saber como atuar e a localização precisa daquela lesão que o paciente está sofrendo. Dá toda a condição para que a gente possa desenvolver aqui uma medicina cada vez melhor e mais especializada”, afirmou o Governador. Para Caiado, o número de mortes evitáveis tem caído em Goiás nos últimos anos em decorrência dessa interiorização dos atendimentos médicos, principalmente aqueles emergenciais. “Quantas pessoas já morreram porque não tiveram acesso a um hospital regionalizado? São essas mortes evitáveis que nós estamos corrigindo. Governar não é brincar com a opinião pública, é assumir compromissos e cumpri-los”, completou. O equipamento foi doado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) ao Hospital São Pedro D’Alcântara, que é cofinanciado pelo Governo de Goiás. Com o novo tomógrafo e a integração com tecnologias como a telemedicina, o hospital passa a oferecer atendimentos mais eficazes. “Isso vem trazer qualificação e coroar o que o senhor tem pedido: trabalhar com a regionalização. Não é ficar esperando na capital que as pessoas se desloquem para lá”, salientou o titular da pasta, Rasível Santos. História Inaugurado em 1825, o Hospital São Pedro é uma instituição privada sem fins lucrativos que atende pacientes de 46 municípios da região. O Estado repassa, mensalmente, R$ 773,6 mil à unidade. Somente em 2025, já foram investidos cerca de R$ 4,5 milhões. São recursos cuja importância foi reconhecida pelo representante da Associação de Saúde São Pedro D’Alcântara (ASPAG), mantenedora do hospital, Frei Cristiano. “Quando assumimos a direção, havia uma dívida de R$ 13 milhões e cerca de 90 ações trabalhistas. Graças à regularidade dos repasses estaduais, conseguimos amortizar os débitos”, lembrou.
Tarifaço dos EUA pode encarecer alimentação em bares e restaurantes no Brasil
Agência Brasil “Temos de colocar todos os cenários à mesa, para que o Brasil entenda o que pode estar por vir, inclusive, um quadro de recessão econômica. No médio e longo prazo, o mercado interno deve sofrer com impactos em toda a cadeia produtiva, sobretudo no agronegócio”, disse o diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) avalia que o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, previsto para entrar em vigor no próximo dia 1º, deverá encarecer a alimentação em restaurantes, bares e lanchonetes. De acordo com a entidade, o tarifaço exercerá pressão no mercado interno sobre produtos considerados carros-chefes da exportação brasileira, como café, carnes, pescados e suco de laranja. “Estes alimentos terão toda a cadeia produtiva impactada. O café, por exemplo, pode perder até 30% da sua produção em exportação, o que acarretaria num aumento de até 6% no preço interno. Num possível cenário de recessão econômica, carnes [bovina e suína] e pescados também deverão ter os preços reajustados ao mercado interno para cobrir custos de produção”, explica a entidade em nota. Impactos A Fhoresp projeta que os impactos nos preços internos aconteçam a médio e a longo prazos sobre o setor de alimentação fora do lar. A estimativa é de um aumento que pode chegar a casa dos 10% no cardápio do brasileiro. “Temos de colocar todos os cenários à mesa, para que o Brasil entenda o que pode estar por vir, inclusive, um quadro de recessão econômica. No médio e longo prazo, o mercado interno deve sofrer com impactos em toda a cadeia produtiva, sobretudo no agronegócio”, disse o diretor-executivo da entidade, Edson Pinto. Ele disse ver como “catastrófica” a taxação estadunidense. “Um franco ataque à cadeia do agronegócio brasileiro”, afirmou, defendendo uma ação diplomática e estratégica em defesa dos interesses nacionais.
Tati Machado fala sobre a perda do filho no Fantástico
Reprodução/Globo Apresentadora relata o momento em que soube da ausência de batimentos cardíacos no oitavo mês de gestação Tati Machado e o esposo, o cineasta Bruno Monteiro, concederam uma entrevista exclusiva ao Fantástico de domingo (27/7), na qual falaram sobre a perda do filho Rael. A apresentadora contou que, no oitavo mês de gestação, foi constatado que o bebê não apresentava mais batimentos cardíacos. A apresentadora contou que, primeiramente, constatou uma falta de movimento do bebê na barriga: “Eu senti essa falta de movimento. Fomos para casa, e eu falava: ‘Meu Deus, faz o Rael mexer, porque estou nervosa com isso.’ Aí eu dormi. Às cinco horas da manhã, acordei, virei para o Bruno e falei: ‘Tem alguma coisa errada’” , iniciou. “A gente tinha um aparelhinho para escutar os batimentos. Eram cinco da manhã, o dia ainda nem tinha amanhecido. O Bruno pegou, colocou na minha barriga, e escutamos uma batida forte. Aí eu disse: ‘Ah, Bruno, então acho que está tudo certo’” , continuou. Tati frisou que seguiu trabalhando, porém, sempre em alerta: “Fui para o trabalho, apresentei os programas, participei do Mais Você. Quando abri o celular, apareceu a notícia da Michele Machado e do Robson Nunes. Na mesma hora, meu mundo parou. Logo depois, fizemos o ultrassom. Quem estava ali era uma médica da emergência. Ela olhou e disse pra gente que ele não tinha batimentos. Olhei para o Bruno e falei: ‘Bruno, a vida trouxe isso pra gente, e a gente vai ter que encarar juntos’” , contou. “Eu também fui invadida por um medo de morrer. Fiquei com muito medo de morrer.” Apesar da realização de autópsia e exames, a causa da morte segue sem explicação. “Não há nada na medicina que explique o que aconteceu com a gente. Fizemos autópsia, exames genéticos importantes para verificar até a nossa compatibilidade… Nada” , relatou. A apresentadora também compartilhou que, mesmo marcado pela tristeza, o momento do parto foi bonito e emocionante, principalmente por conhecer o filho. “Foi um dia muito importante para nós. O parto do Rael foi lindo. Com toda a tristeza que existia ali, foi lindo (…) De alguma forma, encontramos força e conseguimos enxergar a beleza daquele momento, porque era o nosso filho. Amamos o nosso filho acima de qualquer coisa” , finalizou.


