Reprodução/redes sociais As aulas combinavam exercícios físicos com prática de tiro e eram feitas para preparar integrantes do Comando Vermelho Um ex-policial do Bope virou treinador de chefes do tráfico no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, Ronny Pessanha de Oliveira, de 33 anos, oferecia sessões de treinamento que custavam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hora. As aulas combinavam exercícios físicos com prática de tiro e eram feitas para preparar integrantes do Comando Vermelho para disputas de território contra milícias e facções rivais. Ronny, conhecido como “Neguinho do Bope” ou “Caveira”, foi preso em março deste ano em uma abordagem do 31º BPM, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Ele dirigia uma Mercedes avaliada em cerca de R$ 220 mil e carregava uma arma ilegal e uma identidade falsa de policial militar. Investigações da Delegacia de Roubos e Furtos revelam que ele começou no crime ao atuar com milicianos em extorsões e grilagem de terras em comunidades como Rio das Pedras e Muzema. Depois, migrou para o tráfico e passou a treinar nomes importantes da facção, como William Guedes, o “Corolla”, e Manoel Cinquine, o “Paulista”, líder no Complexo da Penha. Em áudios obtidos pela polícia e divulgados pelo jornal RJ2, Ronny relata o cansaço após treinar Corolla: ” Hoje fui na casa do Corolla. Cheguei lá em cima do morro morto. Isso não pode acontecer, não. Vai que preciso incursionar, fazer algum bagulho, eu vou morrer. Sou referência nessa questão de combate” , disse ele. Apesar de já ter sido preso antes por porte ilegal de arma e pagar fiança de R$ 8 mil para ser liberado, desta vez o caso está ligado a uma investigação maior, a Operação Contenção, que busca desmontar quadrilhas armadas na Zona Oeste. O ex-Bope chegou a atuar em batalhões como o 9º BPM (Rocha Miranda), o 41º BPM (Irajá) e no próprio Bope, a elite da PM fluminense. Foi expulso da corporação em setembro de 2023. O Ministério Público aponta Ronny como aliado de milicianos influentes e também responsável por organizar eventos em favelas dominadas pelo grupo criminoso. Ele ainda é investigado como um dos donos de prédios ilegais demolidos na Muzema em 2021.
Ex-policial do Bope treinava traficantes
Ipasgo Saúde prorroga prazo para pagamento de coparticipações até 30/5
Atendimento permanece garantido a todos os beneficiários mesmo em caso de atraso O Ipasgo Saúde informa que, em atenção às solicitações dos beneficiários, o vencimento dos boletos referentes às coparticipações do 2º semestre de 2024 e de janeiro de 2025 foi, excepcionalmente, prorrogado para o dia 30 de maio de 2025. Beneficiários que receberam boletos com vencimento em 23 de maio e não efetuarem o pagamento receberão novos boletos por e-mail, a partir de segunda-feira (26/5). Caso não recebam o e-mail, os boletos podem ser emitidos diretamente pelo Portal do Beneficiário, no site oficial do Ipasgo: www.ipasgo.go.gov.br, acessando o menu Situação Financeira > Parcelamento das Coparticipações Retroativas. A nova data de vencimento também será lembrada via WhatsApp. O Ipasgo reforça que o não pagamento das coparticipações não gera suspensão ou bloqueio de atendimentos. O acesso aos serviços permanece garantido. O bloqueio somente ocorre em caso de inadimplência da mensalidade.
Zico assina contrato e volta ao Flamengo
O Flamengo anunciou o retorno de Zico ao clube. Maior ídolo rubro-negro, o Galinho será embaixador oficial e representará o clube no Brasil e no mundo. O anúncio foi feito pelo próprio Flamengo nesta quinta-feira (22/5). Zico já estará presente na nova função na disputa do Mundial de Clubes, em junho, que o Rubro-Negro participará nos Estados Unidos. Além de ser embaixador em competições internacionais, o Galinho irá ter um quadro na FlamengoTV e fará participações em jogos do clube no Maracanã, além de realizar eventos com sócios torcedores. “Estar de volta é uma enorme emoção. Representar o Flamengo é motivo de orgulho”, disse Zico. Arte ESPN – Getty Images Zico em ação na decisão contra o Liverpool e levantando a taça de campeão do mundo Campeão da CONMEBOL Libertadores e Mundial em 1981, além de tetracampeão brasileiro, Zico tem 732 jogos com a camisa rubro-negra e 508 gols marcados, além de 13 títulos no total.
Caiado defende regulação equilibrada de IA e destaca protagonismo de Goiás no setor
Fotos: Hegon Corrêa Durante congresso realizado em Brasília, o governador reforçou que aposta em modelo colaborativo, com foco em pesquisa, inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias na área O protagonismo da inteligência artificial (IA) no cenário global, bem como a necessidade de uma constante atualização por parte do poder público, foram ressaltados pelo governador Ronaldo Caiado nesta quinta-feira (22/5), em Brasília (DF), durante palestra no 5º Congresso Brasileiro de Internet. O evento reuniu especialistas, jornalistas, autoridades e líderes empresariais para debater o tema “Como a tecnologia e a criatividade vão moldar o futuro do Brasil”. Durante sua exposição, Caiado disse que Goiás busca se tornar referência na área. Por isso, foi o primeiro estado a aprovar uma política de fomento à IA, caracterizada pelo estímulo a ferramentas de código aberto e à troca de experiências entre especialistas. “É um projeto de modelo aberto, que busca a colaboração de todos, com controle dos excessos. O foco é estimular a pesquisa, e não criminalizar aquele cientista ou pesquisador que deseja desenvolver seu software”, explicou. A lei goiana foi inspirada em iniciativas desenvolvidas pela Índia, país considerado uma potência em tecnologia, diferentemente da proposta que está sendo discutida no Congresso Nacional, classificada por Caiado como “extremamente punitivista”. Ele também argumentou que a adoção de novas tecnologias é o caminho para que o país possa avançar em duas áreas estratégicas: a educação e o agronegócio. “Investir em ciência vale a pena”, resumiu. Outros pontos positivos apresentados foram a ampla discussão pública para a formulação da lei, ao longo de um ano; a implantação de um Núcleo de Ética em IA; a inclusão de conteúdos sobre inteligência artificial no currículo do ensino fundamental e médio das escolas públicas; e o investimento em fontes de energia limpa, como o biometano, para alimentar as estruturas físicas de armazenamento de dados, chamadas data centers. Sobre o congresso Realizado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio), o congresso proporcionou um encontro entre líderes nacionais e internacionais, especialistas e tomadores de decisão para compartilhar experiências, apresentar projetos inovadores e discutir o futuro sob a ótica da transformação digital. O evento abordou temas como tecnologia e políticas públicas; finanças na era digital; regulação das redes sociais; e regulação da IA.
Kakay afirma: “Bolsonaro estará preso até setembro”
” Ele deve estar apavorado, sem dormir; você imagina o que é saber que vai ser preso?”, completou o Advogado Kakay Em entrevista ao programa Brasil Agora, da TV 247, o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) deve ser preso até setembro de 2025. Ele também pediu que autoridades brasileiras investiguem o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), licenciado, por atuar no exterior com o objetivo de pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF). “Tem um deputado federal brasileiro que está cometendo crime. Ele está fora do Brasil, atentando contra a soberania brasileira, atentando contra as instituições brasileiras”, disse Kakay. Ele cobrou providências da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal: “Eu faço uma provocação pública ao Procurador-Geral da República, doutor Paulo Gonet, e ao diretor da Polícia Federal, doutor Andrei: por que não investigam quem está por trás dessas notícias?”, questionou, em referência às declarações do senador norte-americano Marco Rubio. Rubio afirmou ao Congresso dos Estados Unidos que há “grande possibilidade” de o governo do presidente Donald Trump aplicar sanções contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. Segundo Kakay, Eduardo Bolsonaro está nos EUA em articulações com parlamentares republicanos e integrantes do governo Trump para pedir sanções contra Moraes. O advogado classificou essa conduta como criminosa. “Eu vi uma matéria onde ele dizia que estava lá procurando autoridades para poder fazer com que tivesse interferência no Supremo. Isso é crime. Está tipificado como crime no Código Penal”, alerta Kakay. Kakay ainda expressou indignação com a falta de reação institucional: “O que me chama a atenção não é a atitude desses caras, porque são bizarros. O que me espanta é a Polícia Federal não abrir inquérito ou o PGR não determinar uma investigação sobre isso”, questiona o Advogado. “Vai ser preso”, diz Kakay sobre Jair BolsonaroDurante a entrevista, Kakay reafirmou sua convicção de que Jair Bolsonaro será condenado e preso ainda neste ano. “Imagina o que é um ex-presidente da República acordar de manhã com a certeza de que, dentro de três, quatro, seis meses, ele vai estar na cadeia”, afirmou. “Ele deve estar apavorado, sem dormir. Você imagina o que é saber que vai ser preso?”, completou. Ele também elogiou a atuação do STF e do procurador Paulo Gonet nos processos contra o ex-presidente, afirmando que tudo ocorre com base no devido processo legal. “Os processos estão se dando cumprindo o devido processo legal. E o que era errado no passado está sendo corrigido agora”, disse, ao lembrar da atuação da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos da Lava Jato. “O que o Supremo está fazendo hoje é o que salvou a democracia no Brasil.” Prisão domiciliar: isonomia é a questão, aponta advogadoKakay também abordou a possibilidade de Jair Bolsonaro cumprir eventual pena em prisão domiciliar. Ele afirmou que essa hipótese deve ser considerada caso o ex-presidente atenda aos critérios legais, como idade ou problemas de saúde, mas destacou a importância da igualdade de tratamento. “Eu não sou contra a prisão domiciliar. O que eu questiono é: por que outros que estão nas mesmas condições não recebem o mesmo direito? Tem cadeirante preso, tem mulher com filhos pequenos presa. A discussão não é se o Bolsonaro vai ou não para a prisão domiciliar, mas por que não os demais?”, concluiu, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay.
Caiado critica ação no STF que dificulta operações policiais
Fotos; Secom / Governo de Goiás “Os bandidos estão em uma zona de livre mercado para poder circular sem ninguém incomodar”, explicou o governador de Goiás Ronaldo Caiado (foto acima) O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB) utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (22/05), para criticar uma ação em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que estaria impactando negativamente uma operação da Polícia Civil de Goiás contra o tráfico de drogas. Segundo ele, em decorrência da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, as forças de segurança goianas estão impedidas de capturar o líder de uma organização criminosa local, foragido no estado do Rio de Janeiro (RJ). “A Polícia Civil de Goiás prendeu uma quadrilha de traficantes responsável por cinco dos treze assassinatos registrados na cidade de Trindade, no último ano. Mas o líder do grupo fugiu para o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro e está protegido por uma facção criminosa aliada. Nossa polícia está de mãos atadas por causa dessa ADPF 635, que impede a polícia de entrar nas favelas”, denunciou Caiado. “Os bandidos estão em uma zona de livre mercado para poder circular sem ninguém incomodar”, explicou o governador de Goiás. A Operação Hidra foi deflagrada nesta semana, por meio do Grupo de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Trindade – 16ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) –, resultando na prisão de 19 suspeitos de tráfico de drogas no município. As investigações apontam que o grupo é responsável por pelo menos cinco homicídios ocorridos em 2024, além de ter movimentado quase R$ 1 milhão no período de oito meses. De acordo com o titular da Genarc, delegado Douglas Pedrosa, o principal líder da organização é Thiago Júlio Vitorino dos Santos, de 27 anos. Conhecido como “Montanha”, ele encontra-se escondido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, onde recebe proteção da facção criminosa Comando Vermelho. Apesar de sua localização já ter sido identificada, a polícia encontra dificuldades para efetuar a prisão. “A favela carioca virou hotel para traficantes. Lá eles têm a proteção do Comando Vermelho e da geografia local. Infelizmente é uma situação com que a gente se deparou nesse caso, mas não foi a primeira. Temos, pelo menos, outros três traficantes escondidos no Rio de Janeiro de onde eles executam suas ordens para matar, extorquir pai de família e traficar drogas”, ressalta o delegado. Ele acrescenta: “É uma realidade triste saber que a Polícia Civil do Rio de Janeiro, mesmo querendo nos ajudar, não pode porque, simplesmente, tem o poder limitante do STF”. O delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, ressalta a quantidade de criminosos que saem de Goiás e são presos em outros estados. ” Nós tivemos, em 2024, 151 operações fora do estado de Goiás na busca de criminosos que cometeram crimes aqui no solo goiano. Dessas 151 operações, 454 foram presos fora do estado de Goiás e somente no Rio de Janeiro foram 78 presos”, afirma. ADPF das FavelasA Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, foi ajuizada no STF pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) em novembro de 2019. A iniciativa partiu do então deputado federal Alessandro Molon, em conjunto com entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais. O objetivo da medida é combater a alta letalidade policial nas comunidades cariocas, estabelecendo uma série de regras que, segundo representantes das polícias, comprometem o combate ao crime. Entre essas normas estão a exigência de justificativa prévia para a operação, a presença obrigatória do Ministério Público (MP), a necessidade de registro das ações e a proibição do uso de helicópteros para apoio. “Esse é o resultado que nós estamos assistindo neste momento da política de leniência e acovardamento do governo federal que, a cada dia, cede mais espaço para as facções criminosas em nosso país. E quem sofre é o povo de bem que só quer viver em paz, inclusive, quem vive nessas comunidades. Qualquer política de segurança precisa de respaldo dos governos para ser eficaz. E, se querem acabar com o crime organizado, tem que valer em todo o Brasil”, argumentou Caiado. AtuaçãoA Polícia Civil revelou que a organização criminosa investigada controlava o tráfico de drogas nos bairros Vida Nova e Residencial Santa Fé, em Trindade. Além de ser suspeita de autoria de cinco dos 13 homicídios registrados no município no ano passado, a quadrilha é conhecida por aterrorizar a população, ameaçando moradores e desafetos. Além de Thiago, a namorada dele e um terceiro suspeito também são considerados foragidos.
Daniel Vilela reafirma compromisso com modernização da Ceasa-GO
Fotos: Jota Eurípedes Vice-governador garantiu que “não vão faltar recursos para implementar o que é preciso”. Entreposto chega ao seu cinquentenário com um milhão de toneladas de alimentos e mais de R$ 3 bilhões movimentados por ano O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, visitou as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa-GO), em Goiânia, quarta-feira (21/5), e reforçou o compromisso do Governo do Estado com os produtores locais e com a modernização da estrutura local. Essencial para o abastecimento alimentar e para a economia do Centro-Oeste, o entreposto goiano chega ao seu cinquentenário com a marca de mais de um milhão de toneladas de alimentos comercializados por ano. “Nosso objetivo é ter aqui a melhor Ceasa do Brasil. Não vão faltar recursos para implementar o que é preciso”, garantiu o vice-governador, que contribuiu diretamente para a renovação das concessões de uso dos espaços por produtores e comerciantes. Daniel também reforçou a diretriz da atual gestão em relação à qualidade das obras públicas. “O governador Ronaldo Caiado mudou a cultura da prática política. Temos, hoje, condição e liquidez para fazer os investimentos e empregar materiais da melhor qualidade em todas as obras”, pontuou. Criada em 1975 para organizar e profissionalizar o comércio de hortifrutigranjeiros, a Ceasa-GO hoje conta com galpões permanentes e temporários, como a Pedra 1 e a Pedra 2, que permitem a venda direta do produtor ao consumidor. A estrutura abriga centenas de comerciantes e movimenta mais de R$ 3 bilhões por ano. Exemplo Presidente da Ceasa-GO, Carlos Alberto Oliveira, conhecido como Carlão da Fox, reforçou os avanços. “Queremos que a nossa Ceasa seja exemplo para outras. Temos muitas ações sociais e estamos trazendo mais pessoas para melhorar e contribuir. Temos uma fila enorme de produtores que querem atuar aqui, e vamos trabalhar para ampliar”, antecipou. A presidente da União dos Atacadistas e Produtores de Hortifrutigranjeiros (Uniap), Roberta Prado, também agradeceu o apoio do Governo de Goiás. “Queremos que a Ceasa cresça ainda mais. Quero reforçar o nosso agradecimento ao governador, que foi o primeiro a investir na Ceasa. Hoje temos a usina fotovoltaica, o banco de alimentos, e agora com o Goiás Social esses projetos avançaram muito”, declarou Roberta Prado. Para Daniel, o próximo passo é transformar a Ceasa-GO em um espaço ainda mais valorizado. “A ideia é que, por meio de um mercadão do produtor, a gente faça uma requalificação e transforme a Ceasa em um lugar que todo mundo queira vir conhecer, com uma estrutura inteligente e moderna para fomentar ainda mais a economia”, concluiu. A Ceasa-GO passou recentemente por uma série de melhorias estruturais e de segurança. Entre os principais avanços, destacam-se a reforma dos banheiros, promovendo mais conforto e higiene. Foram adquiridos dois caminhões-caçamba e um caminhão-pipa para reforçar a limpeza e higienização do local, e anunciados ainda a instalação a entrega de uma pá-carregadeira para otimizar a logística e o manejo de resíduos sólidos, além de posto policial e unidade emergencial do Corpo de Bombeiros.
Secretário de Trump ameaça punir Alexandre de Moraes
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) que existe “grande possibilidade” de o governo Donald Trump (Partido Republicano) sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes. Ao Senado norte-americano, o dirigente confirmou estar “sob revisão” algumas medidas usando a Lei Magnitsky, que permite sanções contra autoridades. O presidente norte-americano é aliado de Jair Bolsonaro (PL-RJ), réu no inquérito da trama golpista que está sob a relatoria do magistrado na Corte brasileira. As declarações feitas pelo secretário confirmam a gravidade das articulações da extrema-direita em nível global, tendo como uma de suas propostas a interferência no Poder Judiciário de outro país. Em 2025, aliados da família Bolsonaro foram aos EUA estreitar as negociações com o governo trumpista. Alexandre de Moraes . Foto: Rosinei Coutinho/STF Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes No STF, o ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito da trama golpista. Bolsonaro e seus aliados são réus nessa investigação e podem ser presos. Investigadores também apontaram que os envolvidos no plano de ruptura institucional chegaram a discutir a possibilidade de assassinatos do magistrado do Supremo, do presidente Lula (PT) e do vice Geraldo Alckmin (PSB). Em 2025, o presidente dos EUA, Donald Trump, tentou uma investida contra o ministro do STF, mas a Justiça norte-americana rejeitou um pedido de liminar apresentado pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media & Technology Group contra o juiz. As empresas buscavam uma decisão que as isentasse de cumprir determinações do magistrado brasileiro, que incluíam a remoção de contas de um apoiador de Bolsonaro de suas plataformas. As articulações golpistas da extrema-direita contam com o estrategista norte-americano Steve Bannon, que tentou na última década fazer partidos de direita chegarem ao poder nos EUA e em outros países. Em janeiro de 2021, quando Trump perdeu a eleição, vários apoiadores invadiram o Legislativo e acusaram o sistema eleitoral de ser fraudulento, uma tentativa de golpe. Em 2022, Bannon teve um encontro com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA e aconselhou o parlamentar a questionar o resultado. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Bolsonaro à inelegibilidade. O motivo foram declarações golpistas no ano anterior, quando ele fez uma acusação sem provas e afirmou a embaixadores, em Brasília (DF), que o sistema eleitoral brasileiro não tem segurança contra fraudes. Além do inquérito da trama golpista, que chegou ao STF, a Polícia Federal havia indiciado Bolsonaro em outras duas investigações – compra e venda ilegal de joias, e fraudes em cartões de vacinação.
Presos com mais de R$ 1,2 milhão no aeroporto de Brasília são supostos ‘laranjas’, diz PF
As investigações apontam que eles são sócios de empresas que possuem várias áreas de atuação Foto: Polícia Federal/ Divulgação A Polícia Federal (PF) prendeu três homens, terça-feira (20/5), que levavam R$ 1.258.490 em espécie divididos em três malas. A prisão foi no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek durante uma operação de rotina. De acordo com a PF, os homens são suspeitos de atuar como “laranjas” para fechar contratos irregulares com administrações municipais. As investigações apontam que eles são sócios de empresas que possuem várias áreas de atuação. Os suspeitos desembarcaram de um voo vindo de Manaus (AM). Aos policiais, eles disseram que são empresários e que trabalham com contratos públicos. Eles alegaram também estar indo para Goiás para adquirir materiais para as suas empresas. “Não se descarta a hipótese de que os conduzidos procederiam algum tipo de pagamento de vantagem indevida em favor de agentes públicos no Distrito Federal”, afirma a PF. O dinheiro estava nas malas dos três presos, separados em maços de notas de R$ 200. Os suspeitos podem responder por lavagem de dinheiro, crime com pena de até dez anos de prisão.
Hugo Motta diz que anistia precisa de aval do STF
A proposta de anistia continua sendo uma bandeira central da oposição bolsonarista, ao passo que o Judiciário já sinalizou resistência Em reunião com líderes partidários terça-feira (20/5), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi categórico ao afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF) irá declarar inconstitucional qualquer projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, segundo o g1. O tema voltou à pauta após uma semana de recesso informal na Casa e foi trazido à mesa por representantes da oposição ao final da reunião. O projeto em discussão perdoa não apenas os crimes já cometidos, como também aqueles que venham a ocorrer futuramente, desde que tenham conexão com os ataques antidemocráticos que culminaram na invasão e destruição das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Além disso, a proposta assegura o restabelecimento dos direitos políticos de condenados, o que permitiria, por exemplo, que Jair Bolsonaro (PL-RJ) voltasse a concorrer a cargos públicos. Motta, segundo quatro líderes ouvidos, reforçou que não vê utilidade em aprovar uma proposta fadada ao veto judicial. Na visão do presidente da Casa, não adianta o Congresso aprovar um texto, o presidente Lula (PT) sancionar e o STF declarar inconstitucional. A mensagem foi interpretada como uma sinalização de que qualquer avanço dependeria do aval prévio da Corte Suprema. A fala incomodou setores da oposição. O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), reagiu afirmando que se recusa a construir um texto que precise do aval do STF. Ele também lembrou que já apresentou uma proposta alternativa e mais enxuta, que concede anistia apenas parcial: ficariam de fora os condenados cujas ações violentas foram registradas em vídeo, como a destruição do patrimônio público. Na leitura de parlamentares presentes, Motta busca encerrar uma discussão que vem emperrando o andamento de outras pautas no Congresso. Ainda que reconheça que algumas penas possam ser vistas como excessivas, o presidente da Câmara não estaria disposto a enfrentar o Supremo para atender a interesses da oposição. Um líder da base do governo avaliou que a sugestão de construção de um novo texto pode, inclusive, pressionar os parlamentares do PL a deixarem claro se o objetivo da anistia é, ou não, favorecer diretamente Bolsonaro. O líder do PP, deputado Dr. Luizinho (RJ), sugeriu que fosse elaborado um novo relatório, reforçando a busca por um meio-termo. No entanto, o impasse político e jurídico segue aberto: a proposta de anistia continua sendo uma bandeira central da oposição bolsonarista, ao passo que o Judiciário já sinalizou resistência a qualquer tentativa de relativizar os crimes cometidos durante a tentativa de golpe.


