“O Lula, sem mim [na disputa], ganha a eleição de qualquer um. Ganha a eleição. Ele tem a máquina na mão, usa a máquina. Não interessa as consequências”, afirmou o ex-presidente Bolsonaro O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL/RJ) declarou nesta sexta-feira (18/7), em entrevista à agência de notícias Reuters, que a ausência de seu nome na eleição presidencial de 2026 abre caminho para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o atual mandatário “ganha a eleição de qualquer um” caso ele não esteja na disputa. Bolsonaro está inelegível e enfrenta um julgamento por tentativa de golpe, além de outras investigações em curso. “O Lula, sem mim [na disputa], ganha a eleição de qualquer um. Ganha a eleição. Ele tem a máquina na mão, usa a máquina. Não interessa as consequências”, afirmou o ex-presidente. Ao longo da entrevista, Bolsonaro voltou a se queixar do processo que o impede de concorrer. “Que injustiça eu não poder concorrer. Que injustiça me chamar de golpista”, disse. Mesmo ciente da inelegibilidade imposta pela Justiça Eleitoral, o ex-presidente afirmou: “Eu por enquanto sou candidato, não passa pela minha cabeça indicar outro nome”. Previsão de prisão e crítica ao STF Durante a conversa com a Reuters, Bolsonaro disse esperar ser preso até o fim de agosto, período em que está previsto o julgamento sobre a trama golpista que teria liderado. Ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta sexta-feira e foi obrigado, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, a usar tornozeleira eletrônica. “Isso aí o sentimento é que vai acontecer [a prisão]. Até o mês que vem, que é o julgamento. Mais ou menos 20 de agosto é o julgamento. Nunca se viu um processo tão rápido quanto o meu”, afirmou Bolsonaro. Questionado sobre estar preparado para uma eventual prisão, respondeu: “Tenho 70 anos de idade, vasta experiência de vida. Tudo pode acontecer”. O ex-presidente acusou Moraes de perseguição e lançou uma metáfora dramática sobre sua situação: “Eu estou no cadafalso. Na hora que o soberano Alexandre de Moraes achar que tem que chutar o banquinho, ele chuta”. E foi além: “O sistema não me quer preso, o sistema me quer morto”. Restrição nas redes e atuação internacional de Eduardo Bolsonaro Bolsonaro também protestou contra a proibição de usar redes sociais, uma das medidas cautelares impostas por Moraes. “É uma covardia, isso não é democracia. Tirar a voz de uma pessoa não é democracia. Eu não estou condenado ainda. Respondo a um processo sem pé nem cabeça”, reclamou. As declarações à Reuters foram a terceira manifestação pública de Bolsonaro no mesmo dia. Ele já havia falado em frente à sede da Polícia Federal e, mais tarde, ao chegar à sede do PL em Brasília. Outro foco da entrevista foi a atuação internacional de seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos. Jair Bolsonaro afirmou que Eduardo tenta influenciar a opinião pública americana e o governo de Donald Trump — presidente dos EUA em segundo mandato — a favor de seu grupo político. Segundo o ex-presidente, o filho corre risco de prisão caso retorne ao Brasil e poderia optar por se tornar cidadão americano: “Acredito que ele vá buscar a alternativa de se tornar um cidadão americano e não volta mais para cá”. Contexto e investigações A nova operação da Polícia Federal contra Bolsonaro está relacionada a um inquérito envolvendo Eduardo Bolsonaro. O ex-presidente é acusado de liderar uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula em 2023. Além disso, enfrenta outros processos em curso. Com a tornozeleira eletrônica e restrição de comunicação, Bolsonaro está sob vigilância intensa às vésperas do julgamento da principal acusação contra ele. A aposta de seu grupo é internacionalizar o discurso de perseguição, utilizando entrevistas como a concedida à Reuters para mobilizar apoio entre aliados no exterior, especialmente nos EUA.
“Sem mim, Lula ganha de qualquer um”, diz Bolsonaro
Depois de ação da PF contra Bolsonaro, Flávio recua e pede que Trump suspenda o tarifaço
Brasil 247 “O justo seria Donald Trump suspender a taxa de 50% sobre importações brasileiras e meter sanção individual em quem persegue cidadãos e empresas americanas, viola liberdades, usa o cargo público para violar direitos humanos e implodir a democracia de um país para satisfazer seu próprio ego”, escreveu Flávio em seu perfil no X, antigo Twitter, segundo o UOL Horas depois de seu pai, Jair Bolsonaro, ser alvo de operação da Polícia Federal, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou publicamente nesta sexta-feira (18/7) em tom de crítica à política comercial dos Estados Unidos. Na postagem, o parlamentar fez um apelo direto ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump, pedindo a suspensão das tarifas impostas ao Brasil. De acordo com Flávio, seria mais apropriado que Trump revogasse a tarifa de 50% imposta às importações brasileiras e, em vez disso, direcionasse sanções contra pessoas específicas. “O justo seria Donald Trump suspender a taxa de 50% sobre importações brasileiras e meter sanção individual em quem persegue cidadãos e empresas americanas, viola liberdades, usa o cargo público para violar direitos humanos e implodir a democracia de um país para satisfazer seu próprio ego”, escreveu Flávio em seu perfil no X, antigo Twitter, segundo o UOL. A postagem foi feita poucas horas após Jair Bolsonaro ser alvo de mandados de busca e apreensão, além de ter medidas restritivas impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar redes sociais. As determinações foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) , no contexto das investigações que envolvem o ex-presidente. Durante a operação desta sexta-feira, a PF apreendeu US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie na residência do ex-mandatário. A suspeita é de que a quantia em dólares pudesse ser utilizada em uma eventual tentativa de fuga. A PF também localizou um pen drive escondido no banheiro da casa de Bolsonaro e uma cópia da petição inicial da rede social Rumble contra Moraes. Além da tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais, deve cumprir recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 7h e está impedido de manter contato com outros investigados ou réus no STF, dentre eles seu próprio filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A Polícia Federal sustenta que Jair Bolsonaro teria financiado uma operação internacional contra a soberania nacional e a independência dos Poderes, segundo apurou o jornalista Valdo Cruz, do g1. Conforme a investigação, tal ofensiva teria surtido efeitos concretos com o tarifaço recentemente anunciado pelo presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A articulação teria sido conduzida por Eduardo Bolsonaro, com repasses de recursos feitos diretamente por seu pai.
Pedalinho afunda com três pessoas no Lago das Rosas, em Goiânia
Fotos: Reprodução/TV Anhanguera No vídeo, dois deles aparecem com as pernas já dentro da água esperando o resgate Um pedalinho afundou com três pessoas no Lago das Rosas, em Goiânia. Nos vídeos publicados nas redes sociais, os três aparecem sentados no brinquedo, já com as pernas cobertas pela água, aguardando o resgate. A administração do brinquedo fez o resgate e ninguém ficou ferido. Os vídeos foram publicados na tarde desta quinta-feira (18). Nas imagens, três pessoas aparecem sentadas no pedalinho enquanto sorriem para a câmera, mas em seguida já é possível notar que um lado do brinquedo começa a afundar. Em outra imagem, duas das pessoas são vistas em pé quando o pedalinho já estava afundado até o pescoço do ‘cisne’. Em entrevista à TV Anhanguera, Solange Torreyra, apontada como proprietária dos pedalinhos, disse que o brinquedo estava com sobrepeso. “É permitido só dois adultos e uma criança ou duas crianças e um adulto. Pegaram, foram para lá onde tem as pedras e outra pessoa entrou no pedalinho, mas não foi filmado isso”, disse ela. Ainda segundo a proprietária, a prática de embarcar mais do que a quantidade de pessoas permitida é comum entre os clientes, mesmo com a proibição. Sobre o uso de colete salva-vidas, que não foi utilizado por nenhum dos três ocupantes, a proprietária diz que “geralmente exige para crianças”. Em nota, a Agência Municipal do Meio Ambiente de Goiânia disse que um dos pedalinhos do lago foi danificado por vandalismo, o que ocasionou a entrada de água no interior e comprometeu a estabilidade e a segurança do brinquedo. A Amma disse ainda que o proprietário retirou o pedalinho para manutenção e que o brinquedo só voltará para a água quando estiver com os devidos reparos e seguro para a utilização pela população. Alerta Os bombeiros aproveitaram o incidente para fazer um alerta. De acordo com o tenente Luiz Eduardo Lobo, o local onde o pedalinho afundou tem uma profundidade baixa, de aproximadamente 1,5 metro, mas que isso não impede a ocorrência de afogamentos. “É suficiente para provocar o afogamento de uma criança, de uma pessoa mais baixa, um adolescente. Então, nesse caso, a gente recomenda o uso do colete salva-vidas”, ressaltou. De acordo com o tenente, essa precaução pode fazer a diferença nessa situação, já que o equipamento garante a flutuação da pessoa até que o resgate chegue. Nota da Amma A Amma informa que, quarta-feira (16/7), um dos pedalinhos do lago (que são de propriedade de empresa particular), sofreu vandalismo que ocasionou a entrada de água em seu interior, prejudicando sua estabilidade e segurança. O proprietário retirou o pedalinho para manutenção e informou que fará sua devolução quando este estiver com os devidos reparos e seguro para a utilização pela população.
Bolsonaro nega fuga, reconhece risco de prisão de Eduardo e diz que tornozeleira é “suprema humilhação”
Brasil 247 “O inquérito do golpe é político. Nada de concreto existe ali. A própria PF não me botou no 8 de janeiro. O PGR foi além. Não tem prova de nada. Um golpe no domingo, sem Forças Armadas, sem armas. Um golpe de festim”, ironizou Bolsonaro. Ao deixar o departamento policial onde foi instalado o equipamento de monitoramento eletrônico, Jair Bolsonaro (PL) falou com jornalistas nesta sexta-feira (18) e voltou a negar qualquer intenção de deixar o país. O ex-presidente também afirmou que está sendo vítima de “perseguição” e classificou a imposição da tornozeleira como “suprema humilhação”. “Meus advogados tomaram conhecimento do inquérito. É aquele que meu filho está respondendo por estar nos Estados Unidos da América (EUA). É um novo inquérito. Estou também dentro dele”, declarou. Ele se referia à investigação que envolve seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA articulando medidas contra o Brasil e autoridades brasileiras e pode, segundo o pai, ser alvo de medidas semelhantes: “se ele vier para cá, vai ter problemas”. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impôs uma série de restrições a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de comunicação com outros investigados, além da vedação de acesso a redes sociais e de aproximação com embaixadas. “É um golpe de festim”, diz Bolsonaro sobre acusações – O ex-presidente voltou a desqualificar o inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado. “O inquérito do golpe é político. Nada de concreto existe ali. A própria PF não me botou no 8 de janeiro. O PGR foi além. Não tem prova de nada. Um golpe no domingo, sem Forças Armadas, sem armas. Um golpe de festim”, ironizou. E completou: “espero que o julgamento seja técnico, não político”. Bolsonaro disse que nunca pretendeu deixar o Brasil: “a suspeita [de fuga] é um exagero. Poxa, sou um ex-presidente da República, tenho 70 anos de idade. Suprema humilhação. Já é a quarta busca e apreensão em cima de mim”. Ainda ironizou: “Sair do Brasil é a coisa mais fácil que tem”. Sobre o material apreendido pela PF em sua casa nesta sexta, Bolsonaro minimizou: “[Sobre o pen drive] Não tenho a menor ideia. O dólar está com recibo do Banco do Brasil”. Eduardo Bolsonaro e os EUA Bolsonaro admitiu preocupação com o filho Eduardo e reconheceu que há risco de prisão caso ele retorne ao país: “se ele vier para cá, vai ter problemas”. Em sua defesa, afirmou: “meu filho está nos EUA para lutar por democracia e liberdade” e garantiu que ele não tem qualquer ligação com pressões econômicas: “ele não articulou pró-tarifaço”. Questionado sobre a possibilidade de buscar apoio no exterior, Bolsonaro negou ter cogitado refúgio: “nunca pensei em sair do Brasil, em ir para embaixada, mas as cautelares são em função disso”.
PF encontra pen drive escondido no banheiro de Bolsonaro e petição da Rumble contra Moraes
Brasil 247 As informações são do jornal O Globo Durante uma operação realizada nesta sexta-feira (18/7), a Polícia Federal apreendeu um pen drive escondido no banheiro da residência de Jair Bolsonaro (PL-RJ), além de US$ 14 mil e R$ 8 mil em dinheiro vivo. A ação, que teve como alvos a casa de Bolsonaro em Brasília e a sede do PL, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Globo. Segundo investigadores ouvidos pela reportagem, também foi localizada uma cópia da petição inicial do processo movido pela plataforma Rumble contra Moraes. A rede social, com sede nos Estados Unidos, trava atualmente uma disputa judicial com o ministro do STF. A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão e incluiu medidas cautelares diversas da prisão, conforme nota divulgada pela corporação. Entre as restrições impostas a Bolsonaro estão a proibição de manter contato com diplomatas e embaixadores, de frequentar sedes diplomáticas e de utilizar redes sociais, além de manter contatos com outros investigados. Ainda de acordo com a reportagem, a motivação da ação da PF está relacionada a suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional. A corporação também identificou o risco de fuga do país por parte do ex-presidente. Bolsonaro responde atualmente a uma ação penal no STF que apura sua responsabilidade em uma tentativa de golpe de Estado. Na última segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou as alegações finais e solicitou sua condenação por cinco crimes.
No Japão, Caiado apresenta avanços de Goiás em palestra a empresários
Fotos: Junior Guimarães Governador palestrou em seminário promovido pelo Consulado-Geral do Brasil no país asiático e destaca Goiás como exemplo de gestão para o Brasil Dando sequência às agendas da comitiva goiana no Japão, o governador Ronaldo Caiado apresentou, nesta quinta-feira (17/7), as ações desenvolvidas pela gestão estadual que permitiram ao estado avançar em todos os setores. A fala foi direcionada a uma plateia de empresários japoneses e brasileiros da comunidade de Hamamatsu, cidade onde aconteceu a palestra “Goiás é exemplo de gestão para o Brasil”, durante o Seminário de Negócios promovido pelo Consulado-Geral do Brasil no Japão, em parceria com a Goiás Turismo. O chefe do Executivo goiano lembrou que, ao receber o governo em 2019, a situação era calamitosa, com o Estado bloqueado no Tesouro Nacional, sem direito a créditos, devendo servidores públicos e com alta incidência de corrupção na estrutura de governo, além de índices alarmantes de violência, com a presença de facções do narcotráfico em todo o território. “Se você analisar a situação do estado de Goiás hoje, seis anos e meio depois da minha posse, verá uma verdadeira transformação. Somos o estado mais seguro do Brasil, onde as pessoas vivem em plena liberdade, seja na cidade ou no campo”, enfatizou o gestor, ao afirmar que a criminalidade deu espaço para as pessoas poderem viver em paz. Caiado sublinhou também que Goiás ocupa a primeira posição nacional na educação, tendo se tornado uma referência na área, e investe massivamente em tecnologia. Ao falar sobre os avanços em Inteligência Artificial (IA), Caiado reconheceu que o Japão ocupa posição de destaque mundial. “Goiás avança fortemente na área em que vocês já estão muito à frente de nós, mas que um dia chegaremos lá”, projetou, ao pontuar que o estado possui uma faculdade com o primeiro curso voltado à IA no Brasil e um centro de excelência na área. “Temos a legislação mais moderna sobre o tema, com um projeto de Inteligência Artificial de forma aberta para poder acolher a todos aqueles que queiram, em parceria, desenvolver projetos conosco”, explicou. O governador enfatizou ainda que é possível transformar estados e países quando se combate a corrupção e utiliza com sabedoria o recurso público, citando Goiás como case de exemplo. Ao discursar sobre ações para melhoria da qualidade de vida da população, o governador mencionou o sucesso do Goiás Social, responsável por retirar famílias da condição de pobreza e extrema pobreza no estado, entregando casas de qualidade a custo zero, ampliando ações para alimentação de crianças, fornecendo cursos de qualificação aos goianos e garantindo qualidade de vida. “É uma grande ação conjunta para atender toda a extensão territorial do Estado de Goiás. É o mais completo programa de extensão social do país”, afirmou. Hamamatsu A palestra do governador goiano aconteceu na cidade japonesa que concentra a maior comunidade brasileira no país asiático, cerca de 10 mil residentes. O diretor do setor internacional da Prefeitura de Hamamatsu, Senhor Yoshikazu Matsui, ressaltou que, em 2025, são comemorados 130 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e Japão. “Que os laços de amizade entre os dois países se intensifiquem cada vez mais”, desejou. Já o presidente do Conselho de cidadãos brasileiros da cidade, Eber Toyohashi, expressou a vontade de “aproximar mais de Goiás e do Brasil para realizar um melhor trabalho junto à nossa comunidade”. O Cônsul Geral do Brasil no Japão, Aldemo Garcia, lembrou que Caiado é avaliado como o melhor governador do Brasil, com quase 90% de aprovação. “Goiás é uma potência agrícola, cresceu 7% no primeiro trimestre e é o primeiro lugar em segurança”, sublinhou, ao comentar sobre a visita da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado a uma escola do município japonês. “É uma alegria visitar esse país que é uma potência e que, sem dúvida nenhuma, é uma referência em inovação, tecnologia e cultura”, disse Gracinha. Ainda em Hamamatsu, Caiado concedeu uma entrevista para o jornal japonês The Yomiuri Shimbun, onde fez um balanço da missão do Governo de Goiás e comentou sobre a forte ligação com a comunidade Nikkei no estado. “São meus parceiros desde que cheguei ao governo e fiz questão de vir aqui conhecer de perto a realidade de um país pelo qual eu tenho uma grande admiração pela cultura, história, pela resiliência de um povo que supera todas as dificuldades e é um exemplo de como realmente se desenvolve um país.
STF revoga prisão e libera o retorno de Eduardo Siqueira ao cargo de prefeito de Palmas
Foto: Edu Fortes/Prefeitura de Palmas Eduardo estava cumprindo prisão domiciliar após sofrer um infarto enquanto estava no Quartel do Comando Geral (QCG), em Palmas. Decisão é do ministro Cristiano Zanin Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou nesta quinta-feira (17/7) a soltura do prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), e o retorno ao cargo. Ele estava preso há 20 dias, após operação da Polícia Federal que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eduardo foi preso no dia 27 de junho deste ano, em nova fase da Operação Sisamnes. Ele foi levado para o Quartel do Comando Geral (QCG) após o cumprimento do mandado de prisão preventiva deferido pelo ministro do STF Cristiano Zanin, relator do processo. A defesa de Eduardo informou que foi notificada da decisão do ministro Zanin na noite desta quinta-feira (17/7) determinando a revogação da preventiva e o retorno ao cargo. Além da prisão, Eduardo ficou afastado do cargo na prefeitura, período em que o vice, Pastor Carlos Velozo (Agir) assumiu interinamente a gestão. Até esta quinta-feira, o prefeito afastado cumpria prisão domiciliar. O benefício foi concedido a Eduardo após ele sofrer um infarto dentro do local onde estava no QCG. Na nova decisão, o ministro atendeu ao pedido da defesa, que argumentou que a investigação não tem relação com a função pública exercida pelo prefeito, tornando desnecessário o afastamento do cargo. Ao autorizar o retorno às atividades, o ministro também considerou que a revogação da prisão era necessária para viabilizar os deslocamentos exigidos pelo exercício da função pública de Eduardo. O ministro manteve as cautelares de proibição de contato com outros investigados e de sair do país, com retenção do passaporte. A decisão não se estende aos outros dois presos na operação, o advogado Antônio Ianowich Filho e policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. Internação e prisão domiciliar O prefeito se sentiu mal na madrugada do dia 8 de julho e foi submetido a uma angioplastia de emergência. O procedimento foi realizado por equipes do Hospital Geral de Palmas (HGP), para onde Eduardo foi levado após ser atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Eduardo sentiu dor torácica intensa, náuseas, sudorese e mal-estar geral. O diagnóstico foi de infarto agudo do miocárdio. Após um cateterismo cardíaco de emergência, foi identificada obstrução significativa na artéria principal do coração. O político passou por um implante de stent para restaurar o fluxo sanguíneo cardíaco. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o procedimento transcorreu com sucesso, sem intercorrências. No mesmo dia, o STF concedeu a prisão domiciliar, levando em consideração o estado de saúde do prefeito, conforme pareceres médicos requisitados antes mesmo da internação. O ministro manteve as cautelares de afastamento da função pública e proibição de contato com os demais investigados ou deixar o país. Na época, a decisão não atendeu os outros dois presos na operação, o advogado Antônio Ianowich Filho e policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. A defesas deles informaram que não iriam se posicionar. Eduardo ficou internado em observação até o dia 11 de julho, quando recebeu alta hospitalar. Conforme boletim médico, Eduardo teve uma evolução clínica favorável e possuía, na data, condições para continuar o tratamento em ambiente domiciliar. Entenda prisão e afastamento Eduardo Siqueira Campos foi preso pela Polícia Federal (PF) dentro das ações da operação. O advogado e o policial civil também foram alvos de prisão. Os mandados foram determinados pelo ministro Cristiano Zanin. Conforme a PF, foi identificada uma rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas STJ. A Polícia Federal não especificou quais as suspeitas e indícios que levaram às prisões, ou a relação entre os três alvos. Informou apenas que essa nova fase busca aprofundar as investigações sobre a existência de uma organização criminosa responsável pelo vazamento sistemático de informações sigilosas, oriundas de investigações em curso no STJ, com impacto direto sobre operações da PF. A defesa de Eduardo disse à TV Anhanguera na época que em momento oportuno a verdade aparecerá e que tem provas suficientes de que o prefeito nada tem a ver com o que foi representado pela Polícia Federal. A Prefeitura de Palmas destacou no dia da operação que “as investigações não se relacionam com a atual gestão municipal”. Segundo o STF, as prisões foram determinadas após representação da Polícia Federal e contaram com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Eduardo Bolsonaro sugere ação militar dos EUA contra o Brasil
Brasill 247 Em tom irônico, reportado pelo DCM, Eduardo afirmou: “Está muito mais fácil o Brasil fazer uma intervenção, vamos lá, para usar a fala do Alexandre de Moraes, está muito mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá, se Deus quiser [vamos] chegar lá em breve, né? O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o Brasil e sua soberania. Durante uma transmissão ao vivo, o parlamentar defendeu abertamente que os Estados Unidos da América (EUA) utilizem seu poderio militar para intimidar o Brasil. Em tom irônico, reportado pelo DCM, Eduardo afirmou: “Está muito mais fácil o Brasil fazer uma intervenção, vamos lá, para usar a fala do Alexandre de Moraes, está muito mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá, se Deus quiser [vamos] chegar lá em breve, né? Do que vocês serem recebidos com o Alckmin nos (EUA)”. O Lago Paranoá, localizado em Brasília (DF) foi citado em referência a uma entrevista do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, à revista norte-americana The New Yorker. Na ocasião, Moraes ironizou a ideia de interferência estrangeira, afirmando que só seria possível alguma influência caso os EUA enviassem um porta-aviões ao lago brasiliense. Declarações surgem em meio a crise diplomática após sanções dos EUA As falas de Eduardo ocorrem em um momento de crescente tensão diplomática entre o Brasil e os Estados Unidos. A crise se intensificou após o presidente norte-americano Donald Trump, atualmente em seu segundo mandato, anunciar uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, segundo Trump, é uma reação à suposta “perseguição judicial” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Trump chegou a publicar uma carta pedindo que o julgamento de Jair Bolsonaro fosse interrompido “imediatamente”. O presidente norte-americano afirmou que Bolsonaro é vítima de um “sistema injusto” e sofre um “tratamento terrível” por parte do Judiciário brasileiro. Em resposta, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reagiu com firmeza. “Judiciário e tarifas são coisas que não têm nenhum nexo”, declarou. Alckmin ressaltou que decisões judiciais internas não devem ser justificativa para a adoção de barreiras comerciais e garantiu que o governo brasileiro seguirá buscando o diálogo com Washington para reverter as restrições impostas pelo governo Trump. Eduardo Bolsonaro volta a atacar Alexandre de Moraes e Lula Ainda durante a transmissão, Eduardo Bolsonaro aprofundou seu discurso de ataque ao Supremo Tribunal Federal e ao presidente Lula (PT). Em outro vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado reiterou a retórica golpista ao afirmar que “o negócio é o Alexandre de Moraes”, tentando responsabilizar o ministro por uma suposta “ditadura brasileira”. Eduardo chegou ao cúmulo de isentar o presidente Lula de responsabilidade sobre os problemas enfrentados pelo país. Ainda assim, o parlamentar utilizou ofensas pessoais contra o presidente, chamando-o de “bêbado agonizante”. As falas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro escancaram a permanência do discurso antidemocrático no seio do bolsonarismo, justamente em um momento em que as tensões internacionais se intensificam e o Brasil enfrenta dificuldades econômicas com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos da América (EUA).
Daniel Vilela destaca protagonismo agrícola de Goianápolis na 39ª edição da Festa do Tomate
Fotos: Adalberto Ruchelle Evento segue até o dia 20 de julho, com expectativa de receber 40 mil pessoas durante os cinco dias de festa. Município é o maior produtor de tomate de Goiás O governador em exercício, Daniel Vilela, prestigiou a abertura da 39ª edição da Festa do Tomate, realizada a partir quarta-feira (16/7) no Parque de Exposições de Goianápolis, considerada a Capital Estadual do Tomate. “Essa festa é um simbolismo, Goianápolis é o maior produtor de tomate de mesa, aqui é o berço dessa história, dessa produção. Como agentes políticos, precisamos estar presentes em momentos como esse, que enaltecem e reconhecem a importância e particularidade de cada município do nosso estado”, disse. Atualmente, aproximadamente 70% da safra de tomate produzida no município é comercializada diretamente no Ceasa, em Goiânia. O restante da produção é enviado em cargas fechadas para fora do estado, principalmente para São Paulo e Curitiba. O evento segue até o dia 20 de julho e este ano são esperadas aproximadamente 40 mil pessoas durante os cinco dias de festa. “Preparamos a Festa do Tomate com muita alegria e organização. Vamos trazer grandes shows como Eduardo Costa e Edson e Hudson. Vamos ter uma semana de muita festa para celebrar a maior fonte de geração de empregos em Goianápolis”, afirmou o prefeito Jeová Leite. Em junho de 2024, o plenário da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou a inclusão da Festa do Tomate no Calendário Cívico e Cultural do estado. Produção Goiás é o maior produtor de tomate do Brasil e, segundo a edição de fevereiro do Agro em Dados, publicado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a safra estadual alcançou 1,4 milhão de toneladas no último ano. O volume representa 31,4% da produção nacional. O estado possui a maior produtividade do país, com cerca de 93,4 toneladas por hectare, conquistando um desempenho 23,5% superior à média nacional. Além disso, em 2024 Goiás embarcou 1,5 mil toneladas de tomate e seus derivados para o mercado externo, sendo os principais destinos Uruguai, Paraguai, Venezuela e Bolívia.
Embaixada dos EUA critica STF e chama Corte de ‘Supremo Tribunal de Moraes’
Foto: Wilton Junior/Estadão Fachada da Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Brasília A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e se referiu à Corte como “Supremo Tribunal de Moraes” em publicação no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira (14/7). A mensagem, em português, é sobre declarações do subsecretário norte-americano para Diplomacia Pública, Darren Beattie, assessor de Marco Rubio, sobre a imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros. Nas publicações, Beattie e a Embaixada dos EUA afirmam que Donald Trump anunciou o “tarifaço” ao Brasil em resposta ao tratamento da Justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), à liberdade de expressão e ao comércio norte-americano. “Esses ataques são vergonhosos e desrespeitam as tradições democráticas do Brasil. As declarações do presidente Trump são claras. Estamos acompanhando de perto a situação”, afirma a Embaixada. Além da imposição das tarifas, nesta terça-feira, 15, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) iniciou uma investigação sobre o Brasil, nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A investigação tem por objetivo determinar “se atos, políticas e práticas do governo brasileiro são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA”, diz o documento divulgado pelo órgão. Nas justificativas para a abertura da investigação, o governo americano cita alguns pontos que considera prejudiciais à atuação das empresas americanas. Entre eles, estão a questão da propriedade intelectual, existência de tarifas preferenciais para outros países, taxas mais altas para o etanol americano, desmatamento ilegal e até mesmo o Pix.


