Fotos: Secom Governador Ronaldo Caiado lidera agenda internacional e consolida o estado como fornecedor estratégico de minerais críticos e polo de tecnologia de ponta Ao impulsionar a exploração de terras raras em Goiás, o governador Ronaldo Caiado mostra sua prioridade em investir em áreas estratégicas dentro do contexto global e que vão fortalecer economicamente o estado de Goiás ao longo dos próximos anos. Em um cenário marcado pela disputa por minerais críticos (terras raras), essenciais para a transição energética e para abastecer a indústria de tecnologia, Goiás se projeta como uma alternativa segura e promissora diante da hegemonia da China no setor. Durante missão oficial no Japão, na última segunda-feira (14/7), Caiado apresentou o potencial goiano ao ministro da Economia, Comércio e Indústria japonês, Ogushi Masaki. O resultado foi imediato: o governo japonês confirmou o envio de uma missão técnica a Goiás já na segunda quinzena de agosto, com o objetivo de firmar parcerias para investimentos em mineração. “Muitas empresas japonesas querem investir nesta área no estado. O governo pretende impulsionar esses investimentos”, declarou Masaki. A movimentação reforça a percepção de que Goiás está um passo à frente. Com jazidas promissoras em Minaçu, Nova Roma e Iporá, o estado é protagonista em um setor estratégico para a nova economia mundial. Os chamados elementos de terras raras são fundamentais para a fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas, baterias de alta performance e equipamentos de uso militar. Em tempos de instabilidade nas cadeias globais de suprimento, Goiás se consolida como fonte confiável para esse insumo crítico. Caiado também destacou as condições estruturais do estado e sua disposição para ampliar acordos tecnológicos. “Temos água, energia limpa e precisamos de tecnologia para a separação dos metais presentes nas terras raras. Esse é o nosso maior desafio, e o Japão tem o conhecimento necessário para superar essa etapa”, disse o governador. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de óxidos de terras raras, atrás apenas da China, e Goiás abriga os projetos mais avançados no país, como Serra Verde (Minaçu) e Aclara Resources (Nova Roma e Aparecida de Goiânia). Inovação como política de Estado O protagonismo de Goiás na exploração de recursos estratégicos não é isolado. Ele reflete uma política ampla e estruturada de desenvolvimento com foco em ciência, tecnologia e inovação. Um exemplo recente é a criação da primeira lei estadual do país voltada à inteligência artificial (IA), aprovada sob iniciativa do Governo de Goiás. A Política Estadual de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial busca consolidar o estado como um polo nacional e internacional em IA. Construída com ampla participação de universidades, empresas e especialistas, a lei prevê incentivos técnicos e financeiros para projetos que envolvem IA em áreas como saúde, indústria, agronegócio e empreendedorismo. O pioneirismo de Goiás na regulação da inteligência artificial também despertou o interesse da Amazon. Durante visita aos Estados Unidos, em maio deste ano, o governador foi convidado pela multinacional para apresentar os detalhes da nova política estadual de IA em reunião com o vice-presidente global de Relações Institucionais da empresa, Shannon Kellogg, que elogiou a abordagem moderna e aberta adotada pelo estado. Além disso, de 2019 a 2024, o governo estadual investiu mais de R$ 689 milhões em tecnologia e inovação, consolidando uma base sólida para o desenvolvimento sustentável. Nesse ecossistema, destacam-se o Hub Goiás, maior centro público de empreendedorismo inovador do Centro-Oeste, com mais de 160 startups apoiadas, e o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da UFG, referência em IA na América Latina. Só o Ceia já captou mais de R$ 300 milhões em investimentos e oferece soluções tecnológicas para governos, empresas e organizações internacionais. Essas ações posicionam Goiás como protagonista de uma nova etapa de desenvolvimento: sustentável, tecnológico e alinhado às tendências globais.
Goiás avança como referência em desenvolvimento tecnológico e mineração verde
Réu no STF, Bolsonaro chama os participantes dos atos golpistas de “coitados”
Brasil247 “Que golpe é esse? Sem tropas, sem armas, sem Forças Armadas, sem nada. Essas pessoas que estão me julgando não têm o mínimo de consciência?”, afirmou Bolsonaro em entrevista à CNN Réu no inquérito da trama golpista e prestes a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal, Jair Bolsonaro (PL-RJ) resolveu desmentir as acusações sobre a tentativa de golpe. O político da extrema-direita também chamou de “coitados” os bolsonaristas que foram às ruas durante os atos golpistas do 8 de janeiro de 2023, em Brasília (DF). “Que golpe é esse? Sem tropas, sem armas, sem Forças Armadas, sem nada. Essas pessoas que estão me julgando não têm o mínimo de consciência?”, afirmou Bolsonaro em entrevista à CNN. Para o ex-mandatário, seus apoiadores que participaram das manifestações terroristas do 8 de janeiro são uns “coitados”. O STF já condenou mais de 640 pessoas pela participação naquelas mobilizações. No Supremo, os protestos dos bolsonaristas em Brasília fazem parte de uma investigação mais ampla, a da trama golpista, em que Bolsonaro é réu junto com mais 30 pessoas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) concluiu a etapa de alegações finais na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado envolvendo Bolsonaro e seus aliados. Agora, os acusados terão a oportunidade de apresentar suas defesas antes do julgamento no STF. O tenente-coronel Mauro Cid, primeiro a se manifestar por ter um acordo de delação premiada, tem 15 dias para entregar sua defesa. Os outros 30 réus, incluindo membros do chamado “Núcleo 1”, também terão o mesmo prazo. Relator da investigação no STF, o ministro Alexandre de Moraes poderá solicitar novas provas se considerar necessário, decisão que pode ser tomada sem consulta aos outros ministros. Após as alegações finais e eventuais diligências complementares, Moraes preparará seu relatório e voto. O julgamento será realizado pela Primeira Turma do STF, composta por: Cármen LúciaCristiano Zanin (responsável por definir a data do julgamento)Luiz FuxAlexandre de MoraesFlávio DinoCrimes imputados ao “núcleo 1” Os réus são acusados de: Tentativa de abolir violentamente o Estado Democrático de DireitoDanificar patrimônio tombadoPromover um golpe de EstadoIntegrar organização criminosa armadaCausar dano qualificado mediante violência ou grave ameaçaAlexandre Ramagem responde apenas pelas três primeiras acusações. Estrutura dos núcleos investigados As investigações da Polícia Federal (PF), PGR e STF identificaram que os suspeitos atuavam em grupos especializados, cada um com funções distintas para desestabilizar a ordem democrática. Núcleo 1 (Núcleo Crucial): Considerado o cérebro da operação, teria coordenado ações para interromper o funcionamento dos Poderes e anular a eleição de 2022.Núcleo 2 (Assessoria Jurídica e Intelectual): Forneceu argumentos teóricos e legais para justificar a ruptura institucional.Núcleo 3 (Militares): Reuniu altas patentes que atacaram o sistema eleitoral e criaram instabilidade política para viabilizar uma intervenção.Núcleo 4 (Fake News): Responsável por espalhar desinformação, especialmente contra as urnas eletrônicas, para enfraquecer a confiança nas instituições. As provas indicam que a articulação foi um plano organizado, e não um movimento espontâneo, com o claro objetivo de subverter a democracia brasileira. O processo agora segue para a fase decisiva, com o STF definindo o futuro dos acusados.
Caiado garante mais investimentos para Goiás com acordos no Japão
Fotos: Júnior Guimarães Empresas dos ramos de mineração, fabricação de automóveis, fertilizantes agrícolas e setor bancário pretendem iniciar operação ou ampliar negócios no estado A comitiva liderada pelo governador Ronaldo Caiado, em missão comercial no Japão, tem consolidado a posição do estado de Goiás como polo atrativo para empresas estrangeiras de diversos segmentos. Ao longo de três dias, o governo recebeu a sinalização de investimentos privados de R$ 2,7 bilhões, com projeção de aportes ainda maiores nos próximos anos.“Esta proximidade entre o Japão e o Brasil chega hoje aos 130 anos de uma aliança consolidada, baseada em princípios de liberdade e democracia, que somos parceiros e simpáticos àquilo que é o avanço com o Japão”, afirmou Caiado. E acrescentou que o país é considerado um parceiro estratégico e que, por isso, Goiás está “de portas abertas” para fortalecer as relações bilaterais. Logo na segunda-feira (15/7), o governador acompanhou a assinatura de um contrato que viabiliza a exportação de veículos produzidos na fábrica da HPE, subsidiária da Mitsubishi Motors localizada em Catalão, para países da América Latina. Até então, a unidade só podia fabricar carros para o mercado brasileiro. Recentemente, a montadora havia anunciado um aporte de R$ 4 bilhões até 2032 para ampliar a atividade no estado.O governo também conheceu a tecnologia utilizada pela startup japonesa Tsubame para a geração de amônia verde, matéria-prima para a produção de fertilizantes agrícolas. Segundo a empresa, será destinado um total de R$ 200 milhões para a implantação de uma fábrica em Mineiros, dentro de uma planta do grupo Atvos. A expectativa é de que a construção comece em 2026, com início da operação em 2027. Além de garantir investimentos privados, o governador apresentou ao governo japonês as potencialidades de Goiás para a exploração de elementos de terras raras (ETRs). Isso porque o território goiano possui jazidas promissoras nas regiões Nordeste (Nova Roma, Monte Alegre, Cavalcante) e Oeste (Iporá). Além disso, já está em atividade uma grande mineradora em Minaçu, com foco exclusivo nesse tipo de produto. Os ETRs são utilizados em veículos elétricos, baterias, equipamentos militares e data centers (estruturas físicas de processamento de dados), por exemplo. O ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Ogushi Masaki, explicou que o país compra o produto majoritariamente da China e deseja diversificar a importação. Ele confirmou que há empresas interessadas em se instalar em Goiás e que uma comitiva virá ao estado na segunda quinzena de agosto. Uma reunião com lideranças do Banco Japonês para Cooperação Internacional (JBIC) tratou do início da operação da instituição em Goiás. O JBIC, que pertence ao governo japonês e atua no financiamento de projetos internacionais, tem relacionamento no Brasil desde 1958, mas nunca chegou ao território goiano. No encontro, houve uma manifestação de apoio aos projetos localizados no estado. Caiado teve audiência ainda com a ministra dos Negócios Estrangeiros do Japão, Arfiya Eri, para dialogar sobre a abertura do mercado japonês à carne bovina goiana. Ele destacou que o estado foi reconhecido, neste ano, como livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Em junho, o Brasil bateu um recorde no abate de carne bovina, com mais de 1 milhão de animais, e o estado ficou na 3ª posição no ranking nacional. Etanol Enquanto cumpria agendas no país asiático, o governador Ronaldo Caiado recebeu a confirmação positiva de uma negociação que estava em curso no Brasil, com a biorrefinaria Inpasa. Com apoio da Prefeitura de Rio Verde e do Estado, a maior fabricante de etanol de milho do Brasil vai instalar sua primeira unidade goiana nesse município. O aporte será de R$ 2,5 bilhões para a construção de uma usina, com expectativa de geração de cerca de 3 mil empregos.
Acidente entre carreta e ônibus mata estudantes e motoristas na BR-153, diz PRF
Foto: Redes Sociais Ônibus levava alunos do Pará para participar de congresso da UNE, em Goiânia. Batida aconteceu em Porangatu, região norte de Goiás Um acidente entre uma carreta, um micro-ônibus e um ônibus deixou cinco mortos na BR-153, em Porangatu, no norte de Goiás. A batida aconteceu na madrugada desta quarta-feira (16/7), no km 2 da rodovia. Segundo o Corpo de Bombeiros, há pessoas presas às ferragens e o resgate ainda está em andamento. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente envolveu dois dos quatro ônibus que transportavam estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA). Eles seguiam para Goiânia, onde participariam do Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), marcado para esta quarta-feira (16), na Universidade Federal de Goiás. Ainda conforme informações preliminares da PRF, a carreta invadiu a contramão e bateu de frente com o primeiro ônibus do comboio, que transportava 25 alunos, dois motoristas e um orientador. Contudo, apenas a perícia poderá confirmar as circunstâncias da batida. As vítimas foram identificadas como: Ademilson Militão de Oliveira – motorista do micro-ônibus Leandro Souza Dias – estudante de farmácia / UFPA Belém Ana Letícia Araújo Cordeiro – estudante de pedagogia/UFPA Belém Welfesom Campos Alves – estudante de Produção e Multimídia/ UFPA Belém Keyne Laurentino de Oliveira – motorista da carreta Vítimas do acidente em Goiás — Foto: Redes Sociais Fotos: Divulgação/Corpo de Bombeiros Acidente entre micro-ônibus e carreta na BR-153, em Porangatu – norte de Goiás Na carreta também estava um passageiro que teve ferimentos graves, segundo a polícia. O segundo ônibus do comboio de estudantes também foi atingido na batida, mas nenhum passageiro ficou ferido. De acordo com a Ecovias Araguaia, concessionária responsável pela via, os sobreviventes estão sendo encaminhados para o Hospital Municipal Henrique Santilo, em Porangatu, e para o Hospital Municipal de Alvorada, no Tocantins. Também estão no local o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Técnico-Científica. O trecho da BR-153 em que houve o acidente ficou totalmente interditado das 4h30 até as 9h, quando foi liberado. Governador lamenta mortes Em nota, o governador em exercício do Estado de Goiás, Daniel Vilela, lamentou as mortes e manifestou solidariedade às famílias das vítimas. Ele ressaltou que o governo está à disposição das autoridades do Pará para prestar toda a assistência necessária. “Manifesto minha solidariedade às famílias e amigos das vítimas — jovens e profissionais cujas vidas foram tragicamente interrompidas de forma tão precoce. Que encontrem amparo neste momento de profunda dor”, diz o texto. Presidente lamenta mortes O presidente da república Luís Inácio Lula da Silva também lamentou a morte de estudantes da UFPA e motoristas em acidente na BR-153, em Porangatu. Em nota publicada no site do Planalto, Lula disse que recebeu a notícia com profunda tristeza e manifestou solidariedade às famílias e amigos e a toda a comunidade universitária atingida. “Neste momento de dor, manifesto a solidariedade às famílias e amigos das vítimas e aos colegas, professores e a toda a comunidade universitária atingida. Que as famílias encontrem conforto e amparo para atravessar este momento tão difícil”, diz a nota.
Na abertura de feira de tecnologia em Cristalina, Daniel Vilela destaca papel estratégico da irrigação
Fotos: Walter Folador Evento reforça posição do município como capital da agricultura irrigada. “Cristalina é símbolo do avanço de Goiás, com tecnologia e inovação que inspiram o país”, disse o governador em exercício O governador em exercício Daniel Vilela participou nesta quarta-feira (16/7) da abertura oficial da 1ª ExpoIrrigação, maior feira de irrigação do estado, que segue até domingo (20/7) no Parque de Exposições de Cristalina. O evento integra as comemorações pelos 109 anos do município, celebrado em 18 de julho, e consolida a cidade como “capital da irrigação”, reforçando seu protagonismo na produção agrícola de alto rendimento. Em seu discurso, Daniel Vilela destacou a relevância estratégica da irrigação para a competitividade do agronegócio goiano. “A irrigação é um diferencial para mantermos a produtividade, mesmo em períodos de estiagem, garantindo segurança alimentar, geração de empregos e sustentabilidade. Goiás é referência nacional, e Cristalina é símbolo desse avanço, com tecnologia e inovação que inspiram o país”, afirmou o governador em exercício. O prefeito de Cristalina, Dr. Luís Otávio, celebrou a consolidação do município como referência em agricultura irrigada. “Cristalina é exemplo de que é possível unir tecnologia, produtividade e sustentabilidade. Este evento reforça nossa posição como polo de inovação agrícola e impulsiona a economia local”, disse ele. Feira A 1ª ExpoIrrigação reúne estandes de empresas do setor, instituições financeiras, cooperativas e órgãos técnicos, além de uma programação com palestras sobre manejo sustentável da água, energia renovável e uso de tecnologia para otimizar a produção irrigada. Entre os palestrantes estão representantes da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Sistema Faeg, Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater Goiás), universidades e outras entidades do setor agropecuário. Durante a abertura do evento, o presidente da Associação dos Irrigantes do Estado de Goiás (Irrigo), Luiz Carlos Figueiredo, agradeceu as demonstrações de apoio e as parcerias firmadas com entes públicos e privados. Ele destacou o objetivo da feira de estimular as melhores práticas no segmento e desenvolver a agricultura irrigada na região e no estado. “O Planalto Central é privilegiado. Aqui se produz de tudo, só não produz se não plantar”, declarou ele. Além das palestras técnicas e exposição de soluções em irrigação, a programação da 1ª ExpoIrrigação oferece shows e rodeios até domingo (20/7), com apresentações de Mari Fernandez, Rio Negro & Solimões e Zezé Di Camargo. Polo de irrigação Com 67.487 hectares irrigados, Cristalina lidera a produção irrigada em Goiás. A tecnologia impulsiona culturas como alho, batata, cebola e café, além de grãos. A cidade, que detém um dos maiores PIBs agropecuários do país, conta com mais de 630 pivôs instalados, sendo considerada o maior polo de irrigação da América Latina. A projeção é que, até 2040, o município alcance 104.456 hectares irrigados, consolidando ainda mais sua liderança no segmento. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Goiás soma atualmente 721 mil hectares irrigados, com estimativa de chegar a 1,1 milhão de hectares até 2040. O Governo de Goiás apoia projetos de irrigação por meio do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO Rural), que em 2025 já aprovou R$ 6,2 milhões em investimentos para infraestrutura hídrica.
Não cogito pedir asilo, diz Bolsonaro
Vou enfrentar o processo. Vamos ver até onde eles vão”, declarou Bolsonaro à CNN Em entrevista no CNN Arena, terça-feira (15/7), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que não pensa em “pedir asilo”. “Eu vou ser preso por quê? Por ter destruído o relógio em Brasília? Eu estava nos EUA. Isso é um crime impossível. Não vou pedir um asilo se não cometi crime algum. É como o presidente Trump tem dito: ‘Caça as bruxas’. Vou enfrentar o processo. Vamos ver até onde eles vão”, declarou à CNN. Denúncia Na segunda-feira (14/7), a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a condenação do ex-presidente e de outros sete réus por organizar uma tentativa de golpe de Estado. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), as alegações finais na ação penal contra o “núcleo 1” da trama golpista, que inclui os líderes do esquema. Na avaliação de Gonet, além de Bolsonaro, devem ser condenados os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira; o ex-ajudante de ordens Mauro Cid; e o ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
Se condenado, Bolsonaro pode pegar quantos anos de cadeia?
Reprodução Caso Bolsonaro seja condenado, pelos cinco crimes apontados na ação que estão no pedido da PGR, as penas máximas previstas em cada crime somam 43 anos de reclusão A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no final da noite desta segunda-feira (14/7), a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e outros sete aliados, apontados como líderes de organização criminosa que teria tentado dar um golpe de Estado em 2022. Caso Bolsonaro seja condenado, pelos cinco crimes apontados na ação que estão no pedido da PGR, as penas máximas previstas em cada crime somam 43 anos de reclusão, de acordo com a Legislação Brasileira. Para isso, a Primeira Turma precisaria chegar a um consenso sobre possíveis agravantes e interpretações dos fatos. Outros fatores que são levados em consideração para a definição de uma pena, em caso de condenação, são os antecedentes, idade do réu e a reação pública. Crimes e penas Bolsonaro pode ser condenado a cinco crimes, incluindo golpe de Estado. De acordo com o documento da PGR enviado ao STF, Bolsonaro e os outros sete aliados que compõem o “núcleo crucial” das supostas tentativas de abolição do Estado Democrático de Direito, em 2022, devem ser condenados por cinco crimes diferentes: Liderança de organização criminosa armada; Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; Deterioração de patrimônio tombado. Pelas acusações e devido ao que prevê a lei, Bolsonaro pode ter pena de 3 a 8 anos de reclusão por liderar organização criminosa, que pode chegar a 17 anos em caso de agravantes. Já a tentativa de abolição violenta do Estado de Direito tem pena de 4 a 8 anos, e o crime de golpe de Estado prevê reclusão de 4 a 12 anos. Caso seja responsabilizado por dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, a pena varia de seis meses a 3 anos, e pela deterioração de patrimônio tombado, o tempo de reclusão é de 1 a 3 anos. Tempo em que Bolsonaro pode ficar em cárcere Mesmo se condenado à pena máxima prevista pelos crimes, é provável que o ex-presidente não cumpra todo o período em regime fechado. Bolsonaro tem réu primário e a possibilidade de outras variáveis (como a idade) que amenizam o tempo de cadeia. Juristas apontam que Bolsonaro, caso condenado, deva cumprir cerca de um terço da pena que for definida pela Primeira Turma.
Estadão detona Bolsonaro: “patriota fajuto”
Por fim, o editorial conclui que apoiar Bolsonaro é incompatível com a defesa da democracia e do interesse público. O Estadão classifica o bolsonarismo como um “projeto personalista, antinacional e falido”, reduzido à luta pela impunidade de seu líder às custas da erosão das instituições republicanas O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta terça-feira (15/7), um duro editorial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificado como “patriota fajuto”. No texto, o jornal critica a tentativa do ex-mandatário de utilizar o Brasil como moeda de troca para obter anistia judicial, após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos brasileiros caso Bolsonaro não seja absolvido das acusações de conspiração golpista. O Estadão aponta que Bolsonaro sequer esconde seu verdadeiro objetivo: “O tempo urge, as sanções entram em vigor no dia 1.° de agosto. A solução está nas mãos das autoridades brasileiras. Em havendo harmonia e independência entre os Poderes, nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia, também a paz para a economia”, declarou o ex-presidente. Segundo o jornal, a mensagem deixa claro que Bolsonaro está disposto a sacrificar setores estratégicos da economia nacional em troca de sua própria liberdade. O editorial compara o comportamento do ex-presidente ao de um sequestrador, dizendo que o Brasil virou refém de sua “verborragia liberticida”. Para o Estadão, Bolsonaro não representa um projeto para o país, mas sim um interesse pessoal em escapar da Justiça, colocando em risco a estabilidade econômica e institucional do país. A publicação também critica duramente lideranças políticas que, segundo o texto, seguem submissas ao bolsonarismo com o objetivo de herdar capital eleitoral. O jornal aponta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como exemplo de político que precisará escolher entre “o Brasil ou Bolsonaro”, já que ambos são projetos “absolutamente antitéticos”. Por fim, o editorial conclui que apoiar Bolsonaro é incompatível com a defesa da democracia e do interesse público. O Estadão classifica o bolsonarismo como um “projeto personalista, antinacional e falido”, reduzido à luta pela impunidade de seu líder às custas da erosão das instituições republicanas.
‘Não aceito que Trump venha meter o bedelho’, diz Hamilton Mourão
Divulgação “Da mesma forma, caros colegas, que não aceito que o Macron, que a Greta Thunberg, que o Leonardo DiCaprio, venham meter a mão em coisas aqui do Brasil”, disse Mourão O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), vice-presidente na gestão de Jair Bolsonaro (PL-RJ), criticou o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante audiência da Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre o tema nesta terça-feira (15/7). “Eu não aceito que o Trump venha meter o bedelho em um caso aqui que é interno nosso”, disse o senador durante pronunciamento. “Há uma injustiça sendo praticada contra o presidente Bolsonaro? Há uma injustiça sendo praticada. Mas compete a nós, brasileiros, resolvermos isso.” Mesmo defendendo Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após as eleições de 2022, o senador criticou o anúncio de Trump de taxar em 50% os produtos brasileiros. A medida norte-americana seria uma possível resposta ao julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF). “Da mesma forma, caros colegas, que não aceito que o Macron, que a Greta Thunberg, que o Leonardo DiCaprio, venham meter a mão em coisas aqui do Brasil”, disse Mourão. Na reunião realizada nesta manhã, a Comissão de Relações Exteriores debateu a estratégia do Brasil diante da tarifa de importação imposta pelos Estados Unidos. A audiência teve o objetivo de “proporcionar um entendimento claro sobre quais medidas estão sendo tomadas e as perspectivas de futuro para os setores afetados, especialmente o agronegócio, que depende da competitividade nas exportações para a manutenção de sua saúde econômica”, diz a justificativa do requerimento do Senado. As tarifas de 50% O presidente dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (9/7) tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil, com início a partir de 1.º de agosto. É a alíquota mais alta divulgada a partir de cartas enviadas pelo republicano aos países desde o início da semana. A decisão foi justificada principalmente como resposta ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a decisões do STF contra empresas americanas de tecnologia. “O modo como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado no mundo, é uma desgraça internacional”, disse Trump. “Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!”, escreveu.
Passe Livre Estudantil inicia cadastro e recadastro para 2025
Fotos: Carol Costa/Seds Benefício do Goiás Social garante até 48 viagens por mês para estudantes inscritos da rede pública e privada na capital, Região Metropolitana de Goiânia e Anápolis O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds), iniciou nesta terça-feira (15/7) o período de cadastro e recadastro do Passe Livre Estudantil (PLE) para estudantes da região Metropolitana de Goiânia e Anápolis. Os pedidos de inclusão ou renovação do benefício serão aceitos pelo sistema até o dia 17 de outubro de 2025. O PLE é um programa do Goiás Social, que permite o deslocamento gratuito para os estudantes com cadastro regular. São disponibilizadas até 48 viagens por mês. O benefício foi criado para reduzir a evasão escolar e garantir a mobilidade dos alunos. A inclusão ou atualização das informações deve ser realizada por meio do site www.juventude.go.gov.br. Para garantir o direito às viagens, o aluno novato (que não tenha feito o cadastro no primeiro semestre de 2025) deve realizar o cadastramento e fornecer os dados e documentos pessoais. Já o veterano, que ainda não fez o recadastramento em 2025, deve atualizar as informações no sistema. No caso de alguma irregularidade ou pendência documental, o beneficiário terá até o dia 17 de outubro de 2025 para apresentar os documentos solicitados. Cadastro para região Metropolitana de Goiânia Para dar início ao processo, é necessário acessar o site juventude.go.gov.br, preencher o formulário e anexar os documentos solicitados (RG, CPF, comprovante de endereço, comprovante de matrícula em ensino regular e foto 3×4). A solicitação passará por análise e, após aprovada, o cartão do novo beneficiário estará disponível para entrega no Vapt Vupt escolhido pelo usuário, em até 15 dias, a contar da data de inscrição. A retirada do cartão deverá ser agendada pelo site: www.vaptvupt.go.gov.br/agendamento. A cobertura de atendimento abrange Abadia de Goiás, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Bonfinópolis, Brazabrantes, Caldazinha, Caturaí, Goianápolis, Goiânia, Goianira, Guapó, Hidrolândia, Nerópolis, Nova Veneza, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo, Terezópolis de Goiás e Trindade. Cadastro em Anápolis Para estudantes de Anápolis, o cadastro deverá ser realizado presencialmente na sala de atendimento do Passe Livre – Urban, que fica na sede da Secretaria Municipal de Integração Social, Cultura e Esportes em Anápolis, localizada na rua General Joaquim Inácio, nº 206. É necessário levar cópias do CPF, RG, comprovante de endereço, comprovante de matrícula e foto 3×4. Após a aprovação da solicitação, o cartão poderá ser retirado no prazo de sete dias, a contar da data do pedido formal, na unidade de referência do terminal urbano de Anápolis, na rua Tonico de Pina, no Setor Central.


