Fotos: André Costa e Seduc Estado investiu mais de R$ 9 milhões nas obras. Duas das unidades eram de placa e foram totalmente reconstruídas O governador em exercício Daniel Vilela reforçou o compromisso do Governo de Goiás com a valorização do ensino público ao entregar, nesta terça-feira (13/5), três novas escolas estaduais em Planaltina de Goiás. Com mais de R$ 9 milhões em investimentos do Tesouro Estadual, as obras incluem duas escolas que foram totalmente reconstruídas após funcionarem por anos em estruturas de placa e uma que passou por ampla reforma e ampliação. “Ver a transformação pela qual a educação goiana passa é algo extraordinário. A gente trabalha no presente, garantindo o futuro do nosso Estado. E nada é mais gratificante do que inaugurar escolas com essas condições”, afirmou Daniel Vilela. As unidades entregues são: o Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Professora Lourdete e o Colégio Estadual Albert Einstein, que eram de placa; e o Centro de Ensino em Período Integral (Cepi) Mário de Andrade, que teve sua estrutura ampliada. Ao todo, são mais de 1,5 mil alunos, além de professores e demais membros da comunidade escolar, beneficiados com os investimentos em infraestrutura das três unidades. “Oferecemos tudo que o é necessário para que os alunos desenvolvam suas habilidades e adquiram conhecimento. Esse é o objetivo do governo Caiado: fazer com que os alunos da rede estadual tenham condições de competitividade como qualquer outro. Queremos competir com os melhores do mundo”, garantiu o governador em exercício Daniel Vilela. A secretária de Estado da Educação, Fátima Gavioli, destacou a qualidade das obras e também a preocupação em garantir mobília e materiais pedagógicos de alto nível. Investimentos que contribuem diretamente para Goiás ser o número 1 na área. “Poucas vezes no país se vê um governador chegar numa cidade e entregar [a reforma de] três escolas no mesmo dia. Mas esse é um governo que não faz promessas, cumpre compromissos”, declarou a titular da Seduc. Para além das inaugurações, o prefeito de Planaltina, delegado Cristiomário, lembrou do projeto Alfa Mais, no qual o Governo de Goiás fortalece o regime de colaboração com municípios de modo a garantir a alfabetização de crianças. O gestor municipal agradeceu ainda a parceria do Estado na educação e em outras áreas. “Mais coisas boas vão chegar, como recapeamento e asfalto novo. O desempenho de Goiás é destaque nacional”, comentou. Fim da estrutura de placa O giro pelo município, localizado no Entorno do Distrito Federal, começou no CEPMG Professora Lourdete. A unidade era de placa e foi demolida para a construção de novas instalações. Com um aporte de R$ 4,1 milhões, a estrutura física foi inteiramente modernizada e ganhou aprovação dos alunos. “Tem diversas coisas novas, como laboratório, quadra coberta, sala de aula espaçosa e quadro grande. Está tudo muito lindo”, elogiou o estudante Nattan Braz. A escola também recebeu R$ 1,2 milhão voltado à aquisição de equipamentos, mobiliário e materiais pedagógicos. Já o Cepi Mário de Andrade passou por reforma dos blocos com adequação das salas de aula, administrativo e laboratórios; bem como melhorias da quadra coberta e construção de outro bloco contendo duas salas, cozinha com refeitório, banheiros, passarelas e pátio descoberto, além de acessibilidade e sistema de incêndio. Os investimentos foram de R$ 1,9 milhão. Por último, houve a inauguração do Colégio Estadual Albert Einstein, que foi totalmente reconstruído com um orçamento de R$ 3,1 milhões. A antiga estrutura de placa deu espaço a prédios novos. As intervenções incluem a reforma do bloco com três salas existentes e do bloco administrativo; construção de quadra coberta, dois blocos de três salas, cozinha com refeitório, pátio descoberto e passarelas, além de acessibilidade e sistema de incêndio.
Daniel Vilela entrega a reconstrução e reforma de escolas em Planaltina
Trump pode ocupar Fernando de Noronha
Documentos internos do governo dos EUA, denuciam a intenção do governo norte-americano de ocupar a base aérea de Natal no Rio Grande do Norte e do território de Fernando de Noronha A estratégia adotada por Donald Trump desde que assumiu a Presidência dos Estados Unidos em seu segundo mandato tem sido marcada por uma certa inconstância no que se refere às relações internacionais. Os sinais de uma ofensiva em larga escala relativamente à imposição de tarifas sobre o comércio exterior em todo o globo foram sendo paulatinamente flexibilizados. Tendo em vista o grau de isolamento em que o governo se encontrou, optou-se pela adoção de medidas menos impactantes nas negociações individuais com cada país ou bloco. Apesar de identificar na China o adversário mais relevante a combater na disputa global, a Casa Branca se viu obrigada a recuar de forma significativa também neste caso. No que refere à disputa por espaços e territórios pelo planeta afora, Trump iniciou sua nova gestão com propostas e ameaças variadas, como a ideia de anexação do Canadá, a tomada de controle sobre a Groenlândia e a retomada dos direitos sobre o Canal do Panamá, dentre tantas outras sinalizações que oscilam entre bravata e decisão estratégica. De toda forma, com avanços e recuos em cada uma destas iniciativas, o traço comum é a sinalização de alguma tentativa de expressar ao mundo o potencial do avanço unilateral por parte daquela que insiste em se afirmar como a maior potência imperialista global. No caso brasileiro, a possibilidade mais recente refere-se a um vazamento de documentos oficiais do governo estadunidense em que ficaria clara a intenção de ocupar a base aérea de Natal no Rio Grande do Norte e do território de Fernando de Noronha. De acordo com material publicado pelo site “defesanet.com.br”, especializado em questões militares, o interesse daquele governo seria pelo elemento estratégico representado por tais sítios. O frágil argumento de natureza jurídica repousa no fato de que os Estados Unidos teriam direito a operar em tais espaços de soberania brasileira em razão de terem colaborado para a construção de bases aéreas ainda na época da Segunda Guerra Mundial.(…) “Diplomatas vinculados a setores republicanos dos Estados Unidos, diretamente associados ao núcleo político do presidente Donald Trump, vêm articulando informalmente com interlocutores brasileiros o uso irrestrito do Aeroporto de Fernando de Noronha (SBFN) e da Base Aérea de Natal (BANT), no Rio Grande do Norte. O argumento empregado remete ao conceito de “direito histórico de retorno operacional”, com base em investimentos realizados pelos EUA durante a Segunda Guerra Mundial e o período da Guerra Fria.” (…) [GN] Como se sabe, o que menos interessa em termos desse tipo de ameaça é a solidez jurídica da proposição. Afinal, o argumento não se sustenta se houver alguma racionalidade no debate. Em clara demonstração de seu poderio bélico, a Casa Branca pretende se apossar de pontos estratégicos na rota do Atlântico Sul. Natal se localiza no ponto de menor distância em relação ao continente europeu, enquanto Fernando de Noronha ocupa uma posição central nas águas oceânicas entre a África e a América do Sul. Muito provavelmente por se tratar de tema bastante sensível e controverso, até o momento não houve nenhuma manifestação oficial de integrantes do governo norte-americano a esse respeito. Mas fica o alerta para que o governo brasileiro incorpore a questão em sua agenda e que o movimento social e as entidades da sociedade civil se manifestem contra mais essa ingerência absurda do império em vias de perder a condição de sua hegemonia. Na verdade, o vazamento das intenções ianques abre o espaço para discutirmos de forma mais séria a questão de soberania nacional e as necessidades que o Brasil tem de aprofundar medidas nesta direção. Um dos aspectos que merecem ser trazidos à tona neste debate é o conceito de “Amazônia Azul”, tal como estabelecido pela legislação e pela institucionalidade brasileiras. Trata-se da aplicação de um direito internacional aos nossos domínios. Refiro-me à “Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar”, que foi aprovada pela ONU em 1982 e que posteriormente foi ratificada pelo Brasil e internalizada em nossa legislação por meio do Decreto 99.165 de 1990. De acordo com tal dispositivo, nosso País passou a ter o direito de exercer sua soberania sobre uma região marítima de 200 milhas náuticas contadas a partir do limite de nosso litoral. Assim, tendo em vista a grande extensão de nossa costa, o espaço ganhou o nome de Amazônia Azul. Isso porque a Amazônia Legal conta com uma área de aproximadamente 5 milhões de km², ao passo que a região marítima chega a superá-la, atingindo 5,7 milhões de km². Trata-se de um universo que possui um inquestionável valor estratégico de segurança nacional, além dos aspectos de pesquisa científica, potencial econômico e valor ambiental. De acordo com a Marinha: (…) “Pela Amazônia Azul, mais de 95% de nosso comércio exterior trafega e cerca de 95% do petróleo nacional é extraído, sendo, ainda, acervo de incontáveis recursos vivos, minerais e sítios ambientais, com a existência de estratégicos portos, centros industriais e de energia.” (…) Isso significa que o governo brasileiro tem a seu dispor todo o arsenal diplomático e jurídico para se contrapor a tais intenções da Casa Branca. Basta se apresentar com a vontade política de defender a soberania nacional para isolar mais uma vez tais pretensões imperialistas. Ao contrário das recentes manifestações do Ministro da Fazenda, é fundamental que a posição oficial do Palácio do Planalto não deixe qualquer dúvida esse respeito. Lembremos que Haddad esteve recentemente um evento organizado pelos lobistas do Instituto Milken em Los Angeles, onde chegou a afirmar que: (…) “Temos interesse de nos aproximarmos mais dos Estados Unidos. Fizemos isso na administração Biden e faremos isso na administração Trump” (…) Declarações desastradas como essa, comparando uma eventual linha de continuidade entre Biden e Trump, por exemplo, não colaboram em nada para aperfeiçoar as relações entre os dois países. Além disso, expressa um sentimento de submissão aos interesses dos norte-americanos que infelizmente se traduziu
TV assembleia lança programa que resgata momentos marcantes da históriado Tocantins
O programa terá início às 21 horas da próxima segunda-feira (19/5) com entrevistas de personalidades políticas e documentações importantes que marcaram a construção do mais novo estado brasileiro Com a participação do presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), foi lançado na manhã desta terça-feira (13/5) o programa “Histórias que Vivi”, contado a partir das vivências da jornalista Roberta Tum, com personagens que marcaram a história política do Tocantins. O programa terá início às 21 horas da próxima segunda-feira (19/5) comentrevistas de personalidades políticas e documentações importantes que marcaram a construção do mais novo estado brasileiro. Após a apresentação de cada episódio a programação será reprisada até a entrada no ar do próximo personagem. O episódio de estreia traz como personagem o primeiro prefeito de Palmas Fenelon Barbosa, que também é pai do atual governador do estado, Wanderlei Barbosa (Republicanos). Fenelon foi prefeito de Taquaruçu do Porto e empossado como primeiro prefeito de Palmas, em 1º de junho de 1989. Roberta Tum busca conhecer, de Fenelon Barbosa, as histórias dessesprimeiros dias da nova Capital e os desafios de implantar sua infraestrutura e serviços públicos. Nos demais programas, serão apresentados depoimentos de personalidades que estiveram no centro dasdecisões importantes que ajudaram a moldar a identidade tocantinense. “Histórias que Vivi” vai mostrar as experiências dos ex-governadores, Siqueira Campos e Moisés Avelino e ex-prefeito de Palmas Odir Rocha, dentre outras personalidades de relevo. No evento de lançamento do programa, o presidente Amélio Cayres parabenizou a criação do programa com foco no resgate da história do Tocantins. “Assembleia é isso, é resgatar a história vivida desde o início, que é muito bonita, contada por uma pessoa de credibilidade que vivenciou tudo isso”, manifestou. Bastante contente a jornalista Roberta Tum agradeceu a parceria com a Aleto e revelou que o programa segue a mesma linha de um livro que elaestá produzindo há alguns anos sobre a história do Tocantins. “A juventude e mesmo alguns novos profissionais de comunicação não conhecem a história do Estado e por isso a classe política e seu legado precisam ser conhecidos”, afirmou. TV AssembleiaA TV Assembleia é transmitida em 12 localidades do Estado: Arapoema, pelo canal 9.2; Luzimangues, 10.2; Nazaré, 9.2; Couto Magalhães, 9.2; Araguaína, 13,2; Dianópolis, 51.7; Paraíso, 5,2; Porto Nacional, 38.7;Araguatins, 13.2; Gurupi, 13.7; Palmas, 10.2 e Tocantinópolis, 13.1. ParticipantesParticiparam do lançamento os deputados Jorge Frederico (Republicanos), Eduardo Mantoan (PSDB) e Dr. Danilo Alencar (PL), além da diretora de Comunicação da Aleto, Wanja Nóbrega, o diretor de área de Radiodifusão da Aleto, Armando Formiga, outros diretores da Casa e profissionais de comunicação de diversos órgãos.
Virginia vai à CPI das Bets do Senado Federal e confirma assessoria
Foto: Reprodução/Redes Sociais Segundo convocação da CPI no Senado, Virgínia (foto) foi chamada como testemunha A influenciadora e empresária Virginia Fonseca vai à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, marcada para esta terça-feira (13/5), confirmou a assessoria. Ela foi convocada para dar depoimento sobre seu envolvimento na promoção de sites de apostas esportivas online. O depoimento da influenciadora foi marcado pela CPI na semana passada e está previsto para começar às 11 horas. Segundo a convocação da CPI no Senado, Virginia é convocada como testemunha e por que “esteve envolvida em campanhas de marketing para casas de apostas”. Realizada pelo Senado Federal, a convocação de Virginia é parte das investigações sobre a divulgação irregular de jogos de azar online por influenciadores. A prática é considerada problemática, pois muitos dos seguidores são menores de idade ou pessoas vulneráveis a problemas com jogos. A CPI já convocou outros influenciadores para prestar depoimentos, como o Luiz Ricardo Melquiades, conhecido como Rico Melquiades, que tem cerca de 10 milhões de seguidores e está convocado para depor nesta quarta-feira (14/5) Rico Melquíades foi um dos alvos da Operação Game Over 2, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, ao investigar a participação de influenciadores na promoção de apostas esportivas e jogos de azar de forma ilegal. Outra influenciadora que já convocada pela CPI foi Deolane Bezerra. O depoimento dela estava marcado para o dia 10 de abril, mas ela não compareceu após aval do Supremo Tribunal de Justiça para que ela não comparecesse. Segundo o Senado Federal, Deolane também recebeu aval do STF para não comparecer à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas em 2024.
Barroso diz que EUA tiveram papel ‘decisivo’ para impedir golpe no Brasil
“Mais recentemente, tivemos um decisivo apoio dos Estados Unidos da América à institucionalidade e à democracia brasileira em momentos de sobressalto”, disse o ministro Barroso O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta terça-feira (13/5) que os Estados Unidos desempenharam um papel “decisivo” na prevenção de uma tentativa de golpe no Brasil, articulada por setores militares para manter o Jair Bolsonaro (PL-RJ) no poder. A declaração, segundo o UOL, foi dada durante evento em Nova York (EUA) promovido pelo Lide, grupo de empresários liderado pelo ex-governador paulista João Doria. Em sua fala, Barroso explicou que a resistência dos militares brasileiros em se colocar contra os Estados Unidos foi um fator decisivo para evitar o golpe. Segundo o ministro, os militares não querem “se indispor” com os norte-americanos, o que teria influenciado a decisão de não apoiar a intentona golpista. “Acho que isso teve algum papel, porque os militares brasileiros não gostam de se indispor com os Estados Unidos, porque é aqui que obtêm os seus custos e os seus equipamentos”, afirmou Barroso. O presidente do STF também destacou o apoio crucial dos EUA à institucionalidade e à democracia brasileira. “Mais recentemente, tivemos um decisivo apoio dos Estados Unidos à institucionalidade e à democracia brasileira em momentos de sobressalto”, disse o ministro. Barroso relembrou seu período à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quando, em várias ocasiões, solicitou apoio explícito dos EUA para fortalecer o processo democrático no Brasil. “Eu mesmo, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, estive com o encarregado de negócios americano em várias oportunidades, e em três delas pedi declarações dos Estados Unidos de apoio à democracia brasileira, uma delas do próprio Departamento de Estado”, acrescentou. A influência americana nesse contexto já havia sido mencionada pelo jornal inglês Financial Times em junho de 2023. A publicação revelou que os EUA exerceram uma “pressão silenciosa” sobre generais brasileiros e aliados de Bolsonaro para evitar um golpe. Segundo a reportagem, o governo americano teria enfatizado sua neutralidade no resultado das eleições, mas deixou claro que não toleraria qualquer tentativa de questionar o processo eleitoral ou seu resultado.
Goiás é o estado que mais reduziu mortes de mulheres em 11 anos
Fotos: Seds e PMGO Atlas da Violência 2025 mostra importante recuo das taxas de homicídios de mulheres, mulheres negras e adolescentes de 15 a 19 anos Goiás foi a unidade federativa que registrou maior queda na taxa de homicídios de mulheres por 100 mil habitantes entre 2013 e 2023. Divulgado na última segunda-feira (12/5), o Atlas da Violência 2025 revelou que o indicador recuou 60,7% no período de 11 anos, passando de 8,4 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes em 2013 para 3,3 em 2023. Na comparação entre 2018 e 2023, a queda foi de 47,6%; e entre 2022 e 2023, a retração foi de 15,4%. O Atlas da Violência 2025 também mostrou redução drástica na taxa de homicídios de mulheres negras em Goiás. Entre 2013 e 2023, a queda chegou a 60,4%, colocando o estado na segunda posição entre as unidades federativas que mais avançaram no indicador, atrás apenas do Distrito Federal, com 62,8%. Entre 2018 e 2023 e entre 2022 e 2023, as taxas recuaram 46,5% e 5,0%, respectivamente, reafirmando o impacto positivo das políticas públicas de segurança e combate à violência de gênero desenvolvidas pelo Governo de Goiás. Outra notícia importante para o estado veio da análise dos dados de mortes de adolescentes de 15 a 19 anos. De acordo com o Atlas da Violência 2025, entre 2013 e 2023, Goiás foi a segunda unidade federativa que mais reduziu a taxa de mortalidade de jovens nesta faixa etária por 100 mil habitantes: 74,7%. O levantamento indicou que as quedas se acentuaram nos últimos seis anos. Entre 2018 e 2023, o recuo foi de 72,7%; e entre 2022 e 2023, de -27,5%. Em outras palavras, mais vidas foram salvas e mais famílias preservadas. Sobre o Atlas O Atlas da Violência é uma publicação anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação vinculada ao Ministério do Planejamento e Orçamento. Os estudos se baseiam, principalmente, em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
Caiado destaca capacidade produtiva do Brasil em encontro sobre segurança alimentar nos EUA
Fotos: Alexandre Parrode Evento reúne lideranças em Nova York e debate também transição energética, reciprocidade tarifária e segurança jurídica no Agro do Brasil O governador Ronaldo Caiado destacou o otimismo em relação à agropecuária brasileira, durante o 4º Encontro Empresarial “Protagonismo do Brasil na Segurança Alimentar e Transição Energética Global”, da Datagro, em Nova York (EUA) segunda-feira (12/5). O evento debateu ainda sobre a segurança regulatória para investimentos em transição energética no Brasil, reciprocidade tarifária e segurança jurídica no Agro do Brasil. “Goiás hoje é um estado que está em terceiro lugar na produção, chegando a 35 milhões de toneladas. Diante desse cenário que nós estamos assistindo, sou extremamente otimista em relação à agropecuária brasileira. Somos um país com clima tropical, com isso temos algo que nem os americanos e europeus têm, que é a condição climática que nos dá a possibilidade de atingir três safras por ano”, afirmou Caiado. Segundo o chefe do Executivo goiano, o Cerrado brasileiro vive uma projeção de crescimento da produtividade. “Temos uma enorme capacidade de produtividade e extensão territorial. São características que mostram que a demanda é cada vez maior. O que precisamos adequar ao Brasil como segurança alimentar é no sentido de dar condições ao produtor rural. Hoje, aos poucos, as pessoas vão vendo que o produtor brasileiro é o que guarda a melhor tecnologia do mundo e, ao mesmo tempo, tem suas áreas de preservação”, ressaltou. Além disso, Caiado analisa que a industrialização do país gera um efeito positivo, uma vez que atinge o mercado consumidor. De acordo com ele, o resultado é benéfico, principalmente, para as gerações imediatas e futuras. “Temos uma política internacional bem articulada com nossos consulados e embaixadas, o que possibilita que mostremos essa realidade. Damos dimensão aos nossos avanços e construímos uma alternativa para as gerações imediatas e futuras”, finalizou o governador.
Daniel Vilela visita Memorial Iris Rezende e destaca legado da boa política goiana
Fotos: Junior Guimarães Espaço promete oferecer uma imersão moderna na história de um dos maiores líderes políticos de Goiás e do Brasil O governador em exercício de Goiás, Daniel Vilela, visitou segunda-feira (12/5) o local onde está sendo construído o Memorial Iris Rezende, em Goiânia. Acompanhado pelas filhas do ex-prefeito da capital, Ana Paula Rezende e Adriana Rezende, Daniel conheceu de perto o projeto que vai preservar e apresentar ao público a trajetória de um dos maiores líderes políticos da história de Goiás e do Brasil. Recebido pelas filhas do homenageado, Daniel percorreu as instalações, que estão em fase final de conclusão, e se disse impressionado com a modernidade, o cuidado e o simbolismo do espaço. “Eu me emociono. Fui duplamente privilegiado: por ser filho de Maguito Vilela e por ter convivido com Iris Rezende de forma tão próxima ao longo dos últimos 15 ou 20 anos. Estar aqui é especial, porque nos remete a muitas histórias que marcaram a política goiana”, afirmou. Daniel ressaltou que Iris Rezende deixou marcas profundas na política e no modo de fazer gestão pública. “Sempre que estou em eventos e reuniões, lembro dos momentos que vivi com Iris. Compartilho essas experiências para que mais pessoas conheçam a sabedoria política que ele tinha e que influenciou a minha formação e a de tantos outros. Ver esse espaço tomando forma, tão bonito, interativo e acolhedor é motivo de alegria. O memorial vai oferecer uma verdadeira imersão na história da política brasileira e goiana. Espero que, em breve, todos os goianos possam visitá-lo e sentir esse orgulho que estamos sentindo aqui”, completou. Ana Paula Rezende (foto centro) uma das idealizadoras do projeto, também falou da emoção em ver o sonho tomando forma. “Mais do que um espaço físico, o memorial é uma missão de vida para nós. Queremos que a história de meu pai inspire as futuras gerações. Ele acreditava na política como instrumento de transformação, e este local vai mostrar isso de forma viva, sensível e moderna. É um presente para Goiás, para o Brasil e para todos que acreditam na boa política”, declarou. O Memorial Iris Rezende reunirá acervos históricos, fotografias, documentos, vídeos, objetos pessoais e exposições interativas que retratam os principais momentos da vida pública e pessoal do político, que ocupou os principais cargos do Estado e do País. O espaço também contará com áreas dedicadas à formação cidadã, reforçando o legado de Iris como homem público comprometido com o povo e com os valores democráticos.
DJ Alok e Gracinha Caiado vistoriam obras do Cora
Fotos: Hegon Correa Casa de apoio para familiares de pacientes do hospital recebeu doação de R$ 1 milhão do artista goiano. Ala pediátrica está em fase de conclusão e primeiro paciente deve ser atendido em junho Reconhecido mundialmente pela música eletrônica, o DJ Alok esteve nas obras do Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), nesta segunda-feira (12/5), ao lado da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. O hospital será um dos maiores centros de tratamento do câncer no Brasil e contará ainda com o “Lar dos Artistas do Amor”, uma casa de apoio que vai abrigar familiares de pacientes durante o tratamento e que recebeu doação de R$ 1 milhão do artista goiano. “Eu quis trazer a minha validação e o meu apoio para que outros artistas, marcas e a sociedade civil também acreditassem e entendessem que esse é um projeto muito sério”, afirmou. Gracinha enalteceu o envolvimento de artistas como Alok na construção do hospital, que terá 48 leitos para cuidar de crianças e jovens com câncer. “Alok, que é referência no mundo”, foi o primeiro a acreditar nessa proposta, e outros artistas também vieram. “Quero agradecer a todos eles por essa parceria e dizer que aqui nós estamos tratando de amor, de vidas, de pessoas que precisam de um cuidado especial”, concluiu Gracinha Caiado ( foto acima). Outros cantores como Maiara e Maraísa, Gusttavo Lima, Leonardo e a dupla Jorge e Mateus também já contribuíram com as obras do “Lar dos Artistas do Amor”. Para Gracinha, a união de esforços só tende a contribuir com a saúde e bem-estar das pessoas. Quando estiver em pleno funcionamento, o Cora receberá pacientes não só de Goiás, como de todas as outras regiões do Brasil por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Estou impressionada com a humanização. Esse hospital fala de amor, de cuidado”, disse a primeira-dama. Alok conheceu as instalações da ala pediátrica, que está em fase de conclusão e deve receber o primeiro paciente em junho. O DJ goiano é considerado um dos padrinhos do Cora, devido ao seu engajamento na construção da casa de apoio que vai abrigar familiares de pacientes durante o tratamento. “Achei incrível que quando as crianças vierem para cá, elas não se sentirão isoladas da sua infância. Aqui tem toda uma estética que proporciona a elas um acolhimento”, elogiou o músico. O responsável pela gestão do hospital e presidente da Fundação Pio XII, Henrique Prata, afirmou que Alok (foto acima) tem o corpo e a alma do hospital e que, juntos, vão tratar das crianças que necessitam. “Ele nos avalizou e colocou o peso da moral e do caráter dele nessa obra, que é tão importante para o Brasil”. Prata conduziu a visita, que passou pelas áreas de fisioterapia, quimioterapia, ressonância, UTI, quartos, ambulatório, centro cirúrgico, internação e reabilitação, e reafirmou o compromisso com a qualidade. “Aqui tem tudo que existe de melhor no mundo, nos dando condições de fazer a humanização, que é o melhor remédio e completa os tratamentos”, finalizou. O secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Reis, informou que, em breve, o Cora será inaugurado já com todas as alas em funcionamento, seguindo todos os critérios de saúde necessários. Rasível agradeceu ainda o empenho fundamental dos artistas para construção do “Lar dos Artistas do Amor”. “Personalidades como o Alok não colocam apenas recursos financeiros nessa estrutura. Vocês estão doando esperança, a cura, a redução de sofrimento. Estão doando vida para essas pessoas, além de uma redução de mortes e complicações evitáveis”, enalteceu. O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, também acompanhou a vistoria. A agência é responsável pela fiscalização das obras do Cora, promovidas pela Fundação Pio XII, e executa a implantação de um acesso à unidade, na BR-153. Sobre o Cora Localizado próximo ao Aeroporto Internacional de Goiânia, em uma área de mais de 177 mil metros quadrados, o Cora contará com estrutura de ponta para tratamento humanizado, inspirada no modelo do Hospital de Amor de Barretos. A unidade será um dos maiores e mais modernos hospitais públicos de tratamento oncológico do país. O Cora foi anunciado pelo governador Ronaldo Caiado em 2023. Somente na primeira etapa, que compreende a ala pediátrica, o investimento é de R$ 192,6 milhões para a construção e R$ 63,2 milhões em equipamentos. Serão 48 leitos de internação, centro cirúrgico, farmácia, centro de exames por imagem e de infusão quimioterápica.
China corteja Brasil após tarifaço de Trump, diz New York Times
© Reuters Uma reportagem do jornal americano The New York Times desta segunda-feira (12/5) afirma que a China está cortejando o Brasil e a América Latina, diante do momento de tensões vividas nas relações da região com os Estados Unidos da Améia (EUA). Em um texto intitulado “China corteja Lula e América Latina após choque de tarifas de Trump”, assinado pelo correspondente do jornal na China, o jornal afirma que o presidente americano, Donald Trump, vem tentando atrair a América Latina para a sua esfera de influência, algo que lembra a Doutrina Monroe (a política externa dos EUA no século 19 que alertava a Europa para não interferir politicamente na América Latina). “Muitos governos latino-americanos também querem manter Pequim ao seu lado — principalmente como um parceiro econômico, mas para alguns também como um contrapeso ao poder dos EUA, disseram especialistas”, segundo o jornal americano. O New York Times destacou uma fala do vice-ministro das Relações Exteriores da China, Miao Deyu: “O que as pessoas da América Latina e do Caribe querem é independência e auto-determinação, e não a chamada ‘nova Doutrina Monroe’”. Neste ano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o governo Trump quer priorizar as Américas — e a primeira viagem ao exterior de Rubio foi para Panamá e Guatemala. No entanto, países latino-americanos têm reclamado das declarações de Trump sobre o Canal do Panamá, e também do aumento de tarifas americanas contra produtos da região. “Nas últimas duas décadas, a China tornou-se uma grande compradora de minerais e outros recursos do Brasil, Peru, Chile e outros clientes latino-americanos. Produtos chineses, incluindo automóveis e eletrodomésticos, preencheram os mercados da região, e investimentos chineses financiaram pontes, barragens e portos”, afirma o texto do New York Times. “O Brasil e outros grandes exportadores de commodities esperam, em parte, repetir o que aconteceu no primeiro mandato de Trump, quando a China comprou mais soja, minério de ferro e outros produtos da América Latina, apesar das tarifas americanas.” Um dos especialistas entrevistados pelo jornal ressalta que apesar da simpatia de Lula pela China, o governo brasileiro Lula aumentou as tarifas sobre ferro, aço e cabos de fibra óptica para produtos chineses. E que existe a preocupação de que exportadores chineses redirecionem para a América Latina os seus produtos, devido às altas tarifas nos EUA. “Xi Jinping demonstrou otimismo de que conseguirá manter Lula e muitos outros grandes líderes latino-americanos ao seu lado, em parte por pura persistência e em parte por meio de encomendas contínuas de minério de ferro, soja e outras commodities”, diz o jornal. “Lula também expressou esperança de que a China possa ajudar o Brasil a obter avanços em novas tecnologias, incluindo a espacial e a energia verde.” Lula chegou a Pequim no domingo (11/5) para a sua segunda visita oficial à China desde que assumiu seu terceiro mandato. Ele está em visita de Estado ao presidente chinês, Xi Jinping, e participa, como convidado de honra, da cúpula China-Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Lula chega a Pequim após fazer uma viagem oficial à Rússia, onde foi recebido por Vladimir Putin, na semana passada. A visita à China acontece em meio a um cenário de tensão internacional entre as duas maiores economias do mundo (Estados Unidos e China) e que tem respingado no Brasil. Desde que assumiu seu segundo mandato, Trump fez ameaças e anunciou medidas que causaram reações negativas em diversas partes do mundo. A principal delas foi a aplicação de tarifas sobre a importação de produtos de diversos países, entre eles da China e do Brasil. Trump impôs tarifas de até 140% sobre produtos chineses. No plano diplomático, Trump tem feito acenos contra o multilateralismo e chegou a dizer acreditar que, “talvez”, os países da América Latina teriam que escolher entre a China e os Estados Unidos da América (EUA).


