Para celebrar o aniversário da cidade, o município receberá artistas regionais e nacionais. A programação acontecerá nas praias de Porto Nacional, orla e na Praça do Centenário Porto Nacional (TO) completa 287 anos de história e 164 de emancipação neste domingo (13/7). Para comemorar, os moradores contarão com uma programação especial cheia de atrações musicais e desfile cívico. A festa começa neste sábado (12/7), a partir das 8h com o tradicional desfile cívico na Praça do Centenário. Farão parte do evento a banda municipal, o Tiro de Guerra, a Guarda Municipal,Fanfarra do Colégio Militar (CMIL), a Fanfarra da Juventude, além do Exército Brasileiro, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. A programação na Praia da Ilha de Porto Real conta com show da banca Kionda. Na Praia de Luzimangues a apresentação musical ficará por conta de Flávio Pizada Quente. No sábado a programoção também contará com atração golpes na Orla Beira Rio. O show ficará por conta de Davi Sacer. Já no domingo (13/7) quando será comemorado o aniversário da cidade, a festa contará com shows de Matheus Fernandes e Forró Sacode na Orla Beira Rio. Veja a programação completaDia 12 de julho Desfile cívco – Praça do CentenárioBanda Kionda – Praia da Ilha de Porto RealFlávio Pizada Quente – Praia de Luzimangues Foto: Divulgação/Secretaria Municipal de Comunicação Vista da orla de Porto Nacional – Tocantins Davi Sacer – Orla Beira Rio Dia 13 de julho DJ Lelis – Praia da Ilha de Porto RealBanda Kionda – Praia de LuzimanguesMatheus Fernandes e Forró Sacode – Orla Beira Rio
Porto Nacional (TO) tem programação especial em comemoração ao aniversário de 287 anos
Governador Wanderlei Barbosa participa do Taquaruçu Fest com Bell Marques e reforça apoio à cultura e ao turismo no Tocantins
No distrito de Taquaruçu, evento reuniu nomes da música, atrações regionais e ações de fomento à cultura e ao turismo local O governador Wanderlei Barbosa participou, na noite de sexta-feira (11/7) da 2ª edição do Taquaruçu Fest, realizada no distrito de Taquaruçu, em Palmas. Promovido pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), o evento reuniu nomes da música, atrações regionais e ações de fomento à cultura e ao turismo local. Neste ano, a programação contou com a participação especial do cantor Bell Marques, ícone da música baiana e ex-vocalista da banda Chiclete com Banana, que embalou o público com sucessos que marcaram gerações. O evento também teve shows de Viola D’Júnior, Paulinho & Banda e Wglemerson Lima. Durante o evento, o governador Wanderlei Barbosa destacou a importância do investimento em cultura como ferramenta de valorização da identidade tocantinense e de fortalecimento do turismo. “O Taquaruçu Fest é mais uma ação que mostra nosso compromisso com o turismo cultural e com a geração de oportunidades para os empreendedores locais. Estamos promovendo cultura, lazer e também estimulando a economia”, afirmou o Governador. O secretário de Estado do Turismo, Hercy Filho (foto acima) ressaltou que o evento se consolida como um atrativo importante dentro do calendário de férias do Tocantins. “O Taquaruçu Fest é um termômetro dos eventos de veraneio, como a Temporada de Praia, e na Capital vem atraindo turistas, movimentando o comércio e reforçando o protagonismo do Tocantins como destino turístico”, pontuou. Cultura e desenvolvimento local Realizado em formato de um único dia, o Taquaruçu Fest integra o calendário de eventos culturais e turísticos do Governo do Tocantins, que ocorre entre os meses de junho e agosto. A primeira edição, em 2023, contou com a apresentação da dupla Rio Negro & Solimões. Neste ano, a estrutura foi ampliada, com reforço na segurança, apoio à comunidade local e incentivo ao empreendedorismo. A autônoma Edinalva Dias Cardial, participou do evento com sua barraca de alimentos, essa é a sua segunda vez empreendendo no festival e segundo ela é uma ótima oportunidade de renda extra. “Estive aqui em 2023, eu gostei bastante do evento e esse ano eu continuo achando organizado, e é um evento que sempre dá oportunidade para um empreendedor”, afirmou. Localizado em uma área turística, o distrito de Taquaruçu é um dos destinos mais procurados por quem busca o clima de serra como refúgio para lazer e descanso. De férias em Palmas, o médico Sávio Alves Mendes chegou de Goiânia nesta sexta-feira e comemorou a recepção calorosa. Ele e um grupo de amigos aproveitaram a noite usando abadás personalizados especialmente para a apresentação do cantor baiano. “Sempre passo as férias aqui, porque já morei em Palmas. Hoje é um dia especial, pois logo nos primeiros dias já tenho a chance de curtir um show do Bell Marques”, ressaltou. Solidariedade em rede Assim como outros eventos promovidos pelo Governo do Tocantins, o Taquaruçu Fest também foi palco para ações do programa Tocantins Alimenta Quem Precisa, criado em 2024 como parte da Rede Cuidar. A iniciativa arrecada alimentos durante shows e eventos públicos, destinados a famílias em situação de vulnerabilidade. “Também estamos arrecadando alimentos neste evento, pois reconhecemos a importância dessa ação para a nossa comunidade. É gratificante ver que as pessoas estão compreendendo o nosso apelo e contribuindo com doações nos pontos de coleta do Governo”, comentou a primeira-dama, Karynne Sotero. Desde sua criação, o programa já arrecadou centenas de toneladas, como ocorreu na Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 25 anos), quando mais de 140 toneladas foram destinadas à população em todo o estado.
“Ditadores de Trump no Brasil” são alvo de crítica por apoio à ingerência dos EUA
Segundo o autor, a postura de autoridades e parlamentares alinhados à extrema direita brasileira configura uma “submissão ideológica” aos interesses americanos, em detrimento da soberania nacional p/ Júlio César Cardoso Segundo o autor, a postura de autoridades e parlamentares alinhados à extrema direita brasileira configura uma “submissão ideológica” aos interesses americanos, em detrimento da soberania nacional. “Não tem sentido nem autoridade um governo estrangeiro se posicionar do lado de um ex-presidente rebelde, derrotado nas urnas legalmente, que pretendia dar um golpe no Brasil”, afirma. O texto cita diretamente o governador de São Paulo e parlamentares da ala bolsonarista, classificando-os como os “ditadores de Trump no Brasil”. Para o articulista, esses políticos agem como “impatriotas” e deveriam “arrumar as malas e ir fazer as cortes do governo americano”. Cardoso ainda critica a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro, chamado de “bananinha”, que atualmente reside nos Estados Unidos. “Fujão e traidor igual ao pai”, diz, em referência ao ex-presidente. O autor encerra com um alerta sobre possíveis retaliações diplomáticas: “A taxação das mercadorias brasileiras será respondida na mesma proporção. A recíproca será verdadeira sem nenhum medo.”
Tarcísio abraçou e beijou golpistas na boca
” Não bastasse a bizarra ligação para ministros do STF, Ele se comportou como o mais caramelo dos vira-latas ao “pagar pau” para integrantes do segundo escalão da embaixada norte-americana em Brasília“ p/ Oliveiros Marques “Esdrúxula” foi o adjetivo utilizado por membros do Supremo Tribunal Federal ao comentar a iniciativa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de entrar em contato com ministros da Corte solicitando autorização para que o inelegível – réu por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito – pudesse viajar aos Estados Unidos para uma suposta charla com o bilionário presidente norte-americano. Eu diria que os movimentos patrocinados por Tarcísio são risíveis. Juvenis. Medíocres, até. Importante destacar: ele só começou a se preocupar com o desastre que representa a BolsoTaxa – criada por Trump com estímulo de aliados brasileiros, tendo Eduardo Bolsonaro como porta-voz em solo norte-americano – depois de ser enquadrado pela elite paulista, que, com razão, está preocupada com as perdas bilionárias que a medida causará às exportações de São Paulo: café, suco de laranja, aviões, entre outras. Tarcísio sempre tentou se equilibrar, de um lado segurando a mão dos extremistas, de outro se apoiando nos ombros dos centristas. Agora, me parece, se abraçou de vez com os golpistas – e não apenas abraços: trocou beijos calientes. Não bastasse a bizarra ligação para ministros do STF, comportou-se como o mais caramelo dos vira-latas ao “pagar pau” para integrantes do segundo escalão da embaixada norte-americana em Brasília – que têm tanta influência no processo diplomático quanto o roupeiro tem na escalação do time. Para piorar o constrangimento, seu esforço para correr atrás do prejuízo político – após posar de fã de Trump e ostentar o boné do MAGA – tomou um toco do Bolsonaro-pai, que se recusou a acompanhá-lo ao passeio na embaixada, e ainda rendeu uma puxada de orelha pública vinda dos EUA por parte do filho 03. Em suas redes, Eduardo deixou claro que o verdadeiro objetivo por trás da BolsoTaxa é garantir um salvo-conduto para o papai escapar da Justiça pela tentativa golpistas e por outros crimes pelos quais possa a vir ser condenado. O resumo desses dois últimos dias na imagem do governador de São Paulo? Se havia alguma dúvida sobre a proximidade de Tarcísio com os golpistas, ela se desfez. Suas atitudes deixaram suas digitais de forma muito clara em toda a articulação – presente, e quem sabe pretérita. Também escancarou sua fraqueza como governador de São Paulo, sua pequenez institucional. Diante do ataque à economia paulista, não reagiu de imediato. Preferiu se esconder, aplaudir Trump e assistir passivamente à construção da BolsoTaxa. Só saiu da toca, insisto, após ser pressionado pelos setores empresariais e perceber que o dano político e eleitoral seria grande. Mas calculou mal. Planejou mal. Passou vexame e, no meio da troca de beijos com os golpistas, deixou cair a máscara.
Eduardo Bolsonaro ataca Moraes e diz: “Ele não é macho; Moraes é um frouxo”
Divulgação Em nova ofensiva contra o Supremo Tribunal Federal, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar o ministro Alexandre de Moraes em uma publicação nas redes sociais. Atualmente nos Estados Unidos, ele acusou Moraes de agir com parcialidade no inquérito das fake news e sugeriu que o ex-presidente americano Donald Trump “virá para cima” do ministro e de sua esposa. As declarações foram publicadas em vídeo no Instagram nesta quinta-feira (11). As informações são do O Globo. Eduardo, que é investigado por incitar o governo dos EUA a aplicar sanções contra autoridades brasileiras, usou o vídeo para questionar a ausência de Trump no inquérito conduzido por Moraes: “Por que o senhor (Alexandre de Moraes) não faz a mesma coisa com o Trump que fez comigo? Que fez com Allan dos Santos e Elon Musk… Por que você não coloca o Trump no inquérito das fake news?”Na sequência, o deputado eleva o tom e parte para o ataque direto: “Eu tô apontando isso aqui para provar que o Alexandre de Moraes não é macho. Alexandre de Moraes é um frouxo, Alexandre de Moraes está com medo, Alexandre de Moraes está sem dormir, porque ele sabe que daqui a pouco vai vir a lei Magnitsky”. A “lei Magnitsky” citada por Eduardo é uma legislação dos Estados Unidos que permite ao governo aplicar sanções a indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Segundo o deputado, Moraes estaria receoso de se tornar alvo dessa legislação, o que, segundo ele, poderia se estender à sua esposa e a membros da Polícia Federal. “Do jeito que o Trump é, (a lei Magnitsky) não vai vir só nele (Alexandre de Moraes), vai vir pegando, provavelmente, a esposa dele, o Fábio Shor e outros atores da Polícia Federal. Não sei… Agora está tudo na mão do Trump… E ele é imprevisível. Pode vir pra cima da PGR”, afirmou, em referência ao delegado da PF Fábio Shor e à Procuradoria-Geral da República. Em maio, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a abertura de uma investigação para apurar se Eduardo atuou para instigar os EUA a sancionar autoridades brasileiras. Nesta semana, Moraes prorrogou a apuração por mais 60 dias, atendendo a pedido da Polícia Federal, que investiga Eduardo por suspeita de coação no curso do processo e obstrução de justiça.
Daniel Vilela inaugura posto avançado dos Bombeiros em Caiapônia
Fotos: Jota Eurípedes Unidade vai atender 22 cidades da região Sudoeste e reforça ações em área com forte potencial turístico; investimento na unidade, somado à construção de casas no município, ultrapassa R$ 20 milhões O governador em exercício, Daniel Vilela, inaugurou sexta-feira (11/7), em Caiapônia, o novo posto avançado do Corpo de Bombeiros Militar. A unidade, ligada ao 13º Batalhão de Jataí, já está em operação com viaturas de resgate, salvamento e combate a incêndios. A ação integra o projeto de capilaridade do Governo de Goiás e garante atendimento emergencial a 22 municípios da região sudoeste. “Caiapônia precisava dessa estrutura. Pela força do turismo, pela beleza natural e também pelo potencial produtivo, é uma cidade que representa o novo momento de Goiás. Tenho raízes verdadeiras aqui e faço questão de retribuir com trabalho e investimento”, afirmou Daniel. “Essa base é símbolo de um governo presente, que conhece a realidade de cada cidade e faz os investimentos certos, no lugar certo”, destacou Daniel (foto acima). “É isso que tem feito de Goiás o estado que mais cresce no Brasil.” Ao lado de parlamentares e lideranças locais, o governador em exercício destacou que só a obra habitacional em curso no município soma 150 casas a custo zero, com recursos estaduais – o que eleva o investimento na cidade para mais de R$ 20 milhões. Ágil e eficiente A nova base segue padrão construtivo mais ágil e eficiente, com estrutura completa para atendimento operacional. “Essa unidade nasce forte. Tem o mesmo potencial de um batalhão, com menor custo e maior velocidade de implantação”, frisou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Washington Luiz. A unidade recebeu também uma ambulância zero-quilômetro, viabilizada por emenda da deputada federal Flávia Morais. O prefeito Argemiro Rodrigues ressaltou a importância da parceria com o Estado: “Essa conquista mostra que ninguém faz nada sozinho. A união com o governador Ronaldo Caiado, com o Daniel e os parlamentares tem trazido grandes resultados para Caiapônia”. Segundo ele, a unidade dos Bombeiros reforça a segurança da população e beneficia toda a região, especialmente no enfrentamento às queimadas e no atendimento aos turistas. Além do reforço à segurança e ao socorro emergencial, a presença dos Bombeiros em Caiapônia protege o patrimônio ambiental da região, especialmente durante a seca, e fortalece ações educativas como o projeto Bombeiro Mirim. A unidade homenageia o jovem Lucas Veloso, da cidade, que integrou a corporação e deixou legado de dedicação e serviço.
Amélio Cayres garante R$ 100 mil para estrutura da praia de São Salvador do TO
Créditos da imagem: Ascom Amélio Cayres/Divulgação “A temporada de praia é um dos eventos mais importantes para o lazer, a geração de renda e a valorização das nossas belezas naturais. Apoiar iniciativas como essa é investir diretamente na economia e na qualidade de vida do nosso povo e eu fico muito feliz em contribuir, principalmente em uma cidade que está sendo tão bem cuidada pelo prefeito e com tantos potenciais, como é o caso de São Salvador”, destacou Cayres, em seu discurso no palco de abertura O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos), marcou presença na abertura oficial da temporada de praia de São Salvador do Tocantins, na noite de quinta-feira(10/7), na Praia da Moreninha. Recepcionado pelo prefeito do município, André Borba, e pelo também deputado estadual Valdemar Junior, Amélio Cayres celebrou o início da temporada, reforçando seu compromisso com o fomento ao turismo nas cidades do interior. Para a estrutura da temporada de praia em São Salvador, o parlamentar destinou R$ 100 mil por meio de emenda parlamentar, já enviado aos cofres da Prefeitura. O recurso foi aplicado na infraestrutura do evento, contribuindo para a organização, segurança e conforto dos visitantes. “A temporada de praia é um dos eventos mais importantes para o lazer, a geração de renda e a valorização das nossas belezas naturais. Apoiar iniciativas como essa é investir diretamente na economia e na qualidade de vida do nosso povo e eu fico muito feliz em contribuir, principalmente em uma cidade que está sendo tão bem cuidada pelo prefeito e com tantos potenciais, como é o caso de São Salvador”, destacou Cayres, em seu discurso no palco de abertura. O prefeito da cidade destacou a importância da emenda destinada. “Fui ao gabinete do Amélio e pedi uma ajuda para nossa temporada porque estávamos precisando, ele se comprometeu a mandar R$ 100 mil e o recurso que já está na conta e sendo usado para garantir a nossa estrutura. Obrigado por ter atendido ao nosso pedido, sabemos que a cada dia queremos melhorar mais e também que o senhor também quer o melhor pro povo”, frisou Borba.
Tarifa de Trump é recado ao Brasil: largue a China e liberte Bolsonaro
Trump sobretaxou o Brasil por questões que vão muito além do comércio: libertação de Bolsonaro p / Blog do Chiquinho Dornas Na mídia e nos meios acadêmicos americanos, especulam-se várias hipóteses para a guerra tarifária de Trump contra diversos países. A melhora do déficit em transações correntes, a reindustrialização dos EUA, as disputas econômicas e geopolíticas com a China, um acordo cambial global, mantendo o dólar como a principal moeda internacional, são as causas apontadas pelos analistas para a cruzada protecionista do presidente americano. Embora haja várias suposições sobre as intenções de Trump, uma coisa é certa: o presidente americano não enxerga as tarifas protecionistas como um instrumento exclusivo de política comercial. Trata-se de uma alavanca para conseguir vantagens em outras áreas, conforme destacado pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, durante uma entrevista coletiva: “as tarifas foram concebidas para nivelar o campo de jogo a que o sistema de comércio internacional comece a recompensar a engenhosidade, a segurança, o Estado de Direito e a estabilidade, e não a supressão salarial, a manipulação monetária, o roubo de propriedade intelectual, as barreiras não tarifárias, a regulamentação draconiana. O sistema internacional de comércio consiste em uma teia de relações militares, econômicas e políticas”. De fato, a taxação de 50% para os produtos brasileiros só confirma as falas de Bessent. Trump sobretaxou o Brasil por questões que vão muito além do comércio. Embora o presidente tenha justificado a taxação pelas tarifas injustas impostas do Brasil contra os EUA, tal afirmação não se sustenta. Se esse fosse o motivo real, então por que no Liberation Day, no último dia 2 de abril, o Brasil foi taxado no piso mínimo de apenas 10%? Inclusive, a fórmula apresentada para impor a tarifa baseava-se no tamanho do déficit americano contra os demais países. Acontece que os EUA são superavitários em relação ao Brasil. Além disso, de acordo com a Amcham, as tarifas médias efetivas praticadas do Brasil contra os EUA são de 2,7%, enquanto as americanas, para nós, ficam em 2,2%. Esses números mostram que, na prática, há uma relação justa quanto às relações comerciais entre ambos. Os fatos mencionados mostram que as relações comerciais entre EUA e Brasil estão longe de serem injustas, confirmando que a tarifa de 50% imposta por Trump está ligada a outro fator: a nossa aproximação com a China. Antes mesmo de ser eleito, em entrevista para a Fox News, no dia 8 de novembro de 2024, Trump já externaliza sua preocupação com a China. Na ocasião, Trump disse que “a China quer mudar o padrão monetário, e se isso acontecer é como perder uma guerra mundial. Seremos um país de segunda linha”. A visão de que a China é uma ameaça para os EUA é compartilhada pelo Deep State americano, que não admite que nenhum outro país ameace militar ou economicamente a hegemonia americana, conforme destacado no artigo “Revising U.S. Grand Strategy Toward China” escrito em 2015 por Robert Blackwell e Ashley J. Tellis para o Council on Foreign Relations. Sob esse contexto, Trump sobretaxou o Brasil justamente pela aproximação do atual governo com a China por meio dos Brics. Na última cúpula dos Brics, a qual o Brasil presidiu, Lula fez críticas à administração Trump e tocou num ponto muito sensível ao presidente americano: a utilização de outra moeda sem ser o dólar para as transações econômico-financeiras. Nas palavras de Lula: “Obviamente que nós temos todas as responsabilidades de fazer isso com muito cuidado. Os nossos bancos centrais precisam discutir isso com os bancos centrais dos outros países. Mas é uma coisa que não tem volta. Isso vai acontecendo aos poucos, vai acontecendo, até que seja consolidado”. O que Lula disse já havia sido antecipado por Trump na entrevista à Fox News mencionada anteriormente. O presidente americano disse: “Estamos perdendo o Brasil, Colômbia, a América do Sul, o Irã; nós perdemos a Rússia, e a China está ganhando”. “Baseado na própria fala de Trump, taxar o Brasil em 50% é uma forma de distanciar o país da China por conta da ameaça de substituição do dólar via Brics” Além dessa questão, há também o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Basicamente, Trump disse que o ex-presidente do Brasil é um perseguido político, que sofre nas mãos de uma ditadura do judiciário, e também por isso, taxou o Brasil em 50%. Em resumo, Trump não taxou o Brasil pelas relações comerciais com os EUA, mas principalmente pelo apoio geopolítico e ideológico da administração Lula à China, com risco de não utilizarem mais o dólar como moeda nas transações econômico-financeiras, o que fere frontalmente os interesses norte-americanos. Em menor grau, o aumento também é justificado pelo apoio de Trump a Bolsonaro. Com as tarifas de 50%, o recado de Trump é claro: fiquem longe ideológica e politicamente da China, e libertem Bolsonaro de uma possível condenação injusta. É a Doutrina Monroe aplicada por Donald Trump. Em vez da Europa, agora é impedir a interferência chinesa em assuntos americanos.
Após embate com Trump, Lula usa boné com frase “o Brasil é dos brasileiros”
Após o presidente norte-americano anunciar uma tarifa de 50% a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, o tema passou a dominar os debates, principalmente nas sociais, impulsonando uma batalha de narrativas entre aliados e opositores do governo Lula Em meio ao embate com o presidente norte-americano Donald Trump (Republicanos) , o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu em evento no Espírito Santo, nesta sexta-feira (11/7), usando seu boné personalizado, cujo slogan é: “O Brasil é dos brasileiros”. O acessório personalizado foi utlizado pelo petista pela primeira vez em fevereiro, dias após as eleições para os comandos da Câmara dos Deputados e do Senado. Questionado pela CNN à época, o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (que agora chefia a pasta da Saúde), declarou: “É do Brasil. Soberania dos brasileiros. Aqui é o Brasil dos brasileiros. Tem gente que usa outros bonés, a gente usa boné do Brasil. Orgulho do Brasil. Ninguém vai bater continência não”. Após o presidente norte-americano anunciar uma tarifa de 50% a produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, o tema passou a dominar os debates, principalmente nas sociais, impulsonando uma batalha de narrativas entre aliados e opositores do governo Lula.
Bolsonaro preso? PGR tem até segunda para entregar parecer do 8/1
Gonet vai apresentar ao STF relatório sobre tentativa de golpe de Estado O procurador-geral da República, Paulo Gonet, tem até segunda-feira (14/7) para apresentar ao Supremo Tribunal Federal( STF) as alegações finais na ação penal que apura a tentativa de golpe de Estado ligada aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) e mais sete aliados. O relatório faz parte das etapas previstas no procedimento comum ordinário, estabelecidas pelo Código de Processo Penal (CPP). A legislação possibilita que, após o fim da fase de produção de provas, o juiz abra o prazo para que o Ministério Público apresente suas alegações finais por escrito. Pela legislação, o período seria de cinco dias. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação no STF, defendeu o prazo 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentar as alegações finais, dada a complexidade do caso. Como a defesa também terá direito de resposta, o rito adaptado pelo Supremo aplica prazos sucessivos, sendo permitido por analogia e pela autonomia processual das Cortes superiores. Assim, a PGR e os advogados dos réus ganharam tempo para elaborar as alegações. No parecer, Gonet vai manifestar posicionamento contrário ou favorável à condenação de Bolsonaro e seus aliados. Só depois disso é que a defesa tem outros 15 dias para se manifestar. Esse relatório deve ser apresentado ao responsável pela ação, que, neste caso, é o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O prazo foi aberto por Moraes em 27 de junho. Como foram estabelecidos 15 dias para a manifestação da PGR, o limite cairia no sábado (12), mas, por se tratar de fim de semana, a contagem é prorrogada automaticamente para o próximo dia útil. Assim, a PGR segue dentro do prazo legal e Gonet pode apresentar as alegações finais até segunda-feira (14), sem qualquer descumprimento processual. O fim do prazo para a apresentação das alegações finais pela PGR coincidiu com uma ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa de Jair Bolsonaro. Na quarta-feira (9/7), Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre importações de produtos brasileiros. No texto, o líder norte-americano iniciou a justificativa para a medida mencionando o ex-presidente Bolsonaro, a quem afirmou conhecer e respeitar profundamente. O parecer que será apresentado por Gonet compõe a etapa final da fase de instrução no procedimento comum ordinário. Após a produção das provas, como depoimentos de testemunhas, esclarecimentos de peritos e o interrogatório do acusado, o processo avança para as alegações finais. Nesse momento, as partes têm a oportunidade de apresentar suas últimas manifestações antes do julgamento propriamente dito . A regra geral prevista no CPP é que as alegações finais sejam orais. O Ministério Público se manifesta primeiro, seguido pela defesa. Cada parte tem até 20 minutos para apresentar seus argumentos, com possibilidade de prorrogação por mais dez minutos, a critério do juiz. Se houver mais de um acusado, o tempo da defesa é individualizado, ou seja, cada um tem direito a prazo próprio para sustentação. O dispositivo também prevê a figura do assistente de acusação, que atua em apoio ao Ministério Público. Após a fala do MP, o assistente tem direito a 10 minutos para suas alegações e, para manter o equilíbrio do contraditório, a defesa recebe igual tempo adicional. No entanto, em casos de maior complexidade — seja pelo número de réus ou pela natureza das provas —, o CPP permite que o juiz substitua as alegações orais por memoriais escritos. Nesse cenário, o prazo concedido é de cinco dias úteis para cada parte, de forma sucessiva, ou seja, primeiro a acusação, depois a defesa. Após o recebimento dos memoriais, o magistrado tem até dez dias para proferir a sentença. O prazo de 15 dias concedido por Moraes não está no CPP, mas é usado em outras situações processuais, especialmente no rito do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme interpretação subsidiária ou aplicação analógica de outras normas da legislação ou do Regimento Interno da Corte. Diante disso, a PGR foi a primeira a ser intimada e tem até o dia 14 de julho para apresentar sua manifestação. Na sequência, será a vez do tenente-coronel Mauro Cid, delator do caso e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Por ter firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral, o militar tem prioridade e se manifestará antes dos demais réus. Ele também terá 15 dias para apresentar suas alegações finais. Depois dele, os outros sete réus da ação penal terão o mesmo prazo de 15 dias cada para protocolar suas defesas finais, o que pode estender essa fase até agosto, dependendo da ordem e dinâmica adotadas. Concluída essa etapa, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, irá elaborar seu voto e liberar a ação para julgamento. A expectativa é de que o julgamento da ação penal que envolve o primeiro núcleo da tentativa de golpe — chamado de Núcleo Crucial, formado por militares e ex-assessores próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro —, possa ter início até setembro deste ano. O cronograma é considerado viável diante do estágio avançado do processo, que já reúne todos os elementos exigidos pela lei para ser levado a julgamento. O processo será analisado pela Primeira Turma do STF, composta, além de Moraes, pelos ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Caberá a esse colegiado decidir se os réus devem ser condenados ou absolvidos pelas acusações ligadas à tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Caso de Bolsonaro pode ser agravado após ofensiva de TrumpA ofensiva do presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, em defesa de Bolsonaro pode ter efeito colateral indesejado para o ex-presidente brasileiro, justamente no momento em que o STF se prepara para julgar a ação penal que o acusa de participação na tentativa de golpe de Estado. O movimento de Trump de atrelar publicamente sua política comercial a uma figura acusada de tramar contra


