Fotos: Walter Folador e Lucas Diener Governador anunciou aumento de vagas do programa do Goiás Social durante apresentação dos novos contratados pela iniciativa O governador Ronaldo Caiado anunciou, quinta-feira (8/5), a ampliação do programa Aprendiz do Futuro, de 6.250 para 10 mil vagas, durante a apresentação dos 561 novos contratados pela iniciativa. Eles foram recepcionados também pela coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado, em cerimônia no Teatro Rio Vermelho. Outra novidade apresentada foi a parceria com a Prefeitura de Goiânia para incluir os aprendizes na administração municipal. “O Aprendiz do Futuro é um diferencial enorme, porque são portas que vão se abrir. Eu quero ver a determinação e a vontade de vocês, porque é na dificuldade que vão se transformar em uma referência profissional amanhã. O meu conselho é que estudem, porque não têm como se destacar sem dedicação”, ressaltou o governador. Gracinha Caiado destacou a importância do programa para romper a desigualdade social. “O Aprendiz do Futuro nasceu com um propósito de abrir portas para a juventude do nosso Estado. Ele foi criado para ser grande e, acima de tudo, para ser transformador. Por isso, vamos ampliar o Aprendiz do Futuro. São oportunidades reais, novas histórias e jovens do futuro. Essa expansão só é possível porque temos grandes parceiros ao nosso lado”, salientou Gracinha Caiado. O vice-governador Daniel Vilela enfatizou que o programa é uma oportunidade para que os jovens se relacionem profissionalmente com pessoas mais experientes. “Vocês precisam aproveitar essa chance e serem proativos para poder desempenhar e adquirir novos conhecimentos. O Aprendiz do Futuro abre caminhos para desenvolverem a habilidade da comunicação”, salientou. Durante o evento, o governador Ronaldo Caiado assinou o termo de cooperação entre o Governo de Goiás e a Renapsi, parceira na iniciativa, para ampliação do número de jovens atendidos pelo programa de 6.250 para 10 mil. As vagas do Programa Aprendiz do Futuro são direcionadas para atuação em órgãos públicos com jornada de meio período. Os beneficiados recebem o pagamento de meio salário mínimo, além do vale-alimentação, vale-transporte, seguro de vida, férias e décimo terceiro salário. Os jovens foram selecionados por meio de edital e atendem a alguns requisitos, como: ter de 14 a 15 anos; ser estudante da rede pública ou 100% bolsista na rede particular; e renda familiar de até dois salários mínimos ou meio salário por pessoa. Lançado em 2021, o programa está presente nos 246 municípios goianos. Desde que iniciou as atividades, o Aprendiz do Futuro já contabiliza mais de 13 mil beneficiados. “O programa prioriza aqueles que até um tempo atrás estavam invisíveis pelos governos: jovens indígenas, jovens quilombolas, ciganos, afrodescendentes, adolescentes que estão em acolhimento institucional ou em cumprimento de medidas socioeducativas. Também dedicamos atenção especial aos jovens que perderam os pais durante a pandemia do Covid. Reservamos cotas para pessoas com deficiência, pois inclusão não é uma concessão, mas sim, um direito fundamental”, ressaltou o titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Goiás (Seds), Wellington Matos. A respeito da ampliação do programa, a presidente da Renapsi, Maria Raquel Barbosa, afirmou que o Aprendiz do Futuro é a maior vitrine nacional de atendimento aos jovens. “A socioaprendizagem é aquilo que garante o jovem na escola para a sua formação no ensino formal, no trabalho, na formação de renda, que é o interesse e a necessidade de todos nós”, reforçou. O secretário de Desenvolvimento, Wellington Matos, comentou durante a cerimônia a parceria com Prefeitura de Goiânia, que passa a incluir aprendizes do futuro na estrutura. “O Aprendiz do Futuro, nesses anos de funcionamento, nunca conseguiu lotar nenhum jovem na administração municipal da capital. Era a única prefeitura que faltava ter o programa, mas agora nós teremos cerca de 500 jovens”, celebrou. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, definiu a oportunidade de participar do programa como “única”. “Aprendizes vocês são o futuro. Vocês já são sucesso porque vão estar ralando, aprendendo, tendo oportunidade de crescer, vão crescer muito”, afirmou. Sara Vitorya, de 15 anos, contou que entrou no programa aos 14 anos com o sonho de ter o próprio dinheiro e conseguir ajudar a família. “O Aprendiz do Futuro tem me ensinado a ter responsabilidade como horário, respeitar os colegas de trabalho e, principalmente, a cuidar do meu dinheiro, porque ganhar o salário e não saber administrar é como não ter nada”, explicou.
Caiado amplia programa Aprendiz do Futuro para 10 mil jovens
“Ainda bem que existe a China”, diz Lula
Durante entrevista à revista norte-americana The New Yorker, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa da China como uma potência tecnológica indispensável em um mundo marcado por tensões geopolíticas crescentes. Em contraposição à retórica beligerante de países ocidentais, Lula exaltou o papel do gigante asiático no cenário global e criticou a tentativa dos Estados Unidos e da Europa de isolar Pequim. “Ainda bem que temos a China, que, do ponto de vista tecnológico, é muito avançada e pode competir no mundo da inteligência artificial, nos dando uma alternativa nesse debate”, afirmou. Na avaliação de Lula, a animosidade crescente do Ocidente em relação à China não se deve a preocupações com direitos humanos ou com a situação de Taiwan, mas sim ao temor de perder espaço comercial e influência política. “A China começou a produzir tudo que era feito nos EUA e na Europa. Não se encontrava uma calça, um sapato, uma camisa que não dissesse ‘Made in China’. Eles copiaram com muita habilidade e aprenderam a produzir tão bem ou melhor. Agora que os chineses ficaram competitivos, viraram inimigos do mundo”, declarou, em tom crítico. “A globalização foi ideia deles” – O presidente brasileiro lembrou que o modelo de globalização e livre comércio, agora rejeitado por países centrais, foi defendido por nomes como Ronald Reagan e Margaret Thatcher nos anos 1980. “Sou de uma geração que aprendeu que o melhor para o mundo era globalização e livre comércio. Produtos deviam circular livremente. O dinheiro devia circular livremente”, afirmou. Segundo ele, a China apenas seguiu essa lógica e obteve sucesso, o que agora incomoda as antigas potências econômicas. Lula Durante entrevista à revista norte-americana The New Yorker, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa da China como uma potência tecnológica indispensável em um mundo marcado por tensões geopolíticas crescentes. Em contraposição à retórica beligerante de países ocidentais, Lula exaltou o papel do gigante asiático no cenário global e criticou a tentativa dos Estados Unidos e da Europa de isolar Pequim. “Ainda bem que temos a China, que, do ponto de vista tecnológico, é muito avançada e pode competir no mundo da inteligência artificial, nos dando uma alternativa nesse debate”, afirmou. Avaliação Na avaliação de Lula, a animosidade crescente do Ocidente em relação à China não se deve a preocupações com direitos humanos ou com a situação de Taiwan, mas sim ao temor de perder espaço comercial e influência política. “A China começou a produzir tudo que era feito nos EUA e na Europa. Não se encontrava uma calça, um sapato, uma camisa que não dissesse ‘Made in China’. Eles copiaram com muita habilidade e aprenderam a produzir tão bem ou melhor. Agora que os chineses ficaram competitivos, viraram inimigos do mundo”, declarou, em tom crítico. Alertou Lula alertou para os riscos de uma nova escalada geopolítica e rechaçou qualquer movimento que aproxime o mundo de uma nova confrontação global. “Não aceitamos a ideia de uma segunda Guerra Fria”, afirmou. “Aceitamos a ideia de que, quanto mais parecidos forem os países—tecnológica e militarmente—mais eles devem conversar, porque não sei se o planeta aguenta uma Terceira Guerra Mundial.” Multilateralismo como resposta – O presidente também reforçou a defesa do multilateralismo como saída para os conflitos internacionais e para os desafios globais como mudanças climáticas, segurança alimentar e desigualdade. “Temos que convencer o mundo de que não é possível acabar com o multilateralismo. O multilateralismo era uma forma de civilidade encontrada entre os Estados para coexistirem pacificamente, com regras que todos devem seguir”, declarou. Em sua visão, o cenário atual exige mais diálogo e menos hostilidade. Lula voltou a criticar os altos investimentos em armamentos diante da miséria global: “Ano passado, o mundo gastou US$ 2,4 trilhões em armas, enquanto 730 milhões de pessoas dormem toda noite sem saber se terão café da manhã. Isso deveria ser a principal preocupação da humanidade.” A entrevista concedida à The New Yorker expôs, mais uma vez, a visão de mundo de Lula, que aposta na cooperação entre diferentes polos de poder e recusa o discurso da supremacia ocidental. Em um momento em que a rivalidade entre Estados Unidos e China define os rumos da política internacional, o presidente brasileiro opta por um caminho diplomático e pragmático: “Precisamos construir um mundo onde as potências possam competir sem guerra, cooperando em temas como fome e mudanças climáticas”, concluiu. para os riscos de uma nova escalada geopolítica e rechaçou qualquer movimento que aproxime o mundo de uma nova confrontação global. “Não aceitamos a ideia de uma segunda Guerra Fria”, afirmou. “Aceitamos a ideia de que, quanto mais parecidos forem os países—tecnológica e militarmente—mais eles devem conversar, porque não sei se o planeta aguenta uma Terceira Guerra Mundial. Multilateralismo como resposta O presidente também reforçou a defesa do multilateralismo como saída para os conflitos internacionais e para os desafios globais como mudanças climáticas, segurança alimentar e desigualdade. “Temos que convencer o mundo de que não é possível acabar com o multilateralismo. O multilateralismo era uma forma de civilidade encontrada entre os Estados para coexistirem pacificamente, com regras que todos devem seguir”, declarou. Em sua visão, o cenário atual exige mais diálogo e menos hostilidade. Lula voltou a criticar os altos investimentos em armamentos diante da miséria global: “Ano passado, o mundo gastou US$ 2,4 trilhões em armas, enquanto 730 milhões de pessoas dormem toda noite sem saber se terão café da manhã. Isso deveria ser a principal preocupação da humanidade.” A entrevista concedida à The New Yorker expôs, mais uma vez, a visão de mundo de Lula, que aposta na cooperação entre diferentes polos de poder e recusa o discurso da supremacia ocidental. Em um momento em que a rivalidade entre Estados Unidos e China define os rumos da política internacional, o presidente brasileiro opta por um caminho diplomático e pragmático: “Precisamos construir um mundo onde as potências possam competir sem guerra, cooperando em temas como fome e mudanças climáticas”, concluiu.
Daniel Vilela anuncia construção de mais 3,2 mil casas a custo zero
Fotos: André Costa Vice-governador assinou ordens de serviço para 64 municípios, com investimento de mais de meio bilhão de reais; iniciativa do Goiás Social atende famílias em situação de vulnerabilidade social O vice-governador Daniel Vilela anunciou, nesta quinta-feira (8/5), que o Governo de Goiás vai construir mais 3.230 casas a custo zero em 64 municípios goianos, com investimento de mais de R$ 575 milhões. As ordens de serviço do programa Pra Ter Onde Morar – Construção, que é uma iniciativa do Goiás Social é executada pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), com apoio da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) e da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), foram assinadas no Palácio Pedro Ludovico Teixeira e visam ampliar seu atendimento em todas as regiões do Estado. “O Governo de Goiás não olha partido nem posição política. Olha para as pessoas, para quem mais precisa. Hoje temos a maior rede de proteção social do Brasil, comandada pela primeira-dama Gracinha Caiado, e estamos transformando a vida de quem mais precisa com responsabilidade fiscal e eficiência”, disse o vice-governador Daniel Vilela, ao destacar que as novas moradias reafirmam a transformação social promovida pelo governo estadual, ao entregar as casas sem contrapartida de financiamento pelos contemplados. Desde que foi criado, em 2021, o programa superou 3,5 mil moradias em 115 cidades. As novas casas serão construídas em terrenos cedidos pelas prefeituras, que também se responsabilizam pela infraestrutura urbana dos loteamentos. Segundo Daniel Vilela, o impacto é duplo. “Além da dignidade de ter a casa própria, essas famílias passam a ter recursos que antes iam para o aluguel. Essa iniciativa movimenta o comércio local e fortalece a economia”, salienta. O secretário da Infraestrutura, Adib Elias, acrescentou que mudar a realidade das famílias é motivo de felicidade para o governo e fruto de um trabalho focado no cidadão. O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, ressaltou que a expansão do programa representa um avanço. “Com isto ficamos ainda mais próximos da meta estabelecida pelo governador Ronaldo Caiado de entregar 10 mil moradias até o final de 2026”, afirma. Parceria O presidente da Federação Goiana dos Municípios (FGM), Paulo Vitor Avelar, destacou que o programa significa “o sonho de todo gestor, que é entregar moradia à população que mais precisa”. Já o presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), José Délio, falou das responsabilidades dos entes para realização da parceria entre Governo de Goiás e as prefeituras. “O município oferece o lote com a infraestrutura e o Estado constrói a casa. É a concretização do direito à moradia”, pontuou. Etapas O programa envolve algumas etapas principais: inscrição, seleção, visita domiciliar, entrega da documentação, análise, entrega de chaves e assinatura do contrato. O período de inscrições será informado posteriormente pela Agehab.
Com apoio da maioria dos vereadores, Porto Nacional abraça pré-candidatura de Vicentinho Júnior ao Senado Federal
Filho da terra, Vicentinho fortalece suas raízes portuenses com um mandato marcado por resultados concretos, independente de gestões ou bandeiras partidárias O sentimento de pertencimento e orgulho tomou conta de Porto Nacional (TO) com a confirmação de que a maioria dos vereadores da Câmara Municipal declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Vicentinho Júnior ao Senado Federal em 2026. Filho da terra, Vicentinho fortalece suas raízes portuenses com um mandato marcado por resultados concretos, independente de gestões ou bandeiras partidárias. “Sou um portuense que saio de casa dando o exemplo de como se vive um mandato progressista e trabalhando pela comunidade sem olhar bandeiras partidárias”, destacou. Reconhecido por ser o parlamentar que mais destinou recursos para bairros e distritos do município, Vicentinho deixou marcas históricas em diversas áreas. Na educação, foram viabilizados investimentos para a construção de escolas nos bairros Porto Imperial e Alto da Colina, além da implantação de 14 escolas e 3 creches em diferentes regiões. Na infraestrutura, garantiu R$ 750 mil para obras de pavimentação e drenagem nos distritos de Escola Brasil, Pinheirópolis e Luzimangues. Outro destaque é a implantação da Cidade Digital, que compreende uma rede de fibra óptica com 32 quilômetros de extensão, conectando todos os órgãos públicos do município e oferecendo pontos de wi-fi em praças públicas, ampliando o acesso à tecnologia e à informação. Vicentinho Júnior também destinou recursos para a instalação dos portais de entrada e saída da cidade, fortalecendo a identidade visual e fomentando o turismo local. Na área da saúde, o deputado teve papel fundamental, viabilizando a instalação de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e garantindo leitos de UTI durante a pandemia da Covid-19, um período crítico em que sua atuação trouxe segurança e assistência à população. Além disso, atuou na segurança pública, com a destinação de recursos para aquisição de viaturas e equipamentos, e no setor da justiça, com R$ 1 milhão investidos na construção do Econúcleo da Defensoria Pública em Luzimangues. Demonstrando agilidade em momentos decisivos, articulou também a reconstrução da rodoviária da cidade após fortes chuvas. Entre as manifestações de apoio, o vereador Heitor Andrade (PP) destacou o compromisso e a liderança política de Vicentinho Júnior à frente do partido e reafirmou sua confiança na pré-candidatura. “Vejo Vicentinho como o candidato ideal para representar nossa população e nossa cidade no Senado. Seu trabalho à frente do PP e seu compromisso com Porto Nacional mostram que ele está preparado para novos desafios. Conte com meu apoio, deputado!”, afirmou. O apoio da Câmara Municipal simboliza o reconhecimento ao trabalho já realizado e a confiança no projeto de futuro que Vicentinho Júnior representa para Porto Nacional, para o Tocantins e para o Brasil.
Robert Francis Prevost: um papa anti-Trump
Reprodução/TV Globo Para foi eleito nesta quinta-feira (8/5). O Papa Leão XIV discursou para os fiéis À quarta votação, os cardeais elegeram Robert Prevost como novo Papa da Igreja Católica, colocando um ponto final num breve conclave de dois dias. Prevost, 69 anos, de Chicago, Illinois, é o primeiro papa dos Estados Unidos da América. Será conhecido como Leão XIV. O sucessor de Francisco foi recebido por uma multidão de fiéis que se encontram na Praça de São Pedro, em Roma. Prevost passou grande parte de sua carreira como missionário na América do Sul e, mais recentemente, liderou um poderoso escritório do Vaticano para nomeações de bispos. Espera-se que dê continuidade às reformas do Papa Francisco. Trabalhou durante uma década em Trujillo, Peru, e mais tarde foi nomeado bispo de Chiclayo, outra cidade peruana, onde serviu de 2014 a 2023. Numa entrevista ao Vatican News, pouco depois de se tornar líder do Dicastério para os Bispos, Prevost disse: “Continuo a considerar-me um missionário. A minha vocação, como a de todos os cristãos, é ser missionário, anunciar o Evangelho onde quer que se esteja”, ressaltou Leão XIV. O novo papa, eleito 18 dias após a morte de Francisco, foi agora anunciado na varanda da Basílica de São Pedro por Dominique Mamberti, o mais velho dos cardeais. Os dois últimos papas, Bento XVI e Francisco, também foram eleitos no segundo dia de votação. Antes deles, João Paulo II foi eleito no terceiro dia. O Papa Bento XVI foi eleito após quatro rondas de votação; Francisco foi eleito após cinco.
Cardeal Robert Prevost é eleito novo papa da Igreja Católica
Reprodução/Vatican News Nascido nos Estados Unidos, ele foi anunciado papa Leão XIV, na sacada do Vaticano, nesta quinta-feira (8/5) À quarta votação, os cardeais elegeram Robert Prevost como novo Papa da Igreja Católica, colocando um ponto final num breve conclave de dois dias. Prevost, 69 anos, de Chicago, Illinois (EUA) é o primeiro papa dos Estados Unidos. Será conhecido como Leão XIV. O sucessor de Francisco foi recebido por uma multidão de fiéis que se encontram na Praça de São Pedro, em Roma. Prevost passou grande parte de sua carreira como missionário na América do Sul e, mais recentemente, liderou um poderoso escritório do Vaticano para nomeações de bispos. Espera-se que dê continuidade às reformas do Papa Francisco. Trabalhou durante uma década em Trujillo, Peru, e mais tarde foi nomeado bispo de Chiclayo, outra cidade peruana, onde serviu de 2014 a 2023. Numa entrevista ao Vatican News, pouco depois de se tornar líder do Dicastério para os Bispos, Prevost disse: “Continuo a considerar-me um missionário. A minha vocação, como a de todos os cristãos, é ser missionário, anunciar o Evangelho onde quer que se esteja.” O novo papa, eleito 18 dias após a morte de Francisco, foi agora anunciado na varanda da Basílica de São Pedro por Dominique Mamberti, o mais velho dos cardeais. Os dois últimos papas, Bento XVI e Francisco, também foram eleitos no segundo dia de votação. Antes deles, João Paulo II foi eleito no terceiro dia. O Papa Bento XVI foi eleito após quatro rondas de votação; Francisco foi eleito após cinco.
Governo Bolsonaro montou ‘uma engenharia criminosa’ para fraudar o INSS, diz ministro da AGU
“Está muito claro que uma tecnologia criminosa, um modelo criminoso de engenharia criminosa foi montada pelo governo anterior, nos estertores do governo anterior”, afirmou Messias Em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (8/5), o advogado-geral da União, Jorge Messias, atribuiu ao governo de Jair Bolsonaro (PL-RJ) ) a criação de uma “engenharia criminosa” para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o ministro, o esquema foi estruturado “nos estertores” da administração anterior e envolveu a tentativa de desmonte da Dataprev — estatal responsável por armazenar e proteger os dados da Previdência. “Está muito claro que uma tecnologia criminosa, um modelo criminoso de engenharia criminosa foi montada pelo governo anterior, nos estertores do governo anterior”, afirmou Messias. A declaração foi feita durante o anúncio do plano de ressarcimento aos segurados que sofreram descontos indevidos em seus benefícios. Esquema sofisticado e desmonte institucional – Para o titular da AGU, as fraudes ocorreram em um contexto de fragilização deliberada da estrutura do INSS. “Todos aqui sabem a situação lamentável que nós encontramos o INSS: uma autarquia previdenciária desmontada, sem servidores públicos, sem sistema”, disse Messias, que também responsabilizou diretamente a antiga gestão pelo desmonte da Dataprev. A empresa pública, destacou ele, estava na lista de desestatizações do governo Bolsonaro. “A Dataprev foi desmontada para ser vendida pelo governo anterior. Assim que o presidente Lula assumiu, ele retirou a empresa da lista, porque era fundamental que nós tivéssemos uma empresa pública que zelasse pela qualidade e garantia dos dados”. Ressarcimento das vítimas e recuperação de ativos – O ministro da AGU informou que os ressarcimentos anunciados nesta quinta-feira serão, prioritariamente, financiados pela recuperação dos ativos desviados. No entanto, ressaltou que o governo federal não hesitará em utilizar recursos da União se necessário, assegurando que nenhum segurado ficará desamparado. “Se eventualmente a União, o Tesouro Nacional, tiverem que arcar com qualquer custo, isso não significa que nós não prosseguiremos com o trabalho de buscar o regresso de cada centavo utilizado para pagar os aposentados e pensionistas”. Messias reiterou que a prioridade é reparar os danos aos beneficiários, mesmo diante da complexidade da operação: “neste momento preferimos, em caráter excepcional, atuar para compensar cada vítima que foi lesada por esse escândalo criminoso. E esse é o nosso propósito”. Críticas a parlamentares e exigência de explicações – Durante a coletiva, o ministro fez críticas diretas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que, segundo ele, “fez um vídeo com o objetivo de causar terror e pânico na população”. Messias cobrou explicações do parlamentar e de autoridades da antiga gestão: “espero que ele questione ao presidente que ele apoiou por que ele colocou a empresa pública que dá suporte à produção e à guarda desses bens para vender e desmontou essa empresa. Espero que isso seja apurado”.Messias também pediu que sejam esclarecidas as decisões da Casa Civil e do antigo Ministério da Previdência em relação à flexibilização de normas que impediam fraudes. “O presidente anterior sancionou esta medida. Então ele tem que se explicar. Quero que ele venha a público e explique”. Compromisso com a verdade e investigação – O ministro encerrou a fala destacando que a administração Lula está comprometida com a transparência e com a responsabilização dos envolvidos no esquema. “Este governo tem um único interesse, que é que a sociedade saiba exatamente tudo que aconteceu, por que aconteceu e quais são os interesses envolvidos neste esquema criminoso”.
” Climão ” entre os jornalistas William Bonner e Ilze Scamparini
© Reprodução, TV Globo Ilze Scamparini “foge” de abraço de William Bonner em entrada ao vivo no JN A jornalista Ilze Scamparini, correspondente da TV Globo na Itália há décadas, virou assunto nas redes sociais na noite de quarta-feira (7/5), não apenas por sua expertise na cobertura do Vaticano, mas por um momento de aparente desconforto ao lado do âncora William Bonner durante o Jornal Nacional. A repórter, que há anos faz suas entradas ao vivo diretamente do telhado de sua casa em Roma, foi deslocada para a Praça São Pedro, no Vaticano, e não pareceu tão à vontade com a mudança… nem com a proximidade do colega. Desde a pandemia, o telhado de Ilze (na verdade, o terraço de sua casa na Via de S. Pantaleo, em Roma) se tornou cenário fixo de suas reportagens. Com a vista da cidade ao fundo, o espaço virou não só um recurso prático, mas uma verdadeira assinatura visual, reforçando a identificação da jornalista com o noticiário internacional e, especialmente, com as coberturas do Vaticano. “Senhores, boa noite, Ilze, é um prazer enorme pra gente te receber. Nossa especialista em Vaticano, são 25 anos, fazendo um jubilei esse ano”, disse Bonner ao apresentá-la no JN, destacando a longa trajetória da jornalista. Porém, a saída de seu “habitat natural” não passou despercebida. O público notou que Ilze parecia desconfortável com a nova configuração, e ainda mais com a tentativa de aproximação de Bonner no encerramento da matéria ao vivo. Clima tenso em rede nacionalApós Ilze explicar os bastidores do conclave que vai eleger o sucessor do Papa Francisco, Bonner encerrou a participação de forma mais descontraída: “Ilze Scamparini, muito obrigado. Eu agradeço em nome de todo o público, porque o pessoal pede, hein! O pessoal pede em rede social muito a sua presença aqui, mas não vou explorar você, exigir que você esteja comigo todas essas noites”. Na sequência, o apresentador tentou uma interação física: colocou a mão no ombro da repórter e, em seguida, tentou um abraço ao colocar a mão nas costas dela. Ilze, no entanto, desviou o corpo visivelmente e quase saiu do enquadramento da câmera para evitar o contato. Mesmo assim, manteve a compostura e se despediu com um simples: “Boa noite”. Web não perdoa: ‘Claramente pistola’A internet rapidamente reagiu ao momento. A hashtag #JornalNacional reuniu comentários de espectadores atentos à linguagem corporal da dupla. “Tiraram a pobre da Ilze do telhado dela, coitada. A bichinha chega tá desconfortável”, comentou um internauta. Outro ironizou: “Ilze Scamparini desceu do telhado no Vaticano só porque o chefe Bonner chegou pro conclave”. A cena do quase abraço também gerou memes e piadas. “A Ilze Scamparini zero simpatia querendo distância e quase saindo da tela”, escreveu um usuário da rede X (antigo Twitter). “Claramente a Ilze Scamparini está full pistola de ser retirada pelo William Bonner do bom home office dela”, comentou outro. Um terceiro resumiu o sentimento geral com humor: “Coitada da Ilze Scamparini. Senti aqui de casa o desconforto dela em ter que sair do terraço pra essa entrada ao vivo no Jornal Nacional. A bichinha não sabia pra onde se virar. E o Bonner querendo ser todo simpaticão”.
Bolsonaro diz em ato em Brasília que se Congresso aprovar anistia ‘ninguém tem que se meter’
Foto: Wilton Junior/ Estadão Ato pró-anistia convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) realizado no centro de Brasília na tarde de quarta-feira (7/5) Em ato na capital federal nesta quarta-feira (7/5) o ex-presidente Jair Bolsonaro, descumprindo recomendação médica, subiu no carro de som e voltou a defender a anistia dos acusados de envolvimento no 8 de Janeiro. Bolsonaro afirmou que se o projeto que livra da punição os condenados pelos atos extremistas for aprovado no Congresso não poderá haver qualquer contestação dos demais Poderes. “Anistia é um ato político e privativo do Parlamento brasileiro. Se o Parlamento votou, ninguém tem que se meter em nada, tem que cumprir a vontade do parlamento, que representa a vontade da maioria do povo brasileiro”, disse. A declaração vem como recado ao Supremo Tribunal Federal, corte em que ministros têm se pronunciado contra a anistia dos condenados. Segundo levantamento da USP, a manifestação reuniu cerca de 4 mil pessoas em Brasília (DF). No breve discurso em cita de um carro de som, Bolsonaro comemorou a adesão dos manifestantes numa quarta-feira em Brasília. “Quem esperava um público como esse, em Brasília, no meio de uma semana? Ninguém esperava. Pouca gente esperava isso. A presença de vocês aqui é a certeza de que estamos no caminho certo”. Essa é a primeira manifestação bolsonarista em Brasília desde a que culminou na depredação dos prédios dos Três Poderes, em 8 de Janeiro de 2023. O mote do ato foi justamente o perdão aos condenados no STF pelo vandalismo em Brasília. Logo após a fala de Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia anunciou que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara havia aprovado projeto que susta a ação penal aberta pelo Supremo Tribunal Federal contra o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). O projeto também beneficiaria Bolsonaro, também réu na ação penal. O texto ainda vai ser submetido ao plenário da Câmara Federal. Durante a caminhada dos manifestantes da Torre de TV até a pista na frente do Congresso, políticos se revezaram em discursos. A primeira-dama Michelle Bolsonaro aproveitou para citar dois ministros do STF: Gilmar Mendes e Luiz Fux. De Gilmar, Michelle citou voto em que liberou da prisão a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Ancelmo, presa por corrupção. Michelle citou o exemplo para defender que a bolsonarista Débora dos Santos, condenada a 14 anos de detenção, também seja beneficiada e não corra o risco de voltar para a cadeia. Ela cumpre prisão domiciliar. Débora participou dos atos de 8 de Janeiro e usou um batom para pichar estátua na frente do STF. “Gilmar Mendes argumentou que a prisão de mulheres grávidas ou com filhos sob os cuidados delas é absolutamente preocupante. […] Pois bem, meus amados, Débora pegou dois anos de prisão, está em casa, pode voltar para a cadeia, tem dois filhos pequenos. Por que a balança só pesa para um lado?”, disse Michelle. Sobre Fux, a mulher de Bolsonaro agradeceu pelo fato de o ministro do STF defender revisão do tamanho das penas”. Em uma fala rápida, Malafaia também distribuiu afagos a Fux. Segundo o pastor, o ministro “acabou com a farsa do golpe” e “desmascarou” Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe. No mesmo tom de Bolsonaro, o líder religioso disse a anistia é privativa do Congresso e que o STF não pode “meter o bedelho”. “Anistia é exclusiva do Poder Legislativo, STF não pode meter o bedelho. O STF pode condenar a 200 anos quem ele quiser. Acabou, a partir daí é Congresso Nacional”, disse Malafaia.
Assembleia Legislativa dá início à Semana de Arte, Cultura e Empreendedorismo
Foto: Clayton Cristus A proposta é estimular a economia criativa, fomentar a geração de renda e dar visibilidade a artistas, produtores culturais e pequenos empreendedores do Tocantins Teve início na manhã de terça-feira (6/5) no hall da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), a Semana de Arte, Cultura e Empreendedorismo. A iniciativa, de autoria da deputada Professora Janad Valcari (PL), foi aprovada pelo plenário da Casa e tem como objetivo valorizar a produção artística e empreendedora do Estado. O evento, que se estende por três dias, oferece ao público uma programação variada, incluindo exposições de arte, apresentações musicais, feira de livros e artesanato, além da participação depersonalidades ligadas à cultura e ao empreendedorismo local. A proposta é estimular a economia criativa, fomentar a geração de renda e dar visibilidade a artistas, produtores culturais e pequenos empreendedores do Tocantins. Para a deputada Janad, ações como esta são essenciais para incentivar oempreendedorismo e gerar renda, especialmente entre as mulheres. Ela destacou também que a visibilidade aos pequenos negócios contribui para fortalecer a economia local, promover autonomia e reduzir desigualdades. O presidente da Aleto, deputado Amélio Cayres (Republicanos), agradeceua presença dos cerca de 130 expositores e destacou a importância da iniciativa, que vem conquistando crescente reconhecimento. Ele afirmou que a Casa tem a responsabilidade de apoiar todos os setores dasociedade e que a cultura desempenha um papel essencial nesse contexto. A cerimônia de abertura contou com apresentações de dança dos grupos Ballet Tchibum, Grupo Gueto e Noivos da Junina Encanto Luar, além de performances musicais dos artistas Natan Rius e Nathaly Gomes.O evento também reuniu diversas autoridades e parlamentares, entre eles os deputados Nilton Franco (Republicanos), Júnior Geo (PSDB) e Danilo Alencar (PL), além do secretário estadual de Cultura, José SebastiãoPinheiro.


