Letra indica que doença não precisa de registro profissional para ser diagnosticada. Cantora apagou vídeo após críticas A cantora Maraísa, da dupla com Maiara, postou um vídeo cantando um trecho da música “Borderline”, que associa o transtorno a um relacionamento abusivo, e gerou discussão na web. O início diz para ‘abrir o olho’ para o relacionamento e logo indica que para diagnosticar o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não há necessidade de um CRM, que é o registro profissional de médicos. Veja algumas das reações abaixo. “Nem preciso de CRM pra diagnosticar essa loucura que cê tá vivendo / Fiquei sabendo que ele namorou outras pessoas / Pra cada uma ele foi um personagem / E esse perfil se encaixa numa personalidade borderline”, diz o trecho que abre a música. Ao g1, a dupla disse que não vai se pronunciar sobre o caso no momento. A cantora Maraisa publicou o vídeo no sábado (26) e apagou no domingo (27), após repercussão do assunto. Em outro trecho, a música dá exemplos de um comportamento controlador. “Repara ele te isolou de todo mundo / Não romantiza esse absurdo / Ele é instável, ele é intenso, ele é extremo / E nesses casos todo mundo sofre junto”, diz o trecho. O refrão da música indica o término do relacionamento. “Ele não precisa de você nem do seu sentimento / Só de tratamento,” diz o trecho. E, na segunda parte do refrão, a letra tem uma frase que associa à variação de humor. “Você não precisa ficar se envolvendo / Com anjo e demônio ao mesmo tempo,” diz o refrão. ReaçõesAlguns comentários nas redes, inclusive de fãs clubes, criticaram a música por generalizar quem possui o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), e associar o transtorno a uma pessoa tóxica e abusiva. “Lembrando que relação tóxica não é porque a pessoa é Borderline, qualquer ser humano pode ser tóxico e mau-caráter na relação. Bora rever isso!”, diz um comentário de um fã clube. Alguns comentários contextualizaram a situação das pessoas com esse transtorno. “Sou fã da Maraisa, mas ela lançou uma música falando negativamente de Borderline, sem respeito e empatia com quem possui esse diagnóstico. Com mais de 2 milhões de diagnósticos no Brasil com essa música, ela espalha desinformação e preconceito”, diz uma pessoa. Em outro comentário, uma internauta lembra que a sociedade ainda estigmatiza as questões de saúde mental e pede por músicas com mais empatia. “Apesar dos avanços na informação e no acesso a tratamentos, o preconceito existe – e ele é especialmente cruel com pessoas que enfrentam transtornos como o transtorno de personalidade borderline (TPB). Então que tal uma bela música falando sobre a importância da empatia, compreensão e respeito? Faria mais sucesso ainda,” escreve uma pessoa. Transtorno de Personalidade BorderlineEm entrevista à TV Anhanguera, a psiquiatra Jéssica Morais afirmou que pessoas com Borderline são mais reativas e mais sensíveis. “A palavra-chave é instabilidade, tanto nos relacionamentos, mas também no humor”, disse. A médica explica que os primeiros sinais acontecem no fim da adolescência e início da idade adulta, dos 18 aos 20 anos. “Nessa fase a pessoa já começa a apresentar essas características, a pessoa varia muito o humor ao longo do dia, dependendo do que acontece”, disse. TratamentoJéssica afirma que ter o transtorno não depende da decisão ou das ações de uma pessoa. “São muitas manifestações em que a pessoa não consegue controlar, ela precisa de ajuda profissional, principalmente de psicoterapia,” diz a médica. Segundo Jéssica, o tratamento ajuda a pessoa a se regular e aprender estratégias para lidar com o transtorno. “A medicação serve para controlar a impulsividade e a dificuldade de controlar a raiva,” disse.
Maraísa, da dupla com Maiara, posta vídeo de música que associa transtorno de borderlin a relacionamento abusivo e gera discussão na web
Rueda e Ciro Nogueira dividirão presidência de federação entre União e PP
“Vai existir uma co-presidência até dezembro. A gente vai integrar os dois partidos neste início e, a partir de janeiro, a gente terá uma presidência só”, afirmou Rueda na segunda-feira (28), após reunião da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados Os presidentes do União Brasil Antonio Rueda e do PP, senador Ciro Nogueira (PI), vão dividir a liderança da federação entre os dois partidos até dezembro deste ano. Em janeiro de 2026, um novo presidente deve ser escolhido para liderar o grupo. A aliança será formalizada em ato no Congresso Nacional na terça-feira (29/4). “Vai existir uma co-presidência até dezembro. A gente vai integrar os dois partidos neste início e, a partir de janeiro, a gente terá uma presidência só”, afirmou Rueda na segunda-feira (28), após reunião da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados. Segundo Rueda, a decisão foi tomada porque os integrantes de ambos os partidos entenderam que a medida trará “mais harmonia” para a federação neste momento. Aliança Em comunicado divulgado na segunda, o PP afirmou que a federação reunirá 109 deputados e 14 senadores dos dois partidos. “A aliança, costurada com muito diálogo e confiança, pretende ser uma bússola no centro da política, para impulsionar o Brasil ao rumo certo”, afirmou a legenda. “Não se trata de uma parceria de ocasião, é um projeto consistente com uma visão de longo prazo, uma resposta madura ao cenário de fragmentação partidária e uma aposta na estabilidade institucional. A base está nos estados, no trabalho de quem está no dia a dia da política real”, consta no comunicado. Instituído pelo Congresso Nacional em 2021, o modelo de federações busca permitir que os partidos atuem de forma unificada em todo o país, funcionando como uma única agremiação por quatro anos.
Joelma é internada em Goiânia
Cantora sentiu fortes dores abdominais e passou por exames. Quadro impede participação da artista no especial de 60 anos da TV Globo A cantora Joelma foi internada o Hospital Israelita Albert Einstein em Goiânia com quadro de infecção uninária. A informação foi confirmada pela assessoria da artista, que não vai se apresentar no show de comemoração dos 60 anos da TV Globo que acontece nesta segunda-feira (28/4). De acordo com o comunicado divulgado nas redes sociais da cantora, ela sentiu um desconforto abdominal no domingo (27/4). Depois de realizar exames, Joelma foi diagnosticada com o quadro de infecção urinária. O comunicado explica que Joelma precisa ficar de repouso para se recuperar. Por isso a participação no show que comemora o aniversário da TV Globo foi cancelada. Por fim a assessoria agradece o carinho dos fãs e o apoio. “Em breve, Joelma estará de volta, com toda a energia e alegria de sempre”, finaliza o comunicado. Na segunda-feira (28/4), a cantora fez uma postagem em que disse que já está em casa e que passa bem. Joelma agradeceu o carinho dos fãs e disse que está animada para os próximos shows.
Ciro Nogueira à CNN: Não vamos apoiar a reeleição de Lula em 2026
O presidente nacional do Partido Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, afirmou em entrevista à CNN que o partido não pretende apoiar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência em 2026. A declaração marca uma posição clara do PP em relação ao atual governo federal. Nogueira destacou que a federação partidária em formação, que inclui o PP, tem um viés conservador e de centro-direita. Segundo ele, cerca de 90% dos membros tendem a ser oposição ao governo atual. O senador expressou sua expectativa de que, em breve, após a consolidação da federação, haja discussões sobre um “desembarque total” do governo. “Nós não temos identidade, nem apoiamos”, afirmou Nogueira. Questionado sobre a posição do União Brasil, partido que atualmente ocupa ministérios no governo Lula, Nogueira evitou falar em nome da legenda aliada. No entanto, manifestou esperança de que o partido também se afaste do governo, argumentando que os partidos da federação têm “um pensamento muito semelhante”. Ciro Nogueira enfatizou a necessidade de começar a preparar a campanha para as próximas eleições. “Pode ter certeza, nós não estaremos apoiando o atual presidente na sua candidatura à reeleição”, reiterou o senador, deixando clara a posição do PP para o pleito de 2026.
Deputada federal denuncia que foi agredida pelo ex-marido
Foto: Reprodução/Assessoria Marussa Boldrin Deputada contou que esteve casada por oito anos com o ex e se manteve no casamento pensando nos dois filhos. Parlamentar contou ainda que quer conversar e ajudar outras mulheres A deputada federal Marussa Boldrin (MDB-GO) denunciou o ex-marido por agressão física. Em carta aberta publicada no perfil nas redes sociais dela, ela relata abusos e pressão psicológica e moral com xingamentos, ameadas e humilhações. Ao g1, ela contou que esteve casada por oito anos com o ex e se manteve no casamento pensando nos dois filhos. O g1 tentou contato por mensagem de texto e ligação com o ex-marido da deputada para um posicionamento, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem e as ligações não foram atendidas. A deputada contou que a primeira agressão física sofrida foi em 2023. “Eu fui para delegacia, mas tive medo. Eu nunca quis expor algo tão frágil meu para achar que eu queria ter ganho político com isso”, narrou. Segundo a assessoria, a deputada e o ex-marido passam a dormir em quartos separados após a primeira agressão e se divorciou dele formalmente, depois da segunda agressão ocorrida em março deste ano. “Eu vivi um abuso psicológico tão grande até chegar o físico que a dor física é terrível, mas a dor mental é muito maior. Eu estava com o meu psicológico dentro da minha casa tão abalado que eu chegava a pensar que ele estava certo”, contou ao g1. Ao explicar o motivo de publicar sobre as agressões agora, a deputada explicou que precisava estar bem. “Eu vejo que tudo na vida da gente tem uma maturação. Você precisa estar bem para enfrentar os desafios”, esclareceu. A parlamentar contou ainda que quer conversar e ajudar outras mulheres. “Eu preciso preparar essas mulheres para terem coragem também, pois a gente não está sozinha”, declarou. O g1 tentou contato com a polícia para mais informações sobre a denúncia e sobre o andamento da investigação, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Fortuna do Papa
Foto: YouTube/Jornal da Band Papa Francisco deixou herança? Verdadeira fortuna do líder católico vem à tona A Igreja Católica movimenta bilhões de reais anualmente e, depois que a morte do Papa Francisco veio à tona, muitos brasileiros passaram a pesquisar sobre quanto o pontífice recebia mensalmente do Vaticano e qual foi o montante em fortuna deixado por ele. Nos últimos dias, milhares de publicações viralizaram nas redes sociais, onde afirmam que o Papa Francisco, que liderou a Igreja Católica por 12 anos, deixou apenas US$ 100 (cerca de R$ 570) de patrimônio. Oficialmente, o Vaticano não confirma a informação. Porém, ao ser questionado sobre o assunto, o porta-voz da Santa Sé disse apenas ‘não saber da veracidade’ do tema. No entanto, o que de fato é verídico, é que papas, em geral, não recebem uma remuneração regular. Segundo o Vaticano, o Papa eleito segue, de simplicidade e humildade, associada aos votos de pobreza feitos quando entrou para a Companhia de Jesus. Riqueza do Papa FranciscoAinda segundo Francisco, durante o documentário ‘Amém: Perguntando ao Papa’, de 2023, ele nunca precisou de dinheiro para sobreviver, pois sempre recebeu alimentação e ajuda quando necessitou. “Quando preciso de dinheiro para comprar sapatos ou algo assim, eu peço. Não tenho um salário, mas não me preocupo com isso, pois sei que serei alimentado de graça”, brincou o pontífice à época. Como o próprio pontífice havia comentado no documentário, todas as suas necessidades pessoais, como moradia e alimentação, eram totalmente custeadas pelo Vaticano. Maior fortuna do PapaAlém disso, a maior fortuna deixada pelo Papa foi sua simplicidade e humildade, tendo em vista também que um dos focos do líder da Igreja era o auxílio aos pobres e necessitados. A simplicidade também foi marcante no próprio funeral de Francisco, no qual ele pediu para ser enterrado em um simples caixão de madeira – quebrando uma prática de séculos em que o líder da Igreja era enterrado em três caixões interligados feitos de cipreste, chumbo e carvalho.
Lady Gaga: a artista fora de qualquer padrão de normalidade
Acervo / VEJA Cantora, compositora, atriz, referência de irreverência e prestes a fazer um megashow gratuito em Copacabana. A personalidade polêmica de Lady Gaga deu gancho a VEJA para uma reportagem em 2011 que questionava o que é ser normal TBT 23 DE NOVEMBRO DE 2011 | Lady Gaga é uma artista versátil, conhecida, claro, por sua música, mas também por sua atuação em filmes, causas sociais e pela personalidade polêmica, muitas vezes como “estranha”. Essa figura com múltiplas facetas ilustrou a capa de uma reportagem especial de VEJA em 2011 – quando o fenômeno Lady Gaga foi revelado com seu estilo irreverente (à época, a cantora chegou a ir a um programa de televisão só de camisa, calcinha, meia arrastão e saltos Louboutin) – sobre o que é ser normal nos dias de hoje. “Como vivemos experiências psicológicas diferentes, nossos cérebros são desiguais, até mesmo fisicamente. Dessa diversidade decorre a fascinante complexidade do que é normal: se nossos cérebros são distintos entre si, e se todos os processos mentais derivam do cérebro, será que existe aquilo que chamamos de “normalidade mental”?”, iniciava o texto. “A normalidade talvez seja um mito que criamos para o nosso próprio deleite”, escreveu num artigo o psiquiatra Peter Kramer, da brown University, autor de Ouvindo o Prozac, best-seller dos anos 90. Kramer acredita que o avanço da genética, da biologia molecular e da neurociência está trazendo à tona as imperfeições humanas, que tendem a virar regra, em vez de exceção. diz ele: Kramer acredita que o avanço da genética, da biologia molecular e da neurociência está trazendo à tona as imperfeições humanas, que tendem a virar regra, em vez de exceção. diz ele: “Pode ser que estejamos entrando numa era em que a anormalidade será universal”, continuava a reportagem. Fato é: Lady Gaga se consolidou como uma artista fora de qualquer padrão e segue fazendo história. Atração principal da primeira noite do festival de Coachella 2025,ela surgiu com looks arrasadores assinados pela dupla Peri Rosenzweig e Nick Royal do Hardstyle, dando um verdadeiro show de música e de moda deixando os fãs brasileiros ansiosos. Isso porque no próximo sábado de maio, a cantora se apresenta num megashow gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Acompanhe a cobertura no site de VEJA.
Defensores públicos elogiam parceria com Aleto
Foto: Isis Oliveira O defensor público-geral do Tocantins, Pedro Alexandre, disse que “os deputados são comprometidos com o trabalho dos defensores, especialmente quando defendem e aprovam medidas que promovem a justiça social. O Governo do Estado e a Assembleia Legislativa têm esse recorte relevante”, concluiu. A parceria entre a Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) e a Defensoria Pública do Estado recebeu elogios de defensores públicos e corregedores-gerais de todo o país durante encontro no ParlamentoEstadual. O vice-presidente da Aleto, deputado Léo Barbosa (Republicanos), recebeu os representantes da categoria quinta-feira (24/4), quando a colaboração institucional foi destacada comoexemplo positivo. “É com muito orgulho que dou testemunho do excelente trabalho que aDefensoria Pública do Tocantins tem feito e isso se deve muito a parcerias tão importantes com instituições, a exemplo da Assembleia Legislativa”, declarou o defensor público-geral de Roraima e presidente do Conselho Nacional de Defensores Públicos-Gerais (Condege), OlenoInácio de Matos. Ao se referir ao trabalho dos parlamentares tocantinenses, o defensor público-geral do Tocantins, Pedro Alexandre, disse que “os deputados são comprometidos com o trabalho dos defensores, especialmente quando defendem e aprovam medidas que promovem a justiça social. O Governo do Estado e a Assembleia Legislativa têm esse recorte bem relevante”. Pedro Alexandre destacou também a atenção dos deputados em relação às demandas da Defensoria. “Percebemos a agilidade e a sensibilidade dos parlamentares desta Casa a pautas que geram impacto na vida dos tocantinenses que mais precisam. Os deputados são ponto de equilíbrio, fazendo defesa da atuação e da projeção da Defensoria Pública na sociedade tocantinense”, pontuou. Léo Barbosa agradeceu a visita dos defensores públicos e colocou a Assembleia à disposição da categoria. “Estamos aqui para representar oscidadãos e vocês [defensores] para garantir que eles tenham acesso à justiça e a serviços públicos de qualidade. Então, é importante mantermos essa parceria, pois ela reforça a garantia do acesso à justiçapara quem tanto precisa”, concluiu. Reuniões ordinárias Os defensores e corregedores que estiveram em Palmas (TO) permaneceram até sexta (25/4) quando participaram de reuniões ordinárias do Conselho Nacional de Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) e do Conselho Nacional de Corregedoras e Corregedores-Gerais das Defensorias Públicas nos Estados, do Distrito Federal da União (CNCG). “
Perdeu Mané!
Defesa aponta volta à prisão como segunda morte A cabeleireira Débora Rodrigues, de 39 anos, foi condenada na sexta-feira, 25 de abril de 2025, a 14 anos de prisão por sua participação nas manifestações de 8 de janeiro de 2023, em Brasília (DF) onde pichou a frase “Perdeu, mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sentença, proferida pela Primeira Turma do STF, considerou cinco crimes, incluindo deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada, mas a defesa da condenada mantém a esperança de reduzir significativamente o tempo de pena. A advogada Tanieli Telles, que representa Débora, acredita que os dois anos de prisão preventiva cumpridos, somados aos cursos realizados e ao trabalho desempenhado no presídio, podem zerar a pena por meio da remissão. Atualmente em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, Débora teme o retorno ao regime fechado, o que a defesa classifica como uma “segunda morte”. O caso, que ganhou notoriedade pela frase pichada, referência a uma fala do ministro Luís Roberto Barroso, reacende debates sobre a proporcionalidade das penas aplicadas aos detidos nos protestos de 8 de janeiro. A advogada destacou que Débora, mãe de dois filhos, chorou ao saber da condenação, mas foi orientada a manter a fé, com a garantia de que a luta jurídica continua. Contexto do Julgamento e DivergênciasA condenação de Débora Rodrigues foi resultado de um julgamento na Primeira Turma do STF, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cármen Lúcia pela pena de 14 anos, enquanto Cristiano Zanin sugeriu 11 anos e Luiz Fux defendeu uma pena de apenas um ano e seis meses, restrita ao crime de deterioração de patrimônio tombado. A defesa celebrou o voto de Fux, que excluiu acusações mais graves, como tentativa de golpe de Estado, por considerar que as provas se limitam à pichação da estátua, sem evidências de participação em atos violentos ou organização criminosa. Desde sua prisão, em março de 2023, na Operação Lesa Pátria, Débora esteve detida na Penitenciária Feminina de Rio Claro, em São Paulo, até ser transferida para prisão domiciliar em março de 2025, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Durante o período no presídio, ela realizou dois cursos preparatórios para o Enem e trabalhou, atividades que, segundo a legislação penal, permitem a redução de pena por remissão. A advogada Tanieli Telles informou que ainda não teve acesso ao cálculo exato do tempo remido, mas acredita que, somado ao período de prisão preventiva, isso pode evitar o retorno de Débora ao regime fechado. O caso reflete a complexidade dos julgamentos dos envolvidos nas manifestações, com mais de 1,4 mil detidos e 430 condenados até o momento. Impactos e Reações à SentençaA sentença de Débora Rodrigues gerou intensas reações, tanto no meio jurídico quanto na sociedade. Para a defesa, a condenação por cinco crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, é desproporcional, já que as provas se concentram na pichação com batom, um ato sem violência direta ou danos permanentes à estátua, avaliada entre 2 e 3 milhões de reais. A advogada Tanieli Telles planeja recorrer da decisão, apontando a ausência de “provas individualizadas” de condutas violentas ou de adesão a um plano de ruptura democrática. O voto divergente de Luiz Fux, que destacou a conduta isolada da pichação, reforça os argumentos da defesa, que vê na decisão uma oportunidade para questionar a dosimetria da pena. Por outro lado, o relator Alexandre de Moraes defendeu a gravidade do caso, apontando que Débora participou de acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército e apagou mensagens de seu celular, o que foi interpretado como tentativa de ocultar provas. A condenação também mobilizou apoiadores de Débora, que consideram a pena excessiva, com figuras públicas como o governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio Bolsonaro citando o caso em protestos. Organizações de direitos humanos acompanham o processo, cobrando maior atenção às condições de mulheres no sistema prisional e à individualização das penas. O caso pode influenciar outros julgamentos relacionados aos protestos de 8 de janeiro, levantando questões sobre o equilíbrio entre punição e justiça. Perspectivas e Luta JurídicaCom a condenação de Débora Rodrigues, a defesa agora se prepara para uma nova fase de recursos, com o objetivo de reverter a pena de 14 anos ou, ao menos, garantir que ela seja cumprida em regime domiciliar. A advogada Tanieli Telles destacou a força emocional de Débora, que, apesar do impacto da sentença, mantém a fé e a esperança na justiça, tanto divina quanto terrena. A possibilidade de remissão, com base nos cursos e no trabalho realizados no presídio, é vista como um caminho viável para reduzir significativamente o tempo de pena, especialmente considerando os dois anos já cumpridos em prisão preventiva. A defesa também avalia a interposição de embargos e, se necessário, o recurso a instâncias internacionais, alegando violações aos princípios de proporcionalidade e individualização da pena. O caso de Débora, amplificado pela simbologia da frase “Perdeu, mané”, tornou-se um ponto de inflexão no debate sobre as punições aplicadas aos detidos nos protestos de 8 de janeiro, com críticas tanto à rigidez do STF quanto à condução das investigações. Para o futuro, especialistas sugerem que o Judiciário poderia adotar medidas mais flexíveis, como penas alternativas, em casos de menor gravidade, para equilibrar punição e ressocialização. Enquanto a batalha jurídica segue, Débora permanece em prisão domiciliar, sob restrições como o uso de tornozeleira e a proibição de redes sociais, aguardando os próximos passos de sua defesa. Para mais informações, acesse Agora Notícias Brasil ou confira a categoria Justiça.
Governo de Goiás aprova 71 mulheres em situação de violência doméstica em programa de Aluguel Social
Beneficiárias habilitadas têm 10 dias para formalizar adesão ao programa e receber o cartão O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social, da Agência Goiana de Habitação (Agehab) e da Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), publicou uma nova lista composta por 71 candidatas, residentes em 36 cidades goianas, habilitadas junto ao programa Para Ter Onde Morar – Aluguel Social, por meio de edital destinado exclusivamente a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A lista de beneficiárias está disponível no site goias.gov.br/agehab. Para a coordenadora do Goiás Social e primeira-dama, Gracinha Caiado, a ação demonstra a sensibilidade do Governo de Goiás ao facilitar o acesso do benefício a mulheres nestas situações. “Em atenção a essas vulnerabilidades sociais, o governo as dispensou da obrigação de estarem domiciliadas no município ou possuírem vínculo com a cidade, conforme regras dos programas habitacionais goianos”, destaca Gracinha. “A intenção é garantir mobilidade e segurança para que elas possam optar por se distanciar fisicamente de seus agressores”, pontua. Para ter acesso ao benefício, as mulheres selecionadas devem preencher a declaração de aceitação do programa e anexá-la no site ou no aplicativo Aluguel Social. “O modelo da declaração está disponível no site da Agehab e a candidata habilitada tem um prazo de 10 dias para realizar o procedimento, senão perde o benefício”, alerta o presidente da Agehab, Alexandre Baldy. Ele explica ainda que, por se tratar de vítimas de violência, a segurança é prioridade. “As beneficiárias recebem um atendimento personalizado e sigiloso”, garante. Para o titular da Seinfra, Adib Elias, a habitação é um importante instrumento de combate à violência doméstica. “Esta é mais uma ação do Governo de Goiás para proteção da mulher e sua família”, sublinha o secretário. O Aluguel Social é um benefício de R$ 350 concedido por até 18 meses e pode ser uma saída para a vítima deixar a dependência econômica do agressor.


