Reportagem do jornal Estado de S. Paulo revela que o senador tem condicionado sua fidelidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à ocupação de cargos-chave no governo federal O presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vem se consolidando como um dos principais articuladores políticos do governo no Congresso — mas não sem impor um preço elevado. Reportagem do jornal Estado de S. Paulo revela que o senador tem condicionado sua fidelidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à ocupação de cargos-chave no governo federal, ampliando seu poder sobre estatais e agências reguladoras. Em um momento delicado, com a tramitação do projeto de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro ganhando força na Câmara, Alcolumbre tem sinalizado que poderá barrar a proposta no Senado. Em troca, cobra nomeações no Banco do Brasil, nos Correios, em agências reguladoras e exige a saída do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), de quem se tornou desafeto Conflito com Silveira e disputa por agências reguladoras A relação entre Alcolumbre e Silveira se deteriorou desde meados de 2023. O senador alega que, ao disputar novamente a presidência do Senado, comprometeu-se com colegas — como Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA) — a garantir a eles indicações em agências reguladoras como a Aneel, ANP e ANM. Silveira, no entanto, tem resistido a essas movimentações, dificultando o cumprimento dos acordos firmados por Alcolumbre. A tensão se agravou porque Silveira, inicialmente indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, acabou se aproximando de Lula e da primeira-dama, Rosângela da Silva, e hoje é visto como parte do núcleo pessoal do presidente. A permanência de Silveira é, portanto, um dos principais obstáculos à expansão da influência política de Alcolumbre sobre áreas estratégicas do governo. Influência na Esplanada e disputa por ministério Mesmo antes de retomar oficialmente a presidência do Senado em fevereiro deste ano, Alcolumbre já exercia forte influência sobre a Esplanada. Foi responsável pela indicação de dois ministros: Waldez Góes, na Integração Nacional, e Juscelino Filho, nas Comunicações — este último exonerado após denúncias de corrupção com emendas parlamentares apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Com a queda de Juscelino, Alcolumbre tenta manter o controle sobre o Ministério das Comunicações, articulando a indicação do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA) como sucessor. A movimentação tem o objetivo de impedir que outras forças da base governista avancem sobre a pasta. Anistia em jogo e receio de acordos de bastidores No momento em que a proposta de anistia a condenados e investigados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 avança na Câmara, com apoio do PL e da extrema direita, a expectativa do governo é que Alcolumbre utilize seu poder para barrar a medida no Senado. O senador Eduardo Girão (Novo-CE), voz ativa da oposição, teme que a decisão sobre a tramitação da proposta seja tomada a portas fechadas: “Pode ser que ele (Alcolumbre) trave” a votação, admitiu. “Minha preocupação é com acordões que foram feitos, não apenas esse com o Lula. O mínimo que se espera é neutralidade e imparcialidade. Que ele coloque o projeto em pauta”, afirmou Girão. Enquanto isso, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou um requerimento de urgência para a tramitação da anistia, reunindo 262 assinaturas — acima das 257 necessárias. A decisão final sobre o avanço da pauta deve ser tomada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após ouvir os líderes partidários.
Alcolumbre ( à esquerda de Lula) cobra fatura alta para garantir apoio à Lula
Caiado destaca avanços na segurança pública de Goiás durante evento em São Paulo
Fotos: Ingrid Brasil Governador participou da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, em São Paulo, e ressaltou aprovação de 86% da gestão entre os goianos O governador Ronaldo Caiado destacou, neste sábado (19/4), os avanços na segurança pública de Goiás e os índices de aprovação da gestão estadual, durante participação no segundo dia da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), em São Paulo. O evento, que reúne pastores e fiéis de todo o país, também celebrou os 85 anos da CGADB. “Como governador, agradeço todos os dias por ter, nos últimos três anos, o maior índice de aprovação, chegando a 86% em Goiás. Desde o primeiro dia do meu mandato, determinei como prioridade o resgate da ordem, a imposição do Estado Democrático de Direito, o direito de ir e vir e a liberdade dos cidadãos, com a regra de que o bandido muda de profissão ou muda do Estado de Goiás”, afirmou Caiado. O governador enfatizou que, como resultado da política de segurança pública adotada, Goiás vive hoje uma realidade diferente da registrada em grande parte do país. “Quando se tem autoridade e independência moral para exercer o cargo, faccionado não comanda um palmo do território”, reforçou Caiado. Além da segurança, Caiado também citou avanços expressivos em áreas como educação, saúde e programas sociais. “Entendemos quais eram as prioridades no estado, por isso somos destaque na educação, com o primeiro lugar no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], e referência em programas sociais e interiorização da saúde”, completou. O presidente da CGADB, pastor José Wellington Costa Júnior, agradeceu a presença do governador e reforçou sua conduta estadista. “Todos nós acompanhamos a postura do governador Ronaldo Caiado desde sua primeira candidatura. Sabemos da sua seriedade e do seu compromisso com os preceitos morais”, declarou. A convenção também sediou a 47ª Assembleia Geral Ordinária, ocasião em que foi eleita e empossada a nova mesa diretora da entidade para o quadriênio 2025-2029. A chapa única foi liderada pelo atual presidente da CGADB, pastor José Wellington Costa Júnior. Fundada em 1930, a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil reúne cerca de 106 mil pastores e mais de 6 milhões de membros. Criada três décadas após a chegada da Igreja ao Brasil, a CGADB tem como principais objetivos promover a união entre as unidades regionais e incentivar o progresso moral e espiritual.
E se a anistia passar?
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) que protocolou o pedido de urgência para o projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 Não conseguiriam golpear Dilma. Golpearam. Não conseguiriam prender Lula. Prenderam. Golpearam, prenderam, voltaram a tentar golpear e fracassaram, mas continuam articulando mais um golpe. O golpismo é uma atividade permanente e inclui, como plano de emergência, mas com efeitos mais adiante, a anistia que beneficiaria manés e terroristas de 8 de janeiro e, aberta a porteira, todos os chefes do golpe. Não há mais como dizer, como diziam em 2016 e repetiram em 2018, que eles não passariam. Passaram e ainda tentam, mesmo derrotados, seguir em frente. O projeto da anistia é cada vez mais uma possibilidade. E se acontecer, o que resta fazer? Resta se preparar para que não aconteça agora o que aconteceu com Dilma e Lula, que não tiveram nenhuma reação política forte ao golpismo. Como a democracia não teve, depois do 8 de janeiro, nenhum suporte de massa à agressão sofrida. Essa democracia estaria morta e enterrada, com poucas chances de ressurreição, se não tivesse contado com a bravura de Alexandre de Moraes. Os arrogantes omissos, os autocentrados e os que subestimaram as forças da extrema direita, esses dirão sempre que é um exagero atribuir a um ministro do STF a resistência às estocadas do golpismo. São os mesmos que dizem agora, mas já em voz baixa, que a anistia não passará. Mas que não terão quase nenhuma capacidade de articulação e de mobilização, se a anistia passar. E esse pode ser o próximo drama da democracia e das esquerdas, para muito além da questão política. Será desmoralizador e destruidor dos ânimos parcialmente resgatados por Lula o drama que pode se juntar às omissões passadas diante do golpe contra Dilma e da prisão de Lula. Um drama que não será apenas de líderes com alguma representação e poder, das instituições, de mandatos, de partidos, sindicatos. Será um drama do que ainda chamam de sociedade civil ou do que ainda dá forma às estruturas formais da democracia. O Brasil, ao contrário do que ainda acontece nos países vizinhos, perdeu a capacidade de reagir e de pelo menos espernear diante da imposição do fascismo. E se defende com manifestações de indignação, que acabam sendo um fim em si mesmo. Somos um país de indignados, ainda com reduzida vontade de preservação de memórias, com déficit de ação política básica e sem condições de competir com a extrema direita na arena do mundo virtual. Se a anistia for aprovada amanhã, é provável que aconteça o que aconteceu em 2016 e 2018. A partir de 2018, tivemos pelo menos a vigília dos que levaram companhia e afeto a Lula em Curitiba. O que poderia ser feito agora, se todos nós formos encarcerados pelo cerco do bolsonarismo, enquanto os golpistas ficam impunes? A anistia é uma manobra com efeitos projetados no cenário de 2026. Se passar, eles estarão mais fortes, cruéis e violentos. Se passar e nada acontecer, devemos nos preparar para o que ainda não vimos.
Mulher é presa após urinar em bíblia
Reprodução A norte-americana Kelli Tedford (foto / reprodução) )ainda tentou esconder as gezes dentro da caixa de descarga antes de ser detida Uma mulher de 24 anos foi presa em New Hampshire (EUA) após causar uma série de danos em um quarto de hotel, incluindo urinar em uma Bíblia e defecar no chão. O caso, registrado pelas autoridades locais, também aponta que ela teria urinado em outros itens do cômodo, como cortinas, o edredom da cama e até mesmo o aparelho de ar-condicionado. A responsável pela ação foi identificada como Kelli Tedford, modelo e influenciadora. Segundo os registros policiais obtidos pelo programa Smoking Gun, ela ainda tentou esconder as fezes dentro da caixa de descarga do vaso sanitário antes de ser detida. A jovem agora responderá por vandalismo em propriedade privada. Essa não é a primeira vez que Tedford se envolve em um episódio semelhante. Poucas semanas antes, ela havia sido presa por urinar em produtos de um supermercado, causando um prejuízo estimado em US$ 1.500 (cerca de R$ 7.800). Com os dois casos, ela deve enfrentar a Justiça pelas infrações cometidas em diferentes estabelecimentos.
Aécio assassinou o PSDB
O colapso do PSDB começou em 2014, quando Aécio, derrotado nas urnas por Dilma, recusou-se a aceitar o resultado legítimo das eleições O PSDB está praticamente morto – e seu principal algoz atende pelo nome de Aécio Neves. O partido que foi protagonista do golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) que flertou com o fascismo e que abandonou qualquer traço de compromisso democrático agora busca sobreviver por aparelhos, fundindo-se com o Podemos, depois de ter sido rejeitado por siglas maiores. O fim melancólico é condizente com a trajetória recente da legenda, marcada por golpismo, traições, sabotagens e covardia política. O colapso do PSDB começou em 2014, quando Aécio, derrotado nas urnas por Dilma, recusou-se a aceitar o resultado legítimo das eleições. Foi o primeiro ataque frontal à democracia brasileira após a Constituição de 1988. Ao questionar o sistema eleitoral sem apresentar qualquer prova, Aécio abriu as portas para algo muito mais grave: a desconfiança sobre as urnas eletrônicas, que, mais tarde, seria instrumentalizada por Jair Bolsonaro, que está prestes a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal. Em outras palavras, foi Aécio quem plantou a semente do golpismo que germinaria na extrema direita. Não satisfeito, ele marchou ao lado dos camisas-amarelas de extrema direita nas ruas, engrossando manifestações de caráter fascista e antidemocrático. Acabou sendo expulso por aqueles que ele mesmo ajudou a fortalecer – um castigo simbólico, mas merecido. Em seguida, aliou-se a Eduardo Cunha e Michel Temer para derrubar a presidenta Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade. O resultado foi um governo ilegítimo, desastroso para o povo brasileiro, que aprofundou a desigualdade e destruiu direitos sociais.
Governo de Goiás avança na construção da Policlínica de Mozarlândia
Foto: Secom / Governo de Goiás Com investimento superior a R$ 20 milhões, Goinfra executa obras da unidade, que deve ser entregue no primeiro semestre de 2026 para atender municípios do Vale do Araguaia O Governo de Goiás avança na regionalização da saúde com a construção da Policlínica Estadual de Mozarlândia, município do Centro-Norte do Estado que integra a região do Vale do Araguaia. A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) já concluiu a terraplenagem e a fundação do prédio, que começa a ganhar forma com a concretagem das vigas de cobertura e a alvenaria de vedação da ala onde funcionará o ambulatório. O investimento é superior a R$ 20 milhões, com recursos do Tesouro Estadual. “A policlínica vai beneficiar moradores de toda a região e desafogar as unidades já existentes em Mozarlândia”, destaca o presidente da Goinfra, Pedro Sales. “Trata-se de uma obra de infraestrutura que representa mais saúde e qualidade de vida para as famílias, que não precisarão mais se deslocar até grandes centros urbanos em busca de atendimento. Isso reforça a regionalização da saúde, uma das prioridades do governador Ronaldo Caiado”, completa. A previsão é entregar a Policlínica de Mozarlândia no primeiro semestre de 2026. A unidade, que fica no perímetro urbano da GO-164, deve atender aos moradores do Vale do Araguaia, integrado pelos municípios de Araguapaz, Aruanã, Britânia, Crixás, Faina, Matrinchã, Mozarlândia, Mundo Novo, Nova Crixás, São Miguel do Araguaia, entre outros. Policlínicas ativas em Goiás Formosa, Goianésia, Goiás, Posse, Quirinópolis e São Luís de Montes Belos já receberam unidades semelhantes, centradas no cuidado especializado complementar à atenção primária em saúde e a procedimentos de alta complexidade. As policlínicas oferecem consultas médicas em cardiologia, endocrinologia, dermatologia, ortopedia, ginecologia, mastologia e pediatria, dentre outras especialidades. Os atendimentos também incluem curativos complexos, serviço laboratorial completo e exames para suporte diagnóstico das especialidades médicas a serem ofertadas. Assistente social, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista e fisioterapeuta compõem a lista de profissionais a serem disponibilizados.
Goiás Social oferece aulas de dança para bem-estar de mães e bebês do Meninas de Luz
Fotos: Nandra Leão Iniciativa é inédita no serviço público em Goiás e oferecida a grávidas e puérperas em situação de vulnerabilidade social O Goiás Social, por meio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), oferece uma atividade gratuita que une saúde e afeto: a Dança Materna. Voltada para mães e seus filhos, a iniciativa promove momentos de cuidado e bem-estar por meio de movimentos aeróbicos leves. A atividade contribui para a melhora da autoestima, da saúde mental e fortalece os laços entre mãe e bebê, proporcionando uma experiência de conexão única. A ação é gratuita e faz parte das ações de apoio e acolhimento do Programa Meninas de Luz. “O Meninas de Luz tem o propósito de garantir acolhimento, carinho e, acima de tudo, respeito a essas jovens mães e seus filhos. Dá orgulho porque a Dança Materna é mais uma iniciativa pioneira no serviço público em Goiás”, destaca a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Educadora física e instrutora de Dança Materna, Mayara da Silva explica que tanto grávidas, a partir da 12ª semana de gestação, quanto puérperas, podem fazer a atividade. “A gestante faz movimentos leves e acaricia a barriga com as mãos, transmitindo pensamentos de amor, afeto e tranquilidade para o bebê. Isso promove um fortalecimento emocional. Para quem já teve o bebê, possibilita o retorno à vida social depois do parto, uma prática corporal saudável e que incentiva o mútuo-conhecimento entre mãe e filho em um momento de troca. Para o bebê, traz o conforto do balanço na dança, espaço para que possa brincar e explorar suas possibilidades corporais, acolhimento e relaxamento”, diz Mayara Silva. Mirelly Martins Diniz, de 20 anos, é mãe de Ezequiel, de um mês, e o Meninas de Luz acompanhou e auxiliou sua gestação. A mãe relata e agradece o aprendizado, que foi essencial para a adaptação à nova rotina. “Aqui, sempre senti e tive apoio. Tudo tem sido fundamental para a minha primeira experiência como mãe, sempre aprendo. Participo de tudo que posso e adoro a Dança Materna. É divertida e me deixa mais disposta”, conta a jovem. Meninas de Luz O Meninas de Luz oferece atendimento gratuito a jovens gestantes e seus bebês de até um ano de idade. A iniciativa, que em 2024 atendeu uma média mensal de 157 meninas e foi reconhecida nacionalmente pelo Criança Esperança, projeto promovido pela TV Globo, oferece desde apoio emocional, acompanhamento socioassistencial e psicossocial, até capacitações profissionais, promovendo a inclusão social dessas jovens. O projeto ainda doa kits de enxoval completos para bebês, que incluem bolsa, fraldas, roupinhas, sling, banheira e itens de higiene pessoal. O objetivo principal é proporcionar a essas meninas condições de criar seus filhos com dignidade e romper o ciclo de pobreza e exclusão.
Responsável pelo golpe de 2016 contra Dilma, PSDB terá fim melancólico e fusão com Podemos
Depois de anos de decadência política e eleitoral, o PSDB — legenda que protagonizou o golpe parlamentar de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff — caminha para um desfecho melancólico. Sem força para se manter como um partido relevante no cenário nacional, os tucanos devem oficializar nas próximas semanas uma fusão com o Podemos, em tentativa de sobrevivência. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo, em matéria divulgada neste sábado (19/4). A decisão ocorre em meio à reta final de um processo interno que busca definir o futuro do partido. A sigla, que já foi uma das mais influentes do país — chegando a eleger 99 deputados federais, sete governadores e 16 senadores em 1998 — vive seu pior momento. Nas eleições mais recentes, o PSDB encolheu drasticamente, elegendo apenas 13 deputados, três governadores e nenhum senador. O colapso eleitoral ficou ainda mais evidente nas eleições municipais de 2024, as piores da história do partido. O plano atual da cúpula tucana envolve uma fusão com o Podemos e, em seguida, a formação de uma federação com o Solidariedade. A nova legenda deverá se chamar, provisoriamente, #PSDB+Podemos, sendo presidida pela deputada federal Renata Abreu (SP), dirigente do Podemos. A criação de um novo programa partidário, com colaboração de economistas ligados historicamente ao PSDB, também está em curso. A ideia é dar uma “repaginada” na imagem pública da agremiação, que perdeu completamente seu papel de centro político no Brasil. O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do Instituto Teotônio Vilela, tentou justificar o movimento como um recomeço: “Estamos prestes a construir um novo caminho para o centro democrático brasileiro e para os milhões de brasileiros que não se sentem confortáveis nem com o que representa o lulopetismo nem com o que representa o bolsonarismo”, sublinha Neves. A fala do mineiro Aécio Neves, ignora contudo, o papel fundamental que o próprio PSDB desempenhou no fortalecimento da extrema direita ao se aliar sistematicamente a Jair Bolsonaro nos últimos anos. A aproximação com o Podemos representa uma guinada pragmática após tentativas frustradas de acordos com outras siglas, como MDB, PSD, PDT e Republicanos. Todos esses diálogos naufragaram por conta de divergências ideológicas e conflitos estaduais. No caso do PDT, por exemplo, a aliança foi descartada porque a sigla integra a base do presidente Lula, o que é vetado por setores da direção tucana. Já o Republicanos chegou a ser considerado como parceiro preferencial por Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul, mas não aceitou abrir mão do próprio nome nem da linha programática. O desmonte do partido é visível também entre seus quadros mais relevantes. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, já sinalizou que deve deixar a legenda e migrar para o PSD, seguindo o caminho da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra. Leite, contudo, declarou que só tomará a decisão após o encerramento do processo de fusão. “Em respeito à história que construímos juntos, qualquer decisão sobre meu futuro partidário será tomada apenas após a conclusão desse processo interno, que terá um desfecho até o fim do mês de abril”, afirmou em suas redes sociais. Em Mato Grosso do Sul, a debandada pode ser ainda mais grave. O governador Eduardo Riedel estuda convite para se filiar ao Republicanos, o que poderia significar a migração de quase um quarto da bancada tucana na Câmara e mais da metade das prefeituras controladas pelo partido em todo o país. “Se você não tiver propaganda na televisão, não atinge a população toda, fica muito difícil fazer campanha”, disse o deputado Dagoberto Nogueira (PSDB-MS), evidenciando a preocupação com estrutura e recursos eleitorais. A aposta da direção tucana é que a fusão com o Podemos e a federação com o Solidariedade possam reverter esse quadro. Segundo estudo elaborado pelas duas legendas, o novo agrupamento teria mais fundo partidário do que MDB e PSD, além de mais dinheiro público para campanhas do que o Republicanos. A expectativa é reunir ao menos 33 deputados federais, sete senadores e três governadores. A trajetória do PSDB nos últimos anos é marcada por contradições e oportunismo político. Tendo nascido com uma proposta social-democrata, a sigla se distanciou completamente de suas origens, aderiu ao neoliberalismo radical e, mais recentemente, apoiou pautas ultraconservadoras. A participação ativa no impeachment de Dilma Rousseff, sem base jurídica, abriu caminho para o avanço da extrema direita e para a ascensão de Bolsonaro. Ao final, o PSDB foi engolido pelo próprio monstro que ajudou a criar. A fusão com o Podemos pode adiar o colapso formal, mas não resgata a relevância perdida. Para muitos analistas, o partido que um dia foi liderado por nomes como Mario Covas, José Serra e Fernando Henrique Cardoso tornou-se irreconhecível — um espectro do que foi no passado. Seu fim, agora disfarçado de recomeço, carrega o peso das decisões políticas que o levaram à irrelevância.
Michelle Bolsonaro canta louvor com apoiadores em frente ao hospital onde Bolsonaro está internado
Michelle Bolsonaro admite desafeto na família de Bolsonaro: “Não sou obrigada” A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, cantou louvores ao lado de apoiadores na frente do hospital onde o ex-presidente está internado. Foi nessa quinta-feira (17/4) em frente ao Hospital DF Star, em Brasília (DF). Os apoiadores estão em vigília na porta, realizando orações, transmissões ao vivo e cantando músicas evangélicas Jair Bolsonaro foi internado na sexta-feira (11/4) no Rio Grande do Norte, após passar mal em um evento no estado. No sábado (10/4) Bolsonaro foi transferido para Brasília. O ex-presidente foi diagnosticado com suboclusão intestinal — obstrução parcial ou incompleta do intestino e passou por uma cirurgia de 12 horas. Ele segue em recuperação.
Justiça marca audiência entre Jojo Todynho e PT
©Foto: Instagram A influenciadora e cantora fez declarações públicas que geraram forte repercussão, levando o partido a entrar com uma queixa-crime contra ela Jojo Todynho voltou a ser destaque nos noticiários em 2024 após uma série de polêmicas, entre elas uma acusação de difamação envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT). A influenciadora e cantora fez declarações públicas que geraram forte repercussão, levando o partido a entrar com uma queixa-crime contra ela. Agora, a Justiça deu um novo passo no caso. Segundo apuração da coluna de Fábia Oliveira, o Ministério Público do Rio de Janeiro se manifestou no início de abril pedindo uma audiência de conciliação entre as partes. Na última quarta-feira (16/4), o juiz responsável pelo processo atendeu ao pedido e marcou para o dia 31 de julho a primeira audiência da ação. A data será crucial para o desfecho da disputa judicial: caso as partes cheguem a um acordo, o processo pode ser encerrado ali mesmo. No entanto, se não houver conciliação, caberá ao magistrado decidir se aceita ou rejeita a queixa-crime movida pelo PT. Se for aceita, Jojo será oficialmente citada e terá de apresentar sua defesa diante das acusações. O embate jurídico começou após declarações feitas por Jojo Todynho, nas quais ela teria associado o partido a condutas que o PT considerou ofensivas à sua honra. Diante da repercussão, o partido protocolou a queixa-crime por difamação contra a artista, cujo nome de batismo é Jordana Gleise de Jesus Menezes. O caso agora entra em uma fase decisiva, com grande expectativa sobre o que poderá acontecer após a audiência marcada. Até lá, o clima entre as partes segue tenso — e o público, atento aos próximos capítulos.


