Glen Stubbe/Minneapolis Star Tribune/picture alliance O ataque matou a deputada estadual Melissa Hortman, ex-presidente da Câmara dos Representantes de Minnesota e seu marido Dois parlamentares democratas do estado de Minnesota (EUA) e seus respectivos cônjuges foram baleados na madrugada deste sábado (14/06), por um homem disfarçado de policial. O ataque matou a deputada estadual Melissa Hortman, ex-presidente da Câmara dos Representantes de Minnesota, e seu marido. Já o senador estadual John Hoffman e sua esposa, que foram baleados diversas vezes, passaram por cirurgia e seguem em recuperação. Os crimes aconteceram nas residências dos legisladores. Para o governador de Minnesota, Tim Walz, o ataque teve motivação política. “Este foi um ato de violência política direcionada”, afirmou. Melissa Hortman era a principal liderança democrata na bancada estadual do partido. “O discurso pacífico é a base da nossa democracia. Não resolvemos nossas diferenças com violência ou à base de armas”, concluiu Walz. Suspeito fugiu após trocar tiros com a políciaSegundo as autoridades, a polícia atendeu a um chamado na casa de Hoffman às 2 horas da manhã (0h de Brasília), na cidade de Champlin, e o encontraram ferido. Pouco depois, receberam outra ligação referente à residência de Melissa Hortman, que morava no município vizinho de Brooklyn Park. Lá, encontraram o suspeito, que trocou tiros com os policiais e fugiu a pé. Uma operação de busca foi iniciada para encontrá-lo. O atirador estava vestido como um policial uniformizado e operava um veículo que se parecia com uma caminhonete usada pela corporação. O carro foi abandonado pelo atirador durante a fuga. Nele, policiais encontraram um manifesto com uma lista de outros legisladores do estado. A segurança das autoridades citadas no documento foi reforçada. Polícia pede para população ficar em casaO presidente dos EUA, Donald Trump, disse que foi informado sobre o “terrível tiroteio que ocorreu em Minnesota, o qual parece ser um ataque direcionado contra legisladores estaduais”. “Uma violência tão horrível não será tolerada nos Estados Unidos da América. Deus abençoe o grande povo de Minnesota, um lugar verdadeiramente grandioso!”, declarou ele em comunicado. Segundo o jornal americano The New York Times, os investigadores acreditam que o suspeito pode também ter planejado um atentado contra a manifestação “No Kings” (Sem Reis), realizada em todo os EUA neste sábado em oposição às políticas migratórias de Trump. A polícia estadual pediu para os residentes não irem à manifestação por motivos de segurança.
Deputada democrata e marido são mortos por atirador nos EUA
Datafolha: Lula é visto como pior que Bolsonaro em inflação e segurança
Montagem SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A gestão do presidente Lula (PT) é percebida como bem inferior à do antecessor, Jair Bolsonaro (PL), quando o assunto é combate à inflação e segurança pública. O Datafolha questionou 2.004 eleitores na terça (10/6) e na quarta (11/6) acerca da comparação dos governos em oito itens. O resultado não é bom para Lula. Além da derrota elástica em inflação e segurança, ele logra empates técnicos em temas sobre os quais fez campanha intensiva e de demonização de Bolsonaro: saúde, meio ambiente e combate à pobreza. Lula tem vantagem sobre o antecessor em moradia e habitação, educação e geração de emprego, mas por margens mais estreitas. O pior desempenho do petista é no controle de preços, como no caso dos alimentos. Segundo o Datafolha, 50% dos eleitores creem que ele é pior nisso que o antecessor, ante 29% que pensam o contrário. Outros 17% os veem com desempenhos equivalentes. Este é um caso em que a percepção popular bate com a avaliação do mercado financeiro, cujos agentes são usuais críticos de medidas com pouco compromisso fiscal do governo o que pode gerar inflação, além da deterioração do perfil da dívida pública. “Sinto muito” Os mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos, têm uma visão um pouco menos ruim do trabalho de Lula no quesito: 43% acham que ele vai pior que Bolsonaro, ante 33% que acham que o petista é melhor e 20% que apontam igualdade. A avaliação negativa ante Bolsonaro vai crescendo conforme a faixa de renda, chegando a 68% entre os mais ricos, que ganham mais de 10 salários mínimos. Na segurança, tema que historicamente é calcanhar de Aquiles de governos de esquerda no Brasil, Lula é visto como pior que o rival por 46%, ante 29% que o veem melhor e 22% que acreditam em um empate. Militar reformado e ligado a forças de segurança ao longo da carreira, Bolsonaro sempre defendeu políticas mais duras, usualmente acompanhadas desprezo por temas de direitos humanos na área, algo cuja defesa é associada à esquerda. Lula tem tentado mostrar alguma proatividade, com seu Ministério da Justiça trabalhando projetos de coordenação de polícias, mas sofre críticas de estados, que temem perda do controle local. Empate As notícias melhoram para Lula quando o tema é educação, mas marginalmente: 42% acham que ele vai melhor que Bolsonaro, ante 38% que dizem o oposto. É um empate técnico na margem da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Avaliam gestões semelhantes outros 18%. Até aqui, a grande vitrine do Planalto na área é o Pé-de-Meia, programa de apoio a alunos do ensino médio. A avaliação mais positiva aparece no tema geração de empregos, com 43% apontando Lula como superior ao rival e 36% como inferior. Já 18% dizem que são iguais. Por fim, no campo positivo ao Planalto atual, 40% apontam que o governo agora é melhor na geração de empregos, ante 33% que apontam isso no anterior. Aqui também a comparação é mais favorável a Lula no segmento usualmente associado ao petismo, o de mais baixa renda, invertendo a curva enquanto se avança para o campo dos mais ricos. Nos temas em que Lula parecia ter vantagem sobre Bolsonaro, comparando aí seus históricos, há empates inusitados. Negacionismo A começar pela saúde, pauta central na campanha dado o comportamento negacionista de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. Segundo o levantamento, 40% acham que o petista é pior do que aquele que ele chamava de genocida na campanha, enquanto 38% veem Lula melhor. Outros 20% apontam igualdade. No combate à pobreza, marca registrada dos dois primeiros mandatos de Lula (2003-10), outro empate, com 41% dizendo ver o petista se saindo melhor no quesito e 40% apontando Bolsonaro de forma favorável. Creem que ambos fazem o mesmo 20%. Por fim, o ambiente, área em que Bolsonaro tornou o Brasil um pária em fóruns internacionais. Aqui, 38% eleitores apontam o atual mandatário como melhor que o antecessor, ante 37% que o veem com pior desempenho, e 20% para quem eles se equivalem. Isso pode refletir várias coisas. Uma leitura é de que a agenda ambiental de Lula é, como muitos críticos apontam, melhor no papel do que na prática vide os embates entre Planalto e outras áreas do governo com o Ministério do Meio Ambiente, como no caso da exploração do petróleo no margem equatorial da Amazônia. Outra hipótese é de que o eleitorado seja mais alinhado com as ideias negacionistas do tema de Bolsonaro, ou com a crítica feita pelo agronegócio acerca do que vê como excessos regulatórios do setor, do que os ambientalistas gostariam. Ao fim, o elenco comparativo já antecipa temas da campanha eleitoral do ano que vem. Lula é o candidato natural da esquerda, salvo reviravoltas. Bolsonaro está inelegível até 2030, mas a comparação com seu governo será inevitável, dado que o campo da direita dificilmente terá um candidato que não demande a unção do ex-mandatário, restando saber o quanto, dada a toxicidade no caso de ele estar preso devido ao caso da trama golpista.
Ipasgo Clínicas Saúde Mental passa a atender no Setor Pedro Ludovico
Fotos: Ipasgo Saúde Unidade foi transferida do Setor Campinas para a sede do Ipasgo Saúde; novo espaço oferece mais conforto, integração e práticas complementares A partir de segunda-feira (16/6), os atendimentos do Ipasgo Clínicas (IClin) Saúde Mental passam a ser realizados em novo endereço. A clínica, que antes funcionava no Setor Campinas, foi transferida para a sede do Ipasgo Saúde, localizada na 1ª Radial, nº 586, bloco 1, 3º andar, no Setor Pedro Ludovico. A mudança faz parte do plano de revitalização dos espaços próprios da instituição, com foco na qualificação do cuidado e na centralização dos serviços. Com o objetivo de garantir que todos os beneficiários tenham acesso claro e antecipado à informação sobre a mudança de endereço, a comunicação foi realizada por diferentes meios: envio de e-mails, distribuição de materiais impressos no antigo IClin Saúde Mental e instalação de faixa informativa na entrada, além de telefonemas individuais para os pacientes agendados neste mês. Inaugurado em 2021, o IClin é referência no atendimento em saúde mental para os beneficiários do plano. A nova estrutura foi planejada para oferecer mais conforto, acolhimento e praticidade, tanto para os pacientes quanto para os profissionais. A transferência para a sede proporciona mais integração entre os serviços da instituição e facilita o acesso do beneficiário a outros atendimentos complementares, como a Atenção Primária à Saúde (APS). “A proposta da nossa gestão no Ipasgo Saúde é trazer o melhor atendimento médico aos nossos beneficiários. Nossa rede própria possui uma equipe multidisciplinar de excelência. Com a adição de um local, iremos oferecer ao paciente uma experiência de cuidado mais humana e resolutiva”, afirma a diretora de Assistência à Saúde do Ipasgo Saúde, Fabíola Pereira. O novo espaço conta com 12 consultórios, nos quais são realizados atendimentos em psiquiatria e psicologia. Os atendimentos ainda possuem tratamentos com práticas integrativas complementares, como a auriculoterapia, aromaterapia, ventosaterapia e grupoterapia, que têm como objetivo a promoção do equilíbrio físico e emocional dos pacientes em tratamento no local.
Israel: Vice-prefeita de Goiânia diz que está abrigada em bunker após ataques iranianos
Foto: Reprodução/Redes sociais e Arquivo Pessoal/Claudia Lira “Normalmente, quando chega o alarme é para a gente ficar em segurança”, disse Cláudia Lira A vice-prefeita de Goiânia, tenente-coronel Cláudia Silva Lira (Avante), disse que acordou com sirene e esteve em bunker de Israel. À Rádio CBN Goiânia, a vice informou que estava no Instituto de Lideranças, quando soou o alarme alertando a população para ir se abrigar em bunker no subsolo. Além dela, o secretário estadual de saúde de Goiás, Rasível Santos, está em Israel, para um congresso de lideranças. “Normalmente, quando chega o alarme é para a gente ficar em segurança. E aí tivemos a informação da possibilidade do Irã contra-atacar com mísseis, permanecemos no bunker e retornamos”, relatou.Israel atacou o Irã na madrugada de sexta-feira (13/6), noite de quinta-feira (12/6) no horário de Brasília. O bombardeio mirou infraestruturas nucleares iranianas. O bombardeio matou os dois principais líderes militares do país e dois cientistas nucleares. Teerã prometeu responder ao ataque. Em nota, a Embaixada de Israel informou que duas delegações brasileiras estão no país e que todos os membros das delegações encontram-se em locais seguros, com acesso a áreas protegidas, seguindo as orientações de segurança para visitantes em Israel. A vice-prefeita está em Israel para participar de um congresso, realizado para formação de lideranças, cerca de 15km de Tel Aviv. Com ela, estão 17 brasileiros no congresso, além de outra delegação brasileira. Segundo ela, entre os brasileiros estão políticos de outros estados. Cláudia Lira informou que o evento em que está participando é oferecido pelo governo de Israel e reúne autoridades municipais como prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários. “Eu cheguei aqui na segunda e a previsão de encerramento é no dia 20. Hoje estava planejado um passeio em Jerusalém, pois sexta e sábado em Israel é final de semana, os outros dias são de atividades e treinamentos”, explicou.Como aconteceu A política estava no quarto quando a sirene tocou, mas que não chegou a ouvir nenhuma explosão. A vice-prefeita relatou que, depois que retornou do bunker, não houve nenhum alarme para região. A política contou ainda que, mesmo com o ocorrido, se sente segura no país. “Agora o momento é de atenção, porém de uma certa tranquilidade. Recebemos todas as orientações para ficarmos próximos aos abrigos. Aqui, stou a distância de um minuto, pois é só descer as escadas para ir para o bunker”, descreveu. Claudia Lira explicou ainda que, quando chegou em Israel, recebeu as orientações caso o alarme soasse para procurar alguém que orientasse quanto ao abrigo mais próximo. Quanto ao retorno para o Brasil, a política informou que os aeroportos de Israel estão fechados. Lideranças brasileiras em Israel A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás informou que o secretário da pasta, Rasível Santos, desde sábado (7). Em nota, a secretaria informou que, além de Goiás, a delegação também tem políticos do Distrito Federal, do Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, de Rondônia, entre outros estados. Ataques em Israel As Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque no Irã na madrugada de sexta-feira (13), noite de quinta-feira (12) no horário de Brasília. Teerã prometeu responder ao ataque, que mirou infraestruturas nucleares iranianas. O bombardeio de Israel matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, e o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri. Dois cientistas nucleares também foram mortos. Mais tarde, Israel afirmou que o Irã lançou mais de 100 drones contra o território israelense. A população foi orientada a permanecer próxima de abrigos e evitar áreas abertas. O Irã afirmou que o ataque aéreo contra suas instalações militares e nucleares foi uma “declaração de guerra”. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, pediu em carta enviada à Organização das Nações Unidas (ONU) que “trate imediatamente dessa questão”. Nota da Embaixada de IsraelDuas delegações brasileiras estão atualmente em visita a Israel a convite do Ministério das Relações Exteriores de Israel: uma delegação da região do Brasil Central, incluindo representantes do Consórcio Brasil Central e autoridades de alto escalão da região, e outra composta por prefeitos e altos funcionários municipais. As delegações chegaram a Israel para promover a troca de conhecimentos e a cooperação em áreas como desenvolvimento regional e inovação, incluindo cidades inteligentes, segurança pública, agricultura e saúde. Todos os membros das delegações encontram-se em locais seguros, com acesso a áreas protegidas, e estão seguindo as orientações de segurança para visitantes em Israel. O Ministério das Relações Exteriores de Israel mantém contato constante com os grupos e está trabalhando nas soluções que vão viabilizar o retorno dos participantes que desejarem regressar ao Brasil assim que o espaço aéreo for reaberto.
Caiado e Gracinha celebram a solidariedade na 5º edição do Arraiá do Bem
Fotos: Walter Folador, Rômullo Carvalho e Hegon Corrêa Festa junina arrecada recursos para as ações do Goiás Social e da OVG nos 246 municípios goianos Uma noite de celebração e solidariedade marcou mais uma edição do Arraiá do Bem, realizado quinta-feira (12/6) no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia. O evento foi comandado pelo governador Ronaldo Caiado e pela coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, que receberam os convidados para a quinta edição da festa junina solidária. Líder do Goiás Social e anfitriã da noite, a primeira-dama enfatizou que a iniciativa contribui para fomentar ações focadas na melhoria da qualidade de vida de pessoas vulneráveis em todo o estado. “Hoje aqui mostramos a todos o quanto Goiás tem no seu povo o espírito de solidariedade. Porque enquanto nós estamos aqui, com alegria, estamos fazendo bem a muitas pessoas que precisam do nosso apoio”, afirmou Gracinha Caiado. “Não tem nada melhor do que quando se governa com amor ao próximo, com solidariedade, com transparência, com condição de ver o povo goiano cada vez mais alegre, cada vez mais ciente de que aquilo que é produzido aqui é repassado para as pessoas”, afirmou o governador. Ele enfatizou a assertividade das ações sociais do Estado que, implementadas de forma integrada entre diferentes áreas do governo, são referência nacional na emancipação de famílias. Neste ano, o Arraiá do Bem contou com barracas recheadas de comidas típicas, decoração com enfeites tradicionais e as apresentações de quadrilhas. O locutor Cuiabano Lima conduziu as atrações da noite. Entre os convidados, as duplas sertanejas Maiara e Maraísa, Edson e Hudson, além dos cantores Rayan Barreto, Hugo Vitti e Maluê. “Todo mundo que está aqui pode curtir o nosso show. Mas, na verdade, estamos aqui para ajudar o próximo”, afirmou a cantora Maiara. “Quero agradecer por dar essa oportunidade. A gente ama se engajar”, disse. O vice-governador Daniel Vilela avalia que o evento se consolidou entre os goianos. “Estamos aqui hoje em uma festa maravilhosa para todos que têm um espírito solidário, que querem contribuir com as causas importantes do nosso estado”, enalteceu. “Essas coisas boas precisam ser mantidas”, afirmou ao fazer o compromisso de levar a iniciativa de sucesso adiante. Evento O Arraiá do Bem é realizado por meio de parcerias com a sociedade civil e iniciativa privada que contribuem com valores, alimentos e bebidas que são consumidas na festa. No ano passado, o Governo de Goiás conseguiu arrecadar quase R$ 1 milhão, que foram destinados a projetos sociais que apoiam entidades beneficentes e famílias em situação de vulnerabilidade social. “O Arraiá do Bem é uma festa solidária”, afirmou a diretora-geral da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Adryanna Caiado, ao reforçar que a entidade realiza assistência social junto a 700 instituições, com 6,7 milhões de atendimentos por ano. “A nossa intenção é que nós, juntos, possamos ajudar o próximo, as pessoas vulneráveis em todo o estado de Goiás”, acrescentou. O evento teve a presença de integrantes da equipe de governo, bem como de inúmeras autoridades e representantes de vários segmentos. “A gente percebe que fazer o bem é sempre um sinal de graça e é sempre um sinal de uma bênção, é abrir portas”, afirmou o padre Marcos Rogério. “São duas festas com o mesmo propósito. Aqui, feita com doações, a renda dos ingressos é toda revertida para as obras da OVG. No Serra Dourada, nós revertemos os alimentos para a OVG, mas lá tivemos a inclusão das pessoas que foram nos shows com aquele padrão”, avaliou o titular da Secretaria da Retomada, César Moura, ao citar a etapa realizada com a presença de mais de 100 mil pessoas.
Lula diz que Bolsonaro é ‘covardão’
“O ex-presidente mentia 11 vezes por dia. Vocês viram a desfaçatez dele no depoimento? Ou seja, o País não merece isso. Esse país é um país de gente séria”, afirmou Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou quinta-feira (12/6) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RL)) agiu com “desfaçatez” no interrogatório feito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre tentativa de golpe de Estado, na terça-feira (10/6). “O ex-presidente mentia 11 vezes por dia. Vocês viram a desfaçatez dele no depoimento? Ou seja, o País não merece isso. Esse país é um país de gente séria”, afirmou Lula. Lula diz não fazer política com o fígado e dialogar com todos, inclusive com tachados de corruptos. O presidente disse ainda que, na frente do ministro do STF Alexandre de Moraes, Bolsonaro estava com os lábios secos e “quase se borrando”. Lula ainda chamou o antecessor de “covardão”. “Você viu que ele é um covardão? Você viu o depoimento dele, né? Ele estava com os lábios secos e estava quase se borrando. É muito fácil ser corajoso dentro de casa, no celular falando mal dos outros”, disse Lula. Lula participou de uma cerimônia de entrega de 318 máquinas agrícolas destinadas a 301 municípios mineiros, com aporte de R$ 150 milhões, em Contagem (MG). A medida integra o Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), do Ministério da Agricultura. Os equipamentos entregues aos municípios são motoniveladoras, retroescavadeiras, pás carregadeiras, escavadeiras hidráulicas, tratores e rolos compactadores.
Quem é Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro preso pela PF
Segundo as diligências, Machado é suspeito de tentar emitir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid O ex-ministro do Turismo Gilson Machado (PL), titular da pasta durante o governo de Jair Bolsonaro (PL-RL), foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (13/6). no Recife (PE). Segundo as diligências, Machado é suspeito de tentar emitir um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid. A defesa do militar nega participação no esquema. O Estadão tenta contato com os representantes do ex-ministro. Gilson Machado Neto, de 57 anos, é formado em medicina veterinária, mas atua como empresário dos ramos de eventos, turismo e radiodifusão. É sobrinho de Gilson Machado Filho, deputado que atuou na Constituinte e esteve no Congresso até meados da década de 1990. É um aliado próximo de Bolsonaro, tendo se aproximado do ex-presidente ainda em 2018. Foi secretário do Ministério do Meio Ambiente durante a gestão do ex-presidente e, em maio de 2019, foi indicando para a presidência da Embratur, estando à frente da estatal por mais de um ano. Gilson Machado tocava sanfona em lives de Bolsonaro Machado ganhou destaque por aparecer tocando sanfona em lives de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O ex-ministro é sanfoneiro, já gravou com nomes como Zé Ramalho e atua na banda Brucelose até hoje. Ele já deu aulas do instrumento para Bolsonaro. “A música me deu tudo na vida. Já fiz mais de três mil apresentações pelo Brasil, mais de 30 anos de carreira”, afirmou Machado ao quadro Joga no Google, do Estadão. Em dezembro de 2020, foi remanejado para o Ministério do Turismo. Na época, o então titular da pasta, Marcelo Álvaro Antônio, envolveu-se em um embate com Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria-Geral da Presidência da República. Álvaro Antônio acusou o ministro de pedir a Bolsonaro a entrega da pasta de Turismo para o Centrão. O ex-presidente exonerou Álvaro Antônio da pasta, substituindo-o por Gilson Machado. Em 2022, Machado foi candidato a senador de Pernambuco. Com uma cadeira em disputa, o ex-ministro do governo Bolsonaro teve mais de 1,3 milhão de votos, 29,5% dos votos válidos, perdendo o pleito para Teresa Leitão, do PT, que obteve mais de 2 milhões de votos, 46,1% dos votos válidos. Após o pleito, em novembro de 2022, retornou ao comando da Embratur, sendo substituído no cargo em janeiro de 2023 por Marcelo Freixo, nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ex-ministro divulgou ‘vaquinha’ para BolsonaroMesmo após o fim do governo Bolsonaro, o ex-ministro permaneceu próximo ao ex-chefe do Executivo, tendo atuado em campanhas de “vaquinhas” e na divulgação de atos em apoio a Bolsonaro. Em 2023, Machado foi um dos principais articuladores da campanha de doações via Pix para o ex-presidente. A ação difundida por aliados de Bolsonaro arrecadou mais de R$ 17 milhões, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). No mês passado, Machado passou a divulgar uma nova campanha de doações a Bolsonaro, alegando que o ex-presidente já gastou mais da metade do valor arrecadado há dois anos e necessitava de recursos para pagar advogados, médicos e ajudar Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado (PL-SP) que passou a ser investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Mauro Cid é preso pela PF por articular fuga com ex-ministro Gilson Machado
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL-RL) e réu por tentativa de golpe de Estado, foi preso nesta sexta-feira (13) pela Polícia Federal por envolvimento em uma tentativa de fuga articulada com o ex-ministro do Turismo Gilson Machado. De acordo com a GloboNews, Cid teria tentado deixar o país utilizando um passaporte português, supostamente viabilizado com a ajuda de Machado. A PF aponta que os dois articulavam a evasão clandestina com o objetivo de evitar o prosseguimento das investigações da Ação Penal 2.688/DF, que trata da tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. A prisão de Gilson Machado foi efetuada no Recife (PE), também nesta sexta-feira. Já Cid se encontra atualmente na vila militar, de onde deverá ser transferido para uma unidade prisional do Exército. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que há fortes indícios de que Machado “buscou um passaporte português para Mauro Cid com a intenção de viabilizar sua saída do país e, assim, impedir a aplicação da lei penal”. Em manifestação assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, o órgão afirma: “essa atuação ocorreu possivelmente para viabilizar a evasão do país do réu Mauro Cesar Barbosa Cid, com o objetivo de se furtar à aplicação da lei penal, tendo em vista a proximidade do encerramento da instrução processual”.
Caiado sanciona lei que prevê promoção de 3.307 militares da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros
Fotos: Adalberto Ruchelle Legislação garante promoção de 2.570 policiais militares e 737 bombeiros; impacto previsto é de R$ 106,7 milhões O governador Ronaldo Caiado sancionou, nesta quinta-feira (12/6), a lei que regulamenta a promoção de membros da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-GO). Aprovadas pelo plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), as matérias abrem espaço para a promoção de 2.570 policiais e 737 bombeiros. “Com essa lei, damos a melhor estrutura de forças de segurança do país àqueles que dignificam o nosso Estado e colocam Goiás como a melhor segurança pública do país”, afirmou Caiado ao assinar a lei. O gestor goiano lembrou que, ao receber o governo em 2019, os policiais recebiam baixos salários, não tinham armamento e nem gasolina para as viaturas. “Hoje podemos dar aquilo que eles merecem”, finalizou. As promoções dos militares são justificadas devido à crescente demanda pelos serviços das corporações, que se dá pelo aumento populacional e empresarial no Estado nos últimos anos, bem como pela necessidade de garantir o fluxo contínuo nas carreiras, evidenciando o compromisso e respeito do Governo de Goiás pelos servidores que garantem a segurança e paz no Estado diariamente. As promoções permitirão a redistribuição de vagas entre os cargos e graduações existentes, sem alterar o número total de militares das entidades. Vice-governador, Daniel Vilela, ressaltou o trabalho de valorização e priorização realizado pelo Governo de Goiás em relação às forças de segurança. “Aqui em Goiás, a nossa política de segurança pública é eficiente e qualificada. É a melhor do Brasil e continuará sendo, com nossas forças de segurança trabalhando determinadamente para que possam garantir a segurança do cidadão de bem”, assegurou. O impacto orçamentário dessas promoções, já para 2025 e, depois, a partir de 2026, será de R$ 106,7 milhões aos cofres públicos. Na PM-GO, são R$ 18,5 milhões neste ano e R$ 55,1 milhões a partir do próximo ano para garantir a promoção de 524 oficiais e 2.046 praças. Já no CBM-GO, os custos serão de R$ 7,8 milhões em 2025 e R$ 23,3 milhões nos anos seguintes. As matérias elaboradas pelo Governo de Goiás foram enviadas aos deputados estaduais e debatidas durante esta semana. Após apreciação e tramitação, as matérias de n° 14066/25, relativa aos bombeiros, e n° 14069/25, relativa à Polícia Militar, foram submetidas a duas votações e aprovadas pelos parlamentares. “É uma lei que trata da maior promoção e valorização da história para nossa gloriosa Polícia Militar e Corpo de Bombeiros”, resumiu o presidente da casa, deputado Bruno Peixoto. O líder do governo na Alego, deputado Thales Barreto, lembrou que as forças de segurança goianas são uma grande referência nacional. “A PM e o Corpo de Bombeiros estão tendo uma ascensão significativa com mais de 3 mil promoções”, avaliou.
Ameaças à reeleição do Lula
A pesquisa Quaest publicada em 5/6 permite enxergar esta realidade em perspectiva As pesquisas mostram uma tendência persistente de desaprovação e perda de credibilidade do governo Lula. Esta tendência ganhou maior tração em dezembro passado devido ao desgaste com a ofensiva desinformativa da extrema-direita sobre o PIX. No entanto, o início desse processo desfavorável ao governo teve início bem antes. Diferentes pesquisas, inclusive aquelas contratadas pelo governo, há muito mostravam que a lua-de-mel da população com o governo começou acabar precocemente, a partir de agosto de 2023, com apenas oito meses de mandato. A derrota impactante da esquerda na eleição municipal de 2024 pode ser entendida como reflexo desse fenômeno. Houve deslocamento de eleitores tradicionalmente lulistas em direção a candidaturas bolsonaristas, antipetistas e oposicionistas. Isso ocorreu mesmo com os resultados bastante positivos da economia, como o crescimento do PIB acima das melhores previsões, o aumento do emprego e da renda, e a reconstrução acelerada das políticas públicas destruídas no período fascista-militar com Bolsonaro. A pesquisa Quaest publicada em 5/6 permite enxergar esta realidade em perspectiva. O índice de desaprovação do governo [vetor verde do gráfico] que em agosto de 2023 era de 35%, alcançou 57% em maio de 2025, ao passo que a aprovação [vetor laranja], situada no patamar de 60% em agosto de 2023, desabou para 40% em maio de 2025: Esse processo não teve um desenvolvimento linear. Alternou algumas conjunturas de pequenas oscilações e consolidou a piora de trajetória a partir de dezembro. O governo perdeu aprovação nos segmentos tradicionalmente eleitores do presidente Lula e do PT, como o eleitorado feminino e do Nordeste, pessoas não-brancas, de baixas renda e escolaridade e beneficiários do Bolsa Família: Fossem outros os tempos, com todas as realizações desse terceiro mandato, Lula certamente teria índices de aprovação próximos aos 87% de quando deixou o Planalto em 2010. A realidade, no entanto, é outra. E no mundo inteiro, não só no Brasil. A paciência com governos recém eleitos dura pouco, e predominam expectativas de mudanças rápidas para aplacar a barbárie social e existencial causada pelo neoliberalismo. Isso ainda é agravado em contextos de polarização ideológica e de grande confrontação política. Hoje as pessoas já não se contentam com o que o governo oferece como se contentavam no passado, porque acumulam décadas de espera de melhoria real da vida que não nunca chega. Diferentes pesquisas mostram que agosto de 2023 foi o mês em que os índices favoráveis ao governo Lula atingiram o maior patamar [60%] e os desfavoráveis tiveram a menor pontuação [35%]. Representou o fim do ciclo de namoro pós-eleitoral. A partir daí, a tendência foi constante em dois sentidos: [1] do aumento da desaprovação, que atingiu 57% em junho/25, e [2] de queda da aprovação, que ficou situada em 40% [Quaest]. Apesar do crescimento do PIB dentre os maiores do mundo, a percepção das pessoas é menos otimista, porque o desempenho da economia não se reflete em mudança estrutural da situação de vida difícil da imensa maioria da população brasileira [mais de 70%] que sobrevive com até dois salários mínimos no mês. O sentimento de insatisfação com as dificuldades da vida cotidiana prepondera sobre o sentimento de satisfação, como mostram os dados da Quaest: Com o governo Lula o salário mínimo voltou a aumentar acima da inflação, o desemprego atingiu o nível mais baixo da história e a renda dos mais pobres aumentou via trabalho, emprego e benefícios sociais. Isso tudo, no entanto, não é capaz de modificar substancialmente o mau humor que no fundo é mais em relação ao sistema [capitalismo/neoliberalismo] do que com o governo de turno, que acaba sendo depositário da frustração e indignação das pessoas, por motivos compreensíveis. O salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas, que segundo o DIEESE deveria ser de R$ 7.638,62 em abril/25, é cinco vezes menor. Só para comprar os alimentos da cesta básica, o trabalhador que sobrevive com um salário mínimo de R$ 1.518 gasta em média cerca de R$ 683, quase a metade, afora os demais gastos com moradia, remédios, vestuário, transporte de péssima qualidade etc. O governo criou linhas de crédito consignado no setor privado. Porém, segundo a Serasa, 70 milhões de brasileiros –42% dos adultos do país– estavam inadimplentes em abril. Isso significa que milhões de famílias estão cronicamente endividadas não para aumentar o patrimônio ou adquirir bens duráveis, mas para custear o consumo básico e cotidiano, uma vez que sobram dias do mês depois do fim de um salário absolutamente irrisório. O desalento e a descrença no futuro marcam gerações ameaçadas de viverem em condições materiais piores que as de seus antepassados. A situação econômica positiva do Brasil não consegue aplacar o mal-estar difuso de grandes parcelas da população, na sua maioria pobre, que leva uma vida invivível e privada de condições mínimas de dignidade enquanto a oligarquia dominante fica ainda mais obscenamente rica parasitando o Estado. Decepção O governo Lula, por mais significativo que seja o processo de reversão da catástrofe herdada do bolsonarismo, acaba sendo destinatário desse sentimento de decepção que é catalisado pela extrema-direita. Faltam pouco menos que 16 meses para a eleição de 2026. Não é muito tempo, mas ainda é um tempo viável para o presidente Lula reverter a persistente perda de popularidade e de credibilidade e se reeleger. Arno Augustin, ex-Secretário do Tesouro Nacional dos governos Lula e Dilma, lembrou que para a disputa da reeleição de 2006, Lula reorientou a política econômica no segundo semestre de 2005. E pode fazê-lo novamente agora, no segundo semestre de 2025. A agenda de cortes e contingenciamentos vai na contramão da necessidade urgente de melhorar a percepção das pessoas sobre o governo com políticas que gerem sensação concreta de bem-estar comum em substituição ao mal-estar difuso imposto pelo neoliberalismo. O Congresso de maioria direitista e extremista deixou claro que fará de tudo para asfixiar o governo Lula, impedí-lo de executar o programa eleito pela soberania popular em 2022, e obrigá-lo a promover o austericídio para, desse modo, suicidar-se.


