“Está no radar que Musk e outras plataformas estão se movimentando nesse sentido”, reforçou a fonte O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou, por meio de canais diplomáticos, a articulação com os Estados Unidos para evitar que a gestão de Donald Trump aplique sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informa Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Segundo uma autoridade brasileira com conhecimento direto das conversas, as tratativas se elevaram ao mais alto escalão no último fim de semana, diante da percepção de que a investida contra Moraes vai além das articulações de figuras da extrema direita, como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro (PL). “O jogo é maior”, afirmou essa fonte, sob reserva. Big techs na mira O governo brasileiro acredita que a pressão para sancionar Moraes é liderada por executivos com trânsito privilegiado na Casa Branca, em especial empresários do setor de tecnologia. O nome mais citado é o do bilionário Elon Musk, proprietário da plataforma X (ex-Twitter), que tem feito ataques públicos a ministros do STF. “Está no radar que Musk e outras plataformas estão se movimentando nesse sentido”, reforçou a fonte. A motivação, segundo o governo, não estaria relacionada ao processo envolvendo Bolsonaro e uma tentativa de golpe de Estado, mas sim ao posicionamento do Supremo a favor da regulamentação das redes sociais — tema também defendido abertamente por Lula. Alerta à diplomacia dos EUA Na semana passada, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que há “grande possibilidade” de sanções contra Moraes, o que acendeu o alerta no Itamaraty. A gestão Lula considera que há divisão interna no governo Trump sobre o tema, e aposta que setores econômicos com interesses sólidos no Brasil podem atuar para conter o ímpeto dos radicais. A diplomacia brasileira tem reforçado aos EUA que qualquer medida desse tipo seria entendida como uma afronta grave ao Estado brasileiro. A mensagem é clara: a eventual sanção não atingiria apenas Moraes individualmente, mas representaria um ataque extraterritorial e unilateral ao Judiciário nacional e à soberania do Brasil. Além disso, o Planalto tem alertado que a aplicação de sanções sem diálogo direto com o país e sem uma compreensão precisa do contexto interno causaria danos irreversíveis às relações bilaterais. Governo age para “evitar o pior” – “Estamos agindo para evitar o pior para todos”, declarou a mesma autoridade do governo, reiterando que os esforços diplomáticos se concentram em impedir uma escalada de tensões entre Brasil e Estados Unidos em função do lobby de empresas privadas com interesses contrariados pela atuação do STF e pelo avanço da proposta de regulação das plataformas digitais.
Lula vê pressão Musk para os EUA punir Moraes
Divulgado vencedor da concessão de uso do terraço do CCON
Fotos: Rodrigo Cabral Contrato deve ser assinado nos próximos 60 dias. Espaço será transformado em restaurante com vista panorâmica Com a missão de ocupar todos os espaços do Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) com serviços à população, o Governo de Goiás definiu o parceiro privado que será responsável pela estruturação de um restaurante no terraço do prédio administrativo. O consórcio LM foi o vencedor do processo licitatório e será responsável pela implantação do espaço gastronômico. Para a concessão de uso, o Governo de Goiás receberá mais de R$ 4 milhões, como valor global do contrato. O termo de julgamento e adjudicação/homologação foi publicado nesta segunda-feira (26/5) no Diário Oficial do Estado (DOE). A previsão é que o contrato seja assinado em até 60 dias e as obras comecem ainda no segundo semestre de 2025. O processo licitatório ocorreu no último dia 20, na modalidade de concorrência presencial, com critério de julgamento para a maior oferta a ser paga ao Governo de Goiás. A concessão de uso terá prazo de 10 anos. Além de reforma no terraço do prédio administrativo do CCON, a concessionária terá a obrigação de realizar os investimentos obrigatórios referentes à construção de uma área de apoio ao restaurante, no valor estimado em mais de R$ 800 mil. Considerando o terraço, que fica no prédio administrativo, e a extensão de apoio, a empresa vencedora poderá explorar uma área total de 1.547,10 metros quadrados. Benefícios A concessão do espaço é uma iniciativa do Governo de Goiás, por meio de grupo de trabalho formado pela Secretaria da Retomada e pela Goiás Parcerias. Após os ajustes que serão realizados na estrutura física, a população goiana será beneficiada com a possibilidade de usufruir do espaço e também dos recursos financeiros que a concessionária terá de pagar aos cofres do Estado. “Por determinação do governador Ronaldo Caiado, trabalhamos para alcançar o pleno funcionamento do Centro Cultural Oscar Niemeyer. A esplanada, para 2025, já está com agenda lotada. O Palácio da Música, as galerias, o museu, as bibliotecas; tudo está funcionando com a destinação correta. Falta agora só o terraço, que logo receberá um belo restaurante com a justa contrapartida para o Estado”, afirma o secretário da Retomada, César Moura. O presidente da Goiás Parcerias, Diego Soares, destaca que este é o primeiro projeto de concessão desenvolvido totalmente “in house”. “Nossa equipe técnica desenvolveu todas as etapas do projeto, desde a identificação da necessidade de concessão, o estudo de viabilidade, processo licitatório e até a atração de empresas para a concorrência. O que também demonstra a maturidade alcançada pela administração estadual na modelagem de concessões e parcerias com o setor privado”, ressalta. Planejamento Proprietário do Consório LM, o empresário Waldemar Lobo adianta que vai instalar três operações no CCON: uma cozinha especializada em carnes nobres na parrilla, um restaurante italiano e um bar especializado em alta coquetelaria. As três operações são do grupo Urok. “Vamos ter espaço interno climatizado e formato rooftop para contemplação do pôr do sol. Queremos iniciar no próximo mês a obra da área de apoio e a reforma do terraço. Nosso desejo é de inaugurar o restaurante ainda esse ano, para operar junto com o Natal do Bem”, afirma Waldemar Lobo. Ele estima gerar 70 empregos diretos quando iniciar a operação.
Servidores do estado do Tocantins receberão salário pelo BRB a partir de junho
Foto: Antonio Gonçalves/Governo do Tocantins Abertura da conta pode ser feita 100% on-line, sem custos, por meio do aplicativo Banco BRB, o servidor também pode solicitar auxílio nas agências do BRB O Governo do Tocantins firmou novo contrato com o Banco de Brasília (BRB) e, a partir da folha de junho de 2025, todos os pagamentos de salários dos servidores públicos estaduais passarão a ser realizados por meio do BRB. As secretarias de Estado da Administração (Secad) e da Fazenda (Sefaz) reforçam que o processo é gratuito, simples e necessário. A nova sistemática foi definida pelo Contrato nº 036/2024, firmado no ano passado, e tem como objetivo garantir maior eficiência no controle da folha de pagamento, com segurança e modernização dos processos. Como abrir a contaA abertura da conta é necessária para que o servidor possa continuar recebendo seu salário normalmente, ainda que opte por receber os seus proventos por outra instituição bancária. O processo pode ser feito 100% on-line, sem custos, por meio do aplicativo Banco BRB, disponível nas lojas oficiais da Apple Store e Play Store. No entanto, o servidor também pode solicitar auxílio para abertura de sua conta nas agências do BRB. Após a abertura da conta, o servidor deverá encaminhar a comprovação com os dados da conta para o Setorial de Recursos Humanos (RH) do seu órgão de lotação para fins de conferências futuras, mas a integração dos dados bancários no Sistema de Controle de Pessoal e Pagamento será realizada de forma centralizada e via banco de informações, seguindo o calendário oficial da folha de pagamento. Como funciona a nova contaA conta do BRB já vem com integração entre conta corrente, salário e poupança, tudo em um único número. Munido com as informações de conta e senha próprias do processo de abertura da conta por meio digital, fica resguardada a possibilidade de desativação das modalidades não desejadas, assim como assegurados os direitos garantidos ao servidor enquanto consumidor, inclusive de realizar a portabilidade para outro banco. O cartão físico será enviado ao endereço fornecido no momento da abertura da conta, com previsão de entrega de até 10 dias úteis. No entanto, assim que a conta for aberta, o servidor já poderá utilizar um cartão de débito virtual, gerado diretamente no aplicativo, em até 24 horas. “Estamos promovendo uma mudança planejada e segura aos nossos profissionais. Todo o processo será conduzido com responsabilidade, garantindo que a transição ocorra dentro da legalidade, sem prejuízos ou transtornos aos servidores. A medida reforça o papel do Governo do Tocantins na condução de ações que asseguram eficiência e respeito a quem serve o estado”, frisa o secretário de Estado da Administração, Paulo César Benfica Filho. Dicas importantesAntes de iniciar o processo, certifique-se de que seu CPF esteja regular na Receita Federal do Brasil. Para a identificação, utilize apenas o RG Civil ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) originais e em formato físico — documentos emitidos há mais de 10 anos podem ser recusados, devido à dificuldade na validação dos dados. Ao fotografar o documento, escolha um local com fundo neutro, como uma mesa lisa ou uma folha de papel em branco, e retire-o do plástico para evitar reflexos ou sombras. Fotografe um lado por vez, seguindo as instruções do aplicativo, e garanta que todas as informações estejam nítidas e visíveis. Na etapa da selfie, procure um ambiente bem iluminado e evite o uso de acessórios como bonés ou óculos. Caso enfrente dificuldades, entre em contato com a central de atendimento do BRB ou procure uma das agências localizadas em três endereços da Capital: na Avenida Juscelino Kubitschek; na Avenida Joaquim Teotônio Segurado; e na Quadra 103 Sul. PortabilidadeO servidor que optar por continuar recebendo no seu banco atual ou desejar fazer a portabilidade para outro banco, poderá fazer a solicitação no BRB após a abertura da conta.
Trisal passa por momento de readaptação após reconciliação e adia casamento
Foto: Arquivo Pessoal/Erick Lucas Término durou quatro dias e foi resolvido com uma longa conversa entre os três O trisal de Goiânia (GO), que viralizou após anunciar a nova integrante, passa por momento de readaptação após separação que durou quatro dias. De acordo com Erick Lucas, de 43 anos, o trisal segue junto, mas casamento fica em segundo plano por hora devido a questões profissionais. Ainda segundo Erick, como anunciado pelo trisal em suas redes sociais, eles planejam fazer uma festa de casamento no futuro, mas que no momento não estão tendo tempo para pensar no assunto. “No momento não paramos pra pensar sobre casamento, a gente quer fazer e até falamos nas redes sociais que queremos fazer uma festa e chamar alguns seguidores, mas no momento está paralisado pois estamos cuidando de muitas coisas profissionais no momento”, explica Erick. O término que durou 4 dias aconteceu no dia 15 de maio e foi resolvida com uma longa conversa entre os três. Em entrevista ao g1, Erick disse que Hassana não estava bem na relação por ciúmes, insegurança e que problemas ligados à vida profissional dele e de Regislene também teriam abalado a relação da família. Relembre o casoEm setembro de 2024, Erick e Regislene viralizaram nas redes sociais ao anunciar que iriam adicionar uma nova integrante a relação, se tornando um trisal. O casal chegou a abrir um perfil nas redes sociais para procurar uma outra mulher. No dia 2 de setembro, Hassana foi anunciada como essa terceira pessoa. Ao g1, Erick disse que ele e Regislene abriam a relação pontualmente e que encontrar uma terceira pessoa era uma forma de expandir o amor. Ao anunciar a nova integrante em um post nas redes sociais, o trisal disse celebrar a união de três corações. “Celebramos a união de três corações que se escolheram, sem medo de amar além dos limites impostos. O preconceito não tem vez quando a felicidade é genuína”, disse. Na ocasião, o trisal afirmou que a relação é séria e que não se importam com comentários negativos feitos na página. “Temos a intenção de namorar, noivar, casar e seguir a vida”, disse Erick Lucas.
Empresa investigada por pagar contas de Michelle Bolsonaro, diz Coaf
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo sexta-feira (28/5) O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou uma movimentação de 32 milhões de reais entre janeiro de 2020 e abril de 2023 nas contas da empresa Cedro do Líbano Comércio de Madeira e Materiais para Construção, suspeita de financiar despesas pessoas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo sexta-feira (28/5). A avaliação do Coaf é de que a movimentação é incompatível com o porte, o patrimônio, a atividade e a capacidade financeira da empresa. De acordo com o relatório, a Cedro do Líbano recebeu 16,6 milhões de reais e gastou este mesmo valor pouco depois. “Chama atenção a aparente incompatibilidade entre o porte/estrutura, vis à vis o volume transacionado a crédito no período analisado, o que supostamente pode demonstrar que cliente esteja utilizando a conta para transacionar recursos provenientes de de atividades não declarada”, diz um trecho do relatório do Coaf revelado pelo jornal. A empresa, cita a publicação, já é investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os dados também teriam sido encaminhados para a CPMI do 8 de Janeiro, que apura o financiamento dos atos golpistas em Brasília – Distrito Federal. A Cedro estaria na mira, ainda de acordo com o jornal, da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF). A empresa, ao longo do período, transferiu recursos para um auxiliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Trata-se do sargento do Exército Luís Marcos dos Reis, preso desde maio pela falsificação nos cartões de vacinação. Ele integrava a equipe do ajudante de ordens Mauro Cid, outro militar preso no esquema criminoso. Reis, conforme destaca o Estadão, também participou dos atos golpistas de 8 de Janeiro. É justamente a movimentação entre a empresa e o auxiliar que levanta suspeitas sobre o uso de dinheiro público para pagar contas pessoais de Michelle Bolsonaro. A empresa tinha contratos com o governo federal, por meio da Codevasf e outros órgãos públicos. Os recursos repassados ao militar eram sacados e foram usados para pagar contas da ex-primeira-dama. Parte do dinheiro também teria sido repassado para parentes de Michelle. Em maio deste ano, após a prisão do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo que a Polícia Federal pediu a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Luis dos Reis. A iniciativa serviu para investigar as transações entre ele e a empresa. As solicitações da PF foram acolhidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, no final de 2022, e nasceram da análise de mensagens do tenente-coronel Mauro Cid, então braço-direito de Bolsonaro na Presidência. Os pedidos ocorreram no âmbito da apuração sobre o vazamento de um inquérito sigiloso a respeito de um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o final de 2022, a PF não havia identificado um vínculo formal ou informal entre Reis e a empresa para justificar a movimentação financeira registrada. No mesmo período, Reis esteve envolvido nas transações investigadas pela PF sob suspeita de desvio de dinheiro da Presidência por meio de Mauro Cid e a pedido da então primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com a PF, Reis repassou quantias a pessoas indicadas por assessoras de Michelle, entre elas Maria Graces de Moraes Braga, tia da ex-primeira-dama, e Rosimary Cardoso Cordeiro, responsável por um cartão de crédito utilizado por Michelle. Os envolvidos no caso ainda não comentaram as novas revelações sobre o relatório do Coaf de sexta-feira (23/5). Fonte:
Idoso descobre mais de 90 empréstimos feitos em seu nome
Foto: André Francelino/Arquivo Pessoal Raimundo Nonato Morais, de 73 anos, fez dois empréstimos bancários em 2012, mas percebeu que as parcelas nunca acabavam O Raimundo Nonato Morais, de 73 anos, descobriu que mais de 90 empréstimos consignados foram feitos no nome dele sem autorização. Ele procurou um advogado depois de perceber que dois empréstimos que ele realmente fez, em 2012, nunca acabavam. Morador de Ananás, no Bico do Papagaio (TO) o idoso tem como fonte de renda uma aposentadoria e uma pensão, de um salário mínimo cada, que recebe do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Quem descobriu os descontos não autorizados foi o advogado André Francelino de Moura, de Araguaína. Ele foi procurado pelo idoso em 2023 e identificou 90 contratos de empréstimos consignados no nome de Raimundo, ao longo dos 11 anos anteriores. Entre 2023 e 2025, outros dois entraram para a lista, totalizando 92 contratos não autorizados pela vítima. O advogado deixa claro que o caso do idoso não está relacionado ao escândalo que envolveu o INSS, em que eram registrados descontos de mensalidades de associações nos benefícios de aposentados e pensionistas. No caso de Raimundo, em 2012 ele realmente fez dois empréstimos consignados com instituições bancárias. Mas esses dois contratos acabaram sendo refinanciados sem a autorização do idoso. Os nomes dos bancos não foram informados e o g1 não conseguiu contato com as instituições. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que em 2019 foi criada a Autorregulação do Consignado, juntamente com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e foram registradas 1.465 sanções aplicadas pelos bancos a correspondentes por descumprimento às normas. Também afirmou que irregularidades relacionadas ao que determina a Autorregulação podem gerar multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. O advogado explicou que em caso de aposentados e pensionistas, esse tipo de oferta para empréstimo descontado em folha pode acontecer quando correspondentes bancários possuem o acesso aos dados do beneficiário. Com a informação sobre a margem consignável liberada, que corresponde a 30% do valor do benefício, é feito o refinanciamento da dívida e muitas vezes a pessoa nem é informada do processo ou não percebe que o saldo da dívida refinanciada é depositado na conta. “Jogam aquele dinheiro para o aposentado. São dinheiros pequenos, R$ 800, R$ 1 mil, que o aposentado pensa que é um abono, ou que é um décimo terceiro. Mas, esse valor é um novo contrato que ele não autorizou e que ele não sabe que tinha. O sentimento que ele tem é somente um: ‘esse empréstimo nunca acaba? Só que ele nunca acaba porque é todo tempo renovado”, esclareceu o advogado. Atualmente, o aposentado ainda possui 16 empréstimos não autorizados ativos, sendo sete na aposentadoria e nove, na pensão. São valores entre R$ 12 e R$ 220. Somados, são descontados R$ 452,55 da aposentadoria e R$ 384,95 da pensão. “Esse é o segredo. Por que essas parcelas são pequenas? Porque a margem [consignável] que se abre, eles monitoram, e quando o valor fica mais ou menos razoável, na casa de R$ 1 mil, realizam novamente o refinanciamento, seja como fraude ou com dinheiro na conta, para que a parcela seja sempre 30% da margem comprometida”, disse André. Outro ponto que chamou a atenção do advogado com relação à situação de Raimundo é que muitos dos contratos, que deveriam terminar em anos, eram quitados em meses por meio de um ‘refinanciamento’. “Tem um empréstimo que ele ‘fez’ em 20 de abril de 2021. A previsão era de 84 parcelas, sete anos. Era para terminar esse refinanciamento em 2028. Ele [o contrato] foi quitado no mês de outubro de 2021. E como ele foi quitado em outubro? Com outro empréstimo nas renovações que eles fazem. E isso se repete em outros contratos”, exemplificou o advogado. Processo sem tramitaçãoO processo de Raimundo está parado no Tribunal de Justiça do Tocantins desde 2023 por causa de uma decisão chamada ‘Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas no Estado do Tocantins’. Por ter entendimentos diferentes em juízes, o TJ paralisou a tramitação de processos de pessoas analfabetas contra instituições bancárias e relacionadas consignados. “Está suspenso o processo dele. Embora haja mais de 90 empréstimos, ele não pode nem discutir isso porque os contratos dele estão suspensos pelo Tribunal. O problema é consumidor perante o banco, e não o banco perante o consumidor”, destacou André, afirmando que os bancos seguem com processos contra os consumidores. Como o processo não está tramitando na justiça, o advogado ainda não conseguiu contabilizar o prejuízo financeiro, pois os bancos processados pelo idoso ainda não apresentaram na defesa a situação dos contratos e se as renegociações realmente caíram na conta dele ou foram desviados para terceiros. O g1 pediu posicionamento ao TJ sobre a paralisação de processos, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. Íntegra da nota da FebrabanQuestionada sobre as situações de refinanciamento de consignados de aposentados e pensionistas, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que em 2019 foi criada a Autorregulação do Consignado, juntamente com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). A iniciativa tem o objetivo de coibir o assédio comercial e as fraudes praticadas na oferta de crédito consignado público e privado. Desde que as regras da Autorregulação entraram em vigor, em 2020, foram registradas 1.465 sanções aplicadas pelos bancos a correspondentes por descumprimento às normas. Além disso, 113 empresas estão impedidas de atuar, e outras quatro receberam suspensões temporárias e advertências em maio de 2025, por terem cometido irregularidades. Após reclamações dos consumidores, 280 agentes de crédito também foram pontuados com penalidades relacionadas a infrações cometidas. A Febraban afirmou ainda que as irregularidades relacionadas ao que determina a Autorregulação podem gerar multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão. Um mecanismo que pode ser utilizado pelos consumidores é a plataforma Não me Perturbe. Por meio dela é possível bloquear telefonemas de instituições que ofertam crédito consignado sem que o consumidor tenha solicitado. De 2 de janeiro de 2020 e 5 de maio deste ano, a plataforma
Caiado prestigia encontro evangélico da Igreja Impactados
Fotos: Hegon Corrêa Governador falou sobre fé e espiritualidade durante o evento, que reuniu milhares de pessoas no Ginásio Goiânia Arena O governador Ronaldo Caiado destacou, na noite deste sábado (24/5), a importância da fé e da espiritualidade para o bem-estar social durante o evento “Cruzada A Cura”, da Igreja Impactados. “São pessoas como essas que mudam o mundo”, comentou o chefe do Executivo goiano durante o evento, que reuniu milhares de fiéis no Ginásio Goiânia Arena, na capital. Caiado afirmou que lideranças como o bispo Rinaldo Silva, líder da igreja, “fazem com que as pessoas tenham a presença da palavra de Deus” para moderar suas ações e buscar melhorias na vida. “E eu, desde que tive a oportunidade de ser governador, sempre busquei ser um homem temente a Deus. E aí, graças a Ele, estou conseguindo construir um mandato com segurança, educação de qualidade, atendimento em saúde e programas sociais para atingir as pessoas mais humildes e necessitadas”, arrematou Caiado. Anfitrião do evento, o bispo Rinaldo Silva agradeceu a presença do governador e fez uma oração por seus projetos. “Que Goiás continue prosperando. E que as bênçãos de Deus sejam manifestadas aqui”, rogou. Também presenteou Caiado com a “Bíblia de Estudo: Curas e Milagres”, escrita pelo próprio líder da igreja. Além de Caiado, participaram do evento os prefeitos de Goiânia, Sandro Mabel, e de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela. A Igreja Impactados foi fundada em julho de 2015 e tem sua sede na Vila Rosa, na capital. Atualmente, conta com espaços, além de Goiânia, em outros municípios goianos, como Trindade, Nerópolis e Rio Verde.
Fisiculturista morre após uso exagerado de anabolizantes
©Imagem: reprodução Instagram Nikita Tkachuk (foto) morreu aos 35 anos O fisiculturista russo Nikita Tkachuk faleceu aos 35 anos após sofrer graves complicações de saúde provocadas pelo uso excessivo de substâncias anabolizantes. De acordo com o jornal The Sun, o atleta estaria preso a um contrato com uma empresa farmacêutica, que o impedia de interromper o uso dos compostos mesmo diante de sérios riscos à sua saúde. Inicialmente, os anabolizantes foram administrados com o objetivo de aumentar a massa muscular. No entanto, o uso prolongado causou um crescimento anormal dos membros de Tkachuk, que apresentaram inchaço em proporções alarmantes. Como resultado, seu quadro clínico se agravou rapidamente. Diante da situação crítica, Tkachuk foi levado às pressas ao hospital após sofrer falência dos rins e dos pulmões. Em seguida, os médicos o transferiram para uma unidade de terapia intensiva, onde ele sofreu uma parada cardíaca. Para tentar estabilizá-lo, a equipe médica o colocou em coma induzido. Apesar dos esforços, ele não resistiu e evoluiu para falência de múltiplos órgãos. A morte de Nikita Tkachuk reacende o debate sobre os perigos do uso descontrolado de substâncias químicas com fins estéticos e competitivos. Além disso, a tragédia expõe a pressão exercida por contratos comerciais no universo do fisiculturismo, muitas vezes em detrimento da saúde e do bem-estar dos atletas.
Caiado defende sistema integrado de segurança pública durante seminário em Sergipe
Fotos: Diego Souza Governador de Goiás criticou medidas do governo federal e tentativa de retirar a autonomia dos estados O governador Ronaldo Caiado palestrou na Assembleia Legislativa de Sergipe, sexta-feira (23/5), durante o Seminário da Frente Parlamentar da Segurança Pública no Congresso Nacional. Referência no assunto, devido à queda contínua dos índices de criminalidade em Goiás, o chefe do Executivo goiano engrossou o coro contra a atuação do governo federal na área e a tentativa de concentrar poder a partir do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Caiado criticou o governo Lula por querer usar o Sistema Único de Saúde (SUS) como modelo para a segurança pública, sem considerar as particularidades e diferenças de cada área. “Estão querendo copiar o SUS. Mas pneumonia a gente trata em Sergipe, Goiás ou em São Paulo com o mesmo protocolo. Em segurança pública, não. O crime é diferente em cada estado. E o sistema não pode ser único, mas deve ser integrado. É buscar uma forma conjunta de atuação, com sala de comando de inteligência e operacional que funcione”, afirmou. Para o governador, a União tem sido “conivente e complacente” com o crime no Brasil, e que, enquanto não se cria uma forma efetiva de combate, as organizações criminosas estão se aprimorando, tanto em armamento – mais eficiente que o utilizado pelas polícias – quanto em estrutura. “Hoje a venda de drogas é um suvenir das facções. Com tamanho caixa, estão entrando no setor imobiliário, concentrando os postos de gasolina, supermercados e usinas de cana. Estão entrando em todas as áreas da economia do país”, denunciou. Ao mencionar a extensão continental do Brasil, Caiado defendeu que cabe aos governadores criar e executar estratégias para combater os crimes que afligem cada região, e que deve ser responsabilidade da União dar suporte e oferecer parcerias capazes de reforçar essa atuação. Em vez disso, comentou, “eles propõem uma PEC, algo absurdo, que fere a Constituição e a autonomia dos estados em produzir regras gerais para a ação da polícia local. Somos um país federativo, e não com comando único. Somos um país de municípios, estados e união. Somos entes federados, e não tutelados”, definiu. Caiado também falou da inércia do governo federal no quesito investimento. “Em seis anos e cinco meses, investimos R$ 17,5 bilhões na segurança de Goiás. Quanto recebi de contrapartida? R$ 960 milhões. Ou seja, 5% do que investimos. E as polícias estão agindo em combate a crimes federais, como lavagem de dinheiro e contrabando de armas e drogas”, pontuou. O seminário em Aracaju (SE), do qual Caiado participou, foi promovido pela Frente Parlamentar de Segurança Pública no Congresso Nacional. O grupo atua na articulação entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade civil, buscando soluções legislativas e institucionais para os desafios enfrentados na área. Participaram do evento representantes de associações e federações de polícias, além de deputados por Sergipe.
Influenciadora é presa duas vezes no mesmo dia suspeita de calúnia e difamação
Foto: Reprodução/Redes sociais e Reprodução/TV Anhanguera Marina Araujo Marques Silveira é conhecida como ‘embaixadora’ e dona de um grupo em que se compromete a falar sobre os bastidores políticos da região do sudoeste goiano Uma influenciadora de Santa Helena de Goiás, no sudoeste do estado, foi presa duas vezes no mesmo dia suspeita de difamar uma vereadora da cidade. Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, Marina Araujo Marques Silveira é conhecida como “embaixadora” e dona de um grupo com mais de 900 membros, em que se compromete a falar sobre os bastidores políticos da região. Em nota enviada à TV Anhanguera, ela disse que não irá se manifestar no momento contra as “prisões arbitrárias”, mas ressaltou que luta “diariamente por justiça, transparência e dignidade para minha cidade – e justamente por isso vem sendo alvo de perseguições orquestradas por grupos que se incomodam com minha atuação” . As prisões ocorreram na quarta-feira (21/1). De acordo com o registro da Polícia Militar, a suspeita teria divulgado notas, vídeos e conversas em grupos nas redes sociais, atentando contra a honra e dignidade da vereadora Juliana Costa Lourenço (MDB). “Quanto aos crimes praticados contra a vereadora, a autora divulgou na redes sociais vídeos afirmando que a vereadora estava recebendo propina da saúde de Santa Helena, além de estar roubando os Cofres Públicos”, contou o delegado Humberto Santos ao g1. Em nota, a vereadora declarou que confia na Justiça e pontuou que “entende o compromisso que todos devemos ter com a liberdade de expressão, pilar inegociável do Estado Democrático de Direito, mas destaca que esta jamais pode ser utilizada como escudo para a prática de crimes contra a honra de agentes públicos no exercício regular de seus mandatos”. Após o registro da ocorrência, Marina foi encaminhada ao distrito policial da cidade e liberada após o pagamento da fiança, mas foi informada sobre as medidas cautelares acordadas. No entanto, a polícia informou que ela voltou a fazer postagens “depreciando” a vereadora no mesmo dia. “A equipe policial foi novamente acionada e compareceu à residência da autora, onde ela foi informada de que seria conduzida ao 8º Distrito Policial, em Rio Verde, o que ocorreu na presença do advogado por ela constituído”, detalhou a Polícia Militar. A influenciadora foi liberada novamente e comemorou em sua página no Instagram. “Tô aqui, firme de cabeça erguida. Podem tentar me derrubar, mas eu sigo – por mim, por vocês e por essa cidade”, escreveu. A Prefeitura de Santa Helena de Goiás também se manifestou e repudiou o ocorrido “É inaceitável que profissionais que se dedicam diariamente ao serviço público sejam alvos de ataques pessoais e desrespeitosos. Liberdade de expressão não é sinônimo de agressão ou disseminação de ódio”, publicou a gestão. InvestigaçãoSegundo o delegado, a influenciadora possui mais de 20 ocorrências na delegacia pela prática de “crimes de comunicação falsa de crime, calúnia, difamação, injúria e outras infrações”. “Já identificamos ao menos 10 vítimas das ações da suspeita. Tudo será analisado em investigação própria”, pontuou Humberto Santos. Segundo o investigador, quando esse tipo de infração é cometido nas redes sociais, a pena é maior. “Ela foi presa por difamação em redes sociais, sendo um crime com pena aumentada ao triplo, chegando a 3 anos de pena privativa de liberdade”, explicou. Nota da influenciadoraDiante dos recentes acontecimentos e da repercussão provocada por prisões arbitrárias, informo que não me manifestarei neste momento, por orientação do meu advogado criminalista. O que posso afirmar é que luto diariamente por justiça, transparência e dignidade para minha cidade – e justamente por isso venho sendo alvo de perseguições orquestradas por grupos que se incomodam com minha atuação. Confio plenamente na Justiça, na verdade e em Deus. No momento certo, todos os fatos serão esclarecidos. Sigo firme, de cabeça erguida, e com a consciência tranquila de quem está do lado do povo. Nota da Prefeitura de Santa Helena de GoiásA Prefeitura de Santa Helena de Goiás vem a público manifestar repúdio às declarações ofensivas e difamatórias feitas por uma influenciadora digital contra vereadoras e servidores públicos do município. É inaceitável que profissionais que se dedicam diariamente ao serviço público sejam alvos de ataques pessoais e desrespeitosos. Liberdade de expressão não é sinônimo de agressão ou disseminação de ódio. Reafirmamos nossa confiança nas instituições legais e no trabalho da Polícia Civil, que tem conduzido as devidas providências com seriedade e dentro dos limites da lei. Nos solidarizamos com todos os agentes públicos atingidos e reforçamos o compromisso desta gestão com a ética, o respeito e a legalidade na vida pública. Seguiremos trabalhando por uma cidade onde prevaleçam o diálogo, o respeito e a responsabilidade. Nota da vereadoraA vereadora Juliana Lourenço, diante dos recentes acontecimentos amplamente divulgados nas redes sociais, vem a público reafirmar sua confiança nas instituições democráticas e na atuação firme e legal das autoridades de segurança pública do município de Santa Helena de Goiás. Em episódios recentes de ataques difamatórios que atentaram contra sua honra, a parlamentar ressalta a pronta intervenção da Polícia Civil, que, com diligência e dentro dos estritos limites legais, adotou as medidas cabíveis para conter a reiteração criminosa, promovendo a responsabilização da autora dos fatos. A vereadora entende o compromisso que todos devemos ter com a liberdade de expressão, pilar inegociável do Estado Democrático de Direito, mas destaca que esta jamais pode ser utilizada como escudo para a prática de crimes contra a honra de agentes públicos no exercício regular de seus mandatos. Juliana Lourenço acredita que uma sociedade verdadeiramente desenvolvida se edifica sobre os alicerces do respeito, da legalidade e da coragem das instituições em fazer cumprir a lei, mesmo diante de adversidades. Por isso, reitera sua plena confiança na Justiça e nos órgãos encarregados da persecução penal, que atuam com imparcialidade, serenidade e firmeza na defesa do interesse público.


