Nas contas do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apenas 18,3 mil pessoas compareceram ao ato público, uma fração da expectativa dos organizadores, que chegaram a aguardar centenas de milhares de seguidores bolsonaristas. O ato convocado por Jair Bolsonaro (PL) na véspera, em Copacabana (RJ) decepcionou até mesmo os seguidores mais obstinados. O público ficou muito aquém das expectativas e a repercussão, nesta segunda-feira, por analistas políticos ouvidos pela reportagem do Correio do Brasil, é a de que piorou, em vez de melhorar, a situação do ex-mandatário neofascista junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde começará a ser julgado no próximo dia 25. Nas contas do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apenas 18,3 mil pessoas compareceram ao ato público, uma fração da expectativa dos organizadores, que chegaram a aguardar centenas de milhares de seguidores bolsonaristas. O próprio Bolsonaro se decepcionou, ao observar os grandes espaços vazios na orla carioca. “A gente arrastava multidões pelo Brasil. Foi aqui, no 7 de Setembro, tinha mais gente do que agora” — admitiu Bolsonaro. PúblicoO cálculo do número de manifestantes usou imagens aéreas captadas por drones e analisadas por um software de inteligência artificial, que identifica automaticamente o número de pessoas no público. Segundo o relatório da USP, o sistema tem precisão de 72,9% e um erro médio de 12% para mais ou para menos na contagem de grandes públicos. Ao todo, foram registradas 66 fotos da manifestação ao longo do dia, com destaque para seis imagens tiradas às 12 horas, horário de maior concentração. As imagens cobriram toda a extensão da manifestação sem sobreposição, garantindo uma análise precisa. O banco de imagens utilizado na contagem foi disponibilizado para consulta pública. A baixa adesão ao ato ocorre no ponto mais baixo da carreira de Bolsonaro, prestes a se tornar réu no STF. O objetivo principal do ato convocado para este domingo era pressionar o Congresso pela aprovação de um projeto de anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, mas o número reduzido de seguidores mostrou apenas o declínio do prócer de ultradireita. AvaliaçãoNa segunda-feira (17/3) no Supremo, segundo apuraram diferentes colunistas da mídia conservadora, ministros avaliaram nos bastidores que a manifestação não terá qualquer impacto nos processos em andamento contra Bolsonaro, na Corte. Conforme observaram alguns ministros, a mobilização não reuniu sequer o número esperado de apoiadores e jamais poderia alterar o cenário político ou jurídico envolvendo Bolsonaro e outros investigados pelos atos de 8 de janeiro e pelo inquérito do golpe. Segundo esses ministros, até o discurso do ex-presidente perdeu potência e foi menos agressivo do que no passado recente. Um magistrado chegou a comentar que o seu discurso foi “dos males o menor”. Embora tenha mantido críticas ao STF, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito do golpe, ele evitou um tom mais radical. RobôsBolsonaro pediu pela anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro e negou que tenha pensado em fugir do país para não ser preso. A promessa de permanecer no Brasil foi um dos pontos que mais repercutiram nas redes sociais analisadas pela empresa Palver, mas nem no meio digital a manifestação fez sucesso. Nos mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram analisados pela Palver, as mensagens relacionadas ao tema no domingo representaram pouco mais de 1 mil menções a cada 100 mil mensagens trocadas na plataforma. Foi feito, ainda, o uso de robôs para impulsionar as publicações, segundo identificou a Palver, que tentavam explicar o fracasso confirmado nas imagens aéreas da manifestação.
Ato fracassado de Bolsonaro pesa contra ele, no STF
Sandro Mabel (foto) entrega nova iluminação pública em Goiânia
Prefeito destacou a eficiência do novo modelo de iluminação e sua contribuição para melhorar segurança da cidade; próximas regiões a serem atendidas são Noroeste, Norte e Leste O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, entregou nesta segunda-feira (17/3), às 18h30, na Praça do Trabalhador, a nova iluminação pública da Região Central. Inicialmente, foi contemplada a área conhecida como “manto de Nossa Senhora”, que compreende a Praça Cívica e as Avenidas Araguaia, Tocantins, Paranaíba e Goiás e a parte interna da região. Mabel chamou a atenção para a beleza da nova iluminação e para o que ela representa para a segurança da população da capital. “Veja o Centro da cidade, o tanto que ficou bonito, as avenidas, as ruas laterais, a Praça Cívica, ficou um show, todos eles ficaram muito bonitos”, observou o prefeito. A ação faz parte do programa Brilha Goiânia, executado a partir de uma Parceria Público-Privada entre o município e o consórcio Brilha Goiânia, vencedor do leilão. Mabel destacou que esse trabalho trará mais segurança para a população. “Vejam como como clareia, é outra vida. A avenida ficou totalmente iluminada, é claro, e assim vai acontecer em todos os bairros”, garantiu. “Até lá nas pontas dos bairros haverá essa iluminação. Então vai ser uma segurança para todos”, reconheceu. De acordo com o prefeito, agora esse esforço concentrado para a troca da iluminação será direcionado para os bairros. Inicialmente, na Região Noroeste, onde serão instalados 25 mil pontos de luz. Depois, nas Regiões Norte e Leste. “Em 60 dias nós vamos colocar as 42 mil lâmpadas, que são praticamente 40 dias úteis, são mil lâmpadas por dia”, computou o prefeito, acrescentando que há a vantagem de rapidez na troca dos pontos queimados. “Nós não teremos mais essa história de luz ficar apagada por muito tempo. Agora, com cinco dias, o consórcio que ganhou a PPP tem que trocar. Se uma lâmpada estragar, queimar, quebrar e eles não trocarem em cinco dias, a regulação vai multá-los. Então, essa história de luz apagada, pelos próximos 25 anos, se Deus quiser, vai ser coisa do passado”. Mabel também falou sobre a economia para o município. Os gastos mensais com iluminação pública devem cair de R$ 5 milhões para R$ 1,6 milhão. O prefeito lembrou que o programa Brilha Goiânia é parte do projeto Cidade Inteligente, que contempla ações com uso de tecnologia para setores importantes da administração pública. “Teremos aí mil quilômetros de cabos de fibra ótica, câmeras que vão ser instaladas em todos os lugares, muitos tipos de monitoramento, teremos ainda uma central de comando de operações, que também vai ser enorme, de onde nós vamos poder controlar o tempo para que não se tenha imprevistos com chuvas, inundações, então é uma série de coisas e a PPP da Cidade Inteligente complementa isso tudo”, explicou o gestor. Com expertise em segurança pública, a vice-prefeita de Goiânia, Coronel Cláudia, avalia que o programa Brilha Goiânia “significa segurança, qualidade de vida para a população, ter de volta lazer, o encontro das famílias também, utilizando todos os espaços públicos. “Mas não é só de iluminação que nós falamos. O prefeito Sandro Mabel está olhando para todas as áreas, e todas elas estão brilhando”. A vice-prefeita também ressaltou a importância de realizar parcerias. “Não se faz nada sozinho, estamos aqui representando essa parceria da gestão da prefeitura com o legislativo local, com nosso secretariado, com a população envolvida”. Brilha Goiânia Nos primeiros 100 dias do programa, a meta é substituir 100 mil lâmpadas, com ritmo médio de mil instalações por dia. O programa faz parte de uma Parceria Público-Privada (PPP) com investimento de R$ 1,4 bilhão ao longo de 25 anos. A modernização atingirá 140 mil pontos de iluminação até meados de setembro. A nova iluminação garantirá redução de até 65% no consumo de energia, representando economia superior a R$ 40 milhões anuais. O projeto também prevê 300 novos pontos de iluminação em áreas estratégicas e um sistema de monitoramento remoto da rede. O contrato do programa foi homologado após aval do Tribunal de Contas do Município (TCM) e do Poder Judiciário. Além da instalação de lâmpadas LED, o projeto inclui uso de energia fotovoltaica e ampliação da rede de fibra ótica. A expectativa é que todas as melhorias transformem Goiânia em uma das cidades mais seguras do Brasil até 2026.
Michelle Bolsonaro posta foto de Lula com camiseta escrita “anistia”
A foto, tirada por Iugo Koyama em abril de 1979, mostra o então sindicalista Lula no ABC Paulista distribuindo panfletos pró-anistia No mesmo dia em que o marido, Jair Bolsonaro (PL), esteve em Copacabana, no Rio, pedindo anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro postou uma foto antiga do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usando uma camiseta em que se lê a palavra “anistia”. A foto foi compartilhada por outros apoiadores do ex-presidente Bolsonato, acusado de golpe de Estado, durante a semana de convocação para a manifestação, que contou com somente 2% do público previsto por Bolsonaro. A foto, tirada por Iugo Koyama em abril de 1979, mostra o então sindicalista no ABC Paulista distribuindo panfletos pró-anistia, durante o último período da ditadura militar. O processo de mobilização para aprovação do “perdão coletivo” foi iniciado em 1975 por organizações da sociedade civil, e teve desfecho quatro anos depois, em agosto de 1979, com a Lei de Anistia assinada pelo então presidente João Baptista Figueiredo, o último ditador do Brasil. Ela é uma forma de extinção de punibilidade coletiva, prevista no Código Penal. Basicamente, é uma espécie de “perdão”, concedido dentro da lei, a algum crime cometido, mediante lei aprovada pelo Congresso. Ao todo, a lei beneficiou 4.650 pessoas, entre punidos por atos de exceção que foram presos, cassados, banidos, exilados ou destituídos dos seus empregos. Entre os beneficiados, que teriam cometido crimes políticos ou por motivação política entre setembro de 1961 e agosto de 1979, estão os que tiveram direitos políticos suspensos e representantes sindicais punidos pela legislação do regime militar – Lula foi preso no ano seguinte, em 1980, por liderar uma greve. A anistia, no entanto, também poupou militares que, no exercício de suas funções de segurança nacional, atentaram contra a vida de acusados de crimes políticos. Isso significou o perdão aos policiais e militares que praticaram tortura, assassinatos, prisões ilegais e outros crimes contra militantes políticos considerados subversivos durante o período. Anistia no CongressoCom julgamento do recebimento da denúncia por tentativa de golpe de Estado marcado para o próximo dia 25 no Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro tenta pavimentar o caminho para o perdão, do qual pode ser beneficiado. Ao mesmo tempo que tenta angariar apoio popular, o réu atua no Congresso para avançar com a proposta. Na última quinta-feira, 13, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que deve apresentar o projeto de lei que anistia os condenados pelos atos golpistas como prioridade do partido na próxima reunião de líderes da Casa, prevista para quinta-feira, 20. Caso a proposta seja incluída na pauta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o projeto pode ser votado pelo plenário da Casa na semana de 24 a 28 de março.
‘Segurança pública tem que ficar abaixo de palanque e acima de partido’, diz procurador
“Não é colocando colocando ideologia, discussões politicas no meio de um assunto tão grave. Segurança Pública é um assunto que tem que ficar abaixo de palanque e acima de partido”, defende Paulo Sérgio de Oliveira e Costa O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (Foto) avaliou nesta segunda-feira (17/3) que a morte do delator do PCC alerta para a penetração do crime organizado não apenas na polícia, mas em diversas outras esferas de poder. Nesta manhã, o Ministério Público de SP denunciou à Justiça seis pessoas pelo assassinato de Vinicius Gritzbach. “Esse alerta não diz respeito ao ingresso do crime organizado só em forças policiais. A gente está vendo em estruturas de governo. Nós vimos no caso dos ônibus aqui na Prefeitura de SP, nós vimos em tentativas no processo eleitoral. Isso foi investigado muito por nós e foram barrados muitos candidatos com alguma ligação com o crime organizado”, polemiza o Paulo Sérgio de Oliveira e Costa Ele ainda afirmou que o Ministério Público e o Tribunal de Justiça também não estão isentos a tipo de ataque. “Nós tivemos casos aqui de estagiário, uma que tentou ser estagiária do MP, que era a ‘patroa do crime’, uma CAC que dava aula para as pessoas. Toda a estrutura do Estado, se não se organizar, com apoio da sociedade e de todos os órgãos, e entender que vários países passaram por isso, mas que nós temos a competência para sair disso.” Na avaliação do procurador-geral, a solução exige uma mobilização da sociedade como um todo. Ele ainda defende que o assunto seja tratado fora do espectro político. “Não é colocando colocando ideologia, discussões politicas no meio de um assunto tão grave. Segurança Pública é um assunto que tem que ficar abaixo de palanque e acima de partido. Esse é o primeiro compromisso que nós temos que assumir para agir nisso. Não é privilégio da polícia militar, civil. Isso acontece no MP, no Judiciário, está acontecendo nos municípios, nas prefeituras. As questões das guardas-civis metropolitanas têm que ser muito bem tratadas dentro da sua competência constitucional para que não se tornem também uma força à disposição de algumas ações dessa natureza”. O procurador também considera o crime um dos mais graves já investigados pelo MP e uma tentativa de afronta do PCC. “Foi escolhido o local da execução, foi escolhida a maneira da execução para dar recado para o Estado, para querer afrontar o Estado, mostrar não só que eles têm poder de força mas como eles se vingam de pessoas que ousam trair algumas das questões que eles se envolvem. Por uma grande coincidência esse processo de homicídio é julgado pelo Tribunal do Júri. É a sociedade que vai dizer sim contra esse tipo de absurdo. É emblemático que a sociedade mostra que nós somos mais organizados do que o crime organizado, que a gente tem condições de atuar de uma maneira muito mais forte.” Quem era o delator do PCC Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, de 38 anos, estava no centro de uma das maiores investigações feitas até hoje sobre a lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo, envolvendo os negócios da facção na região do Tatuapé, zona leste paulistana. Sua trajetória está associada à chegada do dinheiro do tráfico internacional de drogas ao PCC. Ele fechara acordo de delação premiada em abril do ano passado. Em reação, a facção pôs um prêmio de R$ 3 milhões pela sua cabeça. Gritzbach era um jovem corretor de imóveis da construtora Porte Engenharia quando conheceu o grupo de traficantes de drogas de Anselmo Bechelli Santa Fausta, o Cara Preta. Vinícius Gritzbach foi demitido pela empresa em 2018. A empresa informa que “jamais teve conhecimento acerca dessas relações até que as investigações viessem a público”. Foi a acusação de ter mandado matar Cara Preta, em 2021, que motivou a primeira sentença de morte contra ele, decretada pela facção. Para a polícia, Gritzbach havia sido responsável por desfalque em Cara Preta de R$ 100 milhões em criptomoedas e, quando se viu cobrado pelo traficante, decidira matá-lo. O empresário teria contratado Noé Alves Schaum para matar o trafica. O crime foi em 27 de dezembro de 2021. Além de Cara Preta, o atirador matou Antonio Corona Neto, o Sem Sangue, segurança do traficante. Conforme as investigações, Schaum foi capturado pelo PCC em janeiro de 2022, julgado pelo tribunal do crime e esquartejado por um criminoso conhecido como Klaus Barbie, referência ao oficial nazista que atuou na França ocupada na 2ª Guerra, onde se tornou o Carniceiro de Lyon.
Ministro fala em ato “esvaziado” e diz que anistia “não é pauta do Brasil”
De acordo com Costa Filho (foto) o ato estava esvaziado e não teve qualquer proposta política O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, disse à CNN nesta segunda-feira (17/3) que o projeto de lei que prevê anistia para os condenados pelo 8 de Janeiro “não é uma pauta do Brasil”, mas um tema isolado de setores radicais da sociedade. Segundo o ministro, esse é um tema de responsabilidade do Supremo Tribuna Federal analisar. “Eu penso que não é uma pauta do Brasil, é uma pauta isolada de setores da sociedade, mais radical. É uma questão do Supremo Tribunal Federal. Eu acho que o que tem que ser discutido é a tipificação da denúncia e a tipificação das condenações, e eu espero que o Supremo possa cumprir o seu papel institucional”, afirmou em entrevista à CNN. O ministro também criticou o ato coordenado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no último domingo (16/3), na orla da praia de Copacabana. De acordo com Costa Filho, o ato estava esvaziado e não teve qualquer proposta política. “Foi um ato, que nós vimos, esvaziado. Claramente é uma pauta que não dialoga com a sociedade brasileira. E o que mais me chamou atenção é que eu não ouvi, em nenhum discurso de ontem, uma proposta para o Brasil. O que se viu foram críticas e nenhuma proposta pedagógica para o Brasil, uma causa na segurança pública, uma causa na educação, uma causa social”, ressaltou. “Eu acho que o Brasil está cansado de briga, de arenga, como se diz no Nordeste. As pessoas querem paz institucional”, destacou o ministro. As manifestações em Copacabana tiveram os pedidos de anistia como pauta principal. Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que trata do tema está sendo debatido desde o ano passado. A oposição quer protocolar um pedido de urgência para o texto nesta semana. A ampliação desse projeto para beneficiar Bolsonaro e torná-lo elegível em 2026 é uma pauta que busca ser alavancada pelo PL. De acordo com levantamento do Datafolha, o ato de domingo reuniu 30 mil pessoas, muito abaixo do público de 1 milhão esperado por Bolsonaro. No evento, o ex-presidente criticou o Supremo Tribunal Federal, disse que está sendo perseguido e que será candidato em 2026. Autoridades, como os governadores Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, estiveram no evento.
Veja momento em que boate pegou fogo e deixou 59 mortos
Incêndio ocorreu durante um show de hip-hop. Vídeo mostra momento em que boate pega fogo na Macedônia do Norte Chamas tomaram conta de uma casa noturna na Macedônia do Norte – país balcânico que até 1991 fazia parte da Jugoslávia socialista– na madrugada deste domingo (16/3), deixando ao menos 59 mortos e mais de 150 feridos. O incêndio começou durante um show do DNK, uma popular dupla de hip-hop do país, quando faíscas de um efeito pirotécnico atingiram o teto do local lotado. Um vídeo compartilhado nas redes sociais registrou o momento exato em que o fogo se espalhou. As imagens mostram os músicos no palco, cercados por fontes de faíscas brancas, enquanto no canto superior esquerdo da gravação, as chamas começam a se propagar. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam na boate quando o incêndio começou. O ministro do Interior, Pance Toskovski, confirmou que os dispositivos pirotécnicos usados na apresentação foram a causa do incêndio. “As faíscas causaram o fogo, e ele se espalhou pela discoteca”, afirmou a autoridade. A tragédia mobilizou as equipes de emergência, e dezenas de feridos foram levados a hospitais da capital, Skopje. A emissora pública MRT informou que 27 pessoas deram entrada no Hospital da Cidade com queimaduras graves, enquanto outras 23 estavam sendo tratadas no Centro Clínico. Entre os hospitalizados, há menores de idade. O primeiro-ministro Hristijan Mickoski lamentou o ocorrido, classificando a tragédia como um “dia difícil e muito triste” para o país. Enquanto isso, as autoridades seguem investigando as causas detalhadas do incêndio e confirmaram a prisão de quatro pessoas, sem divulgar mais detalhes sobre as detenções.
Governador Wanderlei Barbosa entrega ampliação de escolas indígenas em Tocantínia e Lagoa da Confusão
Reformas integram o programa de fortalecimento da educação indígena (Profe Indígena); anúncio é para pavimentação asfáltica de trecho de 7 km, que liga o município de Tocantínia a Lajeado O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, acompanhado do secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, realizou, nesta segunda-feira (17/3) a entrega das obras de ampliação e reforma das escolas estaduais indígenas Sakruiwẽ, localizada na Aldeia Funil, e Waikarnãse, na Aldeia Salto, em Tocantínia, além da entrega simbólica da escola Hery Hãwa, do município de Lagoa da Confusão. A ação integra o Profe Indígena, um dos eixos do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe), e contou com um investimento superior a R$ 1,9 milhão. Na ocasião, o chefe do Executivo anunciou a pavimentação asfáltica de trecho de 7 km, que liga o município de Tocantínia a Lajeado. Durante a entrega das reformas, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura para fortalecer a educação indígena. “Com essas entregas, já são 68 escolas indígenas reformadas. Aqui na escola Sakruiwẽ, fizemos uma reforma completa da estrutura e construímos três novas salas de aula. Hoje [segunda-feira (17/3) também entregamos as reformas das escolas Waikarnãse e Hery Hãwa. Proporcionar estrutura de qualidade para as comunidades indígenas é fundamental para fortalecer a educação”, afirmou o governador. O secretário de Estado da Educação, Fábio Vaz, enfatizou que as reformas são um grande avanço para a educação indígena. “É um momento de conquista. Com o Profe Indígena, o governador Wanderlei Barbosa tem um olhar muito inclusivo e é assim que as unidades de ensino estão avançando, como é o caso da escola Sakruiwẽ, que agora vai oferecer o ensino médio. Quando as escolas são ampliadas, elas geram mais oportunidades, e isso é essencial para dar às crianças e às comunidades locais as condições para se desenvolverem e se integrarem”, pontuou o secretário. O Profe Indígena é um projeto destinado a aprimorar a qualidade do ensino nas etnias dos povos originários e tradicionais do Tocantins. Além de implementar políticas pedagógicas específicas para essas comunidades, o programa também contempla melhorias na infraestrutura nas unidades de ensino indígenas em todo o estado. O titular da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), Paulo Waikarnãse Xerente, expressou sua satisfação com o investimento na educação indígena e com os avanços conquistados. “Este é um momento importante, pois estamos recebendo investimentos para acreditar no futuro do nosso povo, pois com certeza destas escolas sairão muitos universitários. A educação escolar indígena é uma prioridade e deve ser tratada com seriedade, como o governador Wanderlei Barbosa tem feito, investindo na educação e garantindo o acesso a um ensino de qualidade. Precisamos capacitar as futuras gerações para que elas sejam agentes de mudanças”, reforçou o secretário. Escolas Sakruiwẽ e Waikarnãse A Escola Estadual Indígena Sakruiwẽ recebeu um investimento de R$ 389.254,90 para a construção de um novo bloco com três salas de aula, atendendo às demandas educacionais da comunidade local, também foram realizados outros reparos em toda a estrutura. Com a ampliação, a unidade, que atualmente possui 111 alunos matriculados, passará a atender 149 estudantes e contará com a implementação do ensino médio. “Nós estamos muito felizes por este momento tão especial, em que recebemos a ampliação da escola na comunidade Funil. Essa estrutura é fundamental para nós e vai trazer muitos benefícios para o aprendizado das crianças, além de aumentar a capacidade de receber mais estudantes”, comentou o professor e diretor da Escola Sakruiwẽ, Gilberto Xerente. Já a Escola Estadual Indígena Waikarnãse, também em Tocantínia, foi beneficiada com um investimento de R$ 593.452,20 para reforma e ampliação, incluindo a construção de um refeitório com cozinha, central de gás e lavabos acessíveis, garantindo maior conforto e acessibilidade aos estudantes e aos profissionais da educação. Escola Indígena Hery Hãwa Ainda na cerimônia em Tocantínia, o governador Wanderlei Barbosa realizou a entrega simbólica da Escola Indígena Hery Hãwa, localizada na Extensão Otxiri, no Povo Indígena Karajá, situada no município de Lagoa da Confusão. A unidade de ensino recebeu um investimento de R$ 975.271,24 para a construção de um bloco escolar padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A estrutura conta com duas salas de aula, pátio coberto, dois banheiros adaptados, cozinha, área de serviço e espaço administrativo. Pavimentação asfáltica Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa ouviu as demandas da comunidade sobre a necessidade de pavimentação asfáltica do trecho de 7 km que liga Tocantínia a Lajeado, momento em que anunciou o lançamento das obras para o dia 19 de abril, data em que se celebra o Dia dos Povos Indígenas. “A lei nos permite efetuar a pavimentação desse trecho. Vamos realizar o lançamento das obras no dia 19 de abril, para melhorar o acesso dos moradores de Tocantínia. Estamos na fase final para obter a licença necessária e o mais importante é que esta é uma demanda da própria comunidade. Peço o apoio do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], da Funai [Fundação Nacional dos Povos Indígenas] e do governo federal para que possamos liberar a licença e iniciar as obras o mais rápido possível”, completou o governador Wanderlei Barbosa.
Cobertura vacinal contra febre amarela em menores de 1 ano preocupa autoridades de saúde em Goiás
Apesar de não registrar casos desde 2017, cobertura vacinal abaixo de 75% preocupa a Secretaria de Estado da Saúde. Meta é de 95% O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES/GO), está atento à baixa cobertura vacinal contra a febre amarela em crianças menores de 1 ano de idade. Dados recentes mostram que apenas 72,77% desse público-alvo foram vacinados no estado, número bem abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde. Em 2025, o Brasil já registrou 45 casos da doença em São Paulo, Minas Gerais, Tocantins e Pará, com 21 óbitos confirmados. A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos silvestres, como os dos gêneros Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas rurais e de mata. A vacinação é a principal forma de prevenção, sendo eficaz e segura, com décadas de comprovação científica. No entanto, a baixa adesão à vacina entre crianças menores de 1 ano de idade compromete não apenas a proteção individual, mas também a coletiva, já que a imunização em massa é essencial para a prevenção da doença. “Quando a cobertura vacinal está abaixo do esperado, aumentam as chances de surtos da doença”, explica a Gerente de Imunização da SES, Joice Dorneles. A vacina contra a febre amarela é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário básico de imunização das crianças de 9 meses a menores de 5 anos (sendo uma dose aos 9 meses e uma dose de reforço aos 4 anos de idade) e dose única na população de 5 a 59 anos de idade não-vacinada. Em 2022, a cobertura vacinal no estado para crianças menores de 1 ano de idade foi de 63,68%; em 2023 foi de 67,57; e em 2024 foi de 72,77%, segundo os últimos dados disponibilizados pela Rede Nacional de Dados em Saúde. Apesar da melhora, os números ainda estão abaixo da meta mínima de 95%. Riscos da baixa cobertura A febre amarela é uma doença de evolução rápida e pode levar a complicações graves, como insuficiência hepática e renal, hemorragias e, em casos extremos, à morte. Em Goiás, apesar de não haver casos registrados desde 2017, a proximidade com áreas de mata e o fluxo de turistas aumentam o risco de reintrodução do vírus. A Secretaria orienta que pais e responsáveis levem as crianças aos postos de saúde para atualizar a caderneta de vacinação, reforçando que a proteção das crianças é um ato de responsabilidade com a saúde de toda a comunidade.
Com Bolsonaro, senador Eduardo Gomes (fotos) participa de ato em defesa da anistia
O vice-presidente do Senado Federal senador Eduardo Gomes (PL-TO) esteve presente na manifestação em defesa da anistia para as pessoas que participaram dos atos de 8 de janeiro em Brasília (DF). O evento, convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ocorreu domingo (16/3) em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro (RJ), e reuniu milhares de pessoas. O senador tocantinense Eduardo Gomes manifestou apoio à anistia e destacou a importância do respeito às garantias individuais. “Estamos aqui para defender a liberdade e questionar os exageros cometidos contra cidadãos que, em sua maioria, participaram de forma pacífica. É fundamental que o Congresso Nacional avance no debate da anistia e corrija as injustiças que estão sendo cometidas”, afirmou. Durante seu discurso, Bolsonaro afirmou que não deixará o Brasil e criticou as penas impostas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Se é 17 anos para as pessoas humildes, é para justificar 28 anos para mim”, declarou. O ex-presidente também pediu para que o Congresso Nacional aprove a anistia e afirmou que “eles não derrotaram e nem derrotarão o bolsonarismo”. “Inventaram uma historinha de golpe”, acrescentou. O ato contou com a presença de diversas lideranças políticas aliadas a Bolsonaro, incluindo os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o pastor Silas Malafaia, o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, e os filhos do ex-presidente, Carlos Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL). Além do Rio de Janeiro, a manifestação também ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, no quarteirão em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), reunindo milhares de apoiadores do ex-presidente.
Deputada pede prisão de Bolsonaro
Segundo Duda Salabert (foto) em suas falas, Bolsonaro usou tom conspiratório e incentivou dúvidas sobre a idoneidade do processo eleitoral A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) entrou com representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por declarações dadas por ele em ato, domingo (16/3), no Rio de Janeiro. Segundo a parlamentar, em suas falas, Bolsonaro usou tom conspiratório e incentivou dúvidas sobre a idoneidade do processo eleitoral. “A permanência desse discurso falso e inflamado representa um risco à ordem democrática, pois alimenta a insatisfação de grupos extremistas que, no passado, já praticaram atos violentos contra as instituições democráticas”, escreveu a deputada. Salabert argumenta que a manutenção do ex-presidente em liberdade representa uma grave ameaça à garantia da lei e da ordem, especialmente por ele “persistir na disseminação de dúvidas infundadas sobre as eleições de 2022”. “Esse comportamento, além de potencializar atos violentos por parte de seus apoiadores, enfraquece as instituições e incentiva a instabilidade política”. A deputada pede ainda que a PGR proíba Bolsonaro de usar redes sociais e de participar de eventos públicos que possam servir de plataforma para “novas incitações antidemocráticas”. A CNN tenta contato com a defesa de Bolsonaro. Ato em Copacabana A manifestação de domingo foi idealizada pelo pastor Silas Malafaia e contou com a participação de diversas autoridades, incluindo governadores, senadores e deputados federais. A concentração ocorreu na orla de Copacabana. O ato ocorreu em meio à expectativa pelo julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá deliberar nos dias 25 e 26 de março se acata ou não a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado tramada após as eleições de 2022. Bolsonaro é um dos 34 denunciados por estimular e realizar atos contra os Três Poderes e contra o Estado Democrático de Direito.


