A “volta por cima” pregada pela festa governista, portanto, não diz respeito a um recomeço que ilumina a expectativa para o futuro, mas tão somente revive o passado idealizado Convictos de que a comunicação vai redimir o governo do mau desempenho nas pesquisas de popularidade, o presidente Lula da Silva PT) e seus exegetas recorreram nesta semana a uma patranha tipicamente lulopetista: a organização de um grande ato público, planejado sob o pretexto de “prestar contas” e celebrar bons resultados, mas convertido em peça marqueteira para difundir a ideia de que o governo é bem melhor do que aparenta. De quebra, atribuiu falhas a terceiros e tentou convencer o público de que, a despeito de sua impopularidade, o demiurgo petista é a melhor opção para conquistar o voto do eleitor em 2026. Foi essa a natureza do evento “Brasil dando a volta por cima”, realizado na quinta-feira passada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF). O método é conhecido, mas ainda assim causa perplexidade a naturalidade com que a solenidade festiva, organizada pelo ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, misturou atos de governo com a lógica de comitê eleitoral. Para tanto, recorreu-se a duas obsessões do lulopetismo: a comparação com o seu inimigo preferencial, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e a convicção de que Lula reinventou o Brasil, reconstruindo o que o antecessor supostamente destruiu. Com a marotagem marqueteira, Sidônio Palmeira tenta também mostrar que a comunicação – durante muito tempo apontada como a principal responsável pela crescente impopularidade de Lula – enfim melhorou. Cumprindo o manual do novo ministro, Lula ampliou consideravelmente o número de aparições e discursos públicos; programas considerados estratégicos foram reafirmados e empacotados em peças publicitárias triunfantes; anúncios já feitos passaram a ser reeditados como novidade; por fim, diariamente difundem-se números e feitos como “marcas” da atual gestão – como se viu, por exemplo, na longa lista de realizações divulgada pela equipe de Sidônio Palmeira. Esse investimento pesado está baseado na presunção de que os eleitores até agora foram incapazes de perceber as inúmeras virtudes do governo Lula. A chegada à Secom do marqueteiro de Lula serviria, portanto, para mostrar essas virtudes aos desatentos brasileiros. Quase três meses depois, porém, a popularidade caiu ainda mais e se estabilizou em baixa – e, para infortúnio do presidente, sua impopularidade vem crescendo inclusive em regiões e faixas do eleitorado que até pouco tempo pareciam imunes à mediocridade do governo. Ao contrário do que pensam os petistas, contudo, a comunicação do governo está funcionando sim, e muito bem – e é exatamente por isso que a popularidade do presidente só faz cair. O eleitorado não é bobo e já entendeu perfeitamente que o governo petista só tem a mostrar as ideias e os projetos de 20 anos atrás. Basta ver os cidadãos escolhidos para falar no evento e mostrar como suas vidas foram transformadas pelo Bolsa Família e o Farmácia Popular, além de serem exibidas supostas façanhas de outras iniciativas que se tornaram célebres em gestões anteriores do PT. Eis aí o busílis: o terceiro mandato de Lula é uma soma rançosa de velhas soluções prescritas para novos problemas. Lula e o PT ainda acreditam numa gratidão popular que já não existe mais. Historicamente o voto econômico explicava a popularidade dos governantes. Benefícios sociais e maior renda se traduziam em apoio eleitoral. Mas a sociedade mudou e, com ela, a lógica política. Os eleitores de hoje são mais críticos e menos fiéis. Não só passaram a ver certos programas e benefícios como um direito básico, e não como um favor digno de retribuição, como também têm ambições e expectativas que exigem novas agendas. Não basta, portanto, reciclar ideias antigas e convencer os cidadãos de que há hoje melhores indicadores econômicos do que sob Bolsonaro. É preciso mais. A “volta por cima” pregada pela festa governista, portanto, não diz respeito a um recomeço que ilumina a expectativa para o futuro, mas tão somente revive o passado idealizado. A população percebe os “feitos” do terceiro mandato – e decididamente não gosta do que vê. Trata-se do mais grave tipo de frustração popular: aquela que é fruto da constatação de que o presidente e seu governo não têm muito mais a oferecer, porque Lula é isso aí.
Lula é isso aí
“Sou mulher pera”, diz Simone Mendes(foto) sobre corpo após perder 36kg
Com 1,52 m de altura, Ela revela que chegou a pesar quase 100 kg e enfrentou dificuldades que iam além da estética Durante o evento de lançamento do Natura Aura Alba, novo eau de parfum da linha de perfumaria prestige da marca, realizado na charmosa Casa das Rosas, em São Paulo, a cantora Simone Mendes atraiu os olhares ao abordar, com sinceridade, temas como autoestima, fé e transformação. Com bom humor e sinceridade, ela conversou com o iG Delas sobre corpo, vaidade e a leveza que encontrou após um processo delicado de saúde e transformação pessoal. Simone, que atualmente vive um dos melhores momentos da carreira solo, não esconde o que viveu longe dos holofotes. Com 1,52 m de altura, ela revela que chegou a pesar quase 100 kg e enfrentou dificuldades que iam além da estética. “Eu sou aquela mulher pera. Pequenininha em cima, bracinho fino, mas quando chega embaixo era muito bumbum, muita perna… Eu era uma gostosa, essa fruta gostosa que eu era pera ”, brinca. Mas o bom humor não encobria os alertas do próprio corpo. Simone começou a ter exames alterados, sofria com noites mal dormidas e crises constantes de azia. “Com esse peso, eu já não conseguia mais enfrentar a maratona de shows. Hoje, faço tudo sozinha, então precisei ajustar tudo isso”, afirma. O resultado foi uma perda de 36 quilos — algo que, segundo ela, veio com muita dedicação, mas sem pressão estética. “Minha música nunca foi padrão. O público do sertanejo quer ouvir música, quer a sofrência, quer qualidade. Nunca me cobraram um corpo.” A cantora também falou sobre os bastidores da vida nos palcos. Seu ritual de beleza antes dos shows é simples, quase minimalista. “Uma maquiagem para não assustar o povo. Muitas noites são sem dormir, então dou uma ajustadinha no corretivo. Cuido do cabelo, escolho uma roupa confortável, faço uma oração e peço a Deus para que seja uma noite especial”, conta. Além da vaidade, Simone guarda no peito memórias afetivas que carrega em forma de cheiros. Ao ser questionada sobre fragrâncias marcantes, ela lembra com carinho da infância: “Tem o cheiro de comida, o café da minha avó torrando, o perfume da minha mãe, que é sempre o mesmo… são lembranças fortes.” E revela uma história curiosa envolvendo um pingente em forma de coração. “Uma tia minha me deu esse mapa-múndi e disse: ‘Filha, isso é o símbolo de que Deus vai te levar pro mundo inteiro’. E foi isso que aconteceu.” Nas redes sociais, onde soma milhões de seguidores, Simone prefere manter os pés no chão e valoriza o cotidiano: “Gosto de chegar em casa e não pegar o celular, de ficar de pijama, limpar minha casa, dar banho nos meus filhos. Eu sou uma mulher normal. ” Segundo ela, é essa simplicidade que a mantém centrada . “A maturidade, o equilíbrio e a força vêm desses respiros. É isso que me deixa feliz.” “Ser embaixadora da Natura, especialmente nesse lançamento tão simbólico de Aura Alba, é um marco na minha vida. Sempre admirei a marca, pois ela sempre esteve presente na minha história desde a infância, nos pequenos luxos da minha mãe, que mesmo com pouco, fazia questão de comprar seu perfuminho da Natura. Hoje, estar aqui representando essa fragrância tão sofisticada, que tem um cheiro envolvente, elegante e que fica na pele de um jeito especial, é uma alegria enorme. É sobre memória, é sobre vencer, é sobre perfume com alma”, reflete Simone Mendes.
Mabel conhece projetos de PPPs da SalvadorPar e destaca interesse no Renova Centro
Fotos: Divulgação Prefeito se reuniu sexta-feira (4/4), em Salvador, com representantes da empresa de economia mista responsável pela estruturação de parcerias da prefeitura baiana. Objetivo é buscar modelo que possa ser replicado no centro de Goiânia O prefeito de Goiânia (GO) Sandro Mabel (UB) visitou sexta-feira (4/4) a sede da SalvadorPar, empresa de economia mista responsável pela estruturação de parcerias público-privadas (PPPs) em Salvador (BA). A companhia atua em parceria com a Prefeitura da capital baiana para implementar ações e atrair investimentos. Durante o encontro, Mabel foi apresentado aos principais projetos da empresa e destacou interesse especial no programa Renova Centro, voltado à revitalização do Centro Histórico de Salvador. Recebido pela diretoria da SalvadorPar, o prefeito conheceu iniciativas já implantadas e outras em andamento, com foco em atrair investimentos privados, modernizar a gestão pública e ampliar a oferta de serviços à população. Segundo ele, os resultados obtidos pela empresa são referência para ações que pretende implementar em Goiânia. “A experiência de Salvador mostra como as parcerias público-privadas podem transformar áreas urbanas e melhorar a vida da população, sem sobrecarregar os cofres públicos. O projeto Renova Centro, em especial, chamou nossa atenção pelo seu potencial de reocupação e valorização de áreas históricas”, afirmou Mabel. Vinculada à administração pública indireta de Salvador, a SalvadorPar atua na estruturação de concessões, parcerias e operações financeiras, além da administração e exploração de ativos municipais. Com foco em eficiência, segurança jurídica e responsabilidade social, a empresa é um dos pilares do modelo de gestão que visa atrair o setor privado para contribuir com o desenvolvimento urbano e econômico da capital baiana. As PPPs são contratos de longo prazo entre o setor público e a iniciativa privada, voltados à oferta de serviços e infraestrutura. Nesse modelo, a empresa privada assume responsabilidades como construir, operar ou manter o projeto, sendo remunerada conforme o desempenho. Renova Centro em Salvador Determinado a revitalizar o Centro de Goiânia, Sandro Mabel buscou conhecer em detalhes o Renova Centro, programa que reúne ações voltadas à requalificação do Centro Histórico de Salvador. As intervenções têm como objetivo fomentar o desenvolvimento urbano, incentivar a moradia e promover a requalificação de estruturas históricas da região central. O programa também oferece incentivos tributários para estimular a aquisição, reforma e restauração de edifícios e casarões antigos. Além dos benefícios fiscais, a iniciativa incentiva obras de edificação, recuperação e reforma na modalidade retrofit, que promove a atualização de imóveis preservando suas características arquitetônicas originais. O objetivo é estimular a ocupação do centro histórico e manter viva a memória urbana. O pacote de ações inclui ainda medidas de ordenamento público, assistência social, zeladoria, cultura e turismo, além de projetos voltados ao desenvolvimento urbano e à geração de emprego e renda. Centro de Goiânia Na oportunidade, Mabel afirmou que sua gestão está comprometida com a requalificação do centro da capital goiana, buscando torná-lo “vivo novamente”, com incentivo ao comércio, ao empreendedorismo e à moradia, como forma de reverter o esvaziamento populacional. A proposta também inclui a manutenção e recuperação dos monumentos e do conjunto arquitetônico Art Déco, além da promoção de eventos esportivos e culturais para ocupação dos espaços públicos. Diante dos desafios e da amplitude do projeto, Mabel já anunciou que a revitalização será realizada por etapas. “Vamos criar um ambiente favorável para viabilizar os investimentos necessários à revitalização do Centro, a partir da construção de projetos específicos que contemplem todos os eixos temáticos”, explicou. Uma das primeiras etapas já em andamento é a modernização da iluminação pública, com a instalação de lâmpadas de LED por meio do Programa Brilha Goiânia. A meta é substituir 100 mil luminárias em toda a cidade, com ritmo médio de mil instalações por dia. O programa integra uma PPP com investimento previsto de R$ 1,4 bilhão ao longo de 25 anos, e deve alcançar 140 mil pontos de iluminação até meados de setembro.
Municípios recebem apoio de Amélio Cayres com repasse de R$ 1,3 milhão em emendas
Foto /Créditos: Clayton Cristus/Dicom Aleto Emendas contemplam ações nas áreas da saúde, cultura e administração Entre os meses de março e abril, emendas parlamentares destinadas pelo deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) contribuíram com diversas ações em oito cidades tocantinenses. Ao todo, foram enviados para as contas das prefeituras municipais recursos somados em R$ 1,3 milhão para fortalecimento da área da saúde e administração pública, além de eventos culturais. O parlamentar destinou emendas para: Carrasco Bonito, São Miguel, Palmas, Lagoa do Tocantins, Luzinópolis, Ananás e Riachinho. As ações contemplam aquisição de peças para manutenção de veículos públicos e insumos, eventos culturais como o CarnaTecno em Praia Norte e as festividades de aniversário de São Miguel e Carrasco Bonito. Amélio também destinou recursos para fortalecimento da área da Saúde em Ananás, bem como para a realização da tradicional cavalgada anual de Riachinho, marcada para 26 de abril, como uma oportunidade de integração e valorização da população que vive no campo. “Todo município precisa de apoio para realização de ações que beneficiam a sociedade. Esse é nosso trabalho enquanto parlamentar e fico feliz em poder contribuir com projetos que chegam até o povo, de fato”, frisou Amélio. Emendas Ananás – Custeio para Saúde – R$ 200 mil Carrasco Bonito – aniversário da cidade – R$ 100 mil Lagoa do Tocantins – Aquisição de peças para manutenção de veículos – R$ 100 mil Luzinópolis – Aquisição de combustível – R$ 100 mil Palmas – CarnaPraça – R$ 300 mil Praia Norte – CarnaTecno – R$ 150 mil Riachinho – 12ª Cavalgada Municipal – R$ 300 mil São Miguel – aniversário da cidade – R$ 100 mil
Bolsonaristas apostam em governadores em ato, não em público
Reprodução Após fracasso no Rio, aliados tentam mostrar força com líderes aliados em nova manifestação pela anistia, na Avenida Paulista Após o baixo comparecimento à manifestação em defesa do projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, realizada no último domingo (31/3) em Copacabana, no Rio de Janeiro, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já se preparam para uma nova tentativa de mobilização. Desta vez, a estratégia do grupo bolsonarista tem como foco central não o número de participantes, mas a presença de autoridades políticas. Segundo os organizadores, o evento terá “um número recorde de governadores e parlamentares”, com destaque para a participação dos governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Jorginho Mello (PL-SC) — todos aliados de Bolsonaro. O governador mineiro, que recentemente intensificou seu apoio público à anistia, inclusive ao compartilhar um “hino gospel” em suas redes sociais como forma de apoio simbólico, é esperado como um dos principais oradores do evento, ao lado de Tarcísio de Freitas. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um dos principais nomes do bolsonarismo nas redes sociais, também confirmou presença. Mobilização espontânea e expectativas controladasA mudança de tom entre o ato do Rio e o de São Paulo já se faz notar entre os próprios organizadores. O pastor Silas Malafaia, que atua na linha de frente das mobilizações, tratou de minimizar as expectativas quanto ao público na Avenida Paulista. “Eu até brinco com o pessoal que quem tem onisciência é Deus, não eu. Eu sei que vai ter muita gente. Agora, número, não sei”, disse, em entrevista. Sobre o esvaziamento do evento no Rio, Malafaia revelou ter alertado o ex-presidente sobre os riscos de convocar uma manifestação em horário e local pouco favoráveis. “Eu avisei o Bolsonaro: ‘carioca, no domingo, acorda mais tarde, se der praia, piora, tem jogo Fla-Flu’. Mas ele: ‘não, vamos fazer, vamos fazer. Depois fazemos um em São Paulo’”, afirmou o pastor. Apesar da tentativa de manter o entusiasmo, os organizadores admitem que o comparecimento popular será difícil de prever. Argumentam que, por se tratar de uma manifestação de caráter “espontâneo”, não há como estimar o número de participantes com antecedência. A expectativa é que a mobilização em São Paulo seja mais expressiva do que a do Rio, tanto pelo peso político da capital paulista quanto pela presença mais garantida de lideranças conservadoras do Sudeste. A manifestação de domingo (6/4) é vista como um novo teste de força para o bolsonarismo nas ruas, em meio à discussão sobre o projeto de lei que propõe anistiar os envolvidos na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023. Embora ainda sem consenso no Congresso, a pauta tem mobilizado a base bolsonarista nas redes e nas falas de parlamentares alinhados ao ex-presidente. Com foco na rearticulação do grupo e no reforço simbólico à narrativa de perseguição política, o ato deste domingo poderá indicar o grau de mobilização real do bolsonarismo em 2025 — e sua capacidade de aglutinar forças em torno de uma agenda específica no cenário pós-eleitoral.
Governo de Goiás fomenta pesquisa para impulsionar a cafeicultura regional
Fotos: Fapeg Projeto realizado pela Fapeg, em parceria com o CNPq, avalia cultivares de café arábica adaptadas para cultivo irrigado no estado Com o apoio do Governo de Goiás, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pesquisadores do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), Campus Ceres, analisam a adaptação e produtividade de 35 cultivares de café arábica sob condições irrigadas. O objetivo da iniciativa é recomendar as variedades mais adequadas para o município de Ceres, fortalecendo a produção estadual. A pesquisa recebeu investimento de R$ 40 mil da Fundação, além de uma bolsa de pós-doutorado. “O apoio do Governo de Goiás, por meio da Fapeg, foi essencial para identificar as cultivares mais produtivas e adaptadas ao clima e solo goianos. Isso oferece uma nova alternativa econômica aos agricultores, contribuindo significativamente para a diversificação agrícola e desenvolvimento regional”, destaca o professor e coordenador do projeto, Cleiton Mateus Sousa. Abril de 2025 marca 10 anos desde o início do plantio experimental. Das 35 cultivares avaliadas, 11 demonstraram melhor adaptação e produtividade elevada. Atualmente, na sétima safra, os pesquisadores continuam monitorando e comparando resultados para garantir estabilidade produtiva. A pesquisa também inclui análises sobre o comportamento fisiológico das plantas em diferentes fases (crescimento, floração e frutificação) frente às condições climáticas locais. Em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), Campus Alegre, também está sendo avaliada a qualidade da bebida, já classificada como café Especial. O coordenador do projeto ressalta o grande potencial produtivo do estado, ainda pouco explorado nacionalmente na cafeicultura. Segundo ele, os resultados alcançados apontam produtividades até duas vezes maiores que a média nacional, revelando uma oportunidade econômica significativa. “Com a indicação das melhores cultivares e o desenvolvimento de políticas públicas específicas, Goiás poderá se destacar como grande produtor nacional de café arábica”, afirma Cleiton. A pesquisa segue com novos ciclos de avaliação previstos para entender melhor as respostas das cultivares às variações climáticas. Uma unidade demonstrativa também está sendo implantada em uma propriedade rural em Ceres, com mudas derivadas do experimento inicial. A área experimental no IF Goiano permanecerá ativa como referência técnica para produtores locais. O Campus Ceres já disponibiliza o café arábica resultante da pesquisa em seu refeitório, oferecendo aos estudantes e funcionários um produto de alta qualidade diretamente associado ao trabalho desenvolvido pela instituição.
Governo de Goiás conquista reconhecimento internacional por inovação na gestão pública
Fotos: Mariana Brandão Estado foi o único premiado na categoria de inovação do PMO Brazil Awards 2024, iniciativa da maior associação global de gestão de projetos, PMO Global Alliance O Governo de Goiás alcançou reconhecimento internacional por excelência em inovação na gestão pública. Na quinta-feira (3/4), o Escritório de Projetos Central (PMO) da Secretaria-Geral de Governo (SGG) foi contemplado com o prêmio Excellence Distinction – Innovation, do PMO Brazil Awards 2024, tornando-se o único estado do Brasil a receber essa distinção na atual edição. A premiação foi entregue durante o PMO Summit Latin America 2025, realizado no Rio de Janeiro, um dos maiores eventos de gestão de projetos da América Latina. O evento, promovido pela PMO Global Alliance, reuniu especialistas de todo o mundo para discutir as melhores práticas em governança, automação e transformação digital na gestão pública e privada. Avaliação O reconhecimento ao PMO de Goiás foi concedido após uma avaliação criteriosa de uma comissão organizadora composta por 92 especialistas do Brasil e do exterior. Para que um escritório de projetos fosse premiado, era necessário obter a aprovação de pelo menos 80% desses avaliadores. O alto grau de exigência do processo reforça a relevância da conquista goiana. “Esse prêmio é um reconhecimento ao nosso compromisso com a inovação e a eficiência na gestão pública. No Governo de Goiás, adotamos as melhores práticas de mercado e padrões internacionais, adaptando-os à realidade do setor público para garantir mais transparência, agilidade e entregas eficazes à população. Ser o único estado brasileiro premiado na categoria de inovação mostra que estamos no caminho certo”, destacou o titular da SGG, Adriano da Rocha Lima. Boas práticas O modelo adotado pelos Escritórios de Projetos (PMO) de Goiás segue padrões internacionais já testados e consolidados em grandes mercados privados. A estratégia envolve o uso de ferramentas avançadas de monitoramento e análise de dados, permitindo maior controle sobre projetos estratégicos do governo.
Caiado critica Lula e Gleisi e manda recados indiretos a Bolsonaro em lançamento de pré-candidatura
“incompetente e que não gosta de trabalhar”, ao repassar aos Estados as responsabilidades pelos problemas. “Lula, você não dá conta de governar”, afirmou Caiado Em evento em que anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e mandou recados indiretos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ainda que sem citá-lo. No discurso que encerrou o evento, Ronaldo Caiado afirmou que o governo tem atitude de gente “incompetente e que não gosta de trabalhar”, ao repassar aos Estados as responsabilidades pelos problemas. “Lula, você não dá conta de governar”, afirmou. Em outra crítica ao governo federal, ele afirmou que a ministra Gleisi Hoffmann foi escolhida para uma tarefa que “reconhecidamente”, ela não conseguiria desempenhar: “A única coisa que ela não sabe é articular. É um elefante na casa de louça”, criticou. Ele também deu recados que o diferenciam do ex-presidente Jair Bolsonaro, embora sem citar o político do PL. “(Vou exercer) a Presidência da República na sua plena prerrogativa de presidente, com a liturgia de presidente da República, sabendo conviver com os demais Poderes, mas cada um dentro do seu limite e cada um sabendo que os Poderes são autônomos, mas os Poderes têm que ser harmônicos e que não cabe enfrentamento de Poderes na hora que nós queremos construir a paz em nosso país”, disse ele. Antes, afirmou que é “desencabrestado”. “Não sou candidato de bolso de colete, nem candidato de barra de saia de ninguém não. Eu sou candidato e eu vou pro povo. Eu vou debater. Quando ninguém tinha coragem de defender direito de propriedade era o Caiado lutando com 36 anos de idade nesse Brasil”, disse. Bolsonaro tem desautorizado o lançamento de outros nomes da direita, afirmando que é o candidato do campo para 2026, mesmo estando inelegível por duas decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante seu mandato no Palácio do Planalto, viveu fortes enfrentamentos com o Legislativo e, especialmente, com o Judiciário, que acusa até hoje de ter tido papel preponderante para sua derrota em 2022. Atualmente, é réu sob a acusação de tramar um golpe de Estado ao não aceitar o resultado da disputa eleitoral.
Advogado é morto a tiros em Goiás
Câmera de segurança registrou o momento em que atirador chega e dispara contra advogado na rua em Luziânia. Polícia Civil investiga o crime. Foto: Reprodução/Redes Sociais e TV Anhanguera O advogado e empresário Adair Pereira de Araújo (foto) de 47 anos, foi morto a tiros na tarde de quinta-feira (3/4), no Parque Alvorada, em Luziânia, na Região do Entorno do Distrito Federal. Um vídeo de câmera de segurança mostra o momento em que o atirador dispara contra o advogado no meio da rua. Ao g1, a Polícia Civil informou que os exames periciais foram realizado e que a investigação está em andamento. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou que lamenta a morte de Adair e cobra investigação do caso. “OAB-GO, por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) e da Subseção, acompanha o andamento das investigações e cobra das autoridades um esclarecimento célere da fatalidade”, informou a Ordem. Nas imagens registradas pelas câmeras de segurança, é possível ver quando o atirador chegou em um carro e desceu correndo em direção ao advogado que estava debaixo de uma árvore. Adair correu por detrás da árvore e atravessou para o outro lado da rua e o atirador o seguiu. Assim que Adair terminou de atravessar a rua, ele é atingido por um disparo e caiu no chão. Em seguida, o atirador entrou no carro em que estava e saiu dando ré. Nota da OAB-GoiásÉ com consternação que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) e a subseção de Luziânia lamentam o falecimento do advogado Adair Pereira de Araújo, aos 47 anos. O advogado faleceu de maneira brutal e criminosa nesta quinta-feira (3 de abril), no setor Parque Alvorada, na cidade de Luziânia. Apesar de a causa da morte ainda não ter sido esclarecida, ao que tudo indica, não há relação com o exercício profissional da advocacia. Ao mesmo tempo em que se solidariza com a família enlutada, a OAB-GO, por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) e da Subseção, acompanha o andamento das investigações e cobra das autoridades um esclarecimento célere da fatalidade. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento.
Taxar ricos é ‘ato populista’ de governo que gasta muito, diz Caiado à BBC
‘É um ato populista no momento em que ele está gastando desenfreadamente’, diz Caiado, sobre plano do governo de taxar os mais ricos Em 1989, quando foi candidato à presidência pela primeira vez, o jovem Ronaldo Caiado (União Brasil) já havia fundado a União Democrática Ruralista (UDR). Com forte sotaque goiano, ele se defendia na TV, dizendo ser “confundido”, nas grandes cidades, como “o candidato do interior”. “Se existe São Paulo, se existem as grandes cidades, é porque existe o interior do Brasil”, afirmou, nas considerações finais de um debate entre os presidenciáveis na TV Bandeirantes, a poucos dias do primeiro turno daquela primeira eleição após a democratização do país. Naquelas eleições, Caiado ficou em 10º lugar, com menos de 1% dos votos. Passados quase 40 anos, o sotaque continua o mesmo. O orgulho de ser o candidato do agro, também. Mas desta vez o governador de Goiás quer desfilar com mais de um chapéu. O de boiadeiro, claro, mas também o do político experiente e com décadas de “confronto com Lula e o PT” para tentar preencher o vácuo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode deixar na disputa presidencial de 2026.Em entrevista concedida à BBC News Brasil em Salvador, na véspera do lançamento da sua pré-candidatura à presidência, Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e evitou falar de Bolsonaro. Classificou como “populista” a iniciativa do governo petista de aumentar o imposto dos mais ricos para compensar a perda de arrecadação pela isenção de Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil. Nos cálculos do governo, a nova taxa dos super-ricos atingiria 141 mil pessoas. Caiado estaria entre elas – sua fortuna declarada ao Superior Tribunal Eleitoral em 2022 foi de quase R$ 25 milhões, ancorada em negócios variados, incluindo rebanhos e fazendas. “Acho que é um ato populista no momento em que ele está gastando desenfreadamente”, afirmou. Fincando os dois pés no eleitorado da direita, o governador disse que a alta letalidade policial do seu Estado está ligada à melhora nos índices de segurança pública. Goiás é o terceiro Estado com a maior taxa de mortes violentas cometidas por policiais em 2023, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mais recente. “Quando o crime é confrontado com a polícia, quem é que morreu nesse enfrentamento?”, diz. “A tropa do Estado é preparada para o confronto.” Ele rejeitou a ideia de que a agropecuária deixa passivos ambientais. Segundo o MapBiomas, projeto formado por diversas iniciativas que se dedica a monitorar a cobertura e o uso da terra no Brasil, a pastagem foi a principal finalidade do desmatamento ilegal na Amazônia entre 1985 e 2023 Para ele, a lei “está sendo cumprida” a atende as exigências de áreas de preservação previstas no Código Florestal Brasileiro. Para virar candidato no ano que vem, no entanto, seus obstáculos são outros. Existe a possibilidade de que o União Brasil forme uma federação partidária com o Progressistas (PP). Se isso acontecer, a pré-candidatura do governador, que já enfrenta pressões internas para desistir do projeto, estará ainda mais em xeque.Além disso, está previsto para a próxima terça-feira (8/4) o julgamento de um recurso que ele moveu contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que o tornou inelegível. Segundo o tribunal, Caiado cometeu abuso de poder ao usar o Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador, para realizar eventos em apoio a Sandro Mabel, candidato do União Brasil que venceu a disputa pela Prefeitura de Goiânia no ano passado. “Essa matéria não tem nenhum fundamento”, diz, sobre o processo. Confira abaixo os principais trechos da entrevista. BBC News Brasil – Na campanha de 1989, o senhor falava “eu sei que quando eu chego nos lugares, as pessoas falam, ah, lá vem o candidato do agro”. O senhor acha que o agro ainda hoje é incompreendido? Ronaldo Caiado – Naquela época, era impressionante a campanha que existia contra a figura do produtor rural. Tentavam estigmatizar o produtor rural como uma pessoa que fosse insensível, que não tivesse solidariedade, que não tivesse compromisso com o social. Hoje você vê que no Brasil, todos já são defensores do agro. Naquela época, apenas o Ronaldo Caiado tinha coragem de defender o agro. O Brasil hoje é a maior potência de produção de alimentação, não só de brasileiros, mas também de mais de quase um bilhão de pessoas fora do país que recebem hoje alimentos produzidos no Brasil. Então é o segmento que deu certo. BBC News Brasil – Então o senhor vai continuar sendo o candidato do agro? Caiado – Diria que eu sou um candidato que vem de dois mandatos como governador. E se você buscar todas as áreas de atuação do governo, que são comparadas com os demais colegas meus governadores, você vê que eu sou o primeiro lugar em tudo. Então não é um discurso único do setor. Como governante, você vê que Goiás é o primeiro lugar na educação, em transparência das contas públicas, em liquidez, em segurança pública, é o primeiro lugar em Estado que mais retirou pessoas da extrema pobreza. Não tem apenas uma linha de ação, eu tenho uma amplitude em todas as áreas de atuação do governo. BBC News Brasil – O Brasil tem sido cobrado mundialmente a produzir carne, soja, e milho livres de desmatamento. A União Europeia tem cobrado iniciativas do Brasil nesse sentido, por exemplo. Goiás é o terceiro Estado com o maior rebanho bovino do país. É possível falar em sustentabilidade na agropecuária? Até o momento, as metas que foram traçadas de desmatamento não foram atingidas. Caiado – Sim, eu posso discutir isso, mas com base em dados, não em achismo. Qualquer parlamentar ou qualquer governante na Europa que tenha conteúdo capaz de poder apresentar dados, eu estou inteiramente à disposição. Porque fui eu, como parlamentar, um dos que participou na elaboração do Código Florestal Brasileiro. Então eu sei exatamente o que nós produzimos e sei exatamente como é que é a realidade da agropecuária brasileira. Na Amazônia,


