O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ( PT) durante encontro de prefeitos com o presidente da Câmara Federal Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre O governo Lula e o Congresso apresentaram um plano conjunto para destravar as emendas parlamentares questionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O documento traz propostas para dar transparência e rastreabilidade para os recursos, mas apresenta algumas falhas admitidas pelos próprios autores que ainda não foram solucionadas. O plano seria discutido nesta quinta-feira (27/20 em reunião convocada pelo ministro Flávio Dino, relator dos processos no STF. Dino viu avanços na proposta, cancelou a audiência e enviou a avaliação para o plenário do Supremo, sinalizando com a possibilidade de liberar o pagamento de emendas, como querem os parlamentares. Dois pontos se destacam: o Executivo e o Legislativo prometem dizer no que será gasto o dinheiro das emendas Pix e revelar o nome dos parlamentares beneficiados pelo orçamento secreto e pelas emendas de comissão, que herdaram parte do esquema – e só depois o dinheiro cairia na conta dos Estados e municípios beneficiados. No caso da emenda Pix, de seis em cada dez avaliações feitas pelos ministérios nessas transferências, as informações apresentadas pelos municípios não dão conta de informar o básico: no que o dinheiro foi ou será gasto, segundo relatório do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos enviado junto com o plano para o STF. Cumprir o que o STF determinou pode provocar empecilhos para o pagamento dos recursos, segundo a pasta, e será preciso se adaptar. Se fosse para cumprir tudo que o STF determinou, mais de 4.700 municípios brasileiros não poderiam mais receber os recursos daqui para frente por descumprirem as determinações. Sobre a outra promessa, a de mostrar os nomes dos parlamentar que apadrinharam o orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão em 2021, e as emendas de comissão, as informações oferecidas pelo Congresso Nacional não estão organizadas de forma que seja possível a conexão com os dados divulgados pelo governo federal. Quando o Congresso oferece o nome do parlamentar (em poucos casos isso acontece), esse nome não aparece na hora que o governo libera o dinheiro, e isso ainda não foi solucionado, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou em relatório, também enviado junto com a proposta. Também permanece sem solução um ponto central no processo: o valor das emendas parlamentares e o cumprimento às regras fiscais. No ano passado, Dino deu uma decisão dizendo que as emendas não poderiam crescer mais do que outras despesas do governo. Se isso fosse cumprido à risca, os parlamentares perderiam aproximadamente R$ 5 bilhões neste ano. Além disso, se as contas saírem do controle neste ano, os congressistas podem ter as emendas cortadas por decisão unilateral do Executivo. A decisão de Dino é favorável para o interesse do Congresso Nacional e do governo Lula, inclusive para consolidar os mais de R$ 50 bilhões em emendas neste ano. O despacho veio após a apresentação de um projeto de lei, revelado pelo Estadão, que recupera verbas do orçamento secreto de Jair Bolsonaro (PL) canceladas pelo governo Lula em dezembro. A intenção declarada dos parlamentares é aprovar o projeto e buscar uma revisão da decisão do Supremo que bloqueou as emendas secretas. “Vossa Excelência só pode votar uma vez, deputado Hugo Leal”, disse o deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), que presidia a sessão da Câmara no momento da votação da urgência da proposta, ao colega que foi relator do Orçamento de 2022 e carimbador de várias emendas secretas que ficaram penduradas pela decisão de Dino. A sinalização de Dino ocorre também após a demissão da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e a substituição pelo ministro Alexandre Padilha. Só no ano passado, mais da metade das emendas (54%) passou pela pasta. Dino colocou o Ministério da Saúde como central na liberação dos recursos daqui para frente, exigindo que tudo que envolver saúde dependa do aval da máquina federal do Sistema Único de Saúde (SUS), centralizada no Ministério. De acordo com interlocutores, tudo que o magistrado não queria era o Centrão (leia-se Arthur Lira) controlando o órgão. Flávio Dino, relator dos processos no STF. Dino viu avanços na proposta, cancelou a audiência e enviou a avaliação para o plenário do Supremo, sinalizando com a possibilidade de liberar o pagamento de emendas, como querem os parlamentares.
Governo Lula e Congresso conseguem aval de Dino para destravar emendas com ‘buracos’ não resolvidos
O discurso de ódio que levou Bolsonaro à Presidência também o arrasta para a condenação
Denúncia da PGR tem altos e baixos, mas o histórico político de Bolsonaro pesa para a verossimilhança da acusação A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) por participação em um golpe de Estado tem pontos altos e baixos, provas robustas e lacunas, certezas bem apresentadas e algumas ilações. Pode não ser a peça dos sonhos, em especial sobre o exato papel de Bolsonaro no plano “Punhal Verde e Amarelo”. mas é uma descrição convincente sobre o risco vivido pelo país por obra do então presidente. Abriu-se o abismo da violência política e do retorno da ditadura que ele tanto exaltou, e isso jamais deve ser esquecido quando se analisa a denúncia da PGR. A verossimilhança da acusação vem, por ironia, do próprio comportamento público de Bolsonaro nas últimas três décadas. Ele desejou e defendeu a ruptura democrática de 1964, inclusive exaltando um notório torturador e lamentando que a ditadura não tivesse matado 30 mil brasileiros. Ou que o Exército não tenha exterminado todos os indígenas brasileiros. Por isso, quando a PGR diz que Bolsonaro, durante a Presidência, teve um papel ativo num plano de ruptura institucional, soa como algo absolutamente natural e lógico. Até mesmo esperado. E quando seu ex-braço-direito, o tenente-coronel Mauro Cid, homem de confiança e da estreita convivência do então presidente, diz que Bolsonaro trabalhou para convencer os três comandantes militares e o ministro da Defesa a virar a mesa, parece inteiramente coerente com a trajetória do ex-deputado. Por outro lado, quando Bolsonaro agora tenta se apresentar como um democrata, temos uma completa dissonância. Foi exatamente a ditadura o que ele sempre defendeu como regime político. Carece de sentido dizer, como fizeram na semana passada um de seus filhos, Flávio, e o líder da oposição ao governo, Luciano Zucco (PL-RS), que a denúncia é “uma peça de ficção”. Ficção seria descrever Bolsonaro como um democrata. A investigação da Polícia Federal (PF) demonstra que foi um golpe evitado por poucas pessoas aparentemente movidas por uma mistura de sentimentos, incluindo o medo de dar errado. O risco era enorme para o país, mas também para os conspiradores. No entorno do presidente, vê-se que a torcida era tremenda para uma insurgência militar chamada de “intervenção”. Embora hesitasse, Bolsonaro deu um passo além, e assim deixou escancarado um ponto indesmentível da denúncia da PGR. Não há mais dúvida de que Bolsonaro pressionou os militares a apoiar a decretação de um “estado de sítio” ou de um “estado de defesa”, eufemismos para um ato de exceção que, na prática, iria impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Desde que uma chamada “minuta do golpe” foi apreendida na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres em janeiro de 2023, Bolsonaro foi ajustando e calibrando sua versão. Em um primeiro momento, em junho de 2023, ele disse o seguinte: “Não tomei conhecimento desse documento, dessa minuta”. Porém, mencionou enigmaticamente que “estado de defesa é previsto na Constituição”. Após as investigações da PF avançarem, o tom de Bolsonaro mudou. Até que, em novembro de 2024, já acuado pelas revelações da PF, ele admitiu publicamente ter discutido com os militares a hipótese dos estados de exceção. Em 2022, porém, ele escondeu tal fato dos brasileiros. A maquinação não podia vir a público. É difícil entender o motivo pelo qual a PGR não incluiu, na denúncia, esse reconhecimento de Bolsonaro. Ele acabou – forçado pelo desenrolar dos acontecimentos – corroborando trechos centrais da delação de Mauro Cid e dos depoimentos de dois comandantes militares, Freire Gomes (Exército) e Baptista Júnior (Aeronáutica). A ausência da palavra de Bolsonaro é uma das lacunas na denúncia que citei acima. Talvez a PGR tenha entendido que uma entrevista fora dos autos do processo não poderá ser usada no julgamento. Mas abordá-la não iria macular em nada a peça. Bolsonaro afirmou em novembro de 2024: “O que está dentro da Constituição você pode utilizar. E eu batia muito na questão do estado de sítio”. Sem dúvida, “batia” nos comandantes militares. Ocorre que o estado de sítio, uma exceção gravíssima, que na prática extermina o estado democrático de direito, embora previsto no artigo 137 da Constituição, pode ser decretado pelo presidente da República desde que “ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional”. É a mesma necessidade para a decretação do estado de defesa. O Conselho da República é formado pelo vice-presidente da República, pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, líderes da maioria e da minoria das duas Casas do Legislativo, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros natos com mais de 35 anos de idade, indicados pelo presidente e pelo Congresso Nacional. Por sua vez, o Conselho de Defesa Nacional é formado pelo vice-presidente da República, quatro ministros de Estado e pelos comandantes militares, mas também pelos presidentes da Câmara e do Senado. Se Bolsonaro queria mesmo jogar “dentro das quatro linhas” da Constituição, como ele alega, não ter discutido na forma da lei as hipóteses de exceção com diversas outras autoridades de Brasília representa um buraco revelador na versão apresentada pelo ex-presidente. Certamente será um ponto muito explorado durante o julgamento do processo. Além de ter escondido as consultas aos militares, outro problema para Bolsonaro é que não havia nenhum motivo real, entre novembro e dezembro de 2022, para a decretação de algum estado de exceção no país. Protestos de bolsonaristas em ruas e rodovias, principalmente em áreas dominadas pelo agronegócio, e acampamentos na frente dos quarteis pretendiam criar um caos no país, mas logo se viu que não conseguiram tração e, assim, de modo algum representavam “grave e iminente instabilidade institucional”. A conclusão possível é que o então presidente trabalhava com a intenção de se manter no poder mesmo após a vitória do seu adversário. Na semana passada, ouvi na internet um honesto e sério articulista dizer que a denúncia⁷ da PGR “não se trata de mais uma simples narrativa, mas de uma exposição minuciosa e documentada”. Ocorre que toda denúncia do
Bolsonaro associa turma do STF a ‘câmara de gás’ e diz que pode morrer na prisão
Ele afirmou que, se for condenado por todos os crimes de que é acusado, com penas que podem somar mais de 40 anos, pode morrer na prisão SÃO PAULO – SP (FOLHAPRESS) – Denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) sob a acusação de liderar uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (25/2) ver sua condenação como provável se considerar as condições atuais e que a primeira turma da corte, responsável pelo seu caso, é conhecida como “câmara de gás”. “Se você analisar uma turma com a outra, essa turma que eu estou, tem um apelido, né? Câmara de gás. Entrou ali…”, disse em entrevista ao jornalista Leo Dias. Questionado sobre quem teria apelidado o grupo dessa forma, respondeu: “É o que a gente ouve falar por aí”. A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro deverá ser julgada na Primeira Turma do STF, onde atua o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Ela é formada ainda pelos ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux. Os dois ministros indicados pelo ex-presidente em seu mandato, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, integram a Segunda Turma do Supremo. Bolsonaro disse na entrevista que conversa atualmente com 4 dos 11 integrantes da corte. Ele afirmou que, se for condenado por todos os crimes de que é acusado, com penas que podem somar mais de 40 anos, pode morrer na prisão. “O senhor pode passar 40 anos preso”, afirmou Leo Dias. “Quarenta anos, não. Morrer na cadeia. Eu não vou viver mais [do que isso]”, respondeu o ex-presidente, completando que acha que “para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto”. “Eu preso vou ser um problema também, vai haver uma comoção nacional.” Durante a entrevista, Bolsonaro voltou a se defender das acusações de tentativa de golpe de Estado e a minimizar sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro. Disse que seu ex-ajudante de ordens Mauro Cid, cuja colaboração premiada foi divulgada na última semana, “foi torturado” psicologicamente por Moraes em depoimentos. O ministro ameaçou decretar sua prisão, revogar a delação e seguir com investigações que atingiriam seus familiares, caso o militar não falasse a verdade. “Na Lava Jato, um comportamento muito mais ameno do que esse serviu para anular a Lava Jato. […] No meu caso tem dez vezes mais nulidades”, argumentou. Questionado se estava defendendo Cid, o ex-presidente disse que não o atacaria e que se coloca no lugar dele. “Cid era o muro das lamentações, todo mundo ligava para ele. […] Acho que ele se empolgou com essa missão, tinha o excesso de iniciativa, queria resolver sem consultar. Mas foi de boa fé”, declarou. Bolsonaro minimizou os áudios extraídos de celulares de alguns dos acusados de participar da trama golpista. Em um deles, o general da reserva Mario Fernandes, ex-chefe dos chamados “kids pretos” do Exército, afirma que “o decreto é real e foi despachado ontem com o presidente” e pede “movimento”. “Tem algum áudio comigo?”, perguntou. Ele então afirmou que “foram estudadas hipóteses de estado de sítio”, mas que, se fosse realmente publicar decreto, teria que ter convocado conselhos, e não chegou nem nessa fase. O ex-presidente foi acusado no último dia 19 pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de praticar os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito e de golpe de Estado, de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra patrimônio da União, deterioração de patrimônio tombado e participação em uma organização criminosa. Somadas, as penas máximas chegam a 43 anos de prisão, sem contar os agravantes, além da possibilidade de ele ficar inelegível por mais tempo do que os oito anos pelos quais foi condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em 2023.
UEG publica edital de aproveitamento de vagas pelo Enem
Inscrições para 1.073 vagas em 33 cursos de graduação podem ser feitas gratuitamente, até 6 de março, exclusivamente pelo site do Núcleo de Seleção A Universidade Estadual de Goiás (UEG) publicou, na última segunda-feira (24/2), o edital de seleção para aproveitamento de vagas remanescentes do Vestibular 2025/1. O chamado é voltado para alunos que querem ingressar nos cursos de graduação da UEG por meio do aproveitamento de seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São ofertadas 1073 vagas em 33 cursos de graduação. Entre os cursos que ofertam vagas estão Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Cinema e Audiovisual, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, Farmácia, Medicina Veterinária, Química Industrial e Zootecnia. Os candidatos interessados podem conferir o edital e fazer suas inscrições gratuitamente, até 6 de março, exclusivamente pelo site do Núcleo de Seleção da UEG (nucleodeselecao.ueg.br). Podem concorrer às vagas os estudantes que tenham concluído o ensino médio e realizado o Enem nos anos de 2014 a 2024, tendo obtido resultado igual ou superior a 200 pontos na média das notas das quatro provas objetivas e da redação, não tendo tirado zero em nenhuma delas. A classificação dos candidatos será feita por ordem decrescente da média das 4 (quatro) provas objetivas e da redação do Enem, respeitando-se o limite de vagas de cada curso, cidade e turno indicados no formulário de inscrição. Procedimentos para inscrição _Candidato deverá conectar-se ao endereço eletrônico nucleodeselecao.ueg.br e:_ – ler o edital; – fazer o cadastro geral, por meio do CPF, e guardar a senha gerada; – preencher o formulário de inscrição; – gerar e imprimir o comprovante de inscrição. Serviço *Assunto:* Processo de Seleção para Vagas Remanescentes do Vestibular 2025/1 da UEG *Quando:* até 6 de março de 2025 *Onde:* nucleodeselecao.ueg.br
Presidente da Aleto discute leis para promoção da Igualdade Racial com secretário de Estado
Também participaram da reunião o secretário executivo da Pasta, Rogério Castro, a assessora jurídica, Ana Claudia e o assessor Glenio Marques Para dialogar sobre políticas públicas para a população negra, indígena e quilombola do Tocantins, o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Amélio Cayres (Republicanos), recebeu o secretário de Igualdade Racial do Tocantins, Adão Francisco de Oliveira, na tarde de segunda-feira (24/2). Na ocasião, o secretário estadual apresentou os projetos em andamento da Secretaria recém-criada para estimular o turismo de base, apoio às manifestações da cultura negra, bem como trabalho para fortalecimento de comunidades negras do Estado. Adão Francisco também solicitou apoio do chefe do Legislativo para as legislações necessárias à implementação das ações do Executivo, como a criação do Sistema Estadual de Promoção da Igualdade Racial. “Estamos atuando para implementar diversos projetos; discutindo com os grupos, sociedade, prefeitos e também estruturando administrativamente e, como uma secretaria nova, precisamos do apoio de todos, também desta Assembleia que cria e aprova as leis. Nosso objetivo é claro: dar oportunidade para a população negra do Tocantins, historicamente marginalizada em todo o país. Quando o governador criou a secretaria, criou para que nós fizéssemos esta reparação histórica, com autonomia para trabalharmos e avançar com as ações estruturantes”, acentuou o secretário. Cayres parabenizou o gestor estadual pela busca por mais oportunidades à população negra e determinou a disposição de seu gabinete e do administrativo da Casa de Leis para apoiar as ações. “Nosso Tocantins é composto, em sua grande maioria, pela população negra e, certamente, temos que ter olhar atento para garantir as leis que apoiem a causa e ter, de fato, a igualdade racial que buscamos como representantes do povo. Contem conosco”, enfatizou o presidente da Casa. Também participaram da reunião o secretário executivo da Pasta, Rogério Castro, a assessora jurídica, Ana Claudia e o assessor Glenio Marques.
Caiado assina acordo para início das atividades do Hospital Universitário de Catalão
Governador destaca avanço na regionalização da saúde e impacto na formação de profissionais. Nova unidade terá 150 leitos e será referência em atendimento oncológico e materno-infantil O governador Ronaldo Caiado participou, nesta terça-feira (25/02), da cerimônia de assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) que viabiliza o início das atividades do Hospital Universitário de Catalão. A solenidade, realizada na própria unidade de saúde, contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, além de representantes da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), da Universidade Federal de Catalão (UFCat) e da prefeitura municipal. Com formação em medicina, Caiado destacou a importância da integração entre ensino e atendimento hospitalar para a qualificação dos profissionais da saúde. “Vincular um hospital de média e alta complexidade a uma universidade do porte da UFCat, que é referência nacional, é um avanço significativo. Teremos monitores, professores e médicos altamente capacitados para cuidar da população e formar especialistas”, afirmou. O governador também ressaltou que a unidade complementa a regionalização da saúde promovida pelo Estado desde 2019. “Temos trabalhado para levar estruturas hospitalares a várias regiões de Goiás, garantindo atendimento de qualidade para a população. E essa iniciativa do ministro Camilo Santana, de credenciar o hospital à UFCat, é fundamental para o desenvolvimento da boa medicina”, pontuou. Construído pela prefeitura de Catalão, o hospital foi cedido à UFCat e será administrado pela Ebserh. Com a assinatura do acordo, serão iniciados os processos para aquisição de equipamentos e contratação de profissionais. De acordo com Camilo Santana, a previsão é de que o hospital entre em funcionamento no segundo semestre de 2025. “Esse será um marco importante, pois a unidade atenderá tanto o ensino e a pesquisa quanto a população, sendo integrada ao SUS”, destacou. Estrutura e impacto regional Durante a cerimônia, Caiado visitou as instalações do hospital, que conta com 12 mil metros quadrados de área construída. A unidade terá 150 leitos de internação clínica e cirúrgica, incluindo 20 UTIs adulto e 25 neonatal, além de ambulatório, centro cirúrgico e atendimento oncológico com quimioterapia. A parceria com a UFCat permitirá que o hospital se torne um polo de ensino e pesquisa na área da saúde. O prefeito de Catalão, Velomar Rios, destacou que o hospital será um divisor de águas para a região, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas. O ex-prefeito Adib Elias lembrou que o terreno foi inicialmente destinado ao novo Paço Municipal, mas a gestão optou por construir o hospital. “Essa é a maior unidade hospitalar pública erguida no interior do Brasil nos últimos dois anos”, afirmou. Arthur Chioro, presidente da Ebserh, reforçou a importância da cooperação entre município, Estado e União para consolidar a unidade como referência em alta complexidade na macrorregião centro-sudeste, que abrange 56 municípios. “O hospital terá um papel essencial na formação de profissionais de saúde, além de ser referência no atendimento materno-infantil e oncológico”, frisou. A reitora da UFCat, Roselma Lucchese, enfatizou o compromisso da universidade em contribuir para o desenvolvimento regional. “Esse hospital reforça nosso papel de ampliar o acesso ao ensino e à saúde, garantindo atendimento de qualidade para a população mais vulnerável, que muitas vezes precisa buscar tratamento em outros estados”, concluiu.
Marçal e Gusttavo Lima acertam filiação ao União Brasil
Ala do União Brasil quer que Pablo Marçal e Gusttavo Lima oficializem suas filiações durante lançamento da pré-candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto O influenciador Pablo Marçal e o cantor sertanejo Gusttavo Lima confirmaram suas filiações ao União Brasil (UB) com a expectativa de que oficializem a entrada no partido ainda no primeiro semestre de 2025. Uma ala do União Brasil defende que Marçal e Gusttavo Lima se filiem durante o evento de lançamento da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência pela legenda. O evento, marcado para o próximo dia 4 de abril no Centro de Convenções de Salvador, contará com as presenças dos dois, além de ser o dia em que Caiado receberá o título de cidadão baiano. Entretanto, outra ala do União Brasil sugere que a filiação de Marçal e Gusttavo Lima ocorra antes do evento de Caiado, para evitar que a adesão dos dois ofusque o lançamento da pré-candidatura do governador. Na cúpula do União Brasil, os planos para Marçal envolvem uma candidatura a governador ou a senador por São Paulo nas eleições de 2026, caso ele consiga reverter a condenação que o torna inelegível por oito anos, decidida pela Justiça Eleitoral de São Paulo no dia 21 de fevereiro. Marçal, no entanto, ainda pode recorrer da decisão. Em relação a Gusttavo Lima, os planos para ele no União Brasil indicam uma candidatura ao Senado por Goiás em 2026. Apesar disso, o cantor já declarou, em entrevista ao Metrópoles em janeiro, que pretende disputar a Presidência da República. Aliados de Caiado afirmam que ele pretende aproveitar a popularidade de Gusttavo Lima para aumentar sua visibilidade. A estratégia do governador de Goiás seria viajar pelo país ao lado do cantor para impulsionar sua popularidade. Até o momento, tanto Gusttavo Lima quanto Pablo Marçal não se pronunciaram sobre o assunto, apesar de tentativas de contato feitas pela coluna desde segunda-feira (24/2). O espaço permanece aberto para eventuais manifestações dos dois.
Ipasgo Saúde antecipa 147,5 milhões à rede credenciada
No total, 671 pessoas jurídicas que atendem beneficiários do plano de saúde recebem hoje pagamento que deveria ocorrer na sexta-feira, dia 28. Pessoas física receberam no último dia 14 O Ipasgo Saúde credita nesta terça-feira (25/02) o pagamento de 671 pessoas jurídicas, a exemplo de hospitais e clínicas, que prestam atendimento aos quase 600 mil beneficiários do plano de saúde, o maior de Goiás e a maior autogestão do país. Ao todo, R$ 147,5 milhões que, originalmente, deveriam ser repassados na sexta-feira (28/02) serão depositados de forma antecipada para 90% dos prestadores, porque eles apresentaram a documentação dentro do prazo. Os demais receberão de acordo com o fluxo normal de pagamentos. Essa antecipação demonstra nosso compromisso com a rede credenciada, fortalece nossa parceria com hospitais, clínicas e demais prestadores e, além disso, garante que a rede tenha os recursos necessários para continuar oferecendo um serviço de excelência aos nossos beneficiários”, afirma o presidente do Ipasgo Saúde, Vinícius Luz. Esta é a segunda vez este mês que o Ipasgo Saúde paga os prestadores de forma antecipada. Nos dias 13 e 14, o plano de saúde já havia quitado R$ 17,5 milhões em remunerações de 2.760 médicos e outros profissionais de saúde que atendem os beneficiários como pessoas físicas. Ou seja, antes mesmo do fim de fevereiro, o plano de saúde já injetou mais de R$ 165 milhões no mercado de saúde. Outros pagamentos Até o final deste mês, de acordo com a evolução da apresentação de documentos necessários ao recebimento pelos serviços prestados, a instituição deve ultrapassar os R$ 180,3 milhões em pagamentos à rede credenciada. O Ipasgo Saúde, por exemplo, já tem em processamento notas fiscais recebidas depois do dia 21 de fevereiro, após o prazo estabelecido. Ainda assim, a meta é que esses pagamentos também ocorram antes do dia 28. De acordo com o calendário de pagamento do Ipasgo Saúde, prestadores pessoas físicas recebem no dia 15 e pessoas jurídicas, no dia 30. Contratualmente, os recebimentos deveriam ser efetivados 60 dias após a apresentação da fatura. Ou seja, a data de pagamento teria variação de acordo com cada prestador. Para Vinícius Luz, essas antecipações de pagamentos visam proporcionar mais segurança e previsibilidade financeira para a rede credenciada. Além disso, atestam o compromisso da instituição em manter um fluxo de pagamentos ágil e eficiente, importante tanto para os prestadores de serviço quanto os beneficiários. Credenciamento A instituição, que já tem o maior número de prestadores entre os planos de saúde que operam em Goiás, com quase cinco mil pessoas físicas e jurídicas, está em processo de ampliação da rede credenciada. Desde o último dia 17, o Ipasgo Saúde recebe inscrições de médicos, de todas as especialidades, interessados em atender os quase 600 mil beneficiários do Ipasgo Saúde. O processo de credenciamento é simples e pode ser realizado de forma totalmente digital. Os profissionais precisam possuir registro ativo no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e anexar a documentação obrigatória em um formulário disponível do site www.ipasgo.go.gov.br. As solicitações serão avaliadas considerando critérios como município de atuação, cobertura assistencial, demanda de beneficiários e facilidade de acesso aos serviços.
Caiado lança pré-candidatura e promete transformar o Brasil no país mais seguro da América Latina
“Se transformamos Goiás, também podemos transformar o Brasil”, enfatizou o governador Ronaldo Caiado. O governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou oficialmente o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026. O evento está marcado para o dia 4 de abril, no Centro de Convenções de Salvador (BA) e promete reunir lideranças políticas de todo o país. Caiado se destaca nacionalmente pelo avanço na segurança pública em Goiás. Seu governo transformou o estado em um exemplo de combate ao crime organizado, reduzindo drasticamente os índices de criminalidade e devolvendo a liberdade aos cidadãos. “Goiás hoje é um lugar onde as pessoas podem sair de casa, trabalhar e ter lazer com segurança. Esse modelo de gestão eficiente pode e deve ser levado para todo o Brasil”, afirma o governador Caiado. A segurança pública se tornou a principal bandeira de Caiado, que acredita ser possível transformar o Brasil no país mais seguro da América Latina. Seu governo investiu pesadamente no fortalecimento das forças policiais, na inteligência de segurança e na integração entre os órgãos de justiça, tornando Goiás um modelo de eficiência e rigor no combate ao crime. Atualmente, os países mais seguros da região são Argentina, Uruguai, Costa Rica e Chile, de acordo com o Índice Global de Paz (GPI). Caiado busca elevar o Brasil a esse patamar, garantindo um ambiente seguro para todos os brasileiros. A força de Caiado também se reflete no apoio político que ele tem conquistado. O lançamento de sua pré-candidatura contará com a presença de pelo menos 100 prefeitos de Goiás, além de parlamentares e lideranças de outros estados. A adesão maciça demonstra a força de sua gestão e o reconhecimento de que sua estratégia de governo pode ser ampliada para todo o Brasil. Com um discurso de direita independente, Caiado reforça que sua pré-candidatura representa uma alternativa forte e consolidada, mesmo sem o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O eleitor vai decidir o futuro do Brasil. Não há mais condições impostas para a direita. Todos que quiserem, vão buscar seu espaço”, declarou o governador. A expectativa é de que o evento em Salvador simbolize não apenas o início da caminhada de Caiado rumo ao Planalto, mas também uma demonstração de força política e popular. O governador reafirma seu compromisso de governar com foco na segurança, na prosperidade econômica e no desenvolvimento social, pilares que sustentaram sua administração em Goiás. Diante do avanço de sua gestão e da consolidação de seu nome entre os principais candidatos da direita, Ronaldo Caiado se apresenta como um nome capaz de liderar o Brasil em um novo ciclo de segurança e crescimento.“Se transformamos Goiás, também podemos transformar o Brasil”, enfatizou o governador. Perfil de Ronaldo CaiadoNascido em Anápolis, Goiás, em 1949, Ronaldo Ramos Caiado é médico por formação e iniciou sua trajetória política em 1991, ao ser eleito deputado federal por Goiás. Concorreu à Presidência da República em 1989 e ao governo estadual em 1994. Foi reeleito deputado federal em 1999, 2003, 2007 e 2011. Em 2014, tornou-se senador por Goiás com 1.283.665 votos. Foi eleito governador do estado em 2018, com 59,73% dos votos válidos, e reeleito em 2022, com 51,81%. Caiado presidiu a União Democrática Ruralista (UDR) e sempre defendeu as bandeiras da agricultura e da pecuária. Como presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, atuou na defesa do setor produtivo primário e na questão do endividamento rural. Ganhou projeção nacional no Senado, onde trabalhou por segurança jurídica para agricultores e pecuaristas. Defendeu a redução da maioridade penal e apoiou a PEC para criar um piso salarial nacional para policiais militares e bombeiros. Atualmente, busca ampliar para todo o Brasil o modelo de segurança bem-sucedido implantado em Goiás.
Caiado prestigia posse de André Rocha como presidente da Fieg
Empresário, que já ocupava cargo de forma interina desde junho passado, presidirá entidade no biênio 2025-2026; governador estava acompanhado da primeira-dama Gracinha Caiado O governador Ronaldo Caiado (foto) participou, na noite desta segunda-feira (24/02), da posse do novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, para o biênio 2025-2026. O engenheiro civil e empresário já ocupava interinamente a função desde junho de 2024, quando seu antecessor Sandro Mabel deixou o cargo para disputar a prefeitura de Goiânia. “André sabe que precisamos colocar Goiás cada vez num patamar mais elevado, e a indústria participa disso. Tivemos crescimento de 4,1% do PIB no ano passado, acima da média nacional. E esse setor, com carteira assinada, gerou 15 mil novas vagas de empregos em 2024 no Estado. Sei da competência do novo presidente e daqui uns dias a Fieg vai sobressair diante de grandes federações desse país”, projetou o governador. Caiado falou sobre a cooperação estratégica entre o Estado e a entidade, de modo a impulsionar o desenvolvimento econômico. “Goiás avança na inovação, tecnologia e inteligência artificial, acompanhando a demanda dos empresários que trazem cada vez mais novidades para melhorar não só a produção, como ampliar, garantindo uma produtividade cada vez maior em sintonia com aquilo que o mundo demanda”, frisou o governador, que prestigiou a solenidade acompanhado da primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado. Mais acordos O novo presidente da Fieg celebrou a boa relação com o Estado e falou do interesse em assinar mais acordos. “Acabamos de fechar um contrato com o governo para formar 12,3 mil jovens, e isso é o início de uma grande parceria. É um governo que investiu muito em segurança, saúde e educação básica. Agora, volta seus olhos para a educação profissional, vendo a angústia das empresas, indústrias e comércio diante de um apagão de mão de obra. É uma parceria que vai dar frutos cada vez melhores”, disse Rocha. O recém-empossado mencionou a ampliação da rede de ensino Sesi em território goiano como um dos maiores desafios de sua gestão, bem como a qualificação profissional. “Temos a responsabilidade de ajudar a reindustrializar o Brasil e de fazer Goiás continuar crescendo. O desafio é grande, mas a nossa vontade de superar é muito maior”, garantiu. A solenidade marcou, ainda, o início das comemorações pelos 75 anos da Fieg. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, que é presidente de honra e conselheiro emérito da Fieg, apontou seu sucessor na entidade como um homem preparado e experiente para o cargo. Também sinalizou que pretende caminhar lado a lado com a Fieg enquanto gestor municipal. “Estou prefeito, mas sou da indústria. E vamos trabalhar ainda mais juntos. A educação é uma coisa importantíssima, e vou usar toda minha experiência que venho adquirindo para que possamos fazer em Goiânia uma criançada que cresce”, disse. Ao cumprimentar o novo gestor da Fieg, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, falou sobre a importância da união de forças. “Queremos motivar, conquistar cada um pela indústria para que nós possamos construir um país forte, sustentável e crescente”, projetou. O evento contou com a presença de outras autoridades, como o vice-governador Daniel Vilela e secretários; além de empresários e lideranças de outros Estados. Trajetória Ao longo de sua carreira, André Rocha presidiu o Sindicato da Indústria de Fabricação de Etanol do Estado de Goiás (Sifaeg) e o Sindicato da Indústria de Fabricação de Açúcar do Estado de Goiás (Sifaçúcar), além de ocupar cargos de relevância no LIDE Centro-Oeste, Sebrae Goiás e Conselho de Assuntos Legislativos da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com passagens pela presidência da Companhia Energética de Goiás (Celg) e da Celg G&T, bem como pela liderança do Fórum Nacional Sucroenergético e da Câmara Setorial do Açúcar e Etanol, André Rocha traz consigo também um histórico de atuação voltado para o fortalecimento da economia e a inovação no setor industrial e energético.


