“Congresso corta, Lula repõe! Educação é direito!”, afirma José Dirceu – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil Ex-ministro diz que recomposição não é favor e atribui vitória à pressão popular e estudantil O ex-ministro e ex-presidente nacional do PT José Dirceu afirmou que o governo do presidente Lula recompôs integralmente os recursos do orçamento da educação que haviam sido cortados pelo Congresso Nacional. Em postagem nas redes sociais, José Dirceu destacou o embate político em torno do orçamento da educação e celebrou a decisão do governo federal de restabelecer os recursos destinados às instituições federais de ensino. “Congresso corta, Lula repõe! Educação é direito!”, disse. Segundo Dirceu, o orçamento da educação para 2026 se transformou em um campo de disputa política, e a recomposição anunciada pelo governo não deve ser tratada como um gesto espontâneo do Executivo. “O orçamento da educação de 26 virou uma batalha política e a recomposição de recursos que tanto se comemora hoje não é presente generoso, é resultado da pressão popular e da mobilização estudantil contra os cortes aprovados pelo Congresso Nacional contra o governo Lula”, enfatizou. O ex-ministro explicou que os cortes aprovados pelo Congresso afetaram diretamente o funcionamento das universidades federais. “Quando a Lei Orçamentária Anual foi aprovada pelo Congresso, as universidades federais tiveram R$ 488 milhões cortados, corte de mais de sete por cento dos recursos discricionários que ameaçavam o funcionamento básico até de bolsas, assistência estudantil, pesquisa, extensão”, acrescentou. Dirceu afirmou que os impactos atingiram também os institutos federais e a política de assistência estudantil, com risco direto para estudantes de baixa renda. “Ataque que comprometia diretamente as universidades, os institutos federais e também a assistência estudantil, que perde cerca de R$ 100 milhões, colocando em risco bolsas, moradia e alimentação”, apontou. Na postagem, José Dirceu atribuiu a reversão dos cortes à mobilização social. “Mas a pressão dos estudantes e da sociedade civil conseguiu algo importante”, disse. De acordo com o ex-ministro, o governo federal oficializou a recomposição por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União. “O governo federal recompôs o orçamento cortado… Uma portaria publicada no Diário Oficial da União destinou R$ 977 milhões para recompor integralmente o orçamento das universidades federais dos institutos, restabelecendo o recurso cortado durante a tramitação do Congresso”, apontou. José Dirceu reforçou a defesa da educação pública e criticou a ideia de que o setor possa ser tratado como despesa secundária. “Educação pública não é gasto supérfluo. Educação pública é investimento no futuro”, afirmou.
“Congresso corta, Lula repõe! Educação é direito!”, afirma José Dirceu
Quando os loucos conduzem os cegos
Brasil 247 “Não são apenas os vivos que nos atormentam, os mortos também. Le mort saisit le vif!”. — Karl Marx, Prólogo à primeira edição de O capital p/ Roberto Amaral Nascemos como território aberto: feitoria, praias, água, alimento e sombra para o repouso de corsários de todas as bandeiras; o mundo chegava para a aventura predatória dos séculos seguintes de apropriação da terra dada, a caça à natureza e aos homens, povos nativos preados e, com a Colônia, a escravidão de negros importados para o eito e a morte antecipada. Bem mais tarde emerge, sem animação orgânica, uma ideia de povo em busca de nação, ausente o projeto de colonizador (com o qual não podia arcar a decadência irreversível do império lusitano); historiadores apressados referem-se às lutas travadas por portugueses, africanos escravizados, tropas de brancos pobres e indígenas escravizados como o início da construção de uma nacionalidade, nada obstante a impossibilidade de identificar a mínima consciência de pertencimento comum na expulsão da experiência do príncipe de Nassau (1654), modernizante em face da passividade portuguesa, ainda que não cogitasse de qualquer sorte de mobilidade social, ou da criação de mercado interno. Não havia uma nação a contrapor-se ao sonho holandês na América. Ora, nossa “alma” não conhecia a pátria. Éramos algo como uma malha de feitorias sob a coroa do pequeno Estado português, em trânsito entre o domínio espanhol e o britânico, cuja preeminência nos condicionaria até o fim da Primeira Grande Guerra (1914–1918) e a ascensão dos EUA, que se tornam a unipotência capitalista após a queda do Muro de Berlim e a capitulação da URSS. Continuávamos na periferia, como se cumpríssemos um determinismo que a leitura dialética da História não justifica. Antes, no nascedouro do século XVI, na periferia do mercantilismo do capitalismo nascente, ainda pré-industrial e pré-estatal. Agora, na periferia do capitalismo pós-industrial, sob a égide de um imperialismo Moloch. Em 1627, em sua História do Brasil, o sábio e precursor Frei Vicente de Salvador profligava as limitações estratégicas do português: desapetrechado política e economicamente, pugnava salvar-se mediante a conservação da terra apossada sem luta, e salvá-la por meio de tratados negociados com nações mais poderosas: “Da largura que a terra do Brasil tem para o sertão não trato, porque até agora não houve quem a andasse por negligência dos portugueses, que, sendo grandes conquistadores de terras, não aproveitam delas, mas contentam-se de andar arranhando ao longo do mar como caranguejos”. Vida social, nenhuma. Vida política, tão-só a necessária para assegurar o domínio português: os primeiros agentes do fisco, os primeiros militares, os primeiros fortes de defesa, os primeiros agentes da justiça reinol; os padres e frades catequizando os catecúmenos, desculturalizando o gentio e o negro, matando suas almas; os jesuítas catequizando, educando, aportuguesando e construindo, território afora, suas “repúblicas”, seus aldeamentos, suas “missões”, um modelo de colonização clerical que palmilhou quase todo o país daqueles idos; caminhando desde a Amazônia e o Centro-Oeste ao Rio Grande do Sul, à Argentina e ao Paraguai; chegaram a mobilizar entre 250 e 300 mil guaranis, até a fúria pombalina que os expulsou do Brasil. Nascemos na periferia do mercantilismo do século XVI, do capitalismo nascente, ainda pré-industrial e pré-estatal, e nossos donos de então, pais e mães dos donos de hoje, logo se aclimataram no ócio, pois havia índios preados para o trabalho, africanos às mãos cheias para o eito e a morte antes do tempo. A história oficial consagrou como “heróis da Pátria” os genocidas das Entradas e Bandeiras. Nesse Brasil, onde havia produção, só o escravo trabalhava, o que não explica tudo, mas sugere um campo de reflexão. Darcy Ribeiro lembra a carne e a alma dos indígenas e dos negros que os brancos caçavam para produzir e poder acumular suas riquezas. E madeira, e pedras, e algodão, e mais isso e mais aquilo, tudo o que o mercado europeu requeria, pois aqui, em se plantando (pelo braço escravizado), tudo dava, tudo dá; e logramos plantar cana e produzir açúcar para exportar à Europa, de onde importávamos tudo: manufaturados, ideologia, valores, cultura, visão de mundo, por intermédio dos entrepostos portugueses que nos exploravam como monopólio comercial. O “brasileiro” é o português que vem “fazer a América”, enriquecer e voltar a Portugal para construir igrejas, e será personagem de Camilo Castelo Branco. O proprietário de engenho é um simples feitor muito rico. Não é um empreendedor, não é um pioneiro. É um homem da terra, reacionário, violento, inculto; mas, supunha, falava com Deus; precatado, mantinha em casa uma Capela devotada ao Cristo ou à Imaculada Cinceição onde se casavam os herfeiros com os herdeiros das terras vizinhas. São essas as nossas raízes, as de um Estado classista moderno na sua abjeta concentração de renda e espoliação social; raízes que explicam ainda o mal de origem que intentam negacear: construído aos trancos e barrancos, isento de projeto de ser, desprovido de destino, o Brasil não é, está sendo; algo permanentemente em elaboração, sem bússola, sem azimute, talvez com ponto de partida, mas jamais dispondo de horizonte de chegada: sem régua e sem compasso, manipulado pela dialética das circunstâncias nas quais não ousa intervir. Na transição para o capitalismo, a burguesia que nos coube já não era revolucionária quando aqui desembarcou, e jamais seria nacional, condicionada na modernidade pelos interesses do capitalismo globalizado. Jamais se desapartou de suas origens: cultiva o longo passado colonial e escravagista de seus avoengos. Assim vê o mundo e nele se vê. Essas, as nossas circunstâncias perdurantes. Sem noção de si, carecemos da noção de mundo; sem projeto de ser, não temos porto de chegada. Ficamos com os argonautas, a navegar, porque navegar é preciso. E la nave va, mas não nos salva da alienação: a crise é objetiva, material, concreta e nos fisga no contrapé da irrelevância. Assim, quietos, nos escondemos diante da crise, que é uma crise nossa, presente: ela está no mundo, mas está diretamente na América do Sul e no Brasil. Fruto da formação histórica que acima se tentou resumir, nossa classe dominante,
Liquidação do Will Bank trava contas e gera alerta a clientes de bancos digitais
o presidente da Abradeb, Raimundo Nonato, explicou que valores mantidos em contas pré-pagas não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos JP NEWS Assista ao Fast News completo: Baixe o app Panflix: Inscreva-se no nosso canal: Entre no nosso site: Facebook: Siga no Twitter: Instagram: TikTok: Kwai: #JovemPan #FastNews A liquidação do Will Bank pelo Banco Central deixou cerca de seis milhões de clientes sem conseguir movimentar as contas. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o presidente da Abradeb, Raimundo Nonato, explicou que valores mantidos em contas pré-pagas não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos e alertou consumidores sobre a importância de verificar a que conglomerado financeiro pertencem bancos digitais e fintechs. Assista ao Fast News completo: Baixe o app Panflix: Inscreva-se no nosso canal: Entre no nosso site: Facebook: Siga no Twitter: Instagram: TikTok: Kwai: #JovemPan #FastNews
‘Falta vergonha na cara’, diz Lula sobre quem defende dono do Banco Master
Lula criticou envolvidos no escândalo financeiro do Banco Master Ricardo Stuckert / Presidência da República “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil é a Caixa Econômica Federal?”, questionou Lula O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (23/01) que muita gente por “falta de vergonha na cara” defende o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A declaração foi durante cerimônia em Maceió, Alagoas, para a entrega de 1.337 moradias do Minha Casa, Minha Vida no município e para celebrar a marca de 2 milhões de contratações do programa desde 2023, meta estabelecida pelo governo para este terceiro mandato de Lula. Sem citar o nome do banqueiro Daniel Vorcaro, foi a primeira vez que Lula se pronunciou sobre o escândalo envolvendo o Banco Master. “Não é possível que a gente continue vendo o pobre ser sacrificado, enquanto um cidadão, como esse do Banco Master, que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. É o Banco do Brasil, é a Caixa Econômica Federal, é o Itaú. Um cidadão que deu um desfalque de quase R$ 40 bilhões nesse país”, afirmou o presidente se referindo aos recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão usados para pagar os credores. “Então companheiros e tem gente que defende porque também está cheio de gente que falta um pouco de vergonha na cara neste país”, completou. Durante a cerimônia, o presidente citou resultados do seu terceiro governo, como a queda na inflação, que em outubro do ano passado atingiu o menor patamar em 27 anos, e o aumento no número de empregos, com 5 milhões com carteira assinada no acumulado desde 2023. Lula disse que 2026 será o ano da comparação e que vai comparar as realizações de seus três anos de governo, com as dos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro. “Tivemos dois anos de reconstrução, porque encontramos esse país desmantelado”, disse, acrescentando que “esse ano vamos fazer o ano da comparação”. “Vamos comparar cada coisa que fizemos nesses três anos com o governo Temer e o Bolsonaro que, juntos, são quase oito anos de governo. Vamos comparar quem mais cuidou das estradas, quem fez mais estradas, quem mais cuidou da saúde, quem fez mais universidades, mais institutos federais, quem colocou mais estudantes nas universidades”, discursou. Lula alertou que as pessoas devem tomar cuidado com as fake news espalhadas, principalmente nas redes sociais. “A gente sabe que a mentira voa e a verdade anda. Não podemos permitir que a mentira volte a governar”, afirmou. “Não passem mentira para frente, aprendam a distinguir o que é verdade e o que é mentira. Esse país precisa acabar com o ódio e a gente precisa voltar a ter mais fraternidade, amor, a ser mais amigo dos nossos amigos”, concluiu. O presidente fez um apelo para que os homens se envolvam no combate da violência contra as mulheres. Lula lembrou que o número de casos de feminicídio no país é alto e que é preciso enfrentar o problema. “Eu quero dizer para os homens, somos nós homens que temos que ter coragem e dignidade de assumir a defesa da luta contra a violência voltada para as mulheres. Porque quem é violento somos nós. Você não tem histórico de mulher batendo no marido, mas todo dia aparece homem querendo matar a mulher, a namorada” disse. AmbulânciasO presidente Lula também entregou sete ambulâncias para o estado de Alagoas, para a renovação da frota do Samu. Do total de veículos, três serão destinados ao município de Arapiraca, duas para Maceió, uma para União dos Palmares e uma para Penedo. “Quando eu pensei em fazer o programa Brasil Sorridente, eu imaginava exatamente isso, que a gente tivesse um monte de ambulância móvel, que pudesse percorrer os lugares da cidade onde moram as pessoas mais necessitadas, que não podem pagar”, disse Lula. Os veículos irão para os seguintes municípios: Arapiraca; Batalha; Campo Grande; Coqueiro Seco; Estrela de Alagoas; Maribondo; Monteirópolis: Olho D’água do Casado; Olivença; Palmeira dos Índios; Piranhas; Santana do Ipanema; Santana do Mundaú; São José da Tapera; Senador Rui Palmeira; Teotônio Vilela e União dos Palmares. O post ‘Falta vergonha na cara’, diz Lula sobre quem defende dono do Banco Master apareceu primeiro em Opera Mundi.
Alexandre de Moraes autorizou a prisão de Nikolas Ferreira
Nikolas Ferreira e Alexandre de Moraes – Foto: Instagram/STF Moraes autorizou, a prisão de Nikolas Ferreira, deputado federal (PL-MG) e também de apoiadores caso eles se aproximem do local onde Jair Bolsonaro está preso — o complexo conhecido como Papudinha, em Brasília – DF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta sexta-feira (23/1) a prisão de Nikolas Ferreira, deputado federal (PL-MG), e também de apoiadores caso eles se aproximem do local onde Jair Bolsonaro está preso — o complexo conhecido como Papudinha, em Brasília. A determinação foi cumprida após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que chamou a atenção das autoridades para o risco institucional e para possíveis distúrbios. Marcha e manifestação programadaNikolas segue em uma “marcha” a pé desde Minas Gerais em direção à capital federal, onde pretende liderar uma manifestação neste domingo (25/1). A mobilização — que ganhou repercussão nas redes e entre apoiadores — tem como tema central “justiça e liberdade”, em defesa do ex-presidente e de condenados do episódio de 8 de Janeiro. A PGR alertou que a proximidade com a Papudinha poderia transformar o ato em um foco de instabilidade. Referência histórica e preocupação das autoridadesAo analisar o pedido, Moraes citou experiências passadas, incluindo episódios em que acampamentos em frente a quartéis do Exército foram associados à tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro de 2023. Para o ministro, a omissão das autoridades naquele momento serviu de alerta para evitar repetir erros que comprometeram a ordem democrática. Estado democrático e limite às manifestaçõesNa decisão, Moraes reforçou que o direito de reunião e de expressão não é absoluto quando há risco à ordem pública, segurança nacional ou funcionamento das instituições. Assim, a medida preventiva busca garantir que a segurança no entorno da Papuda seja mantida — inclusive com a possibilidade de prisão em flagrante para quem descumprir a proibição de se aproximar da penitenciária onde Bolsonaro está custodiado.
Síndico de prédio onde corretora desapareceu é denunciado, diz advogado
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro — Foto: Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes Cleber Rosa de Oliveira foi denunciado pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, segundo a família. Com a nova denúncia, já são 12 os processos relacionados a Daiane e Cleber O síndico do prédio onde desapareceu a corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás, Cleber Rosa de Oliveira, foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função. A informação foi confirmada pelo advogado da família. A nova denúncia, oferecida em 19 de janeiro, atribui ao síndico a prática do crime previsto no artigo 147-A do Código Penal, combinado com o artigo 61, que trata do agravante pelo abuso da função. Com a nova denúncia, já são 12 os processos relacionados a Daiane e Cleber. O g1 não conseguiu informações com a defesa do síndico até o fechamento desta reportagem. Segundo a denúncia do promotor de Justiça Cristhiano Menezes da Silva Caires, Cleber teria utilizado a posição de síndico para criar obstáculos à rotina de Daiane, passando a vigiá-la por meio do sistema de câmeras do condomínio e a submetê-la a constrangimentos. A conduta do síndico incluía interferência no fornecimento de serviços essenciais dos apartamentos administrados pela vítima, como água, energia, gás e internet. Além além de intimidação, havendo, inclusive, registro de agressão física em um dos episódios, conforme o documento. O documento foi assinado pelo promotor de Justiça Cristhiano Menezes da Silva Caires. Ainda conforme a denúncia, Cleber se valia da condição de síndico para impor exigências fora do padrão, como pedidos presenciais com firma reconhecida em cartório. O MP também afirma que ele monitorava toda a movimentação de Daiane e de hóspedes pelas câmeras e enviava imagens à própria irmã. Processos em andamento Segundo a família, após reunir e analisar processos já existentes envolvendo Daiane e a administração do condomínio, o Ministério Público identificou mais um crime, o de perseguição. Eles ressaltaram que o MP e o Judiciário sempre estiveram atuantes nos procedimentos anteriores. A denúncia do MP citou que conflito teria começado após um desentendimento relacionado à locação de um imóvel com número de hóspedes acima do permitido. Indenização A denúncia também pede que, além da condenação criminal, a Justiça fixe indenização mínima por danos morais no valor de dois salários mínimos. De acordo com o advogado Plínio César Cunha Mendonça, que representa a família, todas as linhas de investigação seguem em curso, sob sigilo, e ainda são aguardados os resultados dos laudos periciais realizados no condomínio e em objetos apreendidos. Desaparecimento Daiane foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro de Caldas Novas, no dia 17 de dezembro. Em entrevista ao g1, a mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, contou que, no dia do desaparecimento, a filha foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, já que o apartamento estava sem luz. Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador pouco antes de desaparecer, por volta das 19h. Ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para uma amiga, sai em seguida e não retorna. Porta aberta Segundo a família, Daiane deixou a porta do apartamento aberta quando saiu, mas a mãe a encontrou fechada. Em entrevista à TV Anhanguera, Nilse Alves Pontes, de 61, contou que vídeos enviados pela corretora para uma amiga, mostram Daiane deixando a porta aberta quando entrou no elevador, o que indica que ela tinha a intenção de voltar logo. Nilse também contou contou que a polícia quebrou o sigilo bancário de Daiane e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Também o carro da corretora estava em uma oficina em Uberlândia (MG) e que a corretora usava aplicativo para se locomover dentro da cidade.
Vicentinho Júnior lidera crescimento nas redes sociais entre pré-candidatos ao Governo do Tocantins
Foto: Divulgação Vicentinho Júnior está se destacando pelo crescimento expressivo nas redes sociais, superando adversários diretos Dados digitais indicam avanço do deputado federal, enquanto vice-governador Laurez Moreira (PSD) registra queda e senadora Dorinha enfrenta retração em seguidores e engajamento. O cenário político tocantinense começa a ganhar novos contornos também no ambiente digital. Entre os pré-candidatos ao Governo do Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior vem se destacando pelo crescimento expressivo nas redes sociais, superando adversários diretos em engajamento e desempenho recente. De acordo com dados atuais das plataformas digitais, Vicentinho Júnior soma 85.048 seguidores, com uma média superior a 9 mil visualizações por publicação e um crescimento de 2,58%, índice que o coloca como o nome que mais avança nas redes entre os principais pré-candidatos. Comparação O desempenho chama atenção quando comparado ao de outros nomes colocados na disputa. O vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira, aparece com 89.905 seguidores, número ligeiramente superior ao de Vicentinho, porém registra média de 7.922 visualizações e apresenta queda de 0,66%, indicando retração no engajamento no período analisado. Já a senadora Dorinha Seabra enfrenta um cenário ainda mais desafiador no ambiente digital. Com 67.330 seguidores, ela apresenta a menor média de visualizações entre os três, cerca de 2.324, além de registrar queda de 0,39%, tanto em alcance quanto em engajamento. Os números reforçam uma tendência clara: Vicentinho Júnior é, atualmente, o pré-candidato que mais cresce nas redes sociais no Tocantins, consolidando sua presença digital e ampliando a visibilidade junto ao eleitorado. Em um contexto em que as redes sociais se tornaram ferramentas estratégicas na disputa política, o desempenho digital pode antecipar movimentos importantes no cenário eleitoral. Enquanto Vicentinho avança e amplia sua conexão com o público, Dorinha aparece em retração, com redução no alcance e menor impacto de suas publicações, o que acende um sinal de alerta para sua estratégia de comunicação. A disputa pelo Palácio Araguaia segue aberta, mas no ambiente digital, os indicadores apontam vantagem para Vicentinho Júnior, que transforma crescimento nas redes em capital político no Tocantins.
Caiado faz entrega histórica com inauguração do Colégio Lyceu de Goiânia
Caiado e Gracinha entregam prédio histórico do Colégio Lyceu de Goiânia, que retoma atividades com 800 alunos matriculados e nova estrutura educacional – Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales Primeira instituição bilíngue da rede estadual de ensino recebe investimentos de R$ 20 milhões em reconstrução. Dos 800 alunos, 30% são oriundos da rede privada Um dos colégios mais emblemáticos da rede pública de educação de Goiás está de volta e de cara nova. Prestes a completar 90 anos, o Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Lyceu de Goiânia passou por uma verdadeira reconstrução, como explicou o governador Ronaldo Caiado ao inaugurar o novo prédio nesta sexta-feira (23/1). A primeira instituição bilíngue (português/francês) da rede estadual de ensino recebeu R$ 20 milhões em investimentos. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales O projeto do espaço em estilo Art Déco contemplou a ampliação e o restauro da área histórica, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2005. Ao descerrar a placa de inauguração, Caiado classificou o investimento na obra como um resgate do setor. “É a educação cada vez mais valorizada. Avançamos em mais um detalhe, buscando oferecer aos nossos alunos a condição de competitividade no cenário nacional e mundial”, exaltou o chefe do Executivo goiano. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales “O Lyceu de Goiânia tinha acabado, já não existia mais. Tinha uns 180 alunos. Hoje, tem 800 alunos, com mais de 1,5 mil inscrições”, frisou Caiado que afirmou estar em tratativa para buscar junto à embaixada da França a possibilidade de que os alunos do ensino médio da unidade tenham oportunidade de fazer também cursos em períodos de férias e até intensivos no país francês. “Esse intercâmbio é de uma relevância, de uma importância muito grande para nós”, garantiu o governador. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado (foto acima) lembrou todo contexto histórico da unidade, já que o Lyceu formou muitas referências e pessoas que fizeram história em Goiás. “Hoje, ele volta a ser referência e, sem dúvida nenhuma, terá alunos do ensino público, fazendo uma língua de outro país nesse local que não foi reformado, mas reestruturado na sua íntegra”, considerou. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales O vice-governador Daniel Vilela (foto acima) destacou que a entrega é um marco do governo e do estado porque o Lyceu é um ícone de Goiás. “Estamos fazendo um reencontro com os dias mais gloriosos do nosso passado e, ao mesmo tempo, estamos oferecendo um presente para o futuro de Goiás”, lembrou Vilela ao estimar que na unidade haverá “a formação do futuro e das mais brilhantes mentes do estado e do país”. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales Convidados da Embaixada da França, o chefe de Cooperação da Embaixada da França, François Legué, e Adida de Cooperação da Embaixada da França, Chloé Davezac (foto acima) reverenciaram Caiado pela entrega. “Isso é o resultado de vários meses de esforços e trabalho conjunto. A educação é prioridade e compartilhamos os mesmos valores: é fator de realização pessoal, espírito crítico e diálogo. Obrigado por ter dado um lugar tão importante ao francês no sistema público de ensino. Estamos honrados e orgulhosos, pois Goiás tem os melhores resultados educacionais do Brasil”, reconheceu François Legué. Estrutura Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales As obras no Lyceu foram iniciadas em janeiro de 2024. Agora, a unidade conta com 23 salas de aula e uma estrutura completa de equipamentos e laboratórios, como de robótica, idiomas, informática, programação, biologia, química, matemática e física, além de quadra poliesportiva coberta, espaço de convivência, biblioteca e auditório. O Lyceu atenderá 800 estudantes, do 8º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. O edital de matrículas, aberto em dezembro, registrou mais de 1,5 mil solicitações. “E das 800 efetivadas, 30% são de alunos que vêm de colégios particulares. Veja o padrão da educação que estamos construindo”, comemorou Caiado ao destacar o número. O projeto pedagógico da unidade foi elaborado em conjunto com a Embaixada da França, parceira da iniciativa. Em outubro de 2025, uma delegação do Liceu Legta Étienne Restat, da França, visitou a unidade para fortalecer a cooperação educacional. Prioridade Desde 2019, o Governo de Goiás já investiu R$ 9 bilhões na educação. A obra no Lyceu se soma a este aporte financeiro para a área, prioritária para a gestão Caiado desde seu primeiro dia. Somente em infraestrutura, já superou a marca de R$ 2 bilhões. “Esse é o estado que mostrou para todo Brasil que é possível educação de qualidade na escola pública”, afirmou a secretária de Educação, Fátima Gavioli. Sobre a procura de matrículas no Lyceu, ela ainda destacou que o encerramento em apenas três dias, “prova que a região central ainda possui demanda estudantil”, sublinhou. Fotos: Adalberto Ruchelle, Hegon Correia e Remisson Sales A rede estadual tem hoje 1.014 escolas, que atende 450 mil estudantes. O ensino integral está presente em 41 municípios (252 unidades escolares). Desde 2019, foram entregues 883 obras escolares, enquanto 251 estão em andamento. No mesmo período, o governo entregou 572 laboratórios de Química, Física e Biologia, no valor total de R$ 32 milhões. Também foram entregues 1 mil laboratórios móveis de Informática, no valor total de R$ 106 milhões. Em 2025, houve reajuste da merenda escolar em 300%. O programa Bolsa Estudo foi ampliado e hoje atende, além dos estudantes do ensino médio, os matriculados no 9º ano do ensino fundamental. O investimento previsto para 2026 é de R$ 398 milhões. Desde o início da gestão Caiado, foram entregues 206.034 Chromebooks a estudantes.
Daniel Vorcaro disse à PF que tratou com Ibaneis da venda do Master ao BRB
Divulgação Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Ibaneis Rocha (foto) não se manifestou sobre as declarações O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, afirmou à Polícia Federal (PF) que conversou em mais de uma ocasião com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sobre a tentativa de venda da instituição financeira ao BRB (Banco de Brasília). A declaração foi prestada em depoimento no dia 30 de dezembro do ano passado, no âmbito de um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga suspeitas de irregularidades na negociação. A informação veio a público por meio de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o depoimento, Vorcaro relatou que as conversas com o governador ocorreram de forma institucional e com a presença de outras pessoas. Ele também afirmou que houve encontros pessoais, dizendo que Ibaneis já esteve em sua residência e que ele próprio já foi à casa do governador. Pedido de impeachmentApós a divulgação do conteúdo do depoimento, os partidos PSB e Cidadania anunciaram que irão apresentar, de forma conjunta, um pedido de impeachment contra Ibaneis Rocha na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O PSOL informou que também pretende protocolar um pedido de afastamento do governador. Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Ibaneis Rocha não se manifestou sobre as declarações. O depoimento de Vorcaro foi prestado à delegada da Polícia Federal Janaina Palazzo e a representantes do Ministério Público Federal, mas também incluiu perguntas formuladas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Ao todo, o empresário respondeu a cerca de 80 questionamentos em uma oitiva que durou quase três horas. Inquérito sob sigiloO inquérito corre sob sigilo. Desde o início de dezembro, todas as diligências e medidas relacionadas à investigação sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro dependem de autorização do ministro Dias Toffoli, por decisão do próprio magistrado. As investigações apontam que, antes mesmo da formalização da venda ao BRB, o Banco Master teria forjado e negociado aproximadamente R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado. Desse total, R$ 6,7 bilhões corresponderiam a contratos considerados falsos, enquanto R$ 5,5 bilhões seriam referentes a “prêmios”, valor atribuído à suposta carteira acrescido de um bônus. O caso culminou na liquidação do Banco Master, anunciada em 18 de novembro, e se tornou um dos maiores escândalos recentes envolvendo o sistema financeiro e instituições públicas do Distrito Federal.
Master: crise tem efeito-dominó, atinge 5 estados e gera alerta de R$ 30 bi
Divulgação Os quatro governos do Nordeste também vivem situação fiscal complicada e teriam dificuldade para resolver o problema gerado pelo BRB As fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) deflagraram o risco de um efeito-dominó despercebido pelo mercado, até agora, com a possibilidade de rombo estimado em R$ 30 bilhões nos cofres públicos de quatro estados e do Distrito Federal. A origem do problema está em um movimento antes tido como ativo do BRB: a criação do chamado “pix judicial”. O produto agilizou a liberação de depósitos judiciais do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios). Diante do sucesso da ferramenta, o banco estatal venceu licitações para implementar o “pix judicial” nos tribunais da Bahia, do Maranhão, de Alagoas e da Paraíba. Agora, os problemas financeiros enfrentados pelo BRB após a tentativa de compra do Banco Master podem causar um rombo calculado em quase R$ 30 bilhões por pessoas que acompanham de perto a questão. Foi esse montante que a instituição financeira brasiliense passou a administrar a partir de decisões que determinam a uma parte do processo o depósito em conta bancária controlada pela Justiça. Esse depósito funciona como garantia para evitar calotes e assegurar o pagamento devido ao final da ação. Caso o BRB não tenha capacidade para honrar os compromissos assumidos com as cortes estaduais e não consiga liberar o dinheiro de ações judiciais que estão sob a responsabilidade do BRB, os governos estaduais serão obrigados a assumir o prejuízo para garantir o funcionamento da Justiça. As fraudes no BRB de compra de títulos podres do Master que podem ultrapassar os R$ 10 bilhões, porém, puseram em risco toda a operação do BRB. A previsão é que, sem um aporte significativo, o Banco de Brasília não conseguirá honrar seus compromissos e prejudicará também a liberação das verbas judiciais, o que obrigaria uma intervenção dos Executivos estaduais, responsáveis pelos repasses que compõem o orçamento dos tribunais de justiça. Nos bastidores, já se fala em um pedido de socorro à União A leitura é que o Distrito Federal não teria capacidade, sozinho, de fazer um aporte no BRB para sanear as contas depois do potencial dano provocado pela fraude do Master. Os quatro governos do Nordeste também vivem situação fiscal complicada e teriam dificuldade para resolver o problema gerado pelo BRB. Por isso, o envolvimento de quatro estados nordestinos administrados pelo PT ou por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criaria um elemento de pressão por socorro do governo federal. A tecnologia desenvolvida pelo BRB estabelece uma conexão direta entre o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central e o sistema judiciário e agilizou a liberação dos depósitos. Com isso, após o sucesso na implementação da ferramenta no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o banco participou de licitações e também passou a ser o responsável pelos depósitos judiciais das cortes estaduais da Bahia, Alagoas, Paraíba e Maranhão. As fraudes apuradas na compra do Banco Master pelo BRB, porém, comprometeram a saúde financeira do banco estatal e, consequentemente, a capacidade de honrar os compromissos assumidos. O Banco de Brasília adquiriu carteiras de crédito fraudulentas do Master que podem chegar a R$ 16 bilhões e tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal. Outro lado Por meio de nota, o BRB afirmou que todas as operações com o Master que estão sob investigação “já estão sendo analisadas na investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll”. “A instituição reafirma seu compromisso com a transparência, a estabilidade institucional e o cumprimento rigoroso das obrigações contratuais firmadas com todos os Tribunais de Justiça atendidos. O BRB segue sólido, seguro e operando normalmente. O Tribunal de Justiça da Paraíba, por sua vez, afirmou que instaurou um processo administrativo em 26 de novembro “destinado à verificação formal e documentada do atendimento contínuo dos requisitos econômico-financeiros previstos nos contratos”. A corte diz que o BRB apresentou documentos e que não há indícios de “comprometimento da execução contratual”. “O Tribunal adotará procedimento periódico de verificação da manutenção da capacidade técnico-financeira do banco, com solicitação de informações atualizadas em base trimestral, conforme previsto no edital do Pregão Eletrônico nº 90002/2025 e nos contratos firmados”. O tribunal do Maranhão afirma que tem ciência das “informações públicas sobre apurações envolvendo o BRB” e diz que o banco encaminhou em novembro ofício “prestando esclarecimentos institucionais detalhados sobre sua situação administrativa e financeira”. “O contrato prevê que, em caso de rescisão/denúncia/vencimento sem renovação, a migração dos depósitos para outra instituição ocorrerá seguindo os procedimentos do Banco Central”, afirma. A corte informa que a contratação ocorreu por meio de dispensa de licitação e que foram analisadas também propostas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. “A análise da vantajosidade levou em conta não apenas o retorno financeiro, mas também requisitos técnicos de integração com sistemas do tribunal, experiência prévia, estrutura de atendimento e capacidade operaciona”. Os demais tribunais foram procurados, mas não responderam.


