PGE lança o Quita Goiás com objetivo de viabilizar a regularização de débitos tributários por meio de soluções consensuais – Fotos: PGE Negociações de dívidas tributárias estaduais, como ICMS, ITCMD e IPVA, poderão ser realizadas a partir de 1º de fevereiro A Procuradoria-Geral do Estado de Goiás (PGE-GO) publicou o novo edital do programa Quita Goiás, que amplia as possibilidades de negociação de dívidas tributárias estaduais, como ICMS, ITCMD e IPVA, classificadas como de pequeno valor (iguais ou inferiores a R$ 500 mil). As adesões poderão ser realizadas a partir de 1º de fevereiro de 2026. Nessa modalidade serão considerados os débitos inscritos em dívida ativa há mais de dois anos, observados os critérios e limites estabelecidos nas portarias da PGE-GO. Para pessoas físicas, microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, os descontos podem chegar a 70%, com parcelamento em até 145 meses. Já para os demais contribuintes os descontos podem alcançar 65%, com prazo de pagamento de até 120 meses, conforme a classificação do crédito e o perfil do devedor. Prorrogação para grandes dívidasO documento também prevê a prorrogação do primeiro edital do Quita Goiás, voltado à transação de grandes dívidas, aquelas superiores a R$ 500 mil e com histórico de baixa recuperabilidade. O prazo para a adesão das grandes e pequenas dívidas é de 6 meses, contados a partir do dia 1º de fevereiro de 2026, estendendo-se até 31 de julho de 2026. A prorrogação garante previsibilidade e continuidade aos contribuintes interessados em regularizar sua situação fiscal junto ao Estado de Goiás. Os créditos tributários passíveis de transação no âmbito do programa Quita Goiás não poderão ser submetidos aos programas de REFIS, uma vez que cada instrumento possui âmbito próprio de abrangência, critérios específicos e finalidades distintas. Plataforma digitalOutra novidade é a consolidação do portal de serviços Expresso como canal exclusivo para todos os atos relacionados ao Quita Goiás, incluindo cadastro, simulação, adesão, assinatura do termo de transação, interposição de recursos e acompanhamento do procedimento. O edital prevê ainda a suspensão temporária das transações entre os dias 21 e 31 de janeiro de 2026, para adequações operacionais do sistema, com retomada das operações em 1º de fevereiro de 2026. Sobre o Quita GoiásO Quita Goiás é coordenado pela PGE-GO e foi instituído pela Lei Complementar nº 197/2024, com o objetivo de viabilizar a regularização de débitos tributários por meio de soluções consensuais, reduzindo a litigiosidade e aumentando a eficiência na recuperação da dívida ativa estadual. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda a adoção de mecanismos consensuais como alternativa à cobrança judicial tradicional, reconhecidamente menos eficaz na recuperação de créditos públicos. O edital de prorrogação, com todas as alterações, tabelas de descontos e prazos de pagamento está disponível para consulta nos canais oficiais da PGE-GO.
Quita Goiás: PGE-GO lança edital para negociação de pequenas dívidas e prorroga adesão para grandes valores
Hemocentro de Goiás convoca população a doar sangue
Hemocentro de Goiás alerta para situação crítica dos estoques de sangue e pede a colaboração da população – Fotos: Iron Braz Déficit de 18% nos estoques e proximidade do Carnaval preocupam rede que atende 223 unidades de saúde em todo o Estado O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), alerta para a situação crítica dos estoques de sangue da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo), especialmente dos tipos sanguíneos negativos (O−, A−, B− e AB−), e pede contribuição da população. A queda nas doações pode comprometer o atendimento às 223 unidades de saúde assistidas pela rede em todo o Estado, impactando diretamente a assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A diretora de Captação e Atendimento a Doadores da Rede Hemo, Daynara Vilar, explica que o período de férias provoca, historicamente, redução significativa no número de doações. “Em janeiro, observamos uma queda expressiva no comparecimento de doadores, o que resultou em um déficit geral de 18% nos estoques. A situação é ainda mais preocupante para os tipos sanguíneos negativos”, destaca. Com a proximidade do Carnaval, o cenário se agrava. Segundo Daynara, além da diminuição natural das doações em períodos festivos, há expectativa de aumento da demanda por transfusões. “O fluxo maior de pessoas nas rodovias e a elevação no número de acidentes e atendimentos de urgência elevam a necessidade de sangue. Antes de viajar ou aproveitar o Carnaval, reserve alguns minutos para doar sangue. Esse gesto pode representar a esperança de quem luta pela vida em um leito hospitalar”, apela a diretora. Onde e quando doar Hemocentro Coordenador Estadual Prof. Nion Albernaz (Goiânia): segunda a sexta-feira, das 8h às 18h; sábados, das 8h às 12 horas. Unidades no interior (Rio Verde, Catalão, Jataí, Ceres, Iporá, Quirinópolis, Formosa e Porangatu): segunda a sexta-feira, das 8h às 18 horas. Agendamento O agendamento pode ser feito pelo site agenda.hemocentro.org.br ou pelo telefone 0800 642 0457. Nas unidades de Goiânia e Rio Verde, também é possível agendar doação de plaquetas, componente essencial para pacientes oncológicos e no tratamento de dengue e covid-19. Quem pode doar Fotos: Iron Braz Podem doar pessoas a partir de 16 anos, com peso mínimo de 50 kg, que estejam bem alimentadas — evitando alimentos gordurosos até três horas antes da doação —, tenham dormido pelo menos seis horas, não estejam em jejum, não tenham ingerido bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas e evitem fumar por pelo menos duas horas antes da doação. O intervalo entre as doações é de 60 dias para homens, com até quatro doações por ano, e de 90 dias para mulheres, com até três doações anuais. Unidade móvel Empresas e instituições interessadas em receber a unidade móvel do Hemocentro para coleta de sangue e cadastro de doadores de medula óssea devem garantir a participação mínima de 120 pessoas. As solicitações podem ser feitas pelo e-mail hemocentro.captacao@idtech.org.br ou pelo telefone (62) 3231-7925.
Ministros deixam governo Lula para eleições e até 17 avaliam saída
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os 38 ministros de seu governo no Palácio da Alvorada – Ricardo Stuckert/PR Prazo legal de desincompatibilização movimenta Esplanada visando fortalecer base aliada no Congresso Pelo menos 17 dos 38 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem deixar seus cargos até abril. A medida, motivada pelo prazo legal de desincompatibilização para as eleições, visa ampliar a base aliada do Palácio do Planalto no Congresso Nacional. A estratégia do governo Lula é usar a Esplanada dos Ministérios como trampolim eleitoral. O objetivo é fortalecer a presença de aliados no Congresso em um eventual quarto mandato do petista.Movimentações para o Senado Uma das movimentações mais estratégicas envolve a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR). Ela deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A sucessão na pasta, responsável pela articulação política do governo, ainda é incerta. O secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa, é cotado, mas a definição está pendente.Inicialmente, Gleisi cogitava a reeleição à Câmara dos Deputados. A mudança ocorreu após um pedido direto do presidente Lula, que considera a candidatura ao Senado estratégica. O movimento visa fortalecer o Partido dos Trabalhadores (PT) na Casa revisora e fazer frente ao plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (Partido Liberal – PL) de formar maioria para avançar em processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).Lula também tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). O presidente deseja que ele concorra ao Senado por São Paulo ou ao governo do estado. Haddad, contudo, já declarou que não pretende disputar as eleições de 2026.Em caso de saída, o nome mais cotado para chefiar a equipe econômica é o do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan. Haddad reforçou sua posição: “Eu disse em todas as ocasiões que não pretendia me candidatar em 2026. Isso vale para qualquer cargo”, afirmou em entrevista ao UOL News, em 19 de fevereiro. Outro ministro cotado para deixar o governo é o chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), um dos principais auxiliares de Lula. Ele é visto como possível candidato ao Senado ou para disputar novamente o governo da Bahia. A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, deve assumir o comando da pasta.A ministra do Planejamento, Simone Tebet (Movimento Democrático Brasileiro – MDB), também deve deixar o cargo. Ela pode ser substituída pelo assessor especial da Casa Civil, Bruno Moretti. A intenção de Simone é disputar novamente uma vaga no Senado.Após apoiar Lula no segundo turno de 2022, a ministra perdeu força em seu reduto no Mato Grosso do Sul, estado de perfil conservador. Diante desse cenário, aliados avaliam que Simone pode concorrer ao Senado por São Paulo.Na área ambiental, a ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade – Rede-SP) é citada como possível candidata ao Senado por São Paulo. Sua eventual candidatura exigiria afastamento do cargo dentro do prazo legal e uma troca de partido. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (Partido Social Democrático – PSD), planeja concorrer novamente a uma vaga no Senado Federal por Mato Grosso.Disputas por vagas na Câmara e governos estaduaisA ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT), deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pela primeira vez. Por isso, também deixará o cargo até abril, dentro do prazo legal de desincompatibilização.A titular dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (Partido Socialismo e Liberdade – PSOL), trabalha para tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo. A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, defende que a ministra da Cultura, Margareth Menezes, concorra a deputada federal. Cantora de renome, Margareth foi convidada a se filiar ao PT e avalia a proposta, mas ainda não deu resposta definitiva. Outros ministros já sinalizaram que deixarão o governo para a disputa eleitoral na Câmara dos Deputados. Eles são:Jader Filho (MDB), titular das Cidades, que pretende concorrer pelo Pará.André de Paula (PSD), ministro da Pesca.Silvio Costa Filho (Partido Republicanos – Republicanos), ministro de Portos e Aeroportos.Waldez Góes (Partido Democrático Trabalhista – PDT), ministro da Integração.Todos já comunicaram ao Planalto a intenção de deixar seus cargos.O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), confirmou que deixará o governo para disputar o comando do Estado de Alagoas nas eleições deste ano. O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), senador licenciado, vem sendo pressionado a disputar o governo do Ceará. Isso ocorreria caso Ciro Gomes seja candidato. Camilo, porém, nega a intenção e afirma que deve atuar na campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Ele não precisa disputar a reeleição ao Senado, já que foi eleito em 2022 e tem mandato até 2031.Cenários em São Paulo e articulações no Planalto. No cenário paulista, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) decida concorrer ao Palácio do Planalto, Lula avalia lançar o vice-presidente Geraldo Alckmin (Partido Socialista Brasileiro – PSB) ao governo de São Paulo. Por ora, o presidente trabalha com a permanência da chapa, mas admite que o desenho pode mudar.Mesmo se permanecer na vice-presidência, Alckmin terá de deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. A tendência é que a vaga seja ocupada pelo secretário-executivo Márcio Elias Rosa.No Ministério do Trabalho, Luiz Marinho (PT) chegou a considerar uma candidatura à reeleição para a Câmara dos Deputados, mas desistiu do plano em dezembro do ano passado. A decisão foi tomada após um pedido do presidente Lula, conforme publicação nas redes sociais. No lugar de Marinho, o PT terá como candidato o atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.”Essa não foi uma decisão simples, não foi uma decisão fácil”, admitiu Marinho em vídeo. “Ser candidato novamente era um desejo legítimo, construído junto com vocês. Mas, neste momento, o que está em jogo é maior do que um projeto pessoal. O mais importante é a continuidade do projeto nacional liderado pelo presidente Lula.”O secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira, também deve se afastar do cargo. No entanto, ele fará isso para coordenar a campanha de reeleição de Lula. Responsável pela estratégia de comunicação em 2022, ele não concorrerá
Estudante devolve PIX de R$ 200 mil após engano de empresário
Jovem mostra comprovante de devolução de Pix depositado por engano em sua conta, em Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Leandro Pinheiro “Eu acalmei ele, falei para ele ter paciência que, se estivesse na minha conta, seria devolvido. Aí ele manteve mais a calma”, destacou Leandro Pinheiro. Um estudante de Goiânia (GO) de 25 anos devolveu um PIX de R$ 200 mil após ter o valor depositado em sua conta por engano. Ao g1, Leandro Pinheiro contou que não utilizava a conta e que ficou sabendo do depósito após receber uma ligação do empresário que fez a transferência por engano. O caso aconteceu na manhã de sexta-feira (16/1), e a devolução foi concretizada na terça-feira (20/1). Ainda segundo Leandro, o empresário explicou na ligação que ele havia comprado uma carreta de bovinos e entrou em desespero ao perceber que errou na hora de fazer a transferência para o número do vendedor. “Eu acalmei ele, falei para ele ter paciência que, se estivesse na minha conta, seria devolvido. Aí ele manteve mais a calma”, destacou. No mesmo dia do depósito, o estudante relatou que chegou a ter sua conta bloqueada devido ao alto valor e precisou entrar em contato com o banco para explicar a situação e pedir o estorno do valor ao proprietário do dinheiro. Reflexão Após receber o PIX de volta, Leandro afirmou que o empresário ficou grato com sua honestidade e pagou uma compensação financeira ao rapaz de R$ 1 mil. Em mensagem enviada ao jovem, ele agradeceu e fez uma reflexão: “Dinheiro vem e dinheiro vai… Valores e honestidade não têm preço que pague”, ressaltou o empresário.
União de centro-direita em Goiás: MDB, União Brasil e PL fecham aliança inédita para 2026
Secom / Governo de Goiás Acordo selado entre Caiado e Flávio Bolsonaro garante apoio do PL a Daniel Vilela para governo e coloca Gustavo Gayer na chapa ao Senado A aliança entre o MDB, o União Brasil e o Partido Liberal (PL) em Goiás, especulada há meses nos bastidores da política local, está em seus ajustes finais. O anúncio foi feito pelo próprio governador Ronaldo Caiado (União Brasil), após um encontro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Brasília na última segunda-feira (19). O acordo tem potencial para definir não apenas a sucessão estadual, mas também influenciar a corrida presidencial e o equilíbrio de forças no Senado Federal. Após o encontro, Caiado confirmou que a composição está praticamente definida:Governo: O PL apoiará a candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao Palácio das Esmeraldas. Senado: A chapa será formada por Gracinha Caiado (União Brasil), primeira-dama do estado, e pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). O governador foi direto ao confirmar o apoio a Gayer: “Sim, apoiarei sem dúvida nenhuma. Faz parte da chapa”. Ele ressaltou, no entanto, que a formalização depende da “palavra final do PL”. A aliança, descrita por Caiado como algo que “tem tudo a ver com a história política de Goiás”, é fruto de uma estratégia pragmática de ambas as partes, após um período de atritos.Para o PL: A sigla, que enfrenta debandada de prefeitos para o MDB e o União Brasil em Goiás, assegura uma vaga competitiva ao Senado. Gustavo Gayer lidera com folga entre eleitores de 18 a 34 anos no estado, com 22% das intenções de voto nessa faixa etária, segundo pesquisa Polimarket de dezembro de 2025. A avaliação interna é de que, em uma chapa isolada, Gayer poderia ser derrotado no segundo voto por um nome governista ao lado de Gracinha Caiado. Para MDB e União Brasil: A entrada do PL na base de Daniel Vilela praticamente garante uma chapa única e amplamente competitiva de centro-direita, com potencial de vitória já no primeiro turno, isolando a oposição. Gracinha Caiado já havia defendido publicamente a união, argumentando que “a centro-direita defende a mesma coisa” e que “estar com o PL é o caminho que deve ser”. O acordo em Goiás é um capítulo importante na articulação nacional da direita.Conexão Presidencial: O encontro entre Caiado e Flávio Bolsonaro sinaliza uma aproximação estratégica. Fontes relatam que o “acordão” em Goiás tem o aval de Flávio Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, ambos do PL, e conecta o estado à política nacional. Enquanto Flávio é pré-candidato a presidente, Caiado também mantém sua pré-candidatura pelo União Brasil. A aliança estadual fortalece a base de ambos no Centro-Oeste. Divisão no PL Estadual: O acordo não foi celebrado sem resistências. O senador Wilder Morais, presidente estadual do PL, lançou sua própria pré-candidatura ao governo e chegou a publicar uma nota de repúdio quando Daniel Vilela se encontrou com Jair Bolsonaro no ano passado. Internamente, a sigla vive uma encruzilhada entre a força eleitoral de Gayer, que defende a aliança, e o perfil de articulador de bastidor de Wilder. A decisão final terá de ser arbitrada pela cúpula nacional do partido. Nova geografia política em GoiásA consolidação dessa ampla frente de centro-direita redefine por completo o tabuleiro eleitoral em Goiás. Oposição Encurralada: Com a união, avalia-se que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) terá como única alternativa uma aliança com o PT, partido que ainda não definiu seu candidato a governador. A perspectiva é de que a disputa estadual se polarize entre a chapa de Daniel Vilela e uma possível frente de centro-esquerda liderada por Perillo. Estratégia Nacional do PL: A movimentação em Goiás reflete uma diretriz nacional do PL para 2026: priorizar o fortalecimento da bancada no Senado, em detrimento de candidaturas próprias e arriscadas a governador. A eleição de Gustavo Gayer é uma das principais apostas do bolsonarismo para ampliar sua influência na Casa. A aliança em Goiás representa um caso exemplar de como as estratégias para as eleições de 2026 estão sendo costuradas: pactos locais com olho no cenário nacional, onde a composição de forças no Congresso pode ser tão decisiva quanto a corrida pelo Planalto.
Anitta expulsa Pocah do palco após cantora surgir bêbada em show
Anitta e Pocah – Foto: Divulgação “Estamos aqui meu amor cantando, gente quem ama a Pocah dá um grito”, declarou Anitta, tentando conduzir a situação Anitta teve de expulsar a cantora Pocah do palco nesta terça (20/1) no Rio de Janeiro, após a colega surgir visivelmente alterada por lá. A anfitriã, conhecida por não aceitar falta de profissionalismo e ser muito exigente na qualidade de seus espetáculos, não gostou nada de ver a amiga trocando as pernas no palco. Disfarçadamente, a beldade conduziu a outra para fora e disse que o combo bebida e microfone não combina. A situação aconteceu no ensaio pré-Carnaval da cantora, que aconteceu no Rio de Janeiro. Pocah começou a pedir para a hitmaker divulgar mais o feat musical que fizeram e reclamou que ficaram oito anos sem se falar. E pelo visto ficarão mais oito depois desse papelão. “Amiga, por favor, queira divulgar essa música. Vamos que essa música é mara!”, disse a ex-BBB, sobre a canção Brincadeira Gostosa. Anitta mandou Pocah para fora “Estamos aqui meu amor cantando, gente quem ama a Pocah dá um grito”, declarou Anitta, tentando conduzir a situação. A outra, contudo, não percebeu o clima desfavorável e continuou falando. “Eu estava ali amiga em uma loucura, abriram a roda, eu dançando no meio, pulando. Daqui a pouco falaram assim: ‘Vamos cantar com a Anitta?’. Eu estava assim, travada”, relatou ela, sobre quando a estrela a convidou para o seu show. “Depois de várias garrafas já, né?”, disse Anitta, citando a marca patrocinadora, e a amiga concordou definindo como “uma coisa bem louca”. “Então está ótimo, vamos indo amiga porque [com] bebida e um microfone na mão a gente sempre fica preocupado”, disse a beldade, empurrado de leve a colega para fora. “Isso amiga realmente e agora vou até te pedir para divulgar mais a nossa música, espero que nossa amizade não esteja abalada”, falou Pocah. “Não está, tá nada menina!”, respondeu a anfitriã. “Isso, gente, grita bastante para ela continuar minha amiga e a gente não parar de se falar… Se não leva oito anos de novo para a gente voltar a ser amiga”.
Técnica de enfermagem suspeita de mortes na UTI se dizia “mãe e cristã”
Presa sob suspeita de participação em três homicídios de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal, a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, mantinha nas redes sociais uma imagem pública ligada à fé cristã e à maternidade. Amanda Rodrigues se apresentava como cristã e mãe nas redes Em perfis pessoais, Amanda se descrevia como “mãe e cristã”, publicava fotos e vídeos com a filha pequena e compartilhava conteúdos religiosos, como músicas gospel e pregações de líderes evangélicos. Ela também afirmava atuar como intensivista e instrumentadora cirúrgica, especializações técnicas voltadas ao atendimento de pacientes em estado grave, especialmente em UTIs. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Amanda foi presa junto com Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo e Marcela Camilly Alves da Silva, também técnicos de enfermagem. O trio é suspeito de ter provocado a morte de pelo menos três pacientes dentro da UTI da unidade hospitalar. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada. De acordo com apuração do portal Metrópoles, as vítimas seriam João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb); Marcos Moreira, de 33 anos, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos. Denúncia do hospitalO caso veio à tona após o próprio Hospital Anchieta comunicar as autoridades. Em nota, a instituição informou que identificou circunstâncias atípicas envolvendo os profissionais dentro da UTI e decidiu instaurar uma investigação interna por iniciativa própria antes de acionar a polícia. O delegado Wisllei Salomão, responsável pelo inquérito, detalhou a forma de atuação do grupo e relatou que, em pelo menos um dos casos, um dos técnicos teria aplicado produto químico de limpeza diretamente no paciente. “Em um dos casos, ele sugou um desinfetante no quarto de um paciente com a seringa e aplicou ao menos dez vezes no paciente”, afirmou o delegado. Confissão e friezaInicialmente, os suspeitos negaram as acusações e alegaram que apenas administravam medicamentos prescritos pelos médicos. No entanto, segundo a polícia, as versões apresentadas entraram em contradição com as provas reunidas durante a investigação. Confrontados com as evidências, os investigados acabaram confessando os crimes. De acordo com o delegado, o grupo não demonstrou arrependimento e manteve uma postura de frieza total durante os depoimentos. Mesmo após a confissão, os suspeitos não explicaram o que os levou a cometer os homicídios. IndiciamentoA Polícia Civil informou que a investigação segue em andamento e que os três devem ser indiciados por homicídio doloso qualificado, com agravante de impossibilidade de defesa das vítimas, já que os crimes teriam sido cometidos contra pacientes internados e em condição de extrema vulnerabilidade.
Michelle faz primeira visita a Bolsonaro na Papudinha
Jair Messias e Michelle Bolsonaro – Foto: Reprodução/Instagram A regra concede passagem livre apenas para a ex-primeira dama, advogados e médicos, mantendo o círculo político do ex-presidente em uma espécie de sala de espera Jair Bolsonaro recebeu, pela primeira vez desde que foi transferido para o prédio conhecido como “Papudinha”, no complexo penitenciário da capital federal, a visita da esposa, Michelle Bolsonaro. O encontro aconteceu no novo regime de visitas, mais flexível do que o anterior. Bolsonaro deixou a carceragem da Polícia Federal na última quinta-feira (15/1), onde cumpria pena por condenação relacionada a atos golpistas. Agora, na Papudinha, as regras são diferentes: o horário para receber pessoas é ampliado, ocorrendo em três turnos possíveis às quartas e quintas-feiras. Na PF, os encontros eram mais restritos, apenas duas horas em dois dias da semana. Demais visitas a Bolsonaro dependem de autorização de MoraesApesar da abertura para a família, a porta para a política segue com tranca. Com exceção de Michelle, advogados e médicos, todas as visitas ao ex-presidente precisam ser previamente autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A regra concede passagem livre apenas para a ex-primeira dama, advogados e médicos, mantendo o círculo político do ex-presidente em uma espécie de sala de espera. A “Papudinha” é uma unidade diferenciada dentro do sistema prisional. Utilizada para detentos com direito a prisão especial ou que demandam medidas de segurança específicas, a unidade oferece condições melhores do que o restante da Papuda. Foi para lá que Bolsonaro foi transferido após uma avaliação comparativa das instalações pela Justiça Enquanto a rotina de visitas conjugais é retomada, aliados políticos como o ex-ministro Rogério Marinho aguardam o sinal verde do Supremo para fazer sua entrada. Até que essas autorizações cheguem, o movimento ao redor da cela de Bolsonaro se mantém restrito ao âmbito familiar.
Caiado repassa liderança do Consórcio Brasil Central a Eduardo Riedel
Caiado transmite a presidência do Consórcio Brasil Central para Eduardo Riedel em solenidade em Brasília – Fotos: Walter Folador Em Brasília, Caiado apresentou os resultados de dois anos de gestão durante a solenidade de transferência da presidência ao governador sul-mato-grossense Após dois anos na liderança do Consórcio Brasil Central (BrC), o governador Ronaldo Caiado oficializou nesta quarta-feira (21/1), em Brasília (DF) a transferência da presidência do grupo ao governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel. “Sabemos o quanto esse consórcio tem crescido cada vez mais, em termos de serviços prestados aos estados, e nas mãos do Riedel, vai ampliar essas ações”, projetou o goiano ao dar as boas-vindas a seu sucessor. A transmissão de cargo ocorreu durante reunião do BrC, que é composto por sete unidades federativas. Na ocasião, o governador de Goiás apresentou um balanço de sua gestão e dos avanços obtidos no período. Entre os feitos, estão as compras compartilhadas entre os consorciados, com economia total estimada em R$ 36 milhões para toda a região. “Presidir esse consórcio, que é orgulho para todos nós, agora faz parte do meu currículo. Me sinto honrado de ter estado aqui [na liderança], com a confiança dos meus colegas governadores”, celebrou. Caiado destacou a relevância do grupo para a assistência mútua, e que se estende a outros estados. “Nos unimos em torno dos problemas que houve, tanto no estado de Minas Gerais como no Rio Grande do Sul, mostrando essa solidariedade que sempre foi uma característica nossa. E agora, com essa estrutura montada, que já vai pelo seu décimo ano, mostrando a sua relevância e o quanto ela deve ser cada vez mais dinamizada”, completou. Durante discurso, o novo presidente do BrC reconheceu a dedicação de Ronaldo Caiado nos últimos dois anos, que promoveu um “crescimento exponencial” do grupo em todas as áreas, e citou sua trajetória política como referência. “Assumo com muita responsabilidade, com muito orgulho e como um desafio muito grande suceder a sua gestão que, sem dúvida nenhuma, foi uma das mais exitosas”, disse Riedel a Caiado, durante coletiva de imprensa. Sobre o novo desafio, Riedel destacou que a administração do grupo ganhou maturidade sob gestão de Caiado, e que a meta é dar sequência ao trabalho. “Independente do Estado e de quem o represente, o consórcio ganhou vida própria. Ganhou uma capacidade de executar os seus deveres e obrigações, que continuarão gerando resultados”, afirmou. Para o governador do Mato Grosso do Sul, o consórcio é protagonista de “grandes resultados para os sete estados”, e os atuais membros “formaram uma base muito sólida para uma dimensão de trabalho na saúde, na segurança pública e na infraestrutura. O resultado disso é uma das regiões que mais cresce no Brasil, gera oportunidade para sua gente e seu povo”. BalançoÀ frente do Consórcio desde 2024, Caiado consolidou o bloco como um instrumento estratégico de governança regional. Sua administração foi marcada pela eficiência e pelo fortalecimento da cooperação entre os estados, o que resultou em avanços concretos na ampliação do acesso da população a serviços essenciais. No campo da saúde, por exemplo, o repasse para aquisição de medicamentos atingiu o recorde de R$ 67 milhões, permitindo a expansão para itens oncológicos e judicializados. A gestão também inaugurou o processo de aquisição conjunta de helicópteros e equipamentos de combate a incêndios, reforçando a capacidade operacional da região. Além disso, registrou recorde de participação no Prêmio Boas Práticas e se destacou no protagonismo ambiental com a realização da COP Cerrados, que resultou na Carta do Cerrado apresentada na COP 30. ConsórcioCriado em julho de 2015, o Consórcio Brasil Central reúne sete unidades federativas: Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. Juntos, os estados somam cerca de 26 milhões de habitantes e trabalham de forma integrada para promover o desenvolvimento econômico e social da região.
Goiás inicia pagamento da dívida com a União pelas regras do Propag
Goiás pagou a primeira parcela da dívida com a União no dia 15 de janeiro em condições mais vantajosas para o Estado – Foto: Ecomonia Novo programa reduz em cerca de R$ 590 milhões o desembolso previsto para 2026 em relação ao RRF O Estado de Goiás quitou, no dia 15 de janeiro, a primeira parcela da dívida refinanciada com a União após a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O pagamento inicial somou R$ 12,01 milhões e marca o início da nova fase de gestão do passivo estadual, com condições mais vantajosas em relação ao antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Além da primeira parcela do Propag, o Estado também retomou, na mesma data, o pagamento dos contratos de dívidas garantidas pela União, cinco ao todo, sendo dois com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três com a Caixa Econômica Federal, que totalizaram R$ 86 milhões. Esses valores, até então, vinham sendo honrados pela União no âmbito do RRF e ressarcidos parcialmente pelo Estado, conforme percentual previsto na regra de progressão do RRF. Cálculos da Secretaria da Economia, por meio da Subsecretaria do Tesouro Estadual, indicam que, em 2026, Goiás deverá desembolsar aproximadamente R$ 1,46 bilhão para pagamento do serviço total da dívida pública. O montante representa uma redução de cerca de R$ 590 milhões em relação ao que seria pago caso o Estado tivesse permanecido no RRF, cujo custo anual estimado alcançaria R$ 2,05 bilhões, uma economia de aproximadamente 30%. A adesão ao Propag foi formalizada em 24 de dezembro de 2025, com a celebração de termo aditivo por meio do qual o Estado refinanciou R$ 20,87 bilhões em contratos de dívidas administradas pela União, previstos nas Leis nº 8.727/1993, nº 9.496/1998 e na Lei Complementar nº 159/2017. Com o novo acordo, a dívida pública com a União foi renegociada por um prazo de 30 anos, com indexador mais favorável, IPCA acrescido de juro zero, o que reduz o custo financeiro, dá maior previsibilidade fiscal e abre espaço para ampliar investimentos.


