Ao lado de outros governadores, goiano discutiu três projetos de lei contra facções em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta. Estados defendem um debate mais aprofundado das propostas para garantir maior eficácia no combate ao crime organizado O governador de Goiás Ronaldo Caiado (UB)defendeu que o enfrentamento à criminalidade é hoje a principal demanda da sociedade brasileira e o caminho mais efetivo para promover a verdadeira emancipação social. “Nós estamos vivendo em um país onde, hoje, o programa social mais importante é o combate austero ao crime organizado e às facções”, afirmou durante encontro com outros chefes de Executivo e parlamentares. A reunião foi realizada nesta quarta-feira (12/11), em Brasília, e resultou na assinatura do Pacto pela Segurança Pública, entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O documento propõe a análise conjunta de três projetos de lei: o PL 5.582/2025, conhecido como Antifacção, relatado pelo deputado federal Guilherme Derrite; o PL 125/2022, que aperfeiçoa o combate a redes de lavagem de dinheiro e sonegação bilionárias que financiam o crime organizado; e o PL 2.646/2025, denominado Brasil Mais Seguro, que cria instrumentos de repressão qualificada, responsabilização ampliada e coordenação interfederativa. O objetivo é estabelecer um novo Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, com atuação articulada entre União, estados, municípios. Caiado afirmou que o endurecimento das políticas de segurança é fundamental para garantir o direito à vida e à liberdade da população. “A melhor política social que você pode ter hoje para o Brasil é um combate muito duro às organizações criminosas. Isso vai fazer com que o país volte a respirar, não viver mais com medo, nem subjugado ao crime”, disse. O governador citou levantamentos que mostram a segurança pública como prioridade para cerca de 80% dos brasileiros e alertou: “Estamos vendo uma deterioração completa do Estado Democrático de Direito e o estado do crime avançando cada vez mais.” O pacto foi assinado pelos governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Jorginho Melo (Santa Catarina), pela vice-governadora do Distrito Federal Celina Leão, além de parlamentares e senadores. O texto afirma que o enfrentamento ao crime organizado deve ser “abrangente, federativo e pluripartidário, construído sobre bases técnicas, fiscais e institucionais sólidas, capazes de proteger a sociedade e fortalecer o papel dos estados no combate às organizações criminosas”. Após a assinatura, os governadores e parlamentares se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e do vice-governador, Daniel Vilela. Foto: Rômullo Carvalho Governador Ronaldo Caiado e outros governadores durante reunião com presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta Os governadores pediram que os projetos sejam discutidos de forma mais aprofundada com representantes dos estados, da União, do Congresso Nacional e do Judiciário. Após a reunião, o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, em publicação nas redes sociais, destacou que “a porta do gabinete está sempre aberta para debater assuntos de interesse do Brasil” e defendeu que “diálogo e conciliação fazem o país avançar com equilíbrio, e nessa pauta não será diferente”. O governador Romeu Zema afirmou que a aprovação das propostas é essencial: “Quando se vai atrás do crime organizado, você resolve problema social, que são perdas de vidas de jovens como ocorreu na operação no Rio de Janeiro. O crime é um grande câncer e não podemos medir esforços para eliminar esse tumor.” Relator do projeto Antifacção, o deputado Guilherme Derrite defendeu o endurecimento das punições. “Nos últimos 40 anos, nunca tivemos uma lei que puna adequadamente criminosos, em especial membros de organizações criminosas. Não podemos perder essa oportunidade para priorizar uma guerra política, porque temos que pensar na população que sofre as mazelas e vive sob o domínio do crime organizado”, afirmou.
Caiado afirma que combater a criminalidade é o maior programa social do país
Daniel Vilela lança programa que vai levar mais de 2 mil estudantes e pesquisadores para exterior
Fotos: André Saddi Iniciativa do Goiás Social, o Goiás pelo Mundo prevê financiamento de intercâmbios e bolsas de mestrado nas melhores universidades internacionais já a partir de janeiro de 2026 Em uma iniciativa que reforça o compromisso do Governo de Goiás com a educação e a formação de talentos, o vice-governador Daniel Vilela lançou, nesta quarta-feira (12/11), o programa Goiás pelo Mundo — ação do Goiás Social que vai levar mais de dois mil estudantes, professores e pesquisadores goianos para experiências acadêmicas no exterior. “É um investimento em educação, em ciência, em pessoas — no capital humano. Queremos que Goiás tenha profissionais altamente qualificados, preparados em todas as áreas, especialmente nas voltadas à tecnologia, com fluência em outros idiomas”, destacou Daniel. Segundo o vice-governador, o objetivo é posicionar Goiás entre os estados mais preparados para competir no cenário global da educação e da inovação. “Temos visto resultados altamente positivos em programas semelhantes, realizados por outros países e estados. Queremos que Goiás seja o estado com o maior número de pessoas se qualificando fora do país. Isso naturalmente trará resultados de grande satisfação e produção para nós”, afirmou. O Goiás pelo Mundo vai contemplar, nos próximos cinco anos, estudantes, professores, pesquisadores e servidores públicos, com intercâmbios, bolsas de mestrado nas melhores universidades do mundo e apoio à participação em missões de pesquisa e eventos internacionais já a partir de 2026. A primeira turma selecionada já tem data marcada para embarque. Será em janeiro de 2026, quando 39 alunos ligados às Escolas do Futuro de Goiás (EFGs) e que venceram a 1ª Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada, embarcam para um intercâmbio de um mês em Sydney, na Austrália. Todas as despesas serão custeadas pelo governo estadual. “Esse é um projeto que vai abrir a cabeça dos nossos estudantes, que terão a oportunidade de fazer imersões em universidades estrangeiras, alcançar fluência em inglês e ter acesso a cursos de tecnologia”, completou o vice-governador. Mikael Iury Romão Silva, de 19 anos, e Eloise Alelí Sotelo Carvalho, 17, estão entre os estudantes beneficiados. “Não é todo dia que você vai pra Austrália com tudo pago”, celebrou Mikael. “Meu intuito é conhecimento na língua inglesa, mas, além disso, quero agregar muito o meu currículo. Eu tenho o sonho de me tornar político e isso vai me ajudar bastante”, avaliou o jovem. Eloise também está empolgada com a viagem. “Vamos para outro continente, conhecer outra cultura, e a Austrália é um polo de intercambistas. Tenho esperança de interagir com pessoas de outros países e de falar inglês. Ser uma embaixadora de Goiás”, afirmou. A estudante ressaltou que a experiência só será possível graças ao apoio do Estado. “Seria algo muito improvável. Eu tenho um sonho de tornar o mundo um pouco mais sustentável. Lá é um polo de tecnologia, então eu espero ficar mais próxima desse sonho por meio dessa oportunidade”, acrescentou. Meta O objetivo do programa é desenvolver competências linguísticas, interculturais e socioemocionais, preparando estudantes para carreiras globais em tecnologia e inovação. A meta é levar 200 estudantes para intercâmbios, por ano, até 2030. Em outra frente, o Goiás pelo Mundo também vai oferecer bolsas e crédito subsidiado para que estudantes e servidores públicos goianos façam mestrado nas 100 melhores universidades do mundo. Fotos: André Saddi “Queremos que Goiás tenha profissionais altamente qualificados, preparados em todas as áreas, especialmente nas voltadas à tecnologia, com fluência em outros idiomas”, afirma o vice-governador Daniel Vilela A previsão é de oferecer 150 bolsas para o exterior nos próximos cinco anos. Entre as universidades envolvidas no programa estão a Yale, nos Estados Unidos; University College London e Imperial College London, no Reino Unido; McGill, no Canadá; Tsinghua Shenzhen, na China; e École Polytechnique, na França. Os primeiros editais desta categoria devem ser lançados em fevereiro de 2026. O programa é uma iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio do Goiás Social, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), a Secretaria de Estado da Administração (Sead), além do Instituto Trajetórias, instituição sem fins lucrativos criada com o apoio das fundações Lemann e VélezReyes+. “Ter uma experiência internacional gera mais competitividade para o indivíduo e para o estado. Promove mobilidade social, uma vez que pessoas de baixa renda podem aumentar sua renda, e realiza o sonho de muita gente que, sem o apoio do Estado, jamais teria essa chance”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto. “Parabéns ao vice-governador Daniel Vilela, que junto com o governador Ronaldo Caiado, traçou as diretrizes para que esse programa pudesse ser criado. Com muita satisfação a Fapeg [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás] faz parte dessa trilha”, declarou o presidente da fundação, Marcos Arriel. “Desde 2023, a Fapeg vem contemplando tanto a ida de pesquisadores de Goiás para o mundo, quanto a vinda do mundo para Goiás. Isso é importante porque, na medida que nós temos pesquisadores de ponta integrados com o mundo, temos a possibilidade também de elevar a competitividade do nosso estado com conhecimento”, afirmou.
Trump diz que Estados Unidos vão reduzir tarifas sobre o café
Foto / Imagens: CNN – Brasil Em outubro, o Brasil pediu a reversão da alíquota extra de 40% imposta aos produtos do país O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que pretende reduzir tarifas sobre as importações de café. As declarações foram feitas em entrevista à Fox News nesta terça-feira (11/11) e não citam diretamente o Brasil. A fala do líder americano surge em meio às negociações entre Brasil e EUA. A expectativa é que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tenha um novo encontro com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta semana, no Canadá, às margens de uma reunião ministerial do G7. Nos EUA, os preços do café no varejo subiram quase 21% em agosto em comparação com o mesmo período do ano anterior, e as tarifas da administração Trump são parcialmente responsáveis. Em julho, o Brasil foi atingido por uma das taxas mais altas, de 50%, enquanto o Vietnã recebeu tarifas de 20% e a Colômbia de 10%. Segundo a Associação Nacional do Café, os Estados Unidos importam mais de 99% de seu café. A maior parte vem do Brasil, o que representa 30,7% das importações americanas de café com base no peso líquido, de acordo com o banco de dados UN Comtrade — seguido por Colômbia (18,3%) e Vietnã (6,6%). Em outubro, o Brasil pediu a reversão da alíquota extra de 40% imposta aos produtos do país.
Equipe do Jornal Nacional foi agredida durante a gravação de reportagem
Foto: Logo/Globo Brasília – Distrito Federal De acordo com informações divulgadas pela emissora, o grupo de jornalistas estava no local para coletar depoimentos e imagens quando foi atacado de forma violenta Um episódio lamentável marcou a manhã de terça-feira (11/11), em Brasília DF). Uma equipe do Jornal Nacional (JN), da TV Globo, foi agredida enquanto realizava uma reportagem sobre os chamados “puxadores” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — pessoas suspeitas de intermediar, de forma ilegal, o acesso a benefícios previdenciários. De acordo com informações divulgadas pela emissora, o grupo de jornalistas estava no local para coletar depoimentos e imagens quando foi atacado de forma violenta. O incidente interrompeu a gravação e obrigou os profissionais a deixar o local imediatamente. A TV Globo informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que a empresa está prestando total apoio jurídico e psicológico aos integrantes da equipe agredida. Apesar do susto e das agressões, todos passam bem. Caso reacende debate sobre ataques à imprensa O episódio repercutiu rapidamente nas redes sociais e levantou novamente o debate sobre a segurança de jornalistas no exercício da profissão, especialmente em pautas sensíveis que envolvem denúncias e irregularidades. A categoria tem relatado crescentes episódios de hostilidade em coberturas públicas, o que reforça a necessidade de medidas de proteção e respeito à liberdade de imprensa. Até o momento, as autoridades locais investigam o caso para identificar os responsáveis e apurar as circunstâncias da agressão. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias. O incidente, lamentavelmente, soma-se a outros episódios de violência contra profissionais da mídia, reforçando o alerta sobre os riscos enfrentados por quem trabalha em defesa da informação e da verdade.
Em Novo Gama, Gracinha Caiado dá sequência à maratona do Goiás Social pelo Entorno do DF
Iniciativa, que leva série de benefícios e serviços gratuitos à população, terá outras quatro edições na região ao longo de novembro Moradores de Novo Gama e região recebem, durante dois dias, a estrutura itinerante do Goiás Social. Coordenadora do programa, a primeira-dama Gracinha Caiado abriu as atividades nesta terça-feira (11/11), ocasião em que ressaltou a importância de “levar à população dignidade, benefícios sociais e fácil acesso aos serviços do Estado”. Esta é a segunda da série de edições previstas para o Entorno do Distrito Federal em novembro – a primeira ocorreu em Planaltina. “Esse é um programa que trago no meu coração. Tenho rodado em todos os cantos do Estado de Goiás: divisa com Mato Grosso, com Tocantins, Entorno de Brasília, região metropolitana. Isso porque a gente precisa facilitar a vida das pessoas. Todos os atendimentos que o cidadão pode receber em Goiânia estão sendo instalados nas cidades, como hoje aqui”, disse a primeira-dama. A estrutura em Novo Gama está na área do Rodeio, com atendimento até as 17 horas desta terça-feira. Na quarta-feira (12/11), das 8h às 12h. Ainda este mês, haverá edições em Luziânia, Cidade Ocidental, Cristalina e Águas Lindas. Fotos: Walter Folador Daniel Vilela ressalta importância da oferta especial de serviços à população do Entorno do DF, ao longo deste mês Segundo o vice-governador Daniel Vilela (foto acima) a presença do Goiás Social no município coroa a parceria firmada entre Estado e prefeitura pelo bem do cidadão. “Esse momento consolida uma mudança e uma transformação que Novo Gama vive sob o ponto de vista da relação política. […] Temos orgulho desse povo e enxergamos o potencial de desenvolvimento econômico e social que essa região do Entorno de Brasília tem”, destacou. Durante o evento, Vilela e Gracinha foram condecorados com o título de cidadão novogamense. Serviços e benefícios Fotos: Walter Folador A dona de casa Adriana França Ramos foi contemplada com o cartão do programa Mães de Goiás, no valor de R$ 300,00 mensais A dona de casa Adriana França Ramos (foto acima) chegou logo cedo à estrutura. “Vim pegar o Mães de Goiás. Tenho baixa renda, então vai me ajudar muito a comprar alimentos e as coisas para o meu filho”, disse. A beneficiada contou que tem outras pendências para resolver no Goiás Social. Entre elas, buscar informações sobre os programas habitacionais do Estado. “E também tirar a certidão de nascimento do meu filho, a carteira de identidade e, na Defensoria Pública, ver questões a respeito do pai do meu filho”, comentou. Secretário de Desenvolvimento Social, Wellington Matos disse que o programa “leva dignidade, esperança e transformação de vida” aos goianos. O titular da pasta elencou alguns benefícios que serão entregues, como: 487 cartões do programa Mães de Goiás; 47 do Dignidade; 144 do Goiás + Inclusivo; 70 do Goiás por Elas; 39 cartões do Crédito Social e 24 do Bolsa Qualificação. E, ainda, Carteira do Autista, Passe Livre da Pessoa com Deficiência, Passaporte da Pessoa Idosa, Dignidade Menstrual e Protocolo Todos por Elas. O prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, ressaltou o cuidado especial que a gestão Caiado tem com o Entorno, e celebrou a edição inédita do programa no município. “Hoje, dona Gracinha traz um caminhão de benefícios para a nossa população. Pela primeira vez na nossa cidade, estamos recebendo o Goiás Social com toda essa estrutura”, comentou. “Que alegria saber que estamos aqui proporcionando dias melhores para toda a nossa gente”, completou o gestor municipal. Fotos: Walter Folador Primeira-dama Gracinha Caiado e vice-governador Daniel Vilela representam o Governo de Goiás no município de Novo Gama, durante edição do Goiás Social Além da distribuição dos cartões, ao longo dos dois dias haverá uma série de serviços ofertados, como: cadastro para vagas de empregos; inscrições para cursos de qualificação; entrega de benefícios da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG); atendimentos do Vapt Vupt; vacinação e exames de saúde; atividades recreativas para as crianças; e ainda ações do Tribunal de Justiça e Defensoria Pública do Estado. Também participaram da solenidade de abertura o secretário de Esporte e Lazer, Rudson Guerra, o defensor público-geral do Estado, Tiago Gregório, a deputada federal Lêda Borges e a deputada estadual dra. Zeli.
Newsom chega a Belém para garantir que Califórnia é um “parceiro confiável”
Reprodução Inimigo político estridente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Newsom vem há meses indicando uma candidatura à Casa Branca em 2028 BELÉM (PA) – (Reuters) – O governador da Califórnia Gavin Newsom (Democrata), chegou à cidade amazônica de Belém com uma mensagem para a cúpula da COP30: seu Estado continuará a ser um “parceiro confiável” na política climática e na tecnologia verde, apesar do abandono de Washington do esforço. Um inimigo político estridente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Newsom vem há meses indicando uma candidatura à Casa Branca em 2028. Na terça e quarta-feira, ele deverá se reunir com autoridades de alguns dos 195 governos que participam das negociações climáticas da ONU deste ano. Ele planejou reuniões com uma série de líderes subnacionais, incluindo o governador do Estado do Pará, local da cúpula. Embora a Califórnia seja apenas um dos 50 Estados dos EUA, sua economia é a quarta maior do mundo, o que a torna um ator importante para influenciar os mercados e a política energética. “O motivo de eu estar aqui é a ausência de liderança por parte dos Estados Unidos”, disse ele em um fórum de investidores em São Paulo, na segunda-feira. “Esse vácuo é de cair o queixo.” Newsom elogiou a adoção da tecnologia verde pela Califórnia, destacando que o Estado tem sete vezes mais empregos em energia renovável do que em combustíveis fósseis e lembrando às pessoas que a gigante dos veículos elétricos Tesla foi fundada na Califórnia. Isso contrasta fortemente com a negação das mudanças climáticas e a determinação de Washington em aumentar o uso global de combustíveis fósseis poluentes. Newsom também lamentou que o retrocesso dos EUA na política de energia limpa esteja cedendo o mercado de tecnologia verde, que cresce rapidamente, para a China. “A China entendeu”, disse Newsom aos investidores. “Os EUA estão fritos em termos de competitividade se não acordarmos para o que diabos eles estão fazendo nesse espaço, nas cadeias de suprimentos, como estão dominando a fabricação, como estão inundando a zona aqui, na UE, em outros lugares, na África.” A China não apenas domina os mercados de veículos elétricos, componentes de energia renovável e baterias, disse ele, mas também é líder em software, enquanto as montadoras dos EUA, como a General Motors, estão “tentando recriar o século 19”, disse Newsom. A GM recentemente desacelerou sua produção de EVs. Os EUA se esquivaram claramente da cúpula da COP30 deste ano, com Trump declarando falsamente que a mudança climática é uma farsa. Alguns diplomatas temiam que o governo republicano de Trump pudesse tentar atrapalhar a cúpula de longe. Newsom – um democrata – disse no mês passado que está pensando em uma candidatura presidencial em 2028. Ele começou a reproduzir o estilo impetuoso de mensagens de Trump nas mídias sociais. Na semana passada, os eleitores da Califórnia apoiaram sua proposta de redesenhar os distritos eleitorais do Estado para compensar o redistritamento em outros Estados com o objetivo de aumentar o número de cadeiras no Congresso ocupadas pelos republicanos. Newsom disse aos investidores em São Paulo que Trump estava imitando a Rússia e a Arábia Saudita ao transformar os Estados Unidos em um “petroestado” e ao adotar o “capitalismo de Estado” no estilo chinês em detrimento do livre mercado. Ele criticou as políticas tarifárias agressivas de Trump como uma “loucura do ponto de vista do investimento”. “Sinto que ele está se inspirando um pouco no presidente Xi, não no presidente Reagan. Que diabos está acontecendo?”, disse ele.
Bolsonaro deve ficar em batalhão militar da ‘Papudinha”
FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL Bolsonaro é frágil; vai ter ‘piripaque’ na Papuda e voltará para casa, avaliam advogados O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e, segundo apuração da coluna de Malu Gaspar, de O Globo, deve começar a cumprir a pena no Batalhão da Polícia Militar da Papuda, conhecido como “Papudinha”. A área, destinada a policiais militares presos, é considerada a mais adequada em infraestrutura e segurança para abrigar o ex-chefe do Executivo, caso o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determine a prisão em regime fechado. Local já recebeu presos políticos e ex-ministros O mesmo espaço já abrigou o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, também por ordem de Moraes, durante as investigações dos atos de 8 de janeiro. De acordo com fontes próximas ao STF, a chefe de gabinete do ministro visitou a Papudinha e outras duas unidades dentro do complexo penitenciário para avaliar as melhores condições para a possível detenção de Bolsonaro. A expectativa entre aliados é que o ex-presidente permaneça no local entre uma e duas semanas, mas há quem avalie que o período pode ser maior. O julgamento virtual que analisa os últimos recursos da defesa termina na sexta-feira (14). Defesa tenta evitar “risco Papuda” A equipe jurídica de Bolsonaro tenta evitar sua ida ao presídio, usando relatórios médicos para solicitar prisão domiciliar. Os advogados alegam que o ex-presidente enfrenta complicações decorrentes da facada de 2018, além de câncer de pele, refluxo, apneia e pressão alta. Na última semana, um pedido para que ele passasse por nova avaliação médica foi negado por Moraes, que considerou a solicitação inoportuna. Enquanto isso, aliados temem que a prisão em um ambiente carcerário comum traga riscos à integridade e à saúde de Bolsonaro, que recentemente passou por sua sétima cirurgia abdominal desde o atentado sofrido durante a campanha presidencial.
Palácio do Planalto sobe tom contra Derrite
CNN Brasil Uma das principais críticas de governistas é de que mudanças feitas por Derrite (foto) restringem o poder da Polícia Federal Em Brasília (DF), o Palácio do Planalto subiu o tom contra o relator do projeto antifacção na Câmara dos Deputados, Guilherme Derrite (PP-SP), e busca reverter pontos do texto antes da votação no plenário da Casa, prevista para esta terça-feira (11/11). Uma das principais críticas de governistas é de que mudanças feitas por Derrite restringem o poder da Polícia Federal. A própria corporação afirma que as operações passariam a depender de pedidos aos governos estaduais, comprometendo o alcance e os resultados das investigações, por exemplo. A ministra da Secretaria das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chegou a classificar o texto modificado por Derrite como “um presente para as facções”. Outro ponto de discórdia é que Derrite pode, na prática, equiparar facções a terrorismo, ponto expressamente rechaçado pelo governo. Ainda de acordo com aliados do presidente Lula, o projeto modificado tem o potencial de blindar investigações contra parlamentares. Ou seja, servir como uma nova PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da blindagem, proposta arquivada pelo Senado após forte pressão popular. Diante das resistências, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que intermediou conversas entre Derrite e o diretor-geral da PF para que a instituição mantenha as atribuições contra o crime organizado. Ainda assim, Gleisi disse que “não há e não haverá acordo que suprima as competências, atribuições e autonomia da Polícia Federal”. “Encaramos com preocupação qualquer manobra pra modificar o papel da PF no combate ao crime organizado”, disse. Motta pretende se reunir nesta terça com a ministra. Ele foi o responsável por designar Derrite como relator da proposta. Derrite é deputado licenciado e secretário de segurança pública do governador paulista de Tarcísio de Freitas (Republicanos) — potencial adversário de Lula nas urnas em 2026 –, mas voltou agora pra Câmara só para a tarefa. Por isso, Motta tenta contar o clima de desconfiança do governo federal e garantir a votação do projeto antifacções no plenário. A escolha de Motta por Derrite irritou aliados do Planalto, que veem na decisão um gesto político. Embora Motta mantenha boa relação com Lula, petistas avaliam que a nomeação de Derrite esvaziou a autoria do Executivo e transformou o debate sobre segurança pública em um embate eleitoral antecipado. Também há um receio de que a relatoria de Derrite fortaleça as ambições eleitorais de Tarcísio para o ano que vem. “Eu achei que foi muito deselegante, porque era uma proposta do Poder Executivo, era uma proposta do presidente Lula. É como se tirassem a autoria do presidente Lula”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ). Derrite, por sua vez, afirmou à CNN que seu parecer será técnico e sem motivações políticas. “Toda e qualquer vaidade institucional deve ser deixada de lado neste momento, e a gente vai promover uma legislação que promova realmente a integração entre os estados.” Motta chegou a ser reunir nesta segunda-feira (10) com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para discutir o assunto. “Acabo de sair do Supremo Tribunal Federal, onde participei de uma reunião para discutir a pauta da Segurança Pública. Participaram o Vice-Presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os 27 procuradores de estado do país. O momento é de união das instituições contra o crime organizado.” Mais cedo, Moraes — relator da ação que trata da atuação de forças de segurança em favelas — determinou a preservação das imagens das câmeras corporais usadas na recente megaoperação no Rio de Janeiro e suspendeu investigações contra as pessoas que removeram corpos da área de mata. Enquanto isso, no domingo (9), em cúpula de países latino-americanos e caribenhos junto à União Europeia, na Colômbia, Lula afirmou não haver “solução mágica para acabar com criminalidade”, e que a saída para o problema está em estrangular o financiamento do crime organizado e em eliminar o tráfico de armas. No mesmo evento, sem citar os Estados Unidos, o presidente criticou o uso de força militar no mar do Caribe, onde os americanos têm abatido barcos supostamente de facções criminosas transportando drogas. “Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais. Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional”, declarou.
Aleto discute ampliação da telefonia móvel em reunião com representantesda Anatel
Foto: Koro Rocha O presidente Amélio Cayres enfatizou que o crescimento econômico e social do Tocantins exige avanços tecnológicos O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), recebeu segunda-feira (10/11) uma comitiva da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para dialogar sobre a ampliação do acesso à telefonia móvel no Estado e para fortalecer a aproximação institucional entre os órgãos. Participaram da reunião a chefe da Assessoria de Relações Institucionais da Anatel, Dagma Caixeta, o substituto Bernardo Mendonça, o assessor Paulo Memória e o gerente da agência no Tocantins, Giuliano Quinan. Durante o encontro, os representantes da Anatel apresentaram informações sobre os desafios enfrentados na expansão da conectividade, especialmente em regiões remotas. Giuliano Quinan observou que a agência busca promover um acesso mais amplo aos serviços de telecomunicações e destacou a importância de legislações que facilitem a implantação de infraestrutura pelas operadoras. Dagma Caixeta também ressaltou que, por ser um estado extenso e ainda em fase de consolidação territorial, o Tocantins demanda esforços contínuos para ampliar a cobertura da telefonia. Ela lembrou que a conectividade está entre as principais necessidades relatadas pelos gestores estaduaisem encontros institucionais. O presidente Amélio Cayres enfatizou que o crescimento econômico esocial do Tocantins exige avanços tecnológicos que atendam igualmente as comunidades ribeirinhas, quilombolas, assentamentos e regiões afastadas. Ele destacou ainda a relevância do tema para o desenvolvimento do Estado e afirmou que a Aleto é parceira em iniciativas que contribuam para aexpansão das tecnologias. O encontro marcou o início de uma agenda de aproximação entre aAssembleia e a Anatel, reforçando o compromisso das instituições em acompanhar, de forma contínua, os desafios da expansão da telefonia e da internet no Tocantins. A expectativa é que esse diálogo permanente contribua para orientar futuras iniciativas legislativas, bem como para fortalecer a construção de soluções que ampliem o acesso à comunicação em todas as regiões do Estado do Tocantins.
Caiado apresenta ações de Goiás na COP30, em Belém (PA)
Governador Ronaldo Caiado participa de painéis e encontros, nesta terça-feira (11/11), durante 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, em Belém (PA). Fotos: Secom / Governo de Goiás Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas reúne lideranças mundiais de 198 países para definir ações e metas para reduzir efeito estufa O governador Ronaldo Caiado cumpre agenda nesta terça-feira (11/11) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). Durante o evento, o líder goiano vai apresentar as principais ações do Governo de Goiás voltadas à mitigação e adaptação climática. Entre os temas em destaque estão a produção de combustíveis limpos, com foco na descarbonização da mobilidade e da agroindústria; o potencial de exploração de terras raras; e o uso de tecnologia e ciência para impulsionar a agricultura sustentável. Caiado também participará de discussões sobre cooperação internacional de sistemas alimentares em contexto das mudanças do clima. A COP é o principal fórum decisório da Organização das Nações Unidas (ONU) para tratar das mudanças climáticas, reunindo líderes mundiais, cientistas, organizações e representantes da sociedade civil de 198 países para discutir e definir metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Caiado participa do evento ao lado da secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Andréa Vulcanis. A primeira agenda será às 9h30, em uma mesa redonda com o governador do Amazonas, Wilson Lima, e lideranças da Escócia e da África do Sul. O grupo discutirá estratégias de governos subnacionais para mitigação das mudanças climáticas. O governador vai apresentar resultados que colocam Goiás como referência nacional. Segundo dados da rede Mapbiomas, o estado registrou a maior redução no desmatamento do país em 2024: queda de 71,9% em relação ao ano anterior. Também será destaque o Sistema Ipê, que tornou Goiás a primeira federação brasileira a zerar a fila do licenciamento ambiental. Conservação remunerada Fotos: Secom / Governo de Goiás Programa Cerrado em Pé, que remunera produtores rurais pela preservação da vegetação nativa. A iniciativa protege mais de 15 mil hectares do bioma Outra iniciativa reconhecida é o Programa Cerrado em Pé, que remunera produtores rurais pela preservação da vegetação nativa. A iniciativa protege mais de 15 mil hectares do bioma. Por ano, são pagos R$ 664 por hectare a proprietários com nascentes degradadas, desde que se comprometam com a restauração, e R$ 498 por hectare aos demais participantes. Os investimentos no programa são superiores a R$ 4 milhões. Às 11 horas, Caiado integra debate sobre minerais críticos, bioenergia e investimentos em transição energética. O governador tratará da inserção de Goiás nas cadeias globais de energia limpa, por meio das terras raras, e das políticas públicas que fortalecem o ambiente de negócios no setor. Na área de mobilidade, o Governo de Goiás incentiva a renovação da frota do transporte coletivo com 1.200 veículos movidos a energia limpa — elétricos, a biometano e a diesel padrão Euro VI, de baixa emissão de poluentes. O Estado também concede benefícios fiscais a empresas de biogás e biometano, estimulando a transição para fontes renováveis e práticas sustentáveis. Às 14h30, Caiado se reúne com representantes da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) para apresentar e discutir a exploração de terras raras no estado. Por fim, às 15h20, está prevista a participação do governador na abertura oficial da Agrizone, espaço da Embrapa dedicado à ciência, tecnologia e cooperação internacional em agricultura sustentável.


