Pablo Marçal – Foto: Reprodução O coach e político Pablo Marçal afirmou durante uma palestra que Jair Messias Bolsonaro (PL-RJ) não venceria Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas Eleições de 2026, mesmo que pudesse disputá-las. Durante a palestra, Marçal declarou que o ex-presidente não seria capaz de derrotar o petista ‘com a máquina na mão’. Diante do seu público, Pablo Marçal foi categórico ao afirmar: “Na minha visão, Bolsonaro, mesmo elegível, ele voltando, ele perde. Toma um cacete do Lula. Porque Lula, voltando da cadeia, sem máquina na mão, ganhou dele. Agora, Lula trocando 35 ministros de tribunais superiores… Lula com a máquina na mão. Lula, na última eleição da vida dele, vai perder para o Bolsonaro? Vocês acham que perde?”, questionou o coach. Vale lembrar que Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e ficou em terceiro lugar no primeiro turno, sendo superado por Ricardo Nunes (MDB), que foi reeleito, e Guilherme Boulos (PSol). Filiado ao PRTB, o empresário chegou a pedir o apoio de Bolsonaro, que acabou não o apoiando. O ex-presidente, no entanto, apoiou Nunes, já que seu partido, o PL, integrava a administração do prefeito e defendeu a reeleição. Aliás, Marçal também já tentou se candidatar a presidência, mas ficou inelegível, assim como Bolsonaro.
Pablo Marçal afirma que Jair Bolsonaro levaria surra de Lula nas Eleições de 2026
Programa “Acredita Tocantins” reforça parceria entre Estado e União
O Tocantins recebeu, nesta quinta-feira (30/10), o lançamento do Programa Acredita no Primeiro Passo, “Acredita Tocantins” e do Programa Território de Desenvolvimento Social e Inclusão Produtiva, em uma solenidade no Palácio Araguaia, com a presença do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e do governador em exercício, Laurez Moreira. A iniciativa tem como objetivo gerar renda, ampliar oportunidades e fortalecer o empreendedorismo entre famílias de baixa renda no estado. O evento contou com a presença expressiva de autoridades federais, estaduais e municipais. Pela primeira vez, quase todos os 139 prefeitos tocantinenses participaram juntos de uma cerimônia no Palácio Araguaia, reforçando o engajamento das gestões locais em torno do desenvolvimento social e produtivo. A mobilização representou um marco de união entre o Governo do Estado, prefeituras e o Governo Federal na construção de políticas públicas voltadas à inclusão. O governador Laurez Moreira destacou o compromisso da gestão estadual em facilitar o acesso ao crédito e criar um ambiente favorável ao crescimento de pequenos negócios. “Eu sempre tive a preocupação de fazer com que o pequeno empreendedor tenha crédito para crescer a sua empresa, ampliar o estoque. Determinamos que cada secretaria do Estado trabalhe para que quem queira empreender tenha sua folha regularizada e encontre facilidade para desenvolver seu trabalho”, afirmou. O ministro Wellington Dias ressaltou que o Governo Federal está destinando ao Tocantins R$ 2 milhões para ações de proteção social e incentivo à produção local. Ele explicou que o programa busca substituir a entrega tradicional de cestas básicas por um modelo que permita às famílias, especialmente mulheres e comunidades indígenas, escolherem o que comprar. Também enfatizou a compra de produtos de pequenos produtores para abastecer programas sociais, fortalecendo a economia local e promovendo a circulação de recursos dentro das próprias comunidades. Durante o evento, o deputado federal Vicentinho Júnior destacou o papel das mulheres na agricultura familiar e citou o exemplo das quebradeiras de coco como símbolo de força e resistência no campo. Representando a bancada estadual, o deputado Eduardo Mantoan reforçou a importância do programa para a inclusão produtiva. “Estou muito feliz em participar desse momento que representa esperança e oportunidade para muitos tocantinenses. O Acredita Tocantins mostra que o governo acredita no potencial do nosso povo. O que eles querem é respeito e oportunidade para trabalhar, e é exatamente isso que o programa oferece: solução e suporte para que famílias cresçam com dignidade”, afirmou. Entre os beneficiários do programa estão empreendedores como Wesley, que há 16 anos mantém uma serralheria em Taquaralto e contou que o microcrédito do programa Base Tem tem sido essencial para comprar ferramentas e materiais. Outra beneficiária, produtora de hortaliças, pretende investir o crédito em irrigação para ampliar a produção e gerar mais renda. “A gente precisa acreditar que pode dar certo”, afirmou emocionada. Com previsão de alcançar cerca de 5 mil pessoas no Tocantins, o Acredita Tocantins promete fortalecer o desenvolvimento social e econômico do estado por meio da capacitação, do crédito acessível e do apoio direto a quem mais precisa.
Cerca de 50 militares da reserva foram beneficiados por esquema de fraude do césio-137, diz polícia
Foto: Divulgação/Polícia Civil Golpe causou prejuízos de cerca de R$ 1,7 milhão aos cofres públicos por meio de isenção de imposto de renda, de acordo com a polícia. Segunda fase da operação prendeu três advogados, um médico e um engenheiro Cerca de 50 militares da reserva foram beneficiados com isenção de imposto de renda a partir de laudos falsos de exposição ao césio-137 em 1987, o maior acidente radiológico do Brasil, segundo a Polícia Civil. A investigação identificou que o grupo criminoso, composto por advogados, médico, engenheiro e militar, causou um prejuízo aos cofres públicos de cerca de 1,7 milhão. “Conseguimos identificar o grupo de forma bem distinta. Havia um núcleo jurídico, um núcleo de captação, um núcleo de fraude e um núcleo de advogados laranjas”, explicou o delegado Leonardo Dias Pires. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Por isso, o g1 não conseguiu contato com a defesa deles até a última atualização desta reportagem. A Operação Césio 171 prendeu de forma temporária na manhã desta quinta-feira (30/10), três advogados, um médico e um engenheiro. Além disso, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Região Metropolitana de Goiânia. Em nota, a A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), informou que acompanha a investigação. “A OAB-GO reforça que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos”, pontuou a seccional. Ao g1, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) disse que já iniciou os procedimentos internos para a devida apuração dos fatos, no âmbito de sua competência legal. “Ressaltamos que a conduta ética e o respeito à legislação profissional são pilares inegociáveis do Sistema Confea/Crea, e qualquer desvio que configure infração ética será rigorosamente investigado e, comprovada a irregularidade, o profissional estará sujeito às penalidades previstas na legislação”, destacou o conselho. Como o esquema funcionava? Segundo a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), os benefícios eram obtidos por meio do ingresso de ações na Justiça, solicitando isenção de imposto de renda para pessoas que teriam sido vítimas do acidente radiológico. De acordo com o delegado, o grupo atuava em diferentes frentes. O núcleo de captação era formado por uma advogada e um militar da reserva, responsável por atrair outros militares e coletar documentos sob o pretexto de propor ações de isenção do Imposto de Renda. “Esse material era encaminhado ao núcleo de fraude, composto por um advogado e um médico, que adulteravam laudos e relatórios médicos”, afirmou. Com os documentos falsificados, o núcleo jurídico passava a utilizar advogados “laranjas”, que emprestavam senhas e tokens para o ajuizamento das ações no Judiciário. Entre os investigados, está um engenheiro. “Ele atuava tanto no núcleo jurídico quanto assessorando o núcleo de falsificação, fazendo uma espécie de controle de qualidade das fraudes”, ressaltou o delegado. O investigador destacou que o núcleo jurídico cobrava três parcelas do valor que o cliente deixaria de pagar em imposto de renda, além de cobrar pela coleta do material biológico. A Polícia Civil também apreendeu fios de cabelo e outros materiais biológicos que, supostamente, seriam enviados para um laboratório nos Estados Unidos. “Descobrimos que o material nunca foi encaminhado. Ele era apenas coletado, e os laudos eram forjados”, disse Leonardo. Agora, a polícia investiga a conduta de cada um dos militares beneficiados. Até o momento, não é possível afirmar se todos tinham conhecimento da fraude. Primeira fase da investigação A primeira fase da investigação, a partir da Operação Fraude Radioativa, ocorreu em 26 de setembro de 2024, com três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão. Inicialmente, a polícia encontrou mais de 100 processos judiciais com o uso de documentos falsos. Segundo a Polícia Civil, nesta primeira fase foram identificados três segmentos da associação criminosa: Captação de clientes que trabalharam durante o período do acidente com o Césio-137; Advogados responsáveis por ingressar com as ações judiciais; Advogados que cederam suas senhas de acesso ao sistema judicial para que as ações fossem protocoladas. De acordo com o delegado, a primeira fase da operação foi iniciada de maneira ágil para evitar um prejuízo maior ao cofre público, que poderia chegar a R$ 79 milhões.Já a segunda, teve como objetivo “responsabilizar todos os indivíduos identificados como integrantes do grupo criminoso”. Nota da OAB Goiás A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), por meio do Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP), acompanha, nesta quinta-feira (30), a Operação Césio 171, que apura o suposto envolvimento de advogados. A Seccional esclarece que apura todas as infrações que chegam ao seu conhecimento, tomando as medidas cabíveis para defender a dignidade da advocacia, sempre respeitando o amplo direito de defesa e o contraditório. A OAB-GO reforça que esse acompanhamento visa resguardar as prerrogativas profissionais e fiscalizar o cumprimento dos preceitos éticos da advocacia. Por fim, informa que não comenta eventuais prisões ou condenações de seus inscritos. Nota do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO), no cumprimento de seu papel de fiscalizador e orientador do exercício profissional, vem a público manifestar-se a respeito da notícia da prisão de um engenheiro pela Polícia Civil. O Crea-GO informa que acompanha o caso com atenção e que já iniciou os procedimentos internos para a devida apuração dos fatos, no âmbito de sua competência legal. Ressaltamos que a conduta ética e o respeito à legislação profissional são pilares inegociáveis do Sistema Confea/Crea, e qualquer desvio que configure infração ética será rigorosamente investigado e, comprovada a irregularidade, o profissional estará sujeito às penalidades previstas na legislação. O Conselho reforça seu compromisso com a sociedade goiana em zelar pela qualidade e segurança dos serviços prestados por profissionais e empresas registradas. A atuação do Crea-GO visa garantir que o exercício da Engenharia, Agronomia e das demais profissões do Sistema seja pautado pela técnica, ética e responsabilidade. O Crea-GO se coloca à disposição das autoridades competentes para colaborar
Tocantins: Pacientes oncológicos podem buscar a UPA para tratar quadros agudos
Contatos: Kamilla Araújo (61) 99136-6886 e Cárita Bezerra (63) 99253-1891 Em geral, pacientes que estão em tratamento contra o câncer possuem dúvidas sobre quando e se é possível buscar atendimento no pronto atendimento convencional Araguaína (TO) – No mês em que as atenções estão voltadas para o diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo de útero, muitos pacientes que já estão em tratamento oncológico buscam espaços seguros para tratar as doenças do dia a dia, como, por exemplo, os quadros infecciosos. Diante disso, vale ressaltar que unidades de pronto atendimento (UPAs) são, sim, espaços seguros para buscar atendimento, como reforça o Dr. João Paulo Suleiman, diretor técnico da UPA de Araguaína, gerida pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC). “Em geral, pacientes que estão em tratamento quimioterápico têm a imunidade mais frágil, como efeito do próprio tratamento, e ficam mais suscetíveis a doenças do dia a dia, como gripes, por exemplo, por isso a preocupação em buscar tratamento em espaços seguros”, pontua. Segundo ele, isso acontece porque ainda existe um tabu de que os prontos atendimentos não estão preparados para receber este paciente em situações mais corriqueiras. “O paciente oncológico é um paciente como outro paciente e que deve ser analisado em sua individualidade. Portanto, sim, a UPA é um local seguro para que ele busque ajuda em quadros agudos”, explica. O que o paciente deve informar na consulta? Suleiman enfatiza que, no ato da triagem, o paciente deve comunicar ao atendente que faz tratamento oncológico. “Essas informações ajudam o clínico no contexto da consulta e na própria conduta de tratamento”, afirma. Além disso, o diretor técnico relata que, em muitos casos, este paciente vai ter um grau de prioridade diferente dos demais. Também é importante se atentar aos cuidados que este paciente deve ter ao se dirigir a um pronto atendimento. “O uso de máscara de proteção individual é obrigatório, considerando que o paciente oncológico convive ou frequenta espaços com outras pessoas. Essa proteção tem que fazer parte do seu dia a dia, então, em um pronto atendimento, não seria diferente”, destaca. Converse com o médico de confiança Outra dica que o médico oferece é a de que o paciente converse com o oncologista que o acompanha, a fim de buscar orientação e segurança sobre todos os assuntos que envolvem o contexto de saúde. “É perfeitamente compreensível a insegurança dos pacientes e as dúvidas quando o assunto é o tratamento de outras doenças. E, por isso, a orientação e o contato direto do médico que tem um vínculo estabelecido com o paciente são fundamentais”, finaliza.
Pesquisa: Celina Leão e Arruda lideram cenários para o governo do DF
Foram ouvidas 1.506 pessoas no Distrito Federal entre os dias 23 e 27 de outubro A vice-governadora Celina Leão (PP) e o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) lideram cenários de primeiro turno na disputa pelo governo do Distrito Federal em 2026. É o que aponta levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (30/10). Foram ouvidas 1.506 pessoas no Distrito Federal entre os dias 23 e 27 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Embora seu nome conste na pesquisa, Arruda — que chefiou o DF entre 2007 e o início de 2010, quando foi preso — está inelegível. Na quarta-feira (29/10), o STJ (Superior Tribunal Justiça) decidiu manter a condenação do ex-governador por improbidade administrativa em um dos processos da Operação Caixa de Pandora. No primeiro cenário testado pelo levantamento, Celina tem 32,2% das intenções de voto, seguida de perto por Arruda, que marca 29,8%. Na sequência, surge o presidente do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), Leandro Grass (PT), com 11,8%. O presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Ricardo Cappelli (PSB), pontua 6,4%. Por fim, a deputada distrital Paula Belmonte (Cidadania) assinala 6,0%. Votos em branco, nulos e nenhum somam 8,6%. Outros 5,0% não souberam ou não responderam. Em um cenário com menos eventuais candidatos, Celina tem 36,9%, e Arruda, 32,7%. Grass completa a relação, com 14,5%. Votos em branco, nulos e nenhum são 10,3%. Outros 5,6% não souberam ou não responderam. O levantamento desta quinta-feira também avaliou três cenários de segundo turno. Confira os detalhes abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=-SaniqrX3h8 Segundo turno
O Grande Debate: Megaoperação no Rio foi bem ou malsucedida?
Povernadores Ronaldo Caiado de Goiás e Renato Casagrande, do Espírito Santo O governador de Goiás Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou nesta quarta-feira (29/10) que viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30), acompanhado de uma comitiva de governadores, para demonstrar apoio ao governo fluminense após a megaoperação policial contra a facção Comando Vermelho (CV). O chefe do Executivo goiano colocou as tropas goianas à disposição do governo do Rio de Janeiro para apoiar operações de segurança no estado. Caiado afirmou que a decisão ocorre diante da falta de apoio federal e do agravamento da crise de violência no Rio. Segundo a coluna do jornalista Gerson Camarotti, do g1, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também ofereceu suporte ao Rio de Janeiro. “O presidente Lula simplesmente disse que não vai autorizar tropa para fazer esse combate no Rio de Janeiro. Então, qual é a alternativa do governador Cláudio Castro? É entregar o comando do estado para as facções”, disse Caiado à reportagem. Governadores de direita articulam reunião sobre segurança Segundo Caiado, governadores de direita vão se reunir ainda nesta quarta-feira (29), por videoconferência, para discutir estratégias conjuntas de combate ao crime organizado. O movimento ocorre após uma das operações policiais mais letais da história do Rio de Janeiro. “Vamos ser realistas. Sessenta por cento da população está preocupada com a violência. Nós vivemos em um estado de guerra, a dominação do narcotráfico em grande parte do território”, afirmou o governador. Ele também criticou o que chamou de “ingenuidade” no enfrentamento da criminalidade.“Não se pode acreditar que você deve chegar com flores no Complexo do Alemão e isso vai resolver o problema”, ressaltou Operação reacende tensão entre Rio e governo federal A megaoperação realizada na terça-feira (28/10) nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, resultou em mais de 60 mortes, entre elas quatro policiais. Segundo o governo fluminense, a ação visava integrantes do Comando Vermelho, organização que domina grande parte da região. Nesta quarta-feira (29/10) moradores levaram 55 corpos até uma praça na Penha, número que ainda não consta no balanço oficial da Polícia Militar. O episódio reacendeu o confronto político entre o governo estadual e o Palácio do Planalto, após o governador Cláudio Castro (PL) afirmar que o “Rio está sozinho” no enfrentamento ao crime. Governo federal nega omissão e cita cooperação Em resposta, os Ministérios da Justiça e da Defesa divulgaram nota afirmando que mantêm apoio institucional e troca de informações de inteligência com o estado do Rio de Janeiro. Apesar da declaração, o episódio evidenciou divergências na condução da política de segurança pública e impulsionou a articulação de governadores conservadores em torno de uma agenda comum.
Goiás Social e OVG mobilizam escolas públicas para a tradicional distribuição de brinquedos do Natal do Bem
Fotos: Diego Canedo Ação convida estudantes e famílias para o evento de entrega de presentes, que será realizado no dia 7 de dezembro, no Ginásio Goiânia Arena. Iniciativa celebra o espírito natalino com alegria, cultura e solidariedade O clima de Natal já começa a se espalhar pelas escolas públicas de Goiânia. Equipes da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e do Goiás Social estão percorrendo as unidades de ensino em uma grande mobilização do Natal do Bem 2025, etapa que antecede a tradicional entrega de brinquedos. A ação leva informações e convites às comunidades escolares para o evento, que acontece no dia 7 de dezembro, a partir das 8 horas, no Ginásio Goiânia Arena. Realizado pelo Governo de Goiás – com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da Secretaria Municipal de Educação (SME) – o trabalho busca envolver crianças e adolescentes e suas famílias em um dos momentos mais esperados do ano. Até agora, 268 escolas já receberam as equipes, alcançando 74.345 estudantes. A meta é visitar todas as 473 unidades previstas, garantindo que cada criança seja convidada a viver essa grande festa natalina. “Queremos que cada criança viva a magia do Natal, que sinta alegria e esperança. Este é um momento de carinho e solidariedade que transforma vidas”, destaca a presidente de honra da OVG e coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado. Desde o início da mobilização, dia 20 de outubro, dez equipes percorrem diariamente as escolas da capital e região. Em apenas quatro dias, mais de 260 instituições foram visitadas, um esforço conjunto que tem promovido a ampla divulgação da festa e o engajamento de professores, gestores e famílias. “A união das escolas é essencial para que todas as crianças tenham acesso a esse momento tão especial, que reforça o compromisso do Governo de Goiás com a infância e a inclusão social”, complementa Gracinha. Brinquedos e alegria A edição 2025 da tradicional distribuição de brinquedos do Natal do Bem promete uma programação cheia de encantamento. Serão distribuídos 20 mil brinquedos na capital, entre bolas de futebol e vôlei, bonecas, carrinhos, kits cozinha e jogos de tabuleiro. A festa contará ainda com apresentações culturais, presença do Papai e da Mamãe Noel, além de pipoca, algodão doce e sorteios de bicicletas doadas por parceiros da OVG e do Goiás Social. Fotos: Diego Canedo Esforço conjunto promove ampla divulgação da festa de entrega de brinquedos do Natal do Bem, com engajamento de professores, gestores e famílias Com investimento total de R$ 26,8 milhões, o Governo de Goiás garante a compra e distribuição de 665 mil brinquedos em todo o Estado, contemplando os 246 municípios goianos. Desde 2019, o programa já entregou mais de 3,2 milhões de presentes, somando R$ 72 milhões em investimentos. Mais do que uma simples entrega de presentes, o Natal do Bem é um gesto de amor, partilha e esperança. A cada sorriso, renasce o verdadeiro espírito natalino, lembrando que a solidariedade também se aprende, se vive e se multiplica.
Caiado oferece tropas de Goiás ao Rio para combater onda de crimes
Imagens: Secom / Governo de Goiás “O presidente Lula simplesmente disse que não vai autorizar tropa para fazer esse combate no Rio de Janeiro. Então, qual é a alternativa do governador Cláudio Castro? É entregar o comando do estado para as facções”, disse Caiado à reportagem O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), anunciou nesta quarta-feira (29/10) que viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30/10), acompanhado de uma comitiva de governadores, para demonstrar apoio ao governo fluminense após a megaoperação policial contra a facção Comando Vermelho (CV). O chefe do Executivo goiano colocou as tropas goianas à disposição do governo do Rio de Janeiro para apoiar operações de segurança no estado. Caiado afirmou que a decisão ocorre diante da falta de apoio federal e do agravamento da crise de violência no Rio. Segundo a coluna do jornalista Gerson Camarotti, do g1, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), também ofereceu suporte ao Rio de Janeiro. “O presidente Lula simplesmente disse que não vai autorizar tropa para fazer esse combate no Rio de Janeiro. Então, qual é a alternativa do governador Cláudio Castro? É entregar o comando do estado para as facções”, disse Caiado à reportagem. Governadores de direita articulam reunião sobre segurança Segundo Caiado, governadores de direita vão se reunir ainda nesta quarta-feira (29/10), por videoconferência, para discutir estratégias conjuntas de combate ao crime organizado. O movimento ocorre após uma das operações policiais mais letais da história do Rio de Janeiro. “Vamos ser realistas. Sessenta por cento da população está preocupada com a violência. Nós vivemos em um estado de guerra, a dominação do narcotráfico em grande parte do território”, afirmou o governador. Ele também criticou o que chamou de “ingenuidade” no enfrentamento da criminalidade.“Não se pode acreditar que você deve chegar com flores no Complexo do Alemão e isso vai resolver o problema”, ressaltou Operação reacende tensão entre Rio e governo federal Foto: Reuters Operação policial no Rio de Janeiro – 28 de outubro de 2025 A megaoperação realizada na terça-feira (28/10) nas comunidades da Penha e do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, resultou em mais de 60 mortes, entre elas quatro policiais. Segundo o governo fluminense, a ação visava integrantes do Comando Vermelho, organização que domina grande parte da região. Nesta quarta-feira, moradores levaram 55 corpos até uma praça na Penha, número que ainda não consta no balanço oficial da Polícia Militar. O episódio reacendeu o confronto político entre o governo estadual e o Palácio do Planalto, após o governador Cláudio Castro (PL) afirmar que o “Rio está sozinho” no enfrentamento ao crime. Governo federal nega omissão e cita cooperação Em resposta, os Ministérios da Justiça e da Defesa divulgaram nota afirmando que mantêm apoio institucional e troca de informações de inteligência com o estado do Rio de Janeiro. Apesar da declaração, o episódio evidenciou divergências na condução da política de segurança pública e impulsionou a articulação de governadores conservadores em torno de uma agenda comum.
Caiado vai ao Rio de Janeiro e oferece apoio das forças de segurança de Goiás
Caiado viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30/10), acompanhado de uma comitiva de governadores, para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro – Fotos: Secom Após operação contra o Comando Vermelho, governador afirma que crime organizado é ameaça nacional; quatro criminosos ligados à facção e foragidos de Goiás foram mortos na ação O governador Ronaldo Caiado anunciou que viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30/10), acompanhado de uma comitiva de governadores, para demonstrar apoio ao governo fluminense após a megaoperação policial contra a facção Comando Vermelho (CV). A articulação foi feita pelo próprio Caiado durante uma videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira (29) com os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Mauro Mendes (MT). Na reunião virtual com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, os chefes do Executivo estaduais declararam solidariedade às forças de segurança e à população fluminense. “Estaremos no Rio de Janeiro para prestar solidariedade ao governador Cláudio Castro e apoiar as forças de segurança do estado”, afirmou Caiado. Segundo ele, outros governadores também estão sendo convidados a integrar a comitiva. Caiado reforçou que o avanço do narcotráfico precisa ser enfrentado de forma conjunta pelos estados. “A ação do Comando Vermelho ultrapassa as fronteiras do Rio e impacta a segurança pública em todo o país. Esse é um problema nacional”, declarou. Ele também voltou a criticar o governo federal, acusando o presidente Lula de omissão no combate ao crime organizado. “Vivemos um estado de guerra, com a dominação do narcotráfico sobre parte do território nacional e a conivência do governo federal”, disse. Para o governador, os ataques de facções deveriam ser enquadrados como terrorismo no Brasil. Caiado afirmou ainda que as forças de segurança de Goiás estão à disposição do governo fluminense. “Cláudio Castro terá o que precisar. Estamos prontos para apoiar os policiais que enfrentam na linha de frente esses criminosos”, declarou. As falas ocorreram durante agenda oficial do governador em São Paulo, onde está desde terça-feira (28/10). A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou que quatro criminosos ligados ao Comando Vermelho, que atuavam em Goiás e eram foragidos da Justiça, foram mortos no Rio de Janeiro durante a megaoperação. Os mortos foram identificados como Éder Alves de Souza, Marcos Vinicius da Silva Lima, Adan Pablo Alves de Oliveira e Rafael Resende Ferreira.
Rui Costa pede reunião de emergência com governador do Rio para tratar de segurança
O ministro da Casa Civil Rui Costa pediu reunião de emergência com governador do Rio Foto: José Cruz/Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com o ministro da Casa Civil na manhã desta quarta-feira (28/10) para discutir a operação no Rio de Janeiro BRASÍLIA DF– O ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, vão ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira (29/10) para uma reunião de emergência com o governador do Estado, Cláudio Castro (PL). O encontro foi solicitado por Rui Costa em contato com o governador. O pedido para realização da reunião no Rio ocorreu após uma sequência de troca de acusações. Castro disse nesta terça que estava conduzindo sozinho a questão por falta de apoio do governo federal. O ministro da Justiça reagiu dizendo que a competência para atuar no caso era mesmo do governo estadual. Operação policial para conter ações da organização criminosa Comando Vermelho no Rio resultou em 64 mortes. O pedido de encontro com o governador veio após reunião de emergência realizada no Palácio do Planalto nesta terça-feira (28/10) sob o comando do presidente em exercício, Geraldo Alckmin. Estiveram presentes os seguintes ministros: Rui Costa, Casa Civil; Gleisi Hoffmann, Secretaria de Relações Institucionais; Jorge Messias, Advocacia-Geral da União; Macaé Evaristo, Direitos Humanos; e Sidônio Palmeira, Secretaria de Comunicação Social. As informações foram divulgadas pela Casa Civil em nota na noite desta terça-feira, 28 de outubro. O governo reiterou que “não houve qualquer consulta ou pedido de apoio” por parte da gestão de Cláudio Castro para a operação contra o Comando Vermelho nesta terça-feira. “Durante a reunião, as forças policiais e militares federais reiteraram que não houve qualquer consulta ou pedido de apoio, por parte do governo estadual do Rio de Janeiro, para realização da operação”, afirmou a Casa Civil. O governo federal também comunicou ao governador Cláudio Castro que há disponibilidade de vagas em presídios federais para receber presos. Castro disse, no início da noite desta terça, que as forças policiais identificaram criminosos que, de dentro de presídios no Rio, estavam articulando as respostas do crime organizado à operação realizada hoje pelas forças de segurança. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) do Ministério da Justiça, confirmou em nota divulgada nesta terça-feira, 28, que o governo do Rio de Janeiro solicitou a transferência de 10 presos de alta periculosidade. Segundo a pasta, a medida depende de autorização judicial e será atendida assim que os trâmites legais forem concluídos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir com o ministro da Casa Civil na manhã desta quarta-feira (28/10) para discutir a operação no Rio de Janeiro. Segundo fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast, Lula e Rui conversaram por telefone assim que o presidente pousou em Brasília (DF), após chegar de viagem de Kuala Lumpur, na Malásia.


