Em vídeo nas redes sociais, Mauro Caputti Mattosinho, piloto que trabalhou para uma empresa de táxi aéreo que prestava serviços de voo para Beto Louco e Primo, voltou a falar de dois nomes influentes no mundo político [Ciro Nogueira e Antônio Rueda]
Com as atenções voltadas para o caso envolvendo o Banco Master na Polícia Federal, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como ‘Primo’, e Roberto Augusto Leme da Silva, o ‘Beto Louco’, acusados de serem o elo do PCC com a Faria Lima na Operação Carbono Oculto, buscam fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo que pode causar uma hecatombe no mundo político em pleno ano eleitoral. Foragidos, Beto Louco e Primo estariam negociando, por meio dos advogados, com os investigadores um acordo. Para mostrar que estão dispostos a entregar todo o esquema, eles teriam apresentado documentos, mensagens de celular e comprovantes de pagamento que provariam que pagaram mais de R$ 400 milhões em propina a autoridades e políticos entre 2022 e 2024. Segundo informações divulgadas por Andreia Sadi, em seu blog do G1, a propina seria para evitar cassação de licenças do grupo Refit, de Ricardo Magro, o maior devedor de impostos do Brasil. Segundo a PF, o grupo usava a estrutura no setor de combustíveis para lavar dinheiro da facção criminosa.
Ciro Nogueira e Antonio Rueda
Nesta quarta-feira (28/1), em vídeo nas redes sociais, Mauro Caputti Mattosinho, piloto que trabalhou para uma empresa de táxi aéreo que prestava serviços de voo para Beto Louco e Primo, voltou a falar de dois nomes influentes no mundo político que, segundo ele, sumiram do noticiário. Em entrevistas e à PF, Mattosinhos – como ficou conhecido – relatou que teria levado os dois supostos membros do PCC para encontro e entrega de dinheiro a políticos. “O primeiro deles é o senador Ciro Nogueira, conhecido porta-voz do mercado financeiro no Senado. Como relatei em testemunho oficial à polícia, ele foi mencionado por Beto Louco como sendo destinatário de uma sacola de dinheiro que eu transportei em um voo que eu pilotei. E isso não é acusação, são fatos que eu testemunhei presencialmente e precisam ser investigados. embarque em Brasília, eu ouvi o Roberto Leme, perguntando se tava tudo certo com o Ciro, se o Ciro já estava os aguardando”, diz. Após mencionar o presidente nacional do PP e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), Mattosinhos lembra de Antonio Rueda, presidente do União Brasil, siga que faz parte da federação com os progressistas. “O segundo nome é Antônio Rueda que, segundo informações do próprio gestor da empresa de aviação, estava despejando milhões e milhões de dólares na compra de aviões e até um hangar próprio. Tudo no mesmo esquema de propriedade oculta do ecossistema da Reag e do Banco Master, tendo menções inclusive de que parte do dinheiro viria do BRB”, emenda, cobrando investigação sobre as duas figuras políticas.
“Esses dois nomes têm que ser investigados pela Polícia Federal, pelo parlamento e pela grande mídia. E quando a mídia escolhe escolher personagens, quem perde não é só a verdade, é a democracia e quem ganha é o crime”, conclui.
— Revista Fórum (@revistaforum) January 29, 2026



