
Martha Graeff divulgou uma nota na tarde desta terça-feira (17/3), na qual dizia estar à disposição sas autoridades brasileiras para prestar esclarecimentos
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (18/3) um requerimento para convocar a ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a empresária e influenciadora, Martha Graeff. O requerimento, realizado pelo relator Alessandro Vieira (MDB-SE), defendeu a convocação da influenciadora como testemunha “por ser apontada, segundo os elementos informativos colhidos no âmbito da investigação, como interlocutora frequente e destinatária de relatos feitos por Daniel Vorcaro ao longo de período relevante das apurações”. Para Vieira, as mensagens trocadas entre Vorcaro e Martha mencionando um encontro com “Alexandre Moraes” levantam “questionamentos”. Os diálogos não deixam claro se se tratava do ministro do STF Alexandre de Moraes. Na época, a CNN procurou o gabinete do ministro para comentar o caso, mas não obteve resposta até o momento. “O caráter informal do encontro — descrito durante um feriado, na vizinhança da residência do banqueiro — levanta questões que só podem ser esclarecidas mediante depoimento: tratava-se de uma visita de natureza social? Havia pauta institucional envolvida? Martha Graeff recebeu esse relato em tempo real e pode contribuir decisivamente para a reconstrução do contexto em que ele foi feito”, pontuou no requerimento.
Contato
A CNN entrou em contato com Martha nesta quarta-feira (18/3). O espaço está aberto. Martha Graeff divulgou uma nota na tarde desta terça-feira (17/3), na qual dizia estar à disposição sas autoridades brasileiras para prestar esclarecimentos. A nota foi divulgada por neio de seu advogado, Lucio de Constantino, que respondeu a informação de que a PF apura se ele teria transferido seu patrimonio para ela com o objetivo de blindá-lo. “A Sra. Martha não possui imóveis, automóveis ou depósitos de valores decorrentes do relacionamento com o Sr. Daniel Vorcaro. Também não tem conhecimento sobre a existência de algum Trust que lhe envolva, seja nos Estados Unidos ou em qualquer outro país”, afirma. O advogado disse ainda na nota que Graeff tem “carreira reconhecida internacionalmente, a Sra. Martha trabalha nos Estados Unidos, onde mora há quase 20 anos” e que “ declara integralmente seu patrimônio em seu tax return (equivalente ao Imposto de Renda no Brasil), registro que demonstra claramente não ter havido nenhum aumento patrimonial em decorrência desse relacionamento”.


