Aeronave AWACS atingida em base saudita; ataque deixou 12 militares americanos feridos, 2 em estado grave. Foto: UGC/AFP
Veja imagens do avião militar dos EUA de R$ 1,4 bilhão destruído por ataque do Irã na Arábia Saudita
Imagens divulgadas neste domingo (29/3) e verificadas pela AFP trazem um novo desdobramento do conflito entre Estados mostram uma aeronave americana modelo E-3 Sentry (AWACS), destruída após um ataque à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. O avião é usado em missões de espionagem e vigilância. O ataque feriu 12 militares dos EUA, deixando 2 em estado grave. Segundo a Força Aérea estadunidense, o custo do avião está em torno dos US$ 270 milhões, o equivalente a R$ 1.414.476,00 (considerando o dólar a R$ 5,23). O episódio havia sido inicialmente revelado na sexta-feira, 27, pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal, que relataram, com base em autoridades americanas, que um ataque iraniano com mísseis e drones feriu militares dos EUA.

Imagens verificadas mostram aeronave AWACS atingida em base saudita; ataque deixou 12 militares americanos feridos, 2 em estado grave. Foto: UGC/AFP
Na ocasião, as informações indicavam também danos a aeronaves de reabastecimento KC-135, mas não havia confirmação visual da extensão total dos estragos. O E-3 Sentry, conhecido como AWACS, é uma plataforma essencial de comando e controle aéreo, equipada com radar de longo alcance capaz de monitorar alvos a centenas de quilômetros e coordenar operações militares em tempo real. Aeronaves desse tipo funcionam como centros de vigilância e gestão do espaço aéreo, sendo fundamentais para operações de guerra modernas. O ataque à base saudita foi descrito como uma das falhas mais significativas das defesas aéreas americanas desde o início da guerra, há cerca de um mês. Embora a maioria dos projéteis iranianos venha sendo interceptada, a combinação de mísseis balísticos e drones, especialmente modelos de baixo custo e difícil neutralização, tem conseguido, em alguns casos, superar os sistemas de defesa. O episódio ocorre em meio à escalada do conflito, marcada por bombardeios americanos e israelenses contra alvos no Irã e no Líbano, e por ataques de retaliação iranianos contra bases dos EUA na região. Ao mesmo tempo, o governo do presidente Donald Trump alterna entre ameaças de intensificação militar e declarações sobre negociações de paz em andamento, cuja efetividade é contestada por Teerã.



