O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou a jornalistas neste domingo (22.fev.2026) em Nova Délhi, na Índia
“Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, declarou Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (22.fev.2026) que pretende levar representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda para a reunião que terá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, o objetivo é estruturar uma cooperação mais ampla no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas, à lavagem de dinheiro e ao crime organizado internacional. Lula disse que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos 3 vezes e que o Brasil enviou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados. Citou como exemplo um caso envolvendo contrabando de combustíveis e afirmou que o governo brasileiro encaminhou informações detalhadas sobre suspeitos que estariam nos Estados Unidos da A mérica EUA). “Eu não quero recebê-los. Eu quero prendê-los”, declarou, ao rebater questionamento de jornalista sobre eventual pedido de repatriação de brasileiros. Segundo o presidente, a intenção é que pessoas investigadas por crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça. O presidente afirmou que levará integrantes da cúpula do governo para discutir o tema “de forma estruturada”. “Vou levar minha Polícia Federal, meu ministro da Justiça, a Receita. Eles levam o FBI, a CIA, o Departamento de Justiça deles”, declarou. Também mencionou a participação do Ministério da Fazenda nas tratativas. Lula classificou o crime organizado como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com atuação em diversos países e infiltração em diferentes esferas da sociedade. “Tem braço no poder Judiciário, tem braço no futebol, tem braço na política, tem braço no empresariado”, afirmou. Segundo ele, o Brasil já criou estruturas específicas para reforçar o combate a ilícitos na fronteira amazônica, com cooperação entre países vizinhos, e está disposto a ampliar a articulação com os EUA. O presidente disse que a pauta da reunião com Trump não se limita a minerais críticos ou tarifas comerciais, mas que a cooperação na área de segurança é um dos pontos centrais. Afirmou estar “muito otimista” com o encontro e defendeu uma relação “altamente civilizada, altamente respeitosa” entre os 2 países. Para Lula, o combate ao crime organizado é uma área em que Brasil e Estados Unidos podem atuar conjuntamente. “Se tem uma coisa que nós precisamos trabalhar juntos é no combate ao narcotráfico, ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro”, declarou. As declarações foram dadas durante entrevista ao fim de visita oficial à Índia. Lula já está na Índia desde 5ª feira (19.fev). Ele se encontrou oficialmente com Modi no sábado (21.fev). Também participou de um fórum sobre inteligência artificial e realizou 3 reuniões bilaterais com outros líderes presentes no evento. Foram eles: Emmanuel Macron (França), Anura Kumara Dissanayake (Sri Lanka) e Andrej Plenković (Croácia). O petista conversou também com o CEO do Google, Sundar Pichai. Neste domingo (22.fev), Lula embarca para Seul, na Coreia do Sul, onde se reúne com o presidente Lee Jae Myung e com executivos de grandes empresas sul-coreanas. Retornará ao Brasil no dia 24.


