Moraes decretou a prisão preventiva do contador Whashington Travassos de Azevedo – Crédito: Luiz Silveira / STF)
Mais de 1.800 pessoas, entre ministros e familiares, tiveram dados sigilosos roubados, segundo as investigações da Polícia Federal. Segundo as investigações, os dados foram roubados das declarações do Imposto de Renda (IR) de mais de 1.800 pessoas
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou a prisão preventiva do contador Whashington Travassos de Azevedo, por suspeita de ser um dos mandantes da organização criminosa que vendeu dados sigilosos de ministros e de outras autoridades. Segundo as investigações, os dados foram roubados das declarações do Imposto de Renda (IR) de mais de 1.800 pessoas. A prisão do contador foi decretada no 13 de março, mas se tornou pública só neste sábado (22/3). O homem está preso no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações da Polícia Federal (PF), a quadrilha roubou dados de 1.819 pessoas, incluindo familiares dos ministros, como por exemplo, da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes. Senadores, deputados federais e ex-governadores também tiveram seus dados roubados. Agora, a investigação quer saber se os dados vazados das autoridades foram vendidos. Durante as investigações a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. Entre os investigados estão servidores públicos do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e também da própria Receita Federa (RF). Segundo depoimento à PF, o contador confirmou que realizou os downloads dos arquivos e que as informações seriam entregues para um intermediário, que não foi revelado o nome, que tinha o interesses nos dados dos ministros e de seus familiares.


