Operação do Fisco Estadual e da Polícia Civil continua em andamento para identificar os responsáveis pelo esquema de sonegação fiscal em frigoríficos e comércio de carnes – Fotos: Polícia Civil
Ação conjunta do Fisco Estadual e da DOT cumpriu mandados em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Nova Veneza contra grupo suspeito de usar empresas de fachada
O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Economia, do Fisco Estadual e da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), deflagrou nesta terça-feira (11/2) esquema de sonegação fiscal no setor frigorífico e no comércio de carnes, em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Nova Veneza. A Operação Cash Cow apurou prejuízo estimado em R$ 190 milhões aos cofres públicos estaduais.
Fotos: Polícia Civil

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos três municípios. O grupo investigado é suspeito de utilizar terceiros como sócios formais das empresas, os chamados laranjas, para ocultar os verdadeiros proprietários e dissimular a movimentação de patrimônio. Além da fraude fiscal, as investigações apontaram a existência de associação criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações tiveram início na Secretaria da Economia, por meio da Coordenação do Agronegócio da Gerência de Fiscalização Integrada, onde identificaram movimentação atípica com aquisição de 80 mil cabeças de gado para abate em um ano, e, também na Gerência de Inteligência Fiscal.
Fotos: Polícia Civil

Entre os indícios de sonegação, estão a existência de declaração de impostos e interposição de empresas para não repassar os recursos para o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra). “A suspeita é que essas empresas eram constituídas com a finalidade de não pagar os impostos e concorrer deslealmente no mercado oferecendo preço mais competitivo em função da sonegação fiscal”, explica o subsecretário da Receita Estadual de Goiás, Wayser Luiz Pereira. A operação ainda está em andamento. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse os R$ 190 milhões. “Vamos apurar se existem outras omissões de saída da comercialização de carne para que o imposto devido retorne aos cofres públicos”, destaca Wayser.
Fotos: Polícia Civil

Com o material apreendido, será possível “identificar quem são os reais proprietários dessas empresas, qual o real montante sonegado, que pode ser valor maior do que o apurado até agora e responsabilizar os reais proprietários”, ressalta o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), Alexandre Alvim Lima.



