Foto / Imagem: Assessoria Parlamentar da Alego
p/ Gilson Romanelli
” As pesquisas, que sempre foram o norte de Caiado, devem confirmar o que os bastidores já sussurram: o nome que traz o equilíbrio entre a capital e o interior, entre o político e o social, é o de Bruno”
Se existe uma marca registrada na gestão de Ronaldo Caiado e sua equipe estratégica — capitaneada por nomes como Gean de Carvalho — é o pragmatismo guiado por números. O grupo governista não joga no escuro; cada movimento no tabuleiro político goiano é precedido por pesquisas rigorosas. Foi assim com a escolha bem-sucedida de Sandro Mabel para a Prefeitura de Goiânia em 2024, e o roteiro parece se repetir agora na sucessão estadual de 2026. Com a iminente candidatura do Vice-Governador Daniel Vilela ao comando do Estado, o cenário que se desenha não permite amadorismo. Vilela enfrentará uma disputa que promete ser acirrada, possivelmente contra um ex-governador de quatro mandatos e um senador do núcleo duro bolsonarista. Diante de gigantes, a pergunta que ecoa nos corredores do Palácio das Esmeraldas é: quem é o vice ideal para dar musculatura à chapa? Muito se especula sobre nomes técnicos e políticos: Adriano Rocha Lima, Zé Mário Schreiner, Gustavo Mendanha ou até uma representação do segmento evangélico Luiz do Carmo. No entanto, todas as projeções e conjecturas políticas acabam convergindo para um único ponto: o Presidente da Assembleia Legislativa (ALEGO), Deputado Bruno Peixoto. É verdade que houve resistência inicial. O próprio Governador Caiado chegou a sinalizar publicamente que o caminho “correto” para Bruno seria a Câmara Federal, visando um projeto executivo futuro. Bruno também teve que recuar de suas pretensões à prefeitura da capital para manter a coesão do grupo. Mas a política é a arte de ler o momento, e o momento de Bruno Peixoto é de crescimento incontestável.
A Força da Capilaridade Política
O que torna Bruno Peixoto o nome da vez? A resposta está na base. Em seus dois biênios à frente da ALEGO, Bruno não apenas presidiu o Legislativo; ele construiu uma rede de fidelidade que alcança os 246 municípios goianos.
Liderança Orgânica: Bruno cativou prefeitos, vereadores e lideranças regionais de forma transversal.
Assembleia Itinerante: O projeto “Deputados Aqui” foi o grande divisor de águas. Ao levar serviços e a estrutura do Legislativo para o interior, Bruno deu visibilidade ao seu mandato e criou um fato político contínuo.
Blindagem de Daniel: Para Daniel Vilela, ter Bruno na chapa significa herdar uma estrutura de campanha já montada e uma interlocução direta com quem decide o voto na ponta: as lideranças locais.
A Aposta Final
Diante do que Bruno Peixoto representa hoje, a pré-candidatura a Deputado Federal começa a parecer pequena para o seu capital político. O clã do Palácio das Esmeraldas sabe que, para vencer uma eleição de alto nível, é preciso somar forças, não apenas ocupar espaços. Eu arrisco dizer que Daniel Vilela já comunicou o Presidente Nacional do MDB, o Deputado Federal Baleia Rossi, sobre a escolha.
As pesquisas, que sempre foram o norte de Caiado, devem confirmar o que os bastidores já sussurram: o nome que traz o equilíbrio entre a capital e o interior, entre o político e o social, é o de Bruno.
Eu finalizo este artigo com uma aposta clara: ignorar o peso de Bruno Peixoto seria um risco que o pragmatismo de Caiado não está disposto a correr. Portanto, podem anotar: ” Bruno Peixoto será o candidato a vice-governador na chapa de Daniel Vilela”.
Gilson Romanelli é Jornalista e Analista Político. O jornalista escreve semanalmente para alguns jornais diários e sites de Goiás


