Foto / Reprodução: Orla Notícias Tocantins
p/ Alex Câmara / Raimundo Lira
Amélio Cayres deixa Republicanos e vai se filiar ao MDB para ser vice na chapa de Vicentinho Júnior (PSDB) ao governo do Tocantins
Em um movimento que redefine os contornos da aliança majoritária para o governo do Tocantins, o presidente da Assembleia Legislativa, Amélio Cayres, anunciou sua saída do Republicanos e confirmou filiação ao MDB. A decisão o coloca como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB). Segundo aliados próximos dos dois grupos políticos, a definição do cargo foi precedida por um diálogo estruturado diretamente com Amélio, no qual ele teve liberdade para escolher a posição que ocuparia na chapa majoritária. A avaliação nos bastidores da pré-candidatura é que o desenho da composição foi construído com espaço aberto para decisão, sem que houvesse imposição prévia de função. Integrantes das duas legendas destacam que o modelo contrasta com articulações anteriores envolvendo o nome do parlamentar, em que as alternativas oferecidas a ele eram mais restritas e definidas dentro de escopos já pré-estabelecidos pelas composições. Integrantes das duas legendas destacam que o modelo contrasta com articulações anteriores envolvendo o nome do parlamentar, em que as alternativas oferecidas a ele eram mais restritas e definidas dentro de escopos já pré-estabelecidos pelas composições.
Articulação para o Senado
Com a definição da chapa ao governo encaminhada, as negociações agora se concentram na composição das vagas para o Senado. Conforme apurado junto a fontes ligadas às negociações, os nomes cotados para ocupar as duas vagas na majoritária são o do deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) e o do pastor Carlos Veloso (Agir), atual vice-prefeito de Palmas. Aliados ressaltam, no entanto, que a definição da segunda vaga ainda não está totalmente consolidada. Uma alternativa em discussão é a indicação do ex-deputado federal pastor Amarildo Martins (Agir) para compor a chapa ao lado de Vicentinho Júnior e Amélio Cayres. A definição desse nome é tratada como estratégica para o equilíbrio da aliança e para a ampliação da capilaridade eleitoral da frente que une tucanos, emedebistas e outras legendas no estado. Com o desenho da majoritária em fase final de costura, os partidos aliados passam a dedicar esforços à organização das chapas proporcionais para deputado estadual e federal, etapa considerada essencial para a consolidação do projeto político da coalizão.


