Foto / Imagens: Assessoria de imprensa da pré- campanha
“Prefiro discutir propostas e projetos para o estado”, declarou Vicentinho, contrapondo-se à estratégia de disputar alianças baseadas no que chamou de “apadrinhamento”
O deputado federal e pré-candidato ao governo do estado pelo PSDB, Vicentinho Júnior, utilizou as redes sociais sábado (/37) para defender um novo modelo de fazer política. Em um vídeo publicado no formato reels, o parlamentar afirmou que sua pré-campanha será pautada pelo convencimento da população por meio de projetos, e não pela busca por apoios políticos tradicionais. “Prefiro discutir propostas e projetos para o estado”, declarou Vicentinho, contrapondo-se à estratégia de disputar alianças baseadas no que chamou de “apadrinhamento”. No conteúdo divulgado, o pré-candidato relatou que, durante uma viagem, aproveitou um intervalo para acompanhar as notícias e os comentários nas redes sociais. Foi quando se deparou com questionamentos sobre a viabilidade de sua candidatura, em função da ausência de alianças com lideranças locais. “Alguém me dizia nas redes sociais: ‘como é que você é candidato? Cadê esse tanto de apoio? Cadê as centenas de prefeitos?’”, comentou o deputado, ilustrando o tipo de pressão política que diz identificar no debate atual.
Respeito aos prefeitos, mas sem barganha política
Apesar da crítica indireta ao modelo de alianças baseado no número de adesões de gestores municipais, Vicentinho Júnior fez questão de ressaltar que mantém uma relação institucional de respeito com as administrações municipais. Segundo ele, o trabalho ao lado dos municípios é uma obrigação de mandato e não deve ser confundido com moeda de troca eleitoral. “Prefeitos, gestores e gestoras terão de mim sempre o meu respeito, a minha distinção e o meu trabalho a ser prestado, porque nada mais farei do que cumprir as minhas obrigações de mandato”, afirmou. O tom da mensagem busca diferenciar a pré-candidatura tucana em um cenário político que, tradicionalmente, valoriza o chamado “apoio de prefeitos” como um dos principais termômetros de viabilidade eleitoral. Ao defender que o debate se concentre em soluções para áreas como saúde, educação e segurança pública, o deputado tenta pavimentar um discurso de renovação, mirando um eleitorado que se diz cansado da política de bastidores.


