O ator brasileiro Wagner Moura desponta como uma das surpresas da temporada, impulsionado por uma reviravolta tardia na corrida pelas premiações
A disputa pelo Oscar de melhor ator em 2026 é considerada uma das mais competitivas dos últimos anos, reunindo nomes consagrados de Hollywood e veteranos amplamente reconhecidos pela Academia. Em meio a esse cenário, o ator brasileiro Wagner Moura desponta como uma das surpresas da temporada, impulsionado por uma reviravolta tardia na corrida pelas premiações. A pouco mais de um mês e meio do anúncio do vencedor, uma análise do The New York Times aponta que Moura reúne características que podem favorecer sua candidatura. Um dos fatores destacados é o chamado “efeito final de temporada”, quando performances que ganham projeção nas semanas decisivas acabam se beneficiando do frescor na memória dos votantes.
Movimento semelhante
No ano passado, um movimento semelhante foi observado com Fernanda Torres. Após conquistar um Globo de Ouro inesperado por Ainda Estou Aqui, a atriz brasileira aproveitou o impulso para garantir uma indicação ao Oscar, em uma disputa considerada equilibrada entre Demi Moore (A Substância) e Mikey Madison (Anora). Torres recebeu apoio significativo e quase surpreendeu na reta final. Em 2026, Wagner Moura segue trajetória parecida. O ator venceu o Globo de Ouro por sua atuação no drama político O Agente Secreto, reconhecimento que consolidou sua presença entre os indicados ao Oscar na categoria de melhor ator. A vitória ampliou a visibilidade de sua performance e reforçou sua posição na disputa.
Nome conhecido
Diferentemente do que ocorreu com Fernanda Torres, Moura já é um nome conhecido entre os membros da Academia. Desde o sucesso na série Narcos, o ator, hoje com 49 anos, mantém carreira constante em produções internacionais. Recentemente, participou do filme Guerra Civil e da série policial Dope Thief. Segundo a análise do jornal americano, Moura também pode se beneficiar da resistência de parte do eleitorado a apostar em concorrentes mais jovens, como Timothée Chalamet. No entanto, a reta final da temporada impõe limites à consolidação desse favoritismo. O ator brasileiro não foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Atores (SAG) nem integrou a lista de pré-selecionados do BAFTA em sua categoria, o que reduz as chances de novas vitórias antes da cerimônia do Oscar, marcada para março.


