Veículos passam por um enorme outdoor com os dizeres ‘O Estreito de Ormuz permanece fechado’ na Praça da Revolução, em Teerã, em 28 de abril de 2026. Foto: Atta Kenare/AFP
A agência informou que, durante o mesmo período, mais de 4 mil pessoas foram presas “por acusações relacionadas com a segurança nacional”. “Muitos detidos foram vítimas de desaparecimentos forçados, tortura ou outras formas de tratamento cruéis, desumano e degradante, em particular confissões obtidas sob coação — às vezes televisionadas — e simulações de execução”, acrescentou a agência da ONU. “Fico consternado ao constatar que, além das graves consequências do conflito, as autoridades continuam violando os direitos do povo iraniano de maneira brutal e implacável”, declarou o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado. “Faço um apelo às autoridades para que suspendam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre a pena de morte, garantam plenamente o respeito pelos direitos de defesa e pelo direito a um julgamento justo, e libertem imediatamente as pessoas detidas arbitrariamente”, insistiu. Segundo várias ONGs, entre elas a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais recorre ao uso da pena de morte depois da China. /AFP



