Imagem: Revista Fórum
Presidente nacional do PP, que foi classificado pelo banqueiro Daniel Vorcaro como “amigo da vida”, Ciro Nogueira reapareceu em evento do grupo Esfera segunda-feira (27/4) e tentou minimizar os efeitos da investigação sobre o caso Master nas eleições presidenciais. Em jantar com empresários promovido pelo grupo, presidido por João Camargo, o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o escândalo financeiro não deve colar em Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e nem em Lula, como a mídia liberal tenta fazer – mais especificamente com o caso PowerPoint da Globonews. O cacique piauiense, que tentará a reeleição ao Senado Federal, afirmou que “é difícil jogar o escândalo Master no colo do Lula ou do Flávio” e que as investigações sobre o banqueiro “remetem a todo o quadro político do País”. “Eu não vejo isso como decisivo para a eleição. Eu acho que o que vai ser decisivo é alguém que possa vender (um projeto com) o futuro do País, alguém que olhe para frente, que pare de governar olhando para o retrovisor e passe uma imagem de que vai unificar o Brasil”, afirmou ao lado da presidenta nacional do Podemos, Renata Abreu, e da presidenta nacional do PSOL, Paula Coradi. Ao analisar o cenário, Nogueira afirmou ainda que essa “é uma eleição que vai ser definida na margem de erro”. “Não pode errar”.
Unificação
Entusiasta da terceira via, projeto que tinha Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) como candidato e que naufragou após Bolsonaro ungir o filho, o presidente do PP afirmou que o colega de Senado tem que “unificar o Brasil” e que pode “jogar isso fora” se ficar falando apenas com a base da ultradireita radical, que levou o clã Bolsonaro ao poder. “Se ele vier como candidato com a proposta de unificar o Brasil, com um discurso de que não vai perder tempo com o Lula – assim como perdemos tempo com Lula falando do Bolsonaro -, mas, sim, olhar para a frente e unir o país, então ele tem tudo para ganhar a eleição, porque fala com a maioria. É isso que as pessoas realmente querem”, disse. Nogueira ainda descartou qualquer possibilidade de surgimento de uma terceria via, desejada pela mídia liberal e pela Faria Lima. “Não existe possibilidade disso acontecer (da terceira via vencer a eleição). Se você for ver, fatalmente, acho que a eleição de 2022, as pessoas voltaram para o Lula para derrotar o Bolsonaro e agora estão voltando, claro, para derrotar o Lula. É uma eleição de rejeição”, analisou.



